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Fish-Jumping

Dicas para fazer a escolha certa na hora de trocar de emprego ou carreira

Você já está trabalhando, já tem um emprego, e surge uma chance nova. E agoras? Existem alguns fatores a considerar, e nem todos são óbvios.

O primeiro deles é pesar prós e contras no aspecto frio, racional. Isso é fácil. Basta comparar salário, vantagens, e plano de carreira ou possibilidade de crescimento. Caso haja uma vantagem MUITO clara em fazer as malas, fica mais fácil definir.

Mas digamos que não seja tão simples. Aí, temos que pensar mais. Para começar, é preciso tentar abstrair toda a irracionalidade da decisão.


Por “irracionalidade” eu falo de duas forças opostas:

A) por um lado, temos o COMODISMO. Já sabemos fazer o que fazemos e conhecemos o lugar onde estamos. A tendência do corpo parado é ficar parado, já dizia Newton, e a mudança dá medo. É a famosa Zona de Conforto. É irracional, claro, porque nos cega às novas possibilidades.

B) por outro lado, temos a ANSIEDADE. Podemos estar insatisfeitos com a nossa vida de forma geral. É a relação com os colegas, a chatisse do trabalho sempre igual, ou até coisas externas, pessoais. E a ideia de mudar de emprego acaba confundindo-se com a vontade de “jogar tudo pro alto e recomeçar”. É irracional porque, não, a vida não vai mudar radicalmente. Só o trabalho vai. Talvez fosse melhor tirar férias.


Ultrapassada a barreira dos impulsos irracionais:

Com a cabeça fria, sem tantas emoções envolvidas, podemos analisar o trabalho em si. Não adianta viver na ilusão: TODO TIPO de trabalho vai ter momentos que são um saco. Nada é maravilhoso o tempo todo. Nem o que você faz agora, nem o que fará depois. Então, pode-se até mudar para um ramo para o qual se tem mais afinidade, mas nunca se estará livre dos ossos do ofício.

Nessa hora, é preciso também pesar um fator importantíssimo: o risco. Pare e pense: essa empresa nova, que te oferece um emprego super legal, ela tem viabilidade? Ou daqui a alguns meses irá abaixo, e você estará no Seguro Desemprego? Ou por outro lado, será que a empresa onde você está vai bem das pernas? Será que aí dentro, mesmo, não há algo que te coloque em risco?

E finalmente…

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O fator mais importante, a longo prazo:

Tire uma folga, um dia, um meio-turno, no seu trabalho atual. Diga que vai ao médico, antecipe um dia de férias, qualquer coisa. E vá até o seu “talvez futuro local de trabalho”. Não diga que está indo para lá. Circule, converse fiado com uma pessoa, com a outra. Faça umas perguntinhas de leve. Principalmente, olhe para o olhar das pessoas. Analise o CLIMA no qual vai trabalhar.

Onde há muita intriga, onde boa parte do esforço é focado nos colegas e nas disputas de poder, ao invés do trabalho, estebelece-se um clima pesado. A linguagem não-verbal das pessoas acaba denunciando isso. E mesmo que um lugar assim possa pagar melhor, ele não vai te fazer bem. Você não vai querer estar em um lugar com chefes prepotentes, colegas intrigueiros, cobranças, tensão, onde uns torcem muito mais pelo fracasso dos outros, do que pelo sucesso da equipe.

Será que na nova empresa haverá a liberdade, o ambiente criativo e inspirador do qual você precisa? Ou ao menos será igual ou melhor do que tem agora?

Eu diria que esta visita é um fator crucial na hora de escolher entre trocar ou não de emprego. É uma escolha racional que vai impedir que todo o resto da sua vida seja afetado pela ansiedade e pelo comodismo lá adiante.

E aí, então, com tudo isso colocado na balança, faça sua escolha.

Não sei quem ou quantos vão ler este post mas, tanto faz: te desejo sucesso!