Em 1992, foi lançado um jogo chamado "The Incredible Machine". O nome é longo e logo todo mundo apelidou a obra de arte simplesmente de "TIM". Eu ainda me lembro perfeitamente da razão pela qual este apelido tornou-se universal: o sistema operacional DOS não aceitava nomes de arquivo com espaços, acentuação, e nem um número maior do que OITO letras antes do ponto. Então, o arquivo executável de "The Incredible Machine" chamava-se TIM.EXE. Nunca mais esqueci disso.

O jogo em si
O jogo em si era bastante simples de entender, mas complicadíssimo de vencer. Há um catálogo de objetos variados (dínamos, bolas de boliche, alavancas, cordas, balões, engrenagens, paredes de tijolo, rampas de madeira, correias, roldanas, ganchos... e até gatos, ratos, peixes e outras coisas inacreditáveis). A ideia em TIM é usar esses cacarecos e, através de uma sucessão de reações e "efeito-dominó", chegar a um objetivo.
Por exemplo: se eu quero que um foguete (tipo aqueles de São João) levante vôo, eu preciso arrumar uma fonte de calor que acenda o pavio dele. Para obter isso, eu posso usar uma lâmpada e uma lupa. Para ativar a lâmpada, preciso alimentá-la com energia, e para isso, eu vou precisar de um dínamo. Este dínamo tem que ser girado por alguma coisa, e digamos que eu use, para isso, um moinho de vento (energia eólica é o futuro, cara!). E assim por diante.

Parece complicado, e no começo até que é, mas acaba tornando-se divertidíssimo. Mesmo 20 anos após, ainda não tornou-se ultrapassado e nem enfadonho.
Existem dois modos para se jogar. No modo "normal" de jogo, a gente é apresentado a um cenário com alguns objetos que não podem ser movidos nem deletados, e um objetivo a cumprir. O catálogo de objetos disponíveis é sempre limitado, tanto em número de itens como na quantidade de cada um. O desafio é montar uma máquina funcional e cumprir a missão com as poucas coisas que se tem. É MacGyver na veia!
Existe ainda um modo "sandbox", no qual o jogador não passa de fase, nem pontua, nem nada. Tem-se o cenário vazio, sem missão nem objetos fixos, e com um catálogo completo de itens infinitos. Aqui, o negócio é brincar de inventar maluquices. E dá para salvar! Nesses tempos de Internet que vivemos, eu imagino as pessoas salvando suas máquinas malucas e mandando por e-mail para os amigos, por exemplo.

DOS ou Windows?
Há quem argumente "Mas Fábio, TIM é um jogo de Windows, porque usa o mouse, tem setinha e tudo mais!". E aí eu direi: quando TIM foi lançado, a versão do Windows que estava bombando por aí era a 3.1 (eu tinha um 486 com Windows 3.11).
Ora, o Windows foi criado, NÃO COMO UM SISTEMA OPERACIONAL INDEPENDENTE, e sim como uma "capa gráfica" por cima do velho e bom MS-DOS. E a coisa continuaria igual, até o Windows 98, que se não me engano, foi o último Windows "sou um DOS com um visual por cima".
sera que existe este jogo para wind 7
Jeferson,
para jogá-lo no Windows 7 é bastante simples: vá a um site de Abandonware e baixe o jogo (que é leve, baixa em segundos). Ele não se instala, tu vais ter que abrir a pasta com os arquivos baixados, procurar o arquivo executável, e abrir ele.
Quase certo que NÃO vai rodar direito no teu Windows 7. Então, tu baixas um programa chamado DOSBox, que é um emulador de DOS. Basta arrastar o executável do jogo para dentro do DOSBox e jogar.