É isso aí, pessoal! Este ano, o festival de homens feios que pedem nossos votos pode ser compensado por alguma "colírios" no horário eleitoral. Uma destas beldades do mundo da política será escolhda a Candidata Mais Gata de 2010 no Rio Grande do Sul! Vote e faça História!
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Blog do meu amigo Eduardo Leonardi. Um cara que realmente tem estilo próprio, e seguiu o jornalismo como meio de vida em tempo integral. Curiosidade: esse cara tem uma voz tão calma que, quando narrava uma tragédia sangrenta nas aulas de rádio, dava a impressão de estar dando o boletim do tempo.
Esse cara é jornalista, apaixonado por carros Lada, tem um DKW e faz uns videos nos quais encarna "Indiana Gomes", que nos mostra os carros mais bizarros e museológicos imagináveis. Teve até uma vez em que ele andou num Trabant. Fabuloso.
Leia e confira, as idéias de uma quase-jornalista brigando pela causa. Na verdade, não conheço essa tal de Carina, mas me dá a impressão de ser uma das pessoas mais idelistas e fofuchinhas do mundo.
Resenhas críticas, curtas e objetivas, de filmes. Só isso. Sem entrevistas, sem frescuras, sem nada. Só os filmes e ponto final. para quem gosta de dar umas risadas e conhecer um pouco sobre cada produção que vai saindo do forno.
Conservador, mas conservador mesmo! Esse blog se opõe até mesmo à Revolução Francesa e aos ideais de liberdade pelos quais ela foi realizada. Ah, e é nele que eu li pela primeira vez o lema "nuremberg para os comunistas, já!" Sentiu o drama?
Aparentemente, o extremo oposto de "Olavo de Carvalho" e do "Conservador e Daí", mas, na prática, muito semelhante no grau de virulência com que trata os temas. Este é um blog mantido por pessoal do PSTU, com uma linha socialista, revolucionária e empedernida de chavões da nossa manjada whiskesquerda. Mas ostenta esse charmosíssimo nome.
Esbarrei neste aqui por acaso. Tchê, que cara interessante de se ler. Ele fala sobre vários assuntos e traz uma visão crítica, mas bem humoriada, sobre quase tudo. E o lema é uma pérola: "Concorde comigo ou esteja fatalmente errado."
O blog de uma intelectual que não escreve para intelectuais. os assuntos são bem variados e a perspectiva da blogueira é bastante diferente da minha em alguns pontos, enquanto é quase igual em outros.
Site que reúne colunas, notícias, informações e novidades da região que, para mim, é a mais bonita de todo o lindo, inigualável e gigante Rio Grande do Sul.
Site com textos que defendem uma visão cristã da vida e do mundo. Andei lendo na tentativa de voltar a acreditar em Deus. Não deu certo, mas vocês podem ir lá e tentar.
Vocês querem bacalhau? Vocês querem mocotó? Vocês querem pão e circo? Este site "oficial" é bom por uma razão: avacalha totalmente o programa. E é muito divertido.
Dizem que depois de ir ao BBB, as novas subcelebridades não fazem nada que preste. Mas eu gostei tanto do desenho e do tom do blog que resolvi dar uma chance.
Por incrível que pareça, é o blog do Byafra. Dele, e de uma mulher que eu não sei quem é. Mas não espere encontrar ali memórias dos tempos do Chacrinha ou uma agenda de shows em lugares obscuros. Byafra demonstra ali que é poeta, pensador e meio comunista, acho eu.
Blog do meu amigão tocantinense Zaca Martins, um poeta, escritor e jornalista. Um verdadeiro maestro das letras, que usa as palavras como se fosse uma orquestra muito bem afinada. Mas o blog tem, além da parte poética, algumas críticas à cena cultural do Norte, que são bem interessantes. Confira, que vale a pena.
Blog que acompanha todos os movimentos e novos projetos da atriz gaúcha Larissa Maciel, já consagrada no papel de Maysa Matarazzo, no seriado sobre a vida da cantora.
Esse deve ser o cara mais sábio do mundo. Autor de livros online que vão desde "Como parar de fumar" até "Ateus graças a Deus", esse cara nos ensina coisas do tipo "como tornar-se irresistível", "a fonte da juventude" e muito mais. Lendo o site, pode-se passar em concursos públicos e ampliar a memória em 100 vezes. Além de tudo, escreve contos eróticos. Não há nada que ele não saiba! Olhando só para o site, não há dúvidas de que ele é o Messias!
Não me perguntem o por quê desse nome bizarro. Mas este é o blog de uma menina superlegal, linda e inteligente chamada Júlia, filha de uma colega minha aqui do serviço. Só que ela tem umas teorias meio estranhas, e não bebe. Mesmo assim, vale a pena ler porque, dessa turma da idade dela, ela é uma das pessoas mais com a cabeça no lugar que conheço. Confira.
Blog de um sujeito que, apesar de ter criado a comundiade oficial do Studio Pampa no Orkut, é extremamente lúcido e inteligente. Costuma comentar assuntos como a profusão de partidos sem ideologia no Brasil, mas sem fazer discurso eleitoral para ninguém.
Blog com um discurso esquerdão e informações atuais que a mídia prefere dar uma ignorada. Resolvi colocá-lo na lista depois de ler um post no qual o blogueiro fala das soluções com "custo zero" para motivar funcionários, algo que para mim também não faz sentido.
Um blog que fala sobre TV, artes, política e tudo mais de uma maneira realista e meio escrachada, bem ao meu gosto e prática. Cansou de ler as atiradas aqui do meu blog? Vá ler as desse cara. O estilo é semelhante.
Vou usar a própria definição do blog: "Este é um blog que defende idéias de justiça social, autodeterminação dos povos, democracia, liberdade, respeito aos direitos humanos e à construção de uma sociedade onde todos possam viver com dignidade." O autor é professor de História e não tem meias palavras.
Assim como o Irmão do Décio, a Brigato Design dedica-se a desenhar carros como eles deveriam ser: bonitos, modernos, funcionais e acima de tudo, tributários aos maiores clássicos da história automobilística do Brasil. É lindo de se ver. Me apaixonei de vez quando colocaram no ar o design (imaginário, claro) do Opala 2011. Coisa quem nem a Chevrolet de verdade teve a glória de criar.
Blog do meu amigo Claudio Dullius, um tucano meio liberalão que adora dar pau no pessoal do PT. Voltado para as questões de Viamão, o site tem épocas de extrema falta de inspiração, resumindo-se a reproduções de mensagenzinhas de piada política. Mas quando surgem as épocas inspiradas, o Cláudio nos brinda com os posts mais geniais imagináveis.
Blog do tucaníssimo Kadu, uma baita figuraça e um grande amigo, que é formado em um pouco de tudo e quem sabe um dia presidirá o PSDB. O bom de ler o blog dele é que ele não concentra sua tucanisse em atacar o PT, e sim em promover os parlamentares e o governo do partido dele, algo meio raro de se achar na web - eu leio porque sempre gosto de ver o contraponto das críticas.
Tudo o que (não) acontece em Viamão neste incrível site de notícias verdadeiras (ou não), narrados de maneira brilhante (ou não). Segundo o VI, a cidade recebe visitas de Hugo Chavez e Bill Gates, cedeu um terreno para a gravação de Lost, é campo de pouso de ETs semanalmente, e a lista de material das escolas inclui armas de grosso calibre. Ah, a cidade ainda conseguiu tornar-se um Estado independente do Brasil, abriga uma retransmissora da Al Jazeera, dentre outros disparates. Leia e mije-se de rir.
Blog sobre política (mesmo? dããã), que faz análises cáusticas e inteligentes sobre acontecimentos, pessoas e fatos nacionais e internacionais. Muito bem elaborado, não cai na politicagem e não apresenta pendores escancarados por partido algum. Por incrível que pareça, vale a pena ler, porque os textos são cativantes e bem elaborados.
Para o bem ou para o mal, para orgulho e glória, ou para vergonha da cidade (em alguns casos), esses são os representantes da nossa população local. Então, é função de cada um de nós, pelo menos, dar uma olhada no que eles andam fazendo com o nosso dinheirinho suado.
Esse cara é um político inegavelmente coerente e lutador. Pode não ser do meu partido, mas eu o admiro e qualquer um que se considere pensante neste Estado do RS deve ler, pelo menos de vez em quando, as análises que o Ruas faz da realidade atual, daqui e do exterior.
O Chrysler PT Cruiser, um carro "de bacana" que vemos pelas ruas das cidades hoje em dia, é baseado em um outro modelo da empresa: o Airflow, que foi o patinho feio dos anos 1930. E não porque fosse um carro ruim ou ultrapassado, mas porque era tão moderno que, conforme diria Nietzsche, havia nascido póstumo: suas concepções de design e mecânica só seriam aceitas como "normais" duas décadas mais tarde.
Lindo, lindo, e lindo. Mas o povo gostava era de calhambeque.
Chrysler Airstream, com um desenho mais próximo do tradicional, não vendeu uma barbaridade, mas não foi um fiasco tão grande quanto seu primo mais modernoso.
De costas...
...de frente...
...e por dentro.
Chrysler Royal Eight, de 1933. Esse vendeu bem.
Chrysler PT Cruiser: homenagem com componentes mecânicos do Chrysler Neon, outro carro muito bonito mas mal falado da mesma fábrica.
Um PT Cruiser preto...
... e o modelo dos anos 1930, só para dar uma olhada no estilo.
Um Ford de 1934. Concepção quadradona.
Em 1934, a Chevrolet fazia carros assim. Lindos, mas bem mais antiquados do que o Airflow.
E a Oldsmobile fazia algo na mesma linha.
Dentro da própria Chrysler, carros com desenhos e mecânica mais apegados ao que era comum faziam muito mais sucesso do que o Airflow, como é o caso deste "dojão" de 1934.
Em 1934, a norte-americana Chrysler colocou nas ruas um carro cujo desenho só faria sucesso muitos anos mais tarde: o Airflow, o primeiro carro produzido em massa cuja concepção fora projetada com o foco na aerodinâmica, neste caso, na redução da resistência do ar ao movimento do veículo.
Na década de 1930, os carros ainda eram quadrados e cheios de ângulos retos, perpendiculares ao solo. Os desenhos eram tributários da era dos primeiros automóveis, verdadeiras carruagens sem cavalos, e até lembravam carruagens, se a gente olhar com cuidado.
Segurança
O Airflow era diferente. Com um mínimo de cantos onde o ar pudesse bater frontalmente, o carro tinha ainda diferenciais mecânicos que o tornavam um dos mais seguros da época.
O desenho tradicional dos carros, feitos quase todos em forma de "duas caixas" (uma menor com o motor na frente e o quadradão do habitáculo atrás, como se fossem todos station wagons desajeitadas), tornava a direção perigosa mesmo a baixas velocidades. Esta disposição deixava 65% do peso do carro sobre o eixo traseiro. Quando os carros enchiam-se com os passageiros e malas, a proporção de peso jogado sobre as rodas traseiras chegava a 75% do total do conjunto. Com a frente praticamente no ar, os carros perdiam o controle facilmente em pistas escorregadias. Algumas fábricas, então, colocavam a suspensão frontal com muito mais "jogo" do que a traseira, o que diminuía o perigo, mas obrigava as pessoas a viajarem sentindo fortemente os solavancos das estradas da época.
O Airflow, no entanto, apresentava uma nova proposta. As rodas traseiras desse novo carro ficavam atrás dos passageiros, e não embaixo deles, o que distribuía o peso praticamente 50% sobre cada eixo. Além disso, a tração era feita pelas rodas da frente. Sem a necessidade de compensar a distribuição de massa na base do "jogo" maior em um dos eixos, o carro era mais fácil de controlar.
Conforto e desempenho
Além da evidente vantagem de colocar os passageiros entre os eixos do carro, e não em cima de um deles, o Airflow tinha um corpo completamente feito de metal, e com as janelas fechadas, o vento não entrava. Isso ajudava na aerodinâmica e deixava para trás a era dos carros com armações de madeira e tetos de lona. Os vidros frontais formavam um "V", ao invés de uma parede (como acontecia com os para-brisas planos dos carros anteriores), reduzindo o barulho que o vento fazia contra o carro.
Como o carro não tomava golpes tão fortes do vento contra durante seu movimento, e o corpo todo era feito de aço, numa estrutura fechada, a sensação de "carro se desmontando" ao andar em alta velocidade era bem menor do que nos concorrentes da época.
O motor era da própria Chrysler e inicialmente fazia 100 cavalos, o que era bastante para arrastar o carro, mais baixo e mais leve do que seus concorrentes, na frente de todo mundo. Mas até 1937, a motorização seria melhorada até atingir 130 cavalos, o que, para a época, era um carro quase esportivo.
Mercado
Lançado em 1934, o Airflow inicialmente foi uma sensação. A campanha publicitária não poderia ser mais surpreendente: um exemplar do carro foi adaptado para ser dirigido de forma que parecesse estar andando de ré, e passou a desfilar pelas ruas de cidades como Detroit e NY. Era uma espécie de teaser, numa era pré-TV e pré-marketing.
A Chrysler, naquele tempo, já era dona de duas marcas afiliadas: a Dodge e a DeSoto. Enquanto a Dodge era dedicada a modelos mais encorpados, a DeSoto deveria operar como uma divisão "popular" dos carros do conglomerado, com preços mais baixos e carros mais simples. Assim, além do Chrysler Airflow, também foi lançado o DeSoto Airflow. Ambos era idênticos, a não ser pelos emblemas diferenciados nas grades frontais e pelo fato de a DeSoto fabricar apenas este modelo de carro.
Buenas. Mas acontece que o público americano estranhou muito aquele carro arredondado e esquisito que a Chrysler tentava empurrar-lhe. Por incrível que pareça, havia uma crença geral de que o corpo Toto feito de metal do Airflow pudesse ser mais frágil do que as já confiáveis carrocerias com partes de madeira.
Para comprovar a força do Airflow e de suas concepções mecânicas, a Chrysler atirou um carro desses de uma ribanceira de 34 metros de altura. O carro deu uma sonora paulada no chão, e foi em seguida ligado. Depois de ser desvirado, saiu do local de testes rodando, todo amassado, mas ainda reconhecível.
Mas não tinha jeito. O público, recém estremecido pela Grande Depressão, temia as novidades. Já em 1935, a Chrysler/DeSoto começou a sentir o drama: os Airflows encalhavam nas lojas.
Nessa mesma época, outro carro da Chrysler, o Airstream, de linhas mais tradicionais (por exemplo, tinha faróis destacados da lataria, algo impensável hoje em dia) vendia muito mais. Em 1936, essa diferença chegou ao ponto de o Airstream vender quatro ou cinco vezes mais do que o Airflow, que era mais moderno e seguro. Foi em 1936 que a versão top de linha do Airflow, a Imperial, vendeu pouco mais de mil exemplares. Foi a maior vendagem de um modelo da linha em um único ano. Enquanto isso, o mais de 50 mil Airstream foram vendidos naquele ano.
Em 1937, os últimos Airflows saíram da linha de montagem. Só havia, então, um modelo do carro, o Airflow Eight, mais simples do que o Imperial. Como "canto do cisne", um último Imperial, extendido (limusine) foi feito por encomenda do presidente das Filipinas, Manuel Quezon, para ser seu carro oficial. Este exemplar está atualmente exposto em um museu filipino.
Umas 4 mil unidades do Airflow saíram da linha de montagem em 1937. A Chrysler teve que aceitar definitivamente o fracasso do seu projeto mais ousado até aquele momento. E a DeSoto, que baseava sua existência praticamente só sobre essa linha de carros, quase foi à falência.
Legado
Segundo fontes não confirmadas, um engenheiro chamado Ferdinand Porsche importou um Airflow para a Alemanha, usando-o como inspiração para um carro que mais tarde ficaria famoso com o apelido de "Fusca". No entanto, as linhas do VW lembram bem mais o Tatra 741, de 1932. É possível que Porsche tenha misturado as duas idéias ao dar vida ao fuscão.
A Chrysler, por sua vez, passou duas décadas presa a linhas tradicionais, ao desenhar seus novos carros. Isso fez com que ela rejeitasse muitos outros projetos inovadores que acabaram sendo aproveitados por seus concorrentes. E a Chrysler perdeu muito espaço no mercado norte-americano, inclusive para marcas estrangeiras (como a própria VW).
Em 1999, a própria Chrysler prestaria sua homenagem ao injustiçado Airflow, lançando o PT Cruiser, um carro moderno cujo desenho lembra o do antigo e ousado modelo que poderia ter revolucionado a indústria automobilística, não fosse o fato de os consumidores não estarem prontos para ele.
Os franceses inventaram um clássico para os tempos difíceis do pré-guerra, e a obra de arte acabou caindo como uma luva para os tempos ainda mais difíceis do pós-guerra. Indiana Gomes nos mostra o pequeno notável do país do Tintin.
Um dos quatro protótipos que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial.
Citroen 2CV de 1949, recém-ressuscitado após o conflito mundial.
Modelito 1955. Não lembra um pouco o Fiat "Topolino"?
Um 2CV de 1969, já nas últimas fases da produção do clássico imortal.
Uma das muitas projeções artísticas dos entusiastas de um "New 2CV".
Tá aí uma corrida de clássicos que eu gostaria de correr...
Simplesmente fabulosa a matéria do repórter Flávio Gomes, da ESPN, sobre o Citröen 2CV. Encarnando o personagem "Indiana Gomes", um arqueólogo do mundo dos automóveis, Flávio nos mostra os mais clássicos e bem bolados automóveis do passado. E eu há muito tempo esperava ansioso para ver uma matéria dele sobre o Citröen 2CV.
Um pouquinho sobre o carro
Década de 1930. A França era um país majoritariamente rural, e para atender à demanda de um carro que fosse resistente, barato, econômico e ao mesmo tempo "pau-pra-toda-obra", foi projetado o pequeno 2CV. Mas aí, veio a Segunda Guerra Mundial, e os poucos protótipos que haviam sido fabricados foram completamente destruídos, para evitar que caíssem nas mãos dos alemães.
Acabou a guerra, e assim como Fusca e o Fiat 500, também o Citröen 2CV passou a ser produzido em larga escala. Sua mistura de robustez, economia e simplicidade ganharam os corações do proletariado francês. Mais ou menos como o Fiat 500 (o carro do Totó, personagem do Toni Ramos na novela "Passione"), e o Fusca.
Buenas. O motor era refrigerado a ar, como nos dois outros carros citados. A capota era de lona. Tudo muito simples. A produção só terminaria décadas depois. E com o fim dos 2CVs, surgiu a massa de sonhadores que estão aí, há não sei quantos anos delirando com a idéia de um relançamento do carro. Suspeito que, se sair um "New 2CV", a decepção seja tão grande quanto a que tiveram com o New Beetle.
Mas não eram apenas 2cv
O motor do 2CV não tinha apenas dois cavalos de potência. Inicialmente, o carro tinha um motor cuja cilindrada era de 375cm³. Depois, vieram versões de 425cm³ e, em 1958, o de 600cm³ (só para explicar, seria como ter um motor 0.6, sabendo-se que a Towner e o Daihatsu Cuore, por exemplo, são 0.8, e o Celtinha é 1.0). O motorzinho 0.3 desenvolvia míseros 9 cavalos de potência. E o 0.6 fazia anêmicos 33cv.
A definição "2CV " é uma referência ao sistema de tributação francês da época, que classificava os carros e cobrava impostos de acordo com as cilindradas do motor. Hoje em dia, o sistema é bem mais complexo e leva em conta a potência real do motor, a emissão de poluentes e mais um monte de variantes. Mas na época, era pelo tamanho dos canecos mesmo. Uma curiosidade é que o Citröen 2CV de 602cc era, de fato, classificado na categoria "3CV" para o sistema de impostos francês, mas manteve o nome original de 2CV.
Mas e a reportagem?
A reportagem do Flávio Gomes está, como sempre, muito boa. Ele mostra o carro e dá uma volta nele. É bem menos completa, por exemplo, do que a que ele fez com o apaixonante e imortal Trabant da Alemanha Oriental, mas é uma boa reportagem. Para quem ama carros antigos como eu, é um prato cheio.
O Lada Laika que jazia aparentemente morto na minha garagem hoje acordou do seu longo coma. E vai ressuscitar completamente ainda este ano.
Minha pequena frota formada apenas por carros de bom gosto: sedans quadradões e pesados do tempo do Ariri Pistola. Pena que não pude manter nela o Fiat Premio prateado.
Depois de meses na garagem, o monstrinho soviético ganhou as ruas novamente.
Semana que vem, a traquitana russa parte para o local onde será restaurado. Por enquanto, deixei na garagem da casa do velho ("velho" é só força de expressão, meus pais ainda estão longe de ficar velhos).
É isso aí, gurizada: o Lada Laika vermelho que estava na minha garagem recebendo pequenos reparos aos poucos finalmente partiu para o "tudo ou nada". Por iniciativa do meu pai, demos uma geral na mecânica e na elétrica dele, e agora vamos despachá-lo para um desses três destinos possíveis:
Na opção um, restaurá-lo (desde que consigamos fazer isso com adaptações de peças nacionais, a um custo não muito elevado) e mantê-lo na família.
Pela opção dois, vendê-lo a um parente que trabalha com restauração e venda de antigos e raros, o que não é de todo ruim porque, apesar de eu não tê-lo mais, pelo menos ele volta à estrada.
Ou, pela opção três, desmontá-lo e vendê-lo em peças. Esta opção está praticamente descartada, porque o carro na verdade anda e pode pegar estrada numa boa - só está incrivelmente feio, com uma porta amassada e a pintura desgastada.
Mas, de qualquer maneira, o carro saiu da minha garagem e deverá voltar à estrada em um prazo ainda indeterminado. Só não sei se serei eu a pilotá-lo. Caso não haja como recuperá-lo à base de esforços próprios, terei que repassá-lo. Não que isso invalide minha proposta original de TER UM LADA LAIKA restaurado, porque se eu vender este, um dia compro outro.
O fato é que o banheirão soviético parecia estar "nas últimas", com o motor mal dando sinais de vida. Notei que ele parecia estar era "empenado", parado há muito tempo. Dei umas corridas por dentro do condomínio, e depois de umas três voltas pelas ruas principais, o monstrengo começou a "criar vida", ficando bem fácil de acelerar. Ou seja: as estradas do meu Rio Grande ainda vão ser palco para Ivan o Terrível.
Livro do Opala lançado pela Editora Escala tem uma produção muito bonita, com fotos lindas e impressão de primeira qualidade. Mas a parte de resgate histórico da trajetória de um dos carrões mais amados do Brasil deixa a desejar. E a obra, no geral, parece não ter sido revisada - quase uma marca registrada da editora.
O padrão Escala de qualidade: capa linda, impressão de primeira, conteúdo feito às pressas, abordagem superficial e revisão zero.
AUTOR: uma equipe.
LANÇAMENTO: 2008.
EDITORA: Escala.
Eu tenho um exemplar deste livro da Editora Escala. A primeira vez que eu vi este livro, foi na casa de um cara que gostava de carros grandes e antigos, e que comprou de mim um Vectra 94.
Bom. Pouco tempo depois, comprei meu próprio (livro, não Opala). A capa é promissora: um fundo preto com a foto de um Opalão SS, anos 1970, com aqueles dois faróis redondos e a grade cheia de cromados. Progredindo para dentro do livro, temos uma apresentação, agradecimentos e um índice. Tudo indica que temos nas mãos um autêntico livro para apaixonados pelo eterno carrão da Chevrolet. Dá a impressão de que, daqui a dez anos, poderemos mostrar o que foi o Opala para os nossos filhos, folheando as páginas deste livro. Um tributo justo e completo à memória de um dos maiores clássicos da indústria automobilística nacional.
O primeiro capítulo, intitulado "Chevrolet: era uma vez...", mantém o ritmo,reforçando a certeza de se estar diante de um baita de um livro. É um histórico da empresa, desde sua fundação, passando pelos primeiros calhambeques, as primeiras corridas, os anos da guerra, e chegando à criação do Opala. O capítulo seguinte, especificamente sobre o modelo, dá uma primeira degringolada, com um histórico meio superficial.
E aí, toda a ilusão se acaba. O livro termina exatamente na página 25 (de um total de 160). A partir daí, tem muito pouco texto, muito pouca história, e as informações são bastante incompletas. Tem um capítulo sobre a Caravan que é o último lampejo de linguagem "de livro" a que temos acesso nesta obra.
O que estraga o clima do livro é que a Escala incluiu muitas matérias em "estilo de revista", com entrevistas com proprietários e a história pessoal deles, versões tunadas, xunadas, e – pasmem – uma imensa galeria com os desenhos 3D do Dan Palatnik, num claro esforço para preencher páginas com desenhos e fotos em profusão, mesmo que irrelevantes, redundantes, o que for. Daí, conseguiram fazer um calhamaço com cento e tantas páginas, encadernaram como um livro, botaram a belíssima capa, e voilá, tinham UM LIVRO... que depois de lido, passa a ser visto como um "revistão".
Além disso, o texto simplesmente parece não ter passado por nenhuma revisão, com erros de português e de digitação pululando ao lado dos carrões. Para completar a fuleiragem, tem carros que foram fotografados sem que se fizesse uma limpeza (especialmente nos interiores). E fotos de motores carecendo de limpeza, uma tinta, ou simplesmente com um monte de fios "gambiarrizados" por mecânicos pouco caprichosos. E tem fotos repetidas, também, o que pode parecer impossível. Mas estamos falando de um livro da Escala, então...
Eu não sei se recomendo ou não recomendo esse livro. É bonito, as fotos são muito lindas, mas não é exatamente o livro que eu esperava que fosse, profundo, histórico e tal. Muita coisa parece catada na Internet. E as informaçõs técnicas foram dadas pelo Clube do Opala de SP, sem revisão, e em alguns casos, estão patentemente erradas. Mas... é bonitinho. Rende comentários das visitas. E é baratinho (uns 30 reais, algo assim), constituindo um excelente presente para dar no amigo secreto para aquele colega que curte carros antigos.
Modelos dos gloriosos tempos em que cada marca desenhava seus próprios modelos (atualmente elas simplesmente fabricam todas carros quase iguais aos da concorrência para cada categoria, de forma pasteurizada).
Gente, eu devo ser mesmo meio maluco, tarado, pirado por carros antigos. Bati o olho num anúncio que vende 3 carrinhos (miniaturas) iguais a modelos nacionais por 50 mangos. E resolvi que vou dar um jeito de comprar um conjunto formado por um DKW + Brasília + Galaxie. Tem que ser DKW, porque é histórico. Tem que ter a Brasília, simplesmente porque eu gosto dela. E tem que ter o Galaxie porque... porque ainda não fazem miniatura do Del Rey.
Essa história de miniatura de carros é algo realmente fabuloso. Minha esposa quase tem um treco cada vez que eu digo que vou afixar um monte de prateleirazinhas nas paredes da nossa sala, só para espalhar mini-carros pelo ambiente todo. Se tivéssemos grana, já teríamos comprado uma mesa em forma de frente de Fusca. Os almoços e jantares seriam com certeza muito mais divertidos. Apesar que, para ser mais condizente com a realidade, uma mesa em forma de frente do Opala seria mais parecida com o original (que, assim como o Del Rey, o Dodge Dart e outros carros da época, têm aqueles capôs estilo "mesa de churrasco", longos, planos e horizontais).
Eu nunca compro nada pela Internet. Mas um dia desses ainda compro um conjunto desses de miniaturas. Não agora. Todo esse rolo de compra-carro, roubam-carro, recupera-carro, me deixou economicamente debilitado. Mas isso é temporário. A paixão por carros antigos é que é eterna.
A pequeninha e o banheirão: claro que a miniatura de gente é a coisa mais linda do mundo.
Hoje, "resgatei" minha câmera digital lá na casa dos meus pais, e consegui finalmente liberar as fotos que fiz no domingo passado, do nosso glorioso Del Rey, o novo carro da família.
A minha "modelinho" que aparece nas fotos é a Camila – acho que é a primeira vez que ela aparece aqui no Blog. A minha pequena antigomobilista de apenas 4 anos de idade adorou o quadradão, e fica brincando de dirigir (no meu colo) com o auxílio da direção hidráulica.
Eu sei que, para muitos leitores do meu blog, publicar fotos de um Del Rey pode parecer perda de tempo. Mas para os amantes dos carros antigos, eu preciso fazer o registro da minha mais nova e amada relíquia sobre rodas. Ainda mais quando analisamos o estado de conservação deste grande clássico nacional – o último carro de luxo legitimamente Ford antes do surgimento do Focus. E tributário da legendária mecânica da linha Corcel.
O meu, no caso, é um 1988 com motor CHT, não o motor Renault que a Ford usou nos Corcel. O câmbio é muito macio e o carro – embora não corra – tem um rodar macio, confiável, com uma aceleração firme. E é bem silencioso.
A modelo das fotos é outra história – assim como o pai, adora posar para a posteridade (a diferença é que ela é, de fato, bonita e fica bem nas imagens).Já escreve muitas palavras e tem uma estranha rejeição por Corsas (não o animal, aquele carro da GM). E, claro, tem uma pequena coleção de Barbies, Suzies e outras bonequinhas do tipo, mas não deixa de gostar de brincar com os priminhos - adivinhe de quê - carrinhos da Hot Wheels! (eu dei para ela um VW Thing e um Ford Galaxie, que ela adora).
Para quem já sonhou em comprar um Dodge Dart (o popular "dojão"), até que estou sendo modesto.
Bom, pessoal, eu estou sem a minha máquina digital (que eu esqueci na casa dos meus pais), então, usei meu notebook como webcam e bati umas fotos do novo carro da família: o Ford Del Rey Ghia 1988 que eu comprei há alguns dias.
Trata-se de um banheirão, com motor 1.6, nem de longe tão gastador quanto outras banheiras da época, e nem de longe em termos de potência. Mas o visual é clássico, grande, e sólido, além dos cantos quadrados e das linhas ultrapassadas - que para um antigomobilista como eu, formam um belo conjunto.
Nenhuma dessas fotos é dos meus carros (lembrem que estou sem a minha máquina), eu peguei estas imagens da Internet e só estão aqui para fins de ilustração. Eu acho todos esses carros lindos, porque são sedans, são antigos e são estilosos. Mas tendo que escolher, optei pelo maior, claro.
...mas ficarei apenas com um deles.
O caso é o seguinte: eu já tinha no meu pátio um Lada Laika que eu pretendia restaurar aos poucos, e comprei um Fiat Premio 91/92 para andar no dia-a-dia. Mas aí, há umas 3 semanas, roubaram o Fiat Premio.
Depois de mais de 10 dias do roubo, era razoável pensar que o carro não voltaria mais, ou apareceria totalmente desmontado e demolido. Então, saí à cata de um outro carro, e encontrei um lindo Ford Del Rey Ghia 1988, azul-metálico, com todos os frisos e cromados perfeitamente no lugar. Um banheirão, enorme e clássico, "lacradinho" e zerado, que não bate, não fumaceia, não range, não chacoalha, nada. Para não dizer "nada", tem um machucadinho na pintura, na "cauda", do lado do passageiro. E uma lâmpada da luz de ré, queimada (que eu vou trocar em cinco minutos).
Mas aí, quinta-feira, a polícia achou o Fiat Premio. Falta o painel de instrumentos e as rodas. Que dizer, os bandidos levaram as rodinhas aro 13, enferrujadinhas, com os pneus meia-vida que estavam nele. Os rodões 14 com pneus tala-larga zerados que eu tinha reservado para ele, estão ainda lá em casa, então, só perdi mesmo o painel do carro. E os puxadores de porta. Enfim, em uma semana deverá estar novo outra vez.
Daí, bem... daí eu terei 3 carros: o Del Rey em perfeito estado, o Premio perfeitinho (recém-restaurado) e o Lada meia-boca. Mas só ficarei com um deles, e isso já foi assunto de uma pequena reunião de família lá em casa.
O Lada, como carro da família, está fora de questão, e eu já tenho comprador para ele, um sujeito que restaura carros antigos e vai levar ele daqui para "brincar" no raro exemplar russo. O dinheiro da venda dele servirá para – adivinhe – pagar a restauração do Premio.
O Premio, apesar de bonito e econômico, será vendido também e eu mais ou menos tenho um comprador para ele. Vai levar o carro e me dar dinheiro o bastante para quitá-lo, e ainda quitar boa parte do Del Rey.
O Del Rey, confortável, e não muito mais gastador do que o Premio, vai ficar aqui em casa. Trata-se de um clássico, completo de tudo, lindo e exageradamente espaçoso. Além disso, como ele é escuro, tem todos os cromados brilhando, e o motor está redondinho, acaba juntando sempre uma platéia de fãs de carros antigos em qualquer lugar que eu vá. Raciocinemos: é grande, confortável, bonito, exagerado e chamativo. Está na cara que é o carro para mim!
PS: sobre o Del Rey, fiz umas fotos do novo carrão da família, mas esqueci a máquina de fotos dentro do sítio dos meus pais. Final de semana que vem, eu pego e boto as fotos aqui no blog. Trata-se de uma verdadeira peça de museu, aquela banheira voadora. A Fabiana e a Camilinha adoraram.
Eu não consigo achar bonito esse carro. Mas também não dá para negar que o conforto dele surpreende até aos mais céticos (como eu, aliás).
Este artigo faz parte de uma série, que eu pretendo publicar, sobre carros antigos que têm má fama. Servirá para ajudar pessoas com pouca grana a comprar carros do tempo do guaraná de rolha, e para os fãs de carros antigos curtirem. Ao invés de acreditar nos comentários, resolvi entrar nesses carros e experimentar por conta própria.
Meu vizinho tem um Corcel II, e outro dia precisei andar nele. É uma tristeza que a maioria dos exemplares que vemos por aí esteja em más condições. O carro tem um visual meio duvidoso, e é muitíssimo desvalorizado. Dá para comprar um, bem direitinho, por 4 mangos. O problema é que, para vender, a desvalorização mantém-se a mesma. Ao contrário do seu irmão mais velho (o Corcel "um"), ainda não é um clássico e, portanto, não ganha preço como "relíquia".
Vamos começar, então, com a parte boa: o carro é muito econômico, para o tamanho que tem e a idade. O motorzinho CHT da Ford compete em economia, com seu contemporâneo da Fiat. Acho que poderia até ganhar a disputa, se o carro em volta dele não fosse tão pesado. O peso do carro é tal que a potência do motor fica pequena para arrastar o trombolho em altas velocidades. Mas já dá para fazer umas ultrapassagens não muito espetaculares.
Dizem que é um carro pouco durável. Mas os exemplares que eu vejo rodando todos os dias com amigos e conhecidos estão, quase todos, sendo usados para serviço, andando centenas de quilômetros a cada semana, e não se entregam. Acho que a durabilidade deles depende de manutenção, do tipo olhar o óleo, a água, essas coisas.
Eu falei do peso e do tamanho do carro. Mas isso tem uma face positiva, também: o espaço para os ocupantes do banco de trás é mediano, competindo com o do Escort. Mas os ocupantes dos bancos da frente passam muito bem, obrigado. Naquela comparação que eu fiz com os carros da Fiat, vale lembrar que estamos falando do 147, que oferece bem menos espaço para gente e para malas – o porta-malas do quadradão da Ford dá um voleio nos do Voyage, do Chevette e de muitos carros mais modernos.
A suspensão é muitíssimo macia (mesmo quando comparada com a de carros bem mais novos, como o Corsa, por exemplo). Mesmo sem direção hidráulica, a condução é leve, e a caixa tem encaixes suaves. Dá para dirigir essa banheira por horas sem se cansar. O único porém é, mesmo, o fato de que ele não corre nada. Mas não é um carro ruim. Só não vai levar ninguém a "fazer bonito" diante dos amigos, da gatinha ou dos familiares.
E além de tudo, é lindo. A Ford nunca mais desenhou um carro com tanto estilo.
Este artigo faz parte de uma série, que eu pretendo publicar, sobre carros antigos que têm má fama. Servirá para ajudar pessoas com pouca grana a comprar carros do tempo do guaraná de rolha, e para os fãs de carros antigos curtirem. Ao invés de acreditar nos comentários, resolvi entrar nesses carros e experimentar por conta própria.
Com o fim do Galaxie/Landau, a Ford lançou um novo modelo top de linha, o Del Rey. Um irmão mais rico do Corcel II. Inclusive, algumas peças como a grade frontal e diversas partes do motor são intercambiáveis entre um e outro, o que nos dá uma idéia do quão fácil e barato deve ser para manter um Del Rey.
A Autolatina lançou, em 1991, o Del Rey com motor AP1.8, da Volkswagen, que é considerado pela maioria dos antigomobilistas como o melhor carro da linha. Mas eu tenho minhas dúvidas. Os carros da Volks, daquela época, eram bem mais durões e gastadores do que os da Ford. Eu andei em um modelo de duas portas, com motor CHT a álcool. Ano mil-novecentos-e-oitenta-e-poucos.
Para começar, eu nunca vi um carro com suspensão tão macia, mesmo rodando em estrada de terra e ruas de pedra. Eu já tive um Vectra 94, e uma disputa de maciez entre ambos os carros é um páreo duríssimo. Só que o Del Rey é um pouco mais alto, o que o ajuda a não raspar em ruas irregulares ou com quebra-molas.
Também deu para sentir que o CHT é bastante econômico – não sei por quê algumas pessoas não gostam desse motorzinho! É evidente que a potência poderia ser maior, mas não chega a ser "de chorar", apesar do peso do carro. E mesmo sendo a álcool, não chegamos a experimentar problemas. Tudo bem que a parte "polar" do inverno gaúcho ainda não havia chegado, então, não sei como ele se comporta no frio extremo.
O espaço interno é fabulosamente grande, e posição de dirigir é muito boa. Parece que se está pilotando um avião, tudo é muito grande e há espaço para as pernas. O que atrapalha o Del Rey, na verdade, é o visual – eu o acho bonitão, mas a maioria das pessoas não leva muito a sério o velho Fordão.
Também a estabilidade é meio prejudicada, talvez pela traseira ser muito leve, e o motor, razoavelmente potente. A carburação dele me deu a impressão de que precisa de limpezas meio freqüentes e alguma atenção. Também é preciso tomar muito cuidado com os faróis e borrachas, porque a maioria dos exemplares que existem por aí tem uma certa facilidade para criar "folgas" por onde entra água. O carro original era bem lacradinho, mas é raro achar um rodando que esteja assim. Se for bem cuidado, é um baita de um carro.
Como comprar um Del Rey
Acabei de falar dos problemas de vedação do carro, mas eles, na verdade, não existem no original. O Del Rey é um dos carros (se não O CARRO) com o melhor acabamento e as melhores vedações da década de 1980 (na verdade, o acabamento é até melhor do que o da maioria dos carros atuais). As infiltrações ocorrem justamente porque, ao dar manutenção no carro, a maioria dos mecânicos e chapeadores não se preocupa em manter a qualidade original da maravilha sobre rodas.
Então, é preciso ver se o carro está com sua qualidade original. A Ford, ao montar os Del Reys, colocava o vidro da frente, tacando uma espécie de massa, entre a lataria e as borrachas de sustentação do para-brisa. Se a massa original estiver lá, é bom sinal. Na traseira, na parte de baixo, é bom olhar e ver se a pintura está 100% lisa ou meio "rugosa". Se estiver bem lisa, é sinal de que houve reforma. A Ford pintava a parte de baixo do carro (baixo do para-choques traseiro e no "queixo", ali abaixo do bico) com um bagulho chamado "underseal", que criava uma camada meio "borrachuda", sobre a qual ia a tinta da cor do carro. Esse underseal servia para vedação e para absorver o impacto de pequenas pedrinhas das estradas, sem deixar a lata exposta ao tempo e à ferrugem.
O Del Rey tem, ainda, uma espécie de "régua do alinhamento", que são seus frisos cromados. Feche as portas, e o filete cromado da lateral tem que começar lá atrás, na causa do carro, seguir numa linha reta paralela ao chão, cruzar pela porta e continuar até o "bico" do carro, sem nunca perder a mesma reta. Se houver um "degrau" nessa linha, a porta pode estar desalinhada ou até, ter sido trocada após uma colisão.
Ao ligar o motor na lenta, o Del Rey não deverá tremer nem chacoalhar. Ele não é um Fusca. E o som do motor deve ser limpo. Se o motor estiver frio, em menos de dois minutos deve entrar no ritmo normal de funcionamento, nem que seja necessário dar umas "pisadas" para ele esquentar. Se começar aquele "plic plic" típico dos motores "a ar" da VW, é o motor batendo, ou seja, o carro vai andar mais algum tempo mas depois terá que ser feita a parte de cima do motor. Se ele der umas "engasgadas" ao pisar fundo, provavelmente seja um problema de carburação, o que não impede sua compra porque é uma coisa baratinha de se resolver. Eu já indiquei aqui no Blog uma empresa perto de Porto Alegre que faz esse serviço, mas para pessoas de outros Estados, não tenho como dar ajuda nenhuma nesse momento.
O assoalho é outra coisa importante de olhar. O Del Rey tem aqueles tapetes de borracha que se compra em autopeças, e abaixo dele, tem um carpete. Entre o carpete e o assoalho em si, tem uma gororoba que parece piche. Se não tiver isso, o assoalho já foi trocado. Para detectar o estado geral do assoalho, caso ele seja o original, portanto, não dá para simplesmente levantar o carpete, por causa dessa massa seca. Aliás, nem dá para levantar o carpete sem rasgá-lo. É preciso se agachar e olhar por baixo do carro.
Outra história é a caixa de câmbio. Ela deve ser macia. Não estamos falando de um Fiat 147, que era um carro de povo, de classe-média-baixa dos anos 1980. Não. Estamos falando do Del Rey, do carro do patrão, suas marchas são macias como manteiga. Só que não dá para puxar a alavanca para os extremos laterais com muita "vontade", porque senão ele não encaixa direito, e até pode dar umas arranhadas. É um câmbio suave, para ser operado com as mãos leves. Tentar dar "trancão" nele vai dar xabú e pode levar o comprador a pensar que está até com problemas.
O escapamento sai pelo lado direito de quem olha a traseira do carro. O cano não chega ao pára-choque, terminando abaixo do porta-malas. A ponta é virada para baixo. Se o cano estiver diferente, já foi trocado, o que não chega a representar um problema na hora da compra (estamos falando de um carro com 20 anos de idade ou mais, e é claro que já deve ter trocado pelo menos a surdina). Mas o correto é isso: canto direito, ponta virada para baixo. E não deve fumegar, nem mesmo ao pisar fundo.
Aliás, essa história de "fazer fumaça" é meio relativa. Eu comprei um Fiat Premio que estava "fumando" um pouco, e a única conseqüência deste detalhe foi que o carro gastava um pouquinho mais de combustível do que deveria, e estava baixando o óleo, o que me obrigada a conferir sempre a vareta (aliás, todo mundo deveria conferir o óleo do motor, sempre até em carros zero). Mas eu rodei 6 anos com o carro assim e nunca me incomodei. O importante é o motor não bater e não estar "no bagaço", perdendo compressão demais e produzindo uma cortina de fumaça a cada acelerada.
Outro ponto a cuidar, são os vazamentos. Se o motor estiver cheirando a gasolina, normalmente é desgaste da junta do carburador ou alguma mangueira, e isso é coisa barata de se arrumar. Se feder a óleo, pode ser também mangueira, a do suspiro principalmente. Mas pode ser também a junta do motor, o que é mais complicado. Então, veja se o motor não está "babando" óleo pelos cantos.
A suspensão do Del Rey é muito macia, então ele tem um enorme "jogo" – ao dar um encontrão no carro parado, o bico dele vai lá embaixo e volta, num movimento muito grande. E ele dá uma "quicada". Mas só uma, ou no máximo duas. A suspensão deste enorme clássico brasileiro é mole, mas não é feita de gelatina. Se o carro ficar dando 4, 5, 6 ou mais chacoalhadas, a suspensão tem alguma coisa para fazer.
O que mais? Ande com o carro. Sinta se ele está alinhado, se não está puxando para os lados. Os vendedores de carro sempre dizem que o carro puxando para um lado precisa de geometria e balanceamento (que são baratos e simples de fazer), mas normalmente, carros desta idade puxam para um lado por problemas de homocinética. O ideal nesses casos é levantar o carro em uma oficina de confiança e conferir.
Era isso. A maioria dessas dicas que eu dei aqui vale para todo tipo de carro, seja novo ou velho, mas algumas aplicam-se apenas ao Del Rey. Outras, aplicam-se apenas aos carros velhos. Seja qual for sua opção sobre rodas, faça uma boa compra e seja feliz.
eu tenho um del rey 1986 a álcool motor CHT,e não sei porque a ford parou de fabricar esse carro. pois o meu eu não vendo e não troco, e depois que coloquei injeção eletrônica o carrinho ficou mais econômico, e não fica em poça dágua. por isso quem for comprar um del rey compre logo,o motor não precisa trocar correia dentada, porque é corrente e te avisa na hora de trocar,já a o carro de correia dentada não. o motor não tem o tal sêlo dágua, os outros carros que tem vaza por ele. o motor pega 2,5 de óleo de motor em quanto outros carros pegam de 3 litros pra mais.rolamentos das rodas trocam sem prensa, enquanto os outros precisam de prensa, ventoinha do del rey funciona junto com o motor, enquanto nos outros funciona quando o motor está quente até fritar a junta do cabeçote. as trizetas da caixa de marcha trabalham na tulipa, enquanto nos outros trabalham dentro da caixa de marcha e quando a trizeta desbuia tem que abrir para limpar os roletes que ficarão dentro, isto é se não estragar o câmbio.ele tem espaço para mexer em tudo quem arruma meu calhanbeg sou eu. acho por isso que tiraram ele de circulação. porque não da manutenção, gostaria que a ford inovasse esse veículo na tecnologia atual, pois a volkswagem já laçou a variant e o voyagem. e sem contar que o tanquedo del rey pega 60 litros de combustível. valeu galera!!!
Sábado, 12 de Junho de 2010, às 10:58:06
leonardo (sdleonardo91@yahoo.com.br) comentou este texto:
com essas dicas vou ver bem na hora de comprar um del rey;
tenho 18 anos vai ser meu primeiro carro,meu pai fala que não compensa,mais eu gosto do del rey.já ele coitado fica no golzinho quadrado feio 1.0kkk
Carro bom é aquele que não incomoda e não faz feio. Agora, ficar pagando eternamente prestações de carro, como se isso fosse um investimento (não é), é coisa para trouxas. Melhor comprar imóvel, fazer cursos, sei lá, porque isso sim é investimento.
Hoje acordei ao som do Bom Dia Rio Grande, da RBSTV. Trata-se de um noticioso matinal de boa qualidade, com algumas reportagens que escapam ao padrão breaking news, falando sobre direitos do consumidor e coisas afins. Pois hoje de manhã, eles estavam falando sobre compra de carros usados e novos, e eu vi pela milésima vez aqueles "especialistas" dando suas filosofadas.
Basicamente, eles dizem que o ideal é comprar um carro zero, mas quando o orçamento aperta, as pessoas devem comprar um seminovo, "com no máximo dois anos de uso", porque a partir do terceiro ano, começam as manutenções mais pesadas. Carros com mais de cinco anos de uso devem ser evitados como se fossem o bafo do Exu.
Eu não quero desmerecer as qualificações destes estudiosos do assunto, mas gostaria de expor minhas próprias opiniões baseadas na experiência pessoal e nas experiências que vejo acontecerem ao meu redor. E acreditem: eu sou meio viciado em oficina mecânica, adoro remexer nesse assunto, e se aqueles especialistas que nunca se sujaram de graxa podem falar, eu também quero ter o meu direito a dar palpites.
Carro zero
Carro zero é uma ótima, é a melhor coisa que há. Pega-se um carro com defeito zero, sem chances de ser batido – e o melhor, com garantia. Só que tem um problema: o preço. O carro zero é tão caro quanto uma casa, e só pode ser comprado à vista por quem tem muita bala na agulha. Ao brasileiro comum, resta a alternativa de pagar o carro em prestações, normalmente em 5 ou 6 anos. E aí, o cara entra em uma arapuca, ficando preso a um verdadeiro "aluguel" de carro. Quando o "zerinho" chega aos 4 ou 5 anos de idade, e já está quase pago, começam os problemas típicos do "semi-velho" (falarei dele adiante). O cidadão vê-se obrigado a dar o ex-zero como entrada de um outro carro, novamente um Zero Km, ficando atrelado a um novo plano de parcelamento. E assim por diante, levando a pessoa, na prática, a passar a vida toda "pagando aluguel" de carro, ou seja, o item "parcela do carro" nunca mais desaparece da folha de despesas da família.
Carro semi-novo
São carros entre 1 e 4 anos de idade. Normalmente apresentam boas condições mecânicas e visuais, têm design moderno e quase tanto status quanto o zero. Custam um pouco menos, claro. Se o sujeito comprar um desses em poucas parcelas, e depois de ter o carro pago, fizer uma bela recauchutada no mesmo, poderá então rodar muitos anos com um carrinho de primeira. Só que, se a grana for meio curta, cai-se na mesma armadilha dos "zeros": quando o carro está pago, e as prestações deixam de ser um fantasma sobre o contracheque, já está na hora de passá-lo adiante e se enfurnar outra vez em financiamentos.
Carro semi-velho
São carros entre os 4 e os 10 ou 12 anos. São a pior naba que existe. Esses carros normalmente estão prestes a necessitar de reformas pesadas, e já foram fabricados na era da injeção eletrônica. Como normalmente não são carros tão ultrapassados e desvalorizados assim, acabam saindo por preços mais ou menos salgados, e quando dão manutenção (sempre dão), ela é caríssima – no final da década de 1990 e início do século XXI, foram fabricados os carros mais cheios de frescura da História, com injeções eletrônicas feitas de peças impossíveis de encontrar e fáceis de estragar. Fazer o motor de uma dessas joças é outro pesadelo, de tão caro. Acabam sendo os favoritos do grupo que não tem como comprar um zero ou um semi-novo, mas também não quer ser visto por aí andando numa "bicheira", num carro velho.
Carro velho
São os carros com mais de 10 ou 15 anos de fabricação. Segundo os "especialistas" da TV, devem ser evitados a todo custo. Mas a experiência prática demonstra que, garimpando com muito cuidado, pode-se encontrar carrinhos do início da década de 1990, dos anos 1980, e até dos anos 1970 em ótimo estado de conservação. Esses carros têm a seu favor a extrema simplicidade mecânica – a começar pelo fato de que eles são equipados com singelos carburadores. O carburador é visto como uma coisa arcaica e estúpida pela maioria dos fãs de automóveis novos. Mas, pensando na prática, existem carros carburados com índices de consumo de combustível bem convidativos, o carburador não dá tanto problema quanto as injeções eletrônicas, e sua manutenção custa até 20 vezes menos.
Carros muito antigos não são, necessariamente, mais caros na hora de manter. É evidente que um carro ano 2002 tem menos potencial para dar problemas grandes do que um 1984. Mas se o sujeito comprar, por exemplo, um Corsa 2002 e ele tiver apenas um probleminha pequeno, como a queima do sensor de rotação e da bobina, o rombo pode ser tão grande quanto o custo de "fazer o motor" de um Corcel II.
Também a indisponibilidade de peças é outro mito dos carros velhos. Eu, pessoalmente, passei muito mais trabalho procurando peças para um Corsa 99 que eu tive, do que para um Premio 91. Tem muito carro 2007 cujas peças são caríssimas e só existem na autorizada. Já quem tem Chevette, Uno Mille e Golzinho quadrado raramente passa sufoco na hora de arranjar as suas.
Conclusão
Quando eu tiver condições de comprar um carro ZERO, à vista, com certeza optarei por um. Mas aí, temos outro problema: até há pouco tempo atrás, eu não via nenhum carro novo que me despertasse a mínima vontade de possuí-lo. Até que a Fiat lançou o Novo Uno. Espero sinceramente que ela lance uma versão sedã do carrinho, um "Novo Premio", só para eu comprar.
Mas, não sendo ainda rico o bastante para desembolsar 30 mil mangos à vista, sigo comprando carros "velhos" – é preciso garimpar muito, procurar em todos os lugares, chafurdar por aí em busca de um bem conservadinho. E é preciso também ter consciência de que o carro não virá perfeito, que ele tem 15, 20, 25 anos de uso, e precisará de uma reforma geral antes de ser considerado "pronto para uso". Prefiro comprar um velho, fazer um pequeno "Lata Velha do Huck" nele, e andar por muito tempo com um carro confiável, simples, quitado e – como se tudo isso não bastasse – com personalidade, uma coisa que parece estar em falta na indústria automobilística hoje em dia.
PROCURA-SE. RECOMPENSA: NADA (estou duro no momento)
É isso aí, galera. Roubaram o meu carro, o glorioso Fiat Premio prateado que eu havia comprado há alguns meses atrás, e cuja foto exibi aqui no Blog.
Foi durante o dia, enquanto eu estava no serviço. Já passei na Brigada Militar e na Polícia Civil. Agora, é aguardar. Amanhã, vou à DP do cruzameto da 118 denovo, ver se há alguma novidade.
Sacanagem. Se o carro reaparecer inteiro, beleza. Se estiver meio amassado e precisar de repintura, já pretendo mudar a cor para vermelho. Se não reaparecer, vou ter que procurar outro Fiat Premio - porque será sempre Fiat Premio. Isso é que não muda.
Fábio (resposta) (fabio.salvador8@gmail.com) comentou este texto:
Marcio,
obrigado pelo apoio. Mas de fato, a polícia já achou o Premio, em mau estado, e eu o vendi como estava. De qualquer forma, obrigado pela resposta e volte sempre!
Terça-feira, 03 de Agosto de 2010, às 18:51:46
marcio (marcioselbach2@gmail.com) comentou este texto:
O MEU PESQUISA NO SITE DO DETRAN ,NO ENDEREÇO WWW.DETRAN.RS.GOV.BR. OU SITE DA SECRETARIA DA SEGURANÇA PUBLICA NO ENDEREÇO WWW.ALERTAVEICULOS.RS.GOV.BR/SAV/.BOA SORTE!!! MANDA RESPOSTA SE ACHAR.
Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, às 08:43:16
Fabio (resposta) (fabio.salvador8@gmail.com) comentou este texto:
Sobre David:
E depois dizem que a raça humana é uma raça só. Não é. Existem os seres humanos animais racionais, que podem ser brancos, preto, amarelos ou que cor forem. E existem os primatas capazes de usar utensílios e linguagem rudimentar, grupo ao qual pertence este leitor.
Sábado, 24 de Julho de 2010, às 22:54:10
David (dgm@gmail.com) comentou este texto:
Pois é seu filho da puta, da próxima vez instala um alarme na merda do Premio pra não ficar a pé, agora como tu vais fazert pra dar teu cu pra os teus namorados e espalhar aids pra todos seu puto de merda, vai te foder puto pobre de merda!
Sexta-feira, 28 de Maio de 2010, às 23:50:52
Jaine da Rocha Bernardoni (jainedarocha@gmail.com) comentou este texto:
Minha nossa, Fábio!
Que lástima. Tomara que consigas recuperá-lo.
Tens seguro?
Abração e boa sorte
Eu realmente me orgulho, dentro dos meus limitados dotes de fotógrafo, de ter batido as fotos que ilustram meus fundos de tela, como esse mercedão aí.
Está entrando hoje no ar a sessão de wallpapers aqui do blog. Para quem não sabe o que é um wallpaper, trata-se dessas imagens que a gente coloca como fundo no Windows ou no Linux.
Inicialmente, escolhi como tema os carros antigos, basicamente porque eu já bati muitas fotos de carros que fui encontrando pelas ruas, lojas e garagens desta vida. Então, eu tenho umas fotos bem legais dessas peças de história sobre rodas, e resolvi compartilhar com vocês, para que possam colocar como cortina de fundo nos seus sistemas operacionais.
Pretendo expandir os temas para cinema, paisagens, e tudo mais. Eu adoro bater fotos.
O Fiat Oggi, versão sedã do clássico Fiat 147, é um carro tão raro que ganhou sua própria campanha inútil na Internet: FOTOGRAFE UM OGGI, HOJE! Para participar, é simples: sempre que você encontrar um Oggi dando sopa pelas ruas da sua cidade, bata uma foto e poste no seu blog. Ou me mande por e-mail! Vamos ver quantos Oggis existem no Brasil, hoje!
Bom, pessoal. Finalmente, parece que as massas do poooovo brasileiro começaram a se mover para a nossa cívica, mobilizadora e revolucionária campanha FOTOGRAFE UM OGGI, uma campanha que, quem sabe, ainda rivalize em público com a das Diretas Já.
E o segundo capítulo desta história me foi enviado pelo nosso amigo Conde de Terranova. Ele fez uma penca de fotos, mas eu tive que selecionar apenas algumas para montar a imagem deste post. A maioria delas parece ter sido batida com celular, mas tem aquela do topo,com boa nitidez. Abaixo, segue o texto do e-mail que o Conde me enviou:
Comprei de segundo dono, é realmente uma relíquia, mas não no sentido de que o carro está em estado de 0 km, mas porque ele está bem conservado com todo o acabamento inteiro e por isso chama a atenção pela originalidade alem de ser realmente raro de se ver um Oggi mesmo mal conservado que esteja. Pretendo cuidadosamente restaurar ele e deixar como saiu da fábrica.
Foi realmente um achado porque ele é de uma serie especial, dessas com um acabamento especial que a fábrica lança e vende em paralelo com os modelos convencionais por um periodo curto de tempo, saiu apenas de janeiro a Março de 84, Série "Pierre Balmain".
Descrição do Wikipedia: "O Oggi CS chegou a ser comercializado na série especial Pierre Balmain. Disponível na cor dourado com plásticos externos marrons, vinha com o símbolo PB da grife no painel e inscrições laterais. Também vinha com malas da grife do estilista."
Ele usa motor Fiasa 1.300 como todos os demais Oggi-CS. Faz mais ou menos 10km por litro de álcool na cidade, realmente econômico e contando que ainda não revisei o carburador, anda muito bem.
Realmente fabuloso. Devem existir mais entusiastas deste sedãzinho nesta imensa terra varonil. Ficaremos no aguardo.
Vergonha é comprar carro zero ou seminovo e deixá-lo virar um caco por não conseguir dar manutenção. Melhor então ter uma latinha muito bem conservada e ainda pegar fama de colecionador. Linda essa Brasília. Linda. Quem será o felizardo dono?
Eu sempre acreditei que um carro não faz seu dono passar vergonha, independente da idade ou do modelo escolhido. Basta cuidar do carro que ele pode ser o mais simples, barato, desvalorizado e velho que for, sempre terá um visual legal.
Só que eu nunca tive uma certeza muito firme nessa idéia, porque imaginei que não existisse como não achar feia uma Brasília, ou um Fiat 147. O fato é que eu NUNCA havia visto um desses dois modelos sendo guiados por algum dono cuidadoso.
Hoje, minha fé antigomobilista fortificou-se mais uma vez. Eu me flagrei achando linda uma Brasília, em pleno centro de Viamão. Tive que bater uma foto e postar. Desculpem. Não resisti.
Carina (carina_carboni@yahoo.com.br) comentou este texto:
Opa, voltei porque faltou dizer uma coisa importante. Um veículo diz muito sobre o seu dono, é o reflexo quase exato de sua personalidade.
Digo isso porque tive um tio que andava com seus carros sempre sujos, depenados e com a documentação vencida. Pensando melhor, ao tratar-se de uma pessoa tão desleixada, não poderia ser diferente.
Embora não saibamos quem é o proprietário da tal Brasília, temos certeza de uma coisa: É um cara beeem caprichoso.
Segunda-feira, 29 de Março de 2010, às 12:13:07
Carina Carboni (carina_carboni@yahoo.com.br) comentou este texto:
Concordo com você, Fábio!
Aliás, suas palavras me fizeram lembrar aquela máxima popular:
Algumas coisas eu já identifiquei: o primeiro é o Chevrolet, o segundo é um Mercedes, o terceiro é uma coisa amarela que não faço nem idéia e o outro é um Audi. Só não descobri ainda os nomes dos modelos.
Gente, vocês não vão acreditar no que eu vi hoje à tarde. Eu fui até Gravataí, para marcar hora em uma casa especializada em carburadores, e na volta a Fabiana viu um pátio com alguns carros antigos. Eu dei meia volta e fui conferir a coisa de perto.
Trata-se de uma empresa de transporte de carros, dessas que fazem frete com caminhões-cegonha. É normal que no pátio dessas empresas haja um que outro carro antigo ou raro, de vez em quando. O surpreendente é quando encontramos vários desses carros no mesmo dia no mesmo lugar.
Hoje presenciei um desses momentos. Falei com a mulher que cuidava o local (que estava fechado), e consegui entrar para bater umas fotos. Eu ainda não parei para pesquisar quais são os nomes desses carros aí da foto, mas se alguém tiver a informação e quiser compartilhar, o espaço de comentários do post está de braços abertos.
Eu bati essas fotos na parada 32 aqui de Viamão, na entrada da Santa Isabel. E sim, eu bati essas fotos com o meu próprio carro em movimento. E não, não provoquei nenhum acidente.
Eu geralmente trago aqui no blog muitas avaliações minhas, que eu faço sobre diversas coisas nos campos da política, filosofia, televisão, carros, e outros assuntos paralelos.
Mas hoje quero que VOCÊS, leitores, olhem, pensem e avaliem por conta própria uma coisa. Podem tirar suas conclusões e mandá-las para cá, através do espaço de comentários logo abaixo. Ou podem guardá-las nas suas mentes, mas aí a brincadeira não terá graça. Então, comentem, que é melhor.
Vejam só: o que leva um sujeito a pegar um Opala, cinza-chumbo e bem conservado, cupê, a princípio um carro lindíssimo e clássico, que até lembra aquele carrão Sam Winchester (Sobrenatural), e colocar nele um aerofólio? A vontade de ter um carro de corrida? Era necessário fazer isso para dar uma aparêcia agressiva num OPALA?
Jorge Loeffler (jorge.loeffler@gmail.com) comentou este texto:
O possuidordo véiculo deve ser mente muito pequena. Inculto por certo é, pois passou de possuidorde um carro clássico como afirmas e passou ao mundo do circo. Lamentável, mas destes o país está cheio.
Dauphine/Gordini (1956) da Renault, seja bemvindo ao Hall dos Imortais do Automobilismo, na galeria dos Piores Carros Já Inventados Pela Mente Doentia Da Humanidade.
Conhecido mundialmente pelo nome Dauphine, mas mais lembrado no Brasil pelo nome do modelo posterior, Gordini (um upgrade, com mecânica levemente melhorzinha), esse carrinho da Renault ganhou, em terras brasileiras, o curioso apelido de “Leite Glória”.
Para quem não sabe, trata-se de uma marca de leite em pó, da época, que anunciava seu produto com o slogan “desmancha sem bater” – o que nos dá uma idéia da “robustez” da construção desse carrinho francês.
O motorzinho de 845cc (seria o quê, hoje? Um 0.8?) do Dauphine desenvolvia 31 CV de potência. Já o Gordini chegava a 40 CV. O site Blogpaedia usou a expressão "este carro foi um mini-patinete disfarçado", para descrever tamanha potência.
Só para se ter uma idéia de comparação, o Fusca 1600 desenvolve 65 CV e o meu Fiat Premio 1.6 desenvolve 85 CV. O Gordini era, em resumo, uma motoca com teto. Levava meio minuto para ir de zero a 100km/h, e sua velocidade máxima era de 124 km/h. Mas não pense que, por isso, era um carro econômico: ele fazia 8 km/litro na cidade, igual a qualquer Vectra 2.0 dos anos 90.
Mas os níveis de potência e consumo de combustível, apesar de risíveis hoje em dia, faziam sucesso naquela época (o Dauphine foi lançado no Brasil em 1959 e o Gordini, em 1962). Em 1964, saiu uma versão “esportiva” com motor de 1093 cc, dupla carburação, e “incríveis” 53 CV. Mas aí haviam novos problemas: a carburação dupla precisava de regulagens constantes. Além disso, o carro tinha uma caixa de câmbio que exigia malabarismos para que o motorista engatasse uma de suas três marchas (além da ré).
O que condena o Gordini, e também condenava seu antecessor, o Dauphine, a figurar em uma lista de “piores” é, realmente, sua fragilidade. O carro simplesmente começava a bater tudo. Há quem diga que ele não foi projetado para as péssimas estradas brasileiras, e sim para as européias, mas o fato é que até fontes internacionais falam mal da durabilidade dessa coisinha. Um colunista da Times, debochando, diz que “se você parar ao lado de um Dauphine, dá até para ouvir ele apodrecendo”.
O Gordini só conseguiu seu espaço no mercado brasileiro porque na época competia com concorrentes como a Romis-Isetta, o DWK Vemag, e não chegava a ser ameaçado em sua faixa de preço por carros bem melhores, como os da Simca. O carrinho era vendido, no Brasil, pela Willys Overland, que foi comprada nos anos 60 pela Ford. Em 1968, o último Gordini deu lugar a outro carro com coração de Renault: o Ford Corcel, esse sim um verdadeiro cavalo, feito para a nossa buraquenta realidade.
As "rodinhas" só eram usadas em baixas velocidades, para a joça não virar. E eram baixadas pelo piloto mesmo.
Bi-Autogo (1913) da Scripps-Booth, seja bemvindo ao Hall dos Imortais do Automobilismo, na galeria dos Piores Carros Já Inventados Pela Mente Doentia Da Humanidade.
Imagine uma espécie de moto grande gorda e superpesada, equipada com um motor V8, e pesadíssimas rodas de madeira com pneus de borracha. Para completar, “rodinhas” menores para ajudar no equilíbrio na parte traseira, como nas bicicletas de criança.
Só que, diferente de uma moto, o ocupante ia sentado em uma cadeira, com direção. Não em uma cabine fechada, mas em um espaço semelhante ao de um sidecar.
Essa coisa naturalmente era muito difícil de controlar, e ao fazer curvas em alta velocidade, simplesmente saía capotando e jogando o incauto motorista para fora sem dó nem piedade. Pelo menos, foi o primeiro veículo produzido em Detroit com um motor V8.
Sem suspensão, sem luzes, sem espelho, sem portas, teto, janelas, buzina, sem nada, imagine pegar a estrada com essa coisinha (que não era vendido como brinquedo, mas como um carro para as pessoas usarem no dia a dia).
Flyer (1920) da Briggs and Stratton, seja bemvindo ao Hall dos Imortais do Automobilismo, na galeria dos Piores Carros Já Inventados Pela Mente Doentia Da Humanidade.
No início dos anos 1920, a indústria dos automóveis já havia, há muito, passado da época experimental dos primeiros carros dos triciclos motorizados e das “carrugagens sem cavalos”. Algumas empresas já fabricavam automóveis pelo mundo, como a Rolls Royce, a Cadillac, a Hispano-Suiza e a Ford, com seu popular Modelo T.
Foi então que essa pequena montadora britânica resolveu botar nas ruas o Flyer – que consistia em uma armação metálica, com quatro rodas de bicicleta, dois banquinhos e uma direção. Tipo como um carrinho de rolimã. Só que, além da estrutura básica do carrinho de lomba, havia uma quinta roda, acoplada a um pequeno motor de apenas 2 CV. Esquema muito parecido com o daqueles motores de barco, que têm o propulsor ligado diretamente ao motorzinho na traseira.
A idéia era fazer um carro o mais barato e simples possível. Mas como a rodinha de trás, dependendo do terreno, perdia contato com o chão, e o carro não tinha espelhos nem teto nem lataria, acabou não decolando.
O Fiat Oggi, versão sedã do clássico Fiat 147, é um carro tão raro que ganhou sua própria campanha inútil na Internet: FOTOGRAFE UM OGGI, HOJE! Para participar, é simples: sempre que você encontrar um Oggi dando sopa pelas ruas da sua cidade, bata uma foto e poste no seu blog. Ou me mande por e-mail! Vamos ver quantos Oggis existem no Brasil, hoje!
Meu primeiro "flagra" de um Oggi é este. A foto foi tirada na parada 37 da RS 040, aqui em Viamão, perto da entrada da Vila Gaúcha (entre a Gaúcha e a Cecília).
Na realidade, quem bateu a foto foi a minha mulher, a Fabiana.
O Oggi em questão parece estar em atividade. Eu sempre o vejo parado no mesmo lugar, ali na 37, à beira da estrada. Ele não tem nenhum cartaz de "vende-se", e apesar de a pintura estar meio esgualepada, o carro está quase sempre limpo. Então provavelmente é o veículo regular, do dia a dia, de alguém que mora por ali ou trabalha naquela estofaria.
CONDE TERRNOVA (conde.terranov@yahoo.com.br) comentou este texto:
Eu sou proprietario de um Oggi que adquiri a pouco tempo, porem ainda mais do que ser dono de um carro raro, ele ainda é de uma série especial limitada da época, chamada "Pierre Balmain", com interior monocromático em marrom, cor dourado claro e parachoques e plasticols laterais marrons...
Se quiser eu mando fotos, o Oggi dessa foto está com a frente trocada, com os farósi do fiat 147 Europa ao envez do Spazio. Está com os dias contados, visto que aparentemente o dono usa pra trabalhar.
Ah, a Fiat quando chegou ao Brasil tinha uns projetinhos tão inusitados...
O Fiat Oggi, versão sedã do clássico Fiat 147, é um carro tão raro que ganhou sua própria campanha inútil na Internet: FOTOGRAFE UM OGGI, HOJE! Para participar, é simples: sempre que você encontrar um Oggi dando sopa pelas ruas da sua cidade, bata uma foto e poste no seu blog. Ou me mande por e-mail! Vamos ver quantos Oggis existem no Brasil, hoje!
É isso aí, pessoal! Estou dando início a mais uma campanha inútil na Internet!
Inspirado pela campanha “Fotografe um Lada”, que levou dezenas de blogueiros a baterem fotos de raríssimos Lada Laikas pelas ruas do Brasil e do mundo, estou dando a largada na minha própria campanha. Eu não cheguei a fotografar Lada nenhum porque eu já tenho o meu próprio, e seria covardia com a concorrência.
Agora, estamos fotografando Fiat Oggis. Esse carrinho, apelidado de “caixinha de fósforo”, foi lançado na primeira metade da década de 1980, como um carro moderno “para os dias de hoje”. Econômico, era tão apertado quanto o 147, mas tinha um bom porta-malas. Em 1986, saiu de linha dando lugar à obra-prima da engenharia da Fiat: o Premio!
Meu Fiat Premio - carburação dupla, cujo segundo estágio só abre a altas rotações, garantindo potência para ulrapassagens. Em baixa rotação, a economia de seu primo mais curto, o Uno Mille. O carro certo. Aquele que eu nunca deveria ter deixado escapar das minhas mãos. Mas este tem até ar condicionado (e funcionando).
Preciso conceder-me um momento de autobiografia:
Lá pelos idos de 1999, ou 2000, eu comprei um carro - meu segundo carro. Um Fiat Prêmio, ano 92, motor argentino, quatro portas, vermelho.
O carro não incomodava. Para quem não sabe, o Premio é a versão sedã do Fiat Uno (e a versão station wagon da série chamava-se Elba). Foi fabricado de 1986 a 1994, se não me engano.
O fato é que trata-se de um baita de um carro. O porta-malas é maior do que o do Vectra, para se ter uma idéia. O espaço interno é muito generoso. A mecânica é durável, e ao contrário do que se possa pensar, as peças são fáceis de achar, e baratas. Um carro muito confortável, confiável e com uma estabilidade insuspeita. Para completar, ainda é muito econômico.
Pois bem, em 2006 vendi meu Premio vermelho. Passei a desfilar por aí com um Vectra bordô. Não que o Vectra fosse um carro ruim, mas o preço das peças era proibitivo. Vendi e comprei um Corsa, carro de peças baratas, mas que merece o apelido de "Leite Glória", porque desmancha sem bater. Um lixo. Vendi e fiquei atrás de um carro, desta vez, um carro ideal.
A busca foi longa, mas achei o carro ideal, perfeito. O meu carro. Isso, eu sempre disse para quem quisesse ouvir: existem alguns carros que já foram meus, por eu ser o dono, mas só existe um modelo ao qual eu chamo de MEU CARRO - e este modelo é o Fiat Premio. Eu vinha há 4 anos me areependedo, todos os dias, de tê-lo vendido. Só porque o coitado não tinha ar condicionado e outras modernidades e confortos.
Agora, é com orgulho que anuncio que encontrei o carro da minha vida: Um Fiat Premio ano 92, de cor prata-lilás, quatro portas. Impecável. Quase igual ao meu antigo.
Porém, há algumas diferenças: meu Premio antigo era a versão CS, peladinha. Este, é um CSL. O motor é o mesmo, a beleza, de um quadradão e harmonioso sedã dos anos 90. Mas os estofados são mais macios, o acabamento é mais requintado, e ele tem vidros elétricos, travas elétricas e até AR CONDICIONADO!
Comprei na Salles Veículos, aqui em Viamão mesmo. Paguei 7 barões por ele. Barato. Ainda mais se considerarmos que ele tem carburador de corpo duplo (nada de traquitanas eletrônicas para dar problemas misteriosos), e TUDO FUNCIONA! Até o ar condicionado. TUDO TUDO FUNCIONA!
Saí da revemnda, troquei correia, uma maquininha de vidro que estava preguiçosa, troquei o CD Player pelo meu som MP3, troquei umas lâmpadas que estavam queimadas (uma sinaleira, uma luz da ré e um pisca traseiro). Troquei óleo e filtro, cabos e velas. E pronto. Nada mais a fazer.
Declaro inaugurado o segundo "carro da minha vida", o melhor que eu já tive. Fiat Premio 92 prateado completo, o sucessor direto do Fiat Premio vermelho pelado. Melhor esquecer os outros carros que apareceram entre os dois. Este, o de agora, tem todas as qualidades do meu velho Premio, somadas a todas as comodidades do Vectra (só que bem mais baratas de manter), e é mais econômico do que o Corsa.
Receberá o nome (todos os meus carros têm um nome)... receberá o nome de Silver Ghost (Fantasma prateado). Em homenagem ao primeiro modelo da Rolls Royce.
Aliás, se um dia eu puder comprar um Rolls Royce, comprarei. Mas nunca jamais venderei este Fiat Premio. Por valor algum. Já descobri que não há carro melhor do que aquele que é o ideal para a pessoa.
O fantasma prateado está pronto, lindo, brilhante, revisado, pronto para singrar as estradas por muitos e muitos anos. Meu carro. Meu carro. Nem acredito que voltei para dentro de um Fiat Premio. Nem acredito. A vida é mesmo bela.
Andre de souza (danideco@bol.com.br) comentou este texto:
tenho uma premio 86 fas 8.5por litro 12 na estrada mais tenho que limpa o carburado a cada 3meses e o meu carro eu nao troco e nao vendo e show..
Quinta-feira, 29 de Julho de 2010, às 13:40:28
Arkantos (f.ferreir@hotmail.com) comentou este texto:
Um Premio é o carro dos sonhos. Sabe eu tenhu o modelo CS 86 e é uma nave o bixo é economico, é potente, espaçoso, é tudo, mesmo sem todas aquelas parafernalhas eletronicas. Eu digo quem sabe o real valor de um fiat Premio não troca ele por nda, pode ate compra otro carro mas não vende o Premio.
Ah e o meu tambem tem nome, é carinhoso ^^
O meu "Pretinho"
Domingo, 04 de Julho de 2010, às 23:58:51
Darjan (instaletrica@yahoo.com.br) comentou este texto:
É verdade meu amigo disse as palavras da minha boca!Tenho um prêmio 1986 motor argentino 1.5 cs Álcool,olha o que fiz com ele....O defeito deste prêmio vem na direção!Todos o que têm prêmio sabe disso!É só pegar uma estradinha de terra!Pronto! Desalinhava!Bom!Quebrei o galho dele!Tinha um carretéu que a fiat o chamou de bucha ,que não podia ver um buraquinho! Troquei o braço oscilante completo dele para o do uno destes mais novo,pronto!Acabou!Peças para o alinhamento só a cada 25000Km e não passa de R$150,00,faço alinhamento a cada 5000Km pagando R$30,00 só na quinta vez que gasto mais ou menos R$150.Pra pegar de manhã!?Haaaaá é fácil fiz tudo o que vc fez lá no início, gastei R$350,00 para zerar seu carburador original duplo que nem o seu, misturo 10% no máximo de gasoina, Faz 7,5 aqui dentro e 12 na estrada(Lembrando!Álcool R$1.47,00 Av Andradas perto do perrela) ,claro não abusando muito da velocidade!Mas se precisar meu amigo!Vai a cento e quarenta de quarta bonito! sem fazer barulhos estranhos e um alimhamento impecável!E 160 de quinta! que é uma velocidade de segurança que a fiat recomenda para este motor.(Não faço isto frequentemente só quando faço alinhamento e em um local próprio para teste).O feixe de mola troquei e instalei o do Elba de quatro feixe de molas,quando viajo posso colocar minhas tias varizentas e socar peso nele!É exelente no mato e na estrada!O mais interessante! Comando ele atravéz de um controle remoto de quatro botões à uma distancia de 80m sem barreira,controlo vidros(Sobe e desce na haltura que quizer) ligo e desligo não preciso de chave para liga-lo ou ligo em três botões escondidos e ainda tem mata motor. OBS(Meus controles nunca falharam).
Troquei os bancos instalei o modelo siena!Que conforto!
Atualmente estou estudando uma mola de segurança para ajudar no amortecimento ,para aliviar um pouco o feixe em caso de muito peso e se caso quebrar o feixe de mola que é muito dificil mas não é impossível de quebrar,e estou instalando mais dois batentes a mais nas extremidades do feixe por segurança e estou preparando uma pintura show pra ele por que ele merece.Já rodei 210000 Km sem problemas, motor limpinho sem folga nenhuma!Ha !E estou bolando um teto elétrico porque não tenho ar condicionado!
Descupe pela empolgação!
Darjan
Eletrotécnico e Técnico em Eletrônica
Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010, às 16:41:04
Carina Carboni comentou este texto:
Quando eu era pequena, lembro do meu pai elogiando esse carro também. O amigo dele, que era taxista, tinha um e também não se desfazia dele por nada.
Me diverti a beça lendo sobre tua linda paixão pelo Fiat Prêmio. Igual criança em dia de Natal, quando recebe em mãos aquele brinquedo que sonhou o ano inteiro.
Eu sou um ardoroso fã de comerciais antigos de carro. Hoje em dia, os automóveis são anunciados com estratégias de marketing bem focadas, apelo moderno, e propagandas mais conceituais. Mas, quando a publicidade do ramo automobilístico ainda engatinhava, valia de tudo: subir escadas, bater o carro, gravar música dentro dele. O que fosse.
Em homenagem a estes tempos não tão áureos de publicidade automotiva, e honrando um pouco a originalidade destes pioneiros, trago uma pequena coleção de pérolas do antigomobilismo.
Chevette, a super máquina
No começo dos anos 80, o Chevette, com aquele visual agressivo e o motor com um barulho de serra elétrica devia mesmo ser um carro "nervoso".
Fusca - você já imaginou se não fosse um Volkswagen?
Em uma época bem mais machista do que a atual, a atriz Regina Duarte (ainda um menina) fez o papel desta estudante de autoescola que tenta aprender a dirigir. Mas ela erra a marcha, afoga o carro, dá trancaços, até conseguir fazer o bicho sair do lugar. Se ela fizesse isso com qualquer carro, ele com certeza quebraria. Mas ela está dirigindo um Volkswagen (na época, sinônimo de Fusca, porque a fábrica só fazia fuscas e kombis).
O Opala que não tem cara de tiozão
Uma banda fictícia chamada "the Ubcles" canta sobre o visual do novo Opala (aliás, uma música muito boa por si só). A nova versão do velho carro de luxo da Chevrolet não teria "cara de tiozão", mas mesmo assim, seria capaz de "despertar a paixão" dos coroas. Uma clara mensagem de que o Opala não era um carro de velho, e sim um carro jovem, mas que os velhos (e ricos) poderiam comprar.
Fiat 147 e a escadaria da Penha
Houve um tempo em que os carros eram feitos para realmente durar. Nesta propaganda do Fiat 147, um piloto sobe e desce uma enorme ESCADARIA com o carro. Como não haviam truques eletrônicos e nem imagens geradas por computador na época, só nos resta acreditar que o velho "caixinha de fósforo" realmente era capaz da façanha.
Lançamento do Ford Del Rey
O Del Rey, que hoje é um carro visto como "de tiozão" e "de pedreiro" por muita gente, foi lançado no início dos anos 1980, com a difícil missão de cobrir o mercado de alta classe, que estivera até ali nas mãos da Ford, com o velho Landau. O comercial se passa em um ambiente futurista, e é interessante ver como o desenho do Del Rey e alguns de seus itens eram modernos para a época, a ponto de ganharem destaque na propaganda.
Comercial do Fiat Premio:
Esse comercial é realmente incrível. Eles pegam um carro "ultrapassado" (se prestarmos atenção veremos que é um Dodge Polara, o famoso "Dojinho"), e o esmagam em uma máquina. No final, o bloco de metal que resulta disso é levado por uma esteira para dentro do porta-malas do Fiat Prêmio. Eu só não fiquei ofendido com tal violência (demolir um Dojinho), porque trata-se da propaganda do carro que eu mais amo de paixão, o inigualável sedãzinho da Fiat. E sim, o porta-malas dele é enorme mesmo.
Corcel, o mais criativo
A campanha do primeiro Ford Corcel contou com duas propagandas memoráveis, nas quais um bandido tentava matar uma mocinha, mas ela era salva sempre pelo herói, que vinha montado, não num cavalo de quatro patas, e sim no seu valente Corcel. Em uma terceira (e perigosa) aparição, um bando de crianças rouba o Corcel do pai, e sai fazendo barbaridades pelo campo, demonstrando que o carro é forte e muito simples de dirigir.
Tampinhas são coisas simples e sempre dá para enjambrar. Mas como o sistema trabalha sob uma pressão cavalar, especialmente em caso de engarrafamento, é melhor colocar peças que não precisem de gambiarrizações para encaixar.
Eu tenho um Lada Laika. Diante da raridade deste carrinho russo, e da dificuldade de se arranjar peças originais para ele, o jeito é colocar peças de carros nacionais. Algumas exigem algum tipo de adaptação, enquanto outras são simplesmente idênticas. Resolvi então publicar aqui no blog minhas descobertas na certeza de que minhas experiências podem ser úteis a outros donos de Lada pelo mundo a fora.
Agora, um assunto aparentemente banal: tampas do sistema de arrefecimento do carro.
O Lada tem três tampas que são de primordial importância: a do radiador, a do reservatório do radiador, e aquela tampa que fica em cima do motor, por onde se coloca óleo.
Perder uma dessas tampas é bem fácil: basta abrir em um posto de gasolina, ou coisa assim, à noite, e deixar cair. Como são tampinhas de rosca, ou com encaixe, e estão ali apenas para tampar mesmo, o sujeito enjambra com uma tampa de outra coisa qualquer. Funciona. Mas só até o dia em que a jabureca ferver em um engarrafamento a caminho da praia.
O ideal é não enjambrar. Mas encontrar tampas para um Lada às vezes parece missão impossível. Só que não é, e na verdade é mais fácil do que se possa imaginar.
Todas as tampinhas do motor do Lada são exatamente as mesmas do Fiat 147. Não é preciso bater, forçar nem "magaiverizar" nada.
O meu Lada veio com tampas enjambradas (a do reservatório, era de uma garrafa de água sanitária), e eu já havia ouvido falar dessa história das tampas do 147. Não tive dúvidas: parei no ferro-velho perto de casa, e fiz meu "transplante" de tampinha. O encaixe não é "parecido" - é igual. É o mesmo. Parece peça original.
amigo queria que vc me ajudasse a achar um Laika aqui em Salvador em bom estado e barato, se puder me ajudar me de um toque para o cel ou mande um email
Não é o caminho mais curto - dá uns 120Km. Mas é o que tem as melhores estradas, e sem pedágio. Além disso, dá para parar em Capivari e comer em um ótimo restaurante que tem lá, perto da loja de tratores da John Deer.
Eu tenho um Lada Laika. Diante da raridade deste carrinho russo, e da dificuldade de se arranjar peças originais para ele, o jeito é colocar peças de carros nacionais. Algumas exigem algum tipo de adaptação, enquanto outras são simplesmente idênticas. Resolvi então publicar aqui no blog minhas descobertas na certeza de que minhas experiências podem ser úteis a outros donos de Lada pelo mundo a fora.
Eu recentemente comprei um Lada que precisava ser totalmente restaurado para ficar bom, utilizável, ou razoavelmente merecer ser chamado de "carro". Uma lata velha, para resumir.
Bom. Levei ele ao Coelho para mexer na mecânica, ao Zoinho para fazer a elétrica e ao Jones para dar uma geral nos sistemas de portas e vidros.
Ontem, eu tinha que levar a família de Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, até Xangri-Lá, no litoral norte gaúcho. Embarcamos no Lada, sem muita certeza sobre se isso era uma boa idéia. Rumamos ao leste, para Capivari do Sul, então dobramos para o Norte, direto para Osório. De lá, demos uma nova "quebrada" ao leste, em direção à Estrada do Mar. E dela, para o acesso à praia.
O carro passou no teste. Saímos no final da tarde, e, já durante a noite, meu Lada vermelho aportou calmamente, como um tijolo com rodas, sobre o asfalto pontilhado por areia de praia das ruas de Xangri-Lá. Foi uma viagem sem grandes sobressaltos, com a estrada mais ou menos vazia. Não apenas foi, como voltou: hoje de madrugada, saí de Xangri-Lá, passei por Osório, Capivari, Capão da Porteira, Morro Grande, Águas Claras e finalmente, estou aqui no Centro de Viamão - afinal, alguém tem que trabalhar por este país. Não eu, claro, que só trabalho para botar dinheiro no meu bolso.
Ainda me falta encher o tanque e calcular o consumo médio do carro. Mas de uma coisa posso dar certeza: trata-se de um carro bem mais suave do que eu imaginava que seria.
Uma super-mega-power desentrevista, ou seja, uma entrevista sem entrevistado, feita não por um jornalista, e sim por uma pessoa possivelmente ruim das faculdades mentais.
O candidato tucano à presidência esquiva-se de FHC, faz um jingle no qual parece ser seguidor do Lula, e mesmo assim está sendo "cristianizado" por sua própria base.
Uma análise sobre as chances nulas de Yeda Crusius continuar no poder. Porque o povo já decidiu que seu projeto está morto, só ainda não elegeu o coveiro.
A Prefeitura de Viamão estranhamente mandou pararem as obras do PAC na cidade, mas mandou o vice-prefeito a Brasília, para pedir novas obras. Nem Freud explica.
O dia em que vi os "fabulosos" resultados de uma cirurgia "pelo espaço" e tive ainda mais certeza de que estamos sozinhos, voando em cima de uma pedra perdida no universo.
Muito parecidas com fenômenos classificados como "histeria coletiva", todas as religiões nascem como idéias, e logo tornam-se instituições com códigos de proibições rígidos e discursos prontos para rebater argumentos de qualquer tipo.
Ando lendo as memórias do primeiro-ministro britânico que enfrentou a Segunda Guerra Mundial, e é notável como ele faz uma análise fria e exata das razões do conflito. Inclusive, afirmando coisas polêmicas. Por exemplo: Churchill diz que a Alemanha não estava pronta para abolir a monarquia, e isso foi decisivo para levar o nazismo ao poder.