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      • Candidata Mais Gata 2010
        É isso aí, pessoal! Este ano, o festival de homens feios que pedem nossos votos pode ser compensado por alguma "colírios" no horário eleitoral. Uma destas beldades do mundo da política será escolhda a Candidata Mais Gata de 2010 no Rio Grande do Sul! Vote e faça História!
        Jéssica Nucci
        Deputada Federal - PSTU 1606

        Manuela D´Avila
        Deputada Federal - PC do B 6565

        Gisele Uequed
        Deputada Estadual - PV 43123

        Ju Palhares
        Deputada Federal - PSOL 5025

        Juliana Brizola
        Deputada Estadual - PDT 12001

        Adriana Steinmetz
        Deputada Estadual - PMN 33999

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        Parcialidade Total
        Blog do meu amigo Eduardo Leonardi. Um cara que realmente tem estilo próprio, e seguiu o jornalismo como meio de vida em tempo integral. Curiosidade: esse cara tem uma voz tão calma que, quando narrava uma tragédia sangrenta nas aulas de rádio, dava a impressão de estar dando o boletim do tempo.

        Blog do Flávio Gomes
        Esse cara é jornalista, apaixonado por carros Lada, tem um DKW e faz uns videos nos quais encarna "Indiana Gomes", que nos mostra os carros mais bizarros e museológicos imagináveis. Teve até uma vez em que ele andou num Trabant. Fabuloso.

        Diário de Carina
        Leia e confira, as idéias de uma quase-jornalista brigando pela causa. Na verdade, não conheço essa tal de Carina, mas me dá a impressão de ser uma das pessoas mais idelistas e fofuchinhas do mundo.

        Cinéfilos
        Resenhas críticas, curtas e objetivas, de filmes. Só isso. Sem entrevistas, sem frescuras, sem nada. Só os filmes e ponto final. para quem gosta de dar umas risadas e conhecer um pouco sobre cada produção que vai saindo do forno.

        Conservador e daí?
        Conservador, mas conservador mesmo! Esse blog se opõe até mesmo à Revolução Francesa e aos ideais de liberdade pelos quais ela foi realizada. Ah, e é nele que eu li pela primeira vez o lema "nuremberg para os comunistas, já!" Sentiu o drama?

        Blog Molotov
        Aparentemente, o extremo oposto de "Olavo de Carvalho" e do "Conservador e Daí", mas, na prática, muito semelhante no grau de virulência com que trata os temas. Este é um blog mantido por pessoal do PSTU, com uma linha socialista, revolucionária e empedernida de chavões da nossa manjada whiskesquerda. Mas ostenta esse charmosíssimo nome.

        Bender Blog 2.0
        Esbarrei neste aqui por acaso. Tchê, que cara interessante de se ler. Ele fala sobre vários assuntos e traz uma visão crítica, mas bem humoriada, sobre quase tudo. E o lema é uma pérola: "Concorde comigo ou esteja fatalmente errado."

        Escreva Lola Escreva
        O blog de uma intelectual que não escreve para intelectuais. os assuntos são bem variados e a perspectiva da blogueira é bastante diferente da minha em alguns pontos, enquanto é quase igual em outros.

        Irmão do Décio
        Blog do sujeito que criou o fictício New Fiat Premio. Que mais posso dizer?

        Site da CEEE
        Site da melhor entre as 3 concessionárias de distribuição de energia elétrica do RS.

        Site da FENAJ
        Federação Nacional dos Jornalistas, nossa gloriosa entidade de nível nacional.

        Olavo de Carvalho
        Site de opiniões do mais maluco dos direitistas. Ele ainda vê o "perigo vermelho" até nos desenhos animados.

        Região dos Vales
        Site que reúne colunas, notícias, informações e novidades da região que, para mim, é a mais bonita de todo o lindo, inigualável e gigante Rio Grande do Sul.

        Sindicato dos jornalistas do RS
        O bom, velho e lutador sindicato da "catiguria" na província de São Pedro.

        Internautas Cristãos
        Site com textos que defendem uma visão cristã da vida e do mundo. Andei lendo na tentativa de voltar a acreditar em Deus. Não deu certo, mas vocês podem ir lá e tentar.

        Blog do Zé Piciña
        Blog do retardado mais reacionário que já vi Ele demonstrou, por exemplo, a ligação entre Iron Maiden e o satanismo. É cômico.

        Studio Pampa "oficial"
        Vocês querem bacalhau? Vocês querem mocotó? Vocês querem pão e circo? Este site "oficial" é bom por uma razão: avacalha totalmente o programa. E é muito divertido.

        Blog da Fran Fofura
        Dizem que depois de ir ao BBB, as novas subcelebridades não fazem nada que preste. Mas eu gostei tanto do desenho e do tom do blog que resolvi dar uma chance.

        ADJORI-RS
        Site da Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul.

        O Ícaro e a Borboleta
        Por incrível que pareça, é o blog do Byafra. Dele, e de uma mulher que eu não sei quem é. Mas não espere encontrar ali memórias dos tempos do Chacrinha ou uma agenda de shows em lugares obscuros. Byafra demonstra ali que é poeta, pensador e meio comunista, acho eu.

        Zacarias Martins
        Blog do meu amigão tocantinense Zaca Martins, um poeta, escritor e jornalista. Um verdadeiro maestro das letras, que usa as palavras como se fosse uma orquestra muito bem afinada. Mas o blog tem, além da parte poética, algumas críticas à cena cultural do Norte, que são bem interessantes. Confira, que vale a pena.

        Larissa Maciel Oficial
        Blog que acompanha todos os movimentos e novos projetos da atriz gaúcha Larissa Maciel, já consagrada no papel de Maysa Matarazzo, no seriado sobre a vida da cantora.

        A Filosofia de João de Freitas
        Esse deve ser o cara mais sábio do mundo. Autor de livros online que vão desde "Como parar de fumar" até "Ateus graças a Deus", esse cara nos ensina coisas do tipo "como tornar-se irresistível", "a fonte da juventude" e muito mais. Lendo o site, pode-se passar em concursos públicos e ampliar a memória em 100 vezes. Além de tudo, escreve contos eróticos. Não há nada que ele não saiba! Olhando só para o site, não há dúvidas de que ele é o Messias!

        Marsupialis (Blog da Julia)
        Não me perguntem o por quê desse nome bizarro. Mas este é o blog de uma menina superlegal, linda e inteligente chamada Júlia, filha de uma colega minha aqui do serviço. Só que ela tem umas teorias meio estranhas, e não bebe. Mesmo assim, vale a pena ler porque, dessa turma da idade dela, ela é uma das pessoas mais com a cabeça no lugar que conheço. Confira.

        Léo Brandão
        Blog de um sujeito que, apesar de ter criado a comundiade oficial do Studio Pampa no Orkut, é extremamente lúcido e inteligente. Costuma comentar assuntos como a profusão de partidos sem ideologia no Brasil, mas sem fazer discurso eleitoral para ninguém.

        Esquerdopata
        Blog com um discurso esquerdão e informações atuais que a mídia prefere dar uma ignorada. Resolvi colocá-lo na lista depois de ler um post no qual o blogueiro fala das soluções com "custo zero" para motivar funcionários, algo que para mim também não faz sentido.

        Quanto tempo dura?
        Um blog que fala sobre TV, artes, política e tudo mais de uma maneira realista e meio escrachada, bem ao meu gosto e prática. Cansou de ler as atiradas aqui do meu blog? Vá ler as desse cara. O estilo é semelhante.

        Guerrilheiro do Entardecer
        Vou usar a própria definição do blog: "Este é um blog que defende idéias de justiça social, autodeterminação dos povos, democracia, liberdade, respeito aos direitos humanos e à construção de uma sociedade onde todos possam viver com dignidade." O autor é professor de História e não tem meias palavras.

        Jerre Rocha Mototurismo
        Blog de um cara cuja vida é viajar de moto, bater fotos impressionantes, e depois viajar denovo para lugares ainda mais fascinantes.

        Brigato Design
        Assim como o Irmão do Décio, a Brigato Design dedica-se a desenhar carros como eles deveriam ser: bonitos, modernos, funcionais e acima de tudo, tributários aos maiores clássicos da história automobilística do Brasil. É lindo de se ver. Me apaixonei de vez quando colocaram no ar o design (imaginário, claro) do Opala 2011. Coisa quem nem a Chevrolet de verdade teve a glória de criar.

        Claudio Dullius de Viamão
        Blog do meu amigo Claudio Dullius, um tucano meio liberalão que adora dar pau no pessoal do PT. Voltado para as questões de Viamão, o site tem épocas de extrema falta de inspiração, resumindo-se a reproduções de mensagenzinhas de piada política. Mas quando surgem as épocas inspiradas, o Cláudio nos brinda com os posts mais geniais imagináveis.

        Kadu Schwartzhaupt
        Blog do tucaníssimo Kadu, uma baita figuraça e um grande amigo, que é formado em um pouco de tudo e quem sabe um dia presidirá o PSDB. O bom de ler o blog dele é que ele não concentra sua tucanisse em atacar o PT, e sim em promover os parlamentares e o governo do partido dele, algo meio raro de se achar na web - eu leio porque sempre gosto de ver o contraponto das críticas.

        Viamão Incrível
        Tudo o que (não) acontece em Viamão neste incrível site de notícias verdadeiras (ou não), narrados de maneira brilhante (ou não). Segundo o VI, a cidade recebe visitas de Hugo Chavez e Bill Gates, cedeu um terreno para a gravação de Lost, é campo de pouso de ETs semanalmente, e a lista de material das escolas inclui armas de grosso calibre. Ah, a cidade ainda conseguiu tornar-se um Estado independente do Brasil, abriga uma retransmissora da Al Jazeera, dentre outros disparates. Leia e mije-se de rir.

        A política como ela é
        Blog sobre política (mesmo? dããã), que faz análises cáusticas e inteligentes sobre acontecimentos, pessoas e fatos nacionais e internacionais. Muito bem elaborado, não cai na politicagem e não apresenta pendores escancarados por partido algum. Por incrível que pareça, vale a pena ler, porque os textos são cativantes e bem elaborados.

        Câmara Municipal da Viamão
        Para o bem ou para o mal, para orgulho e glória, ou para vergonha da cidade (em alguns casos), esses são os representantes da nossa população local. Então, é função de cada um de nós, pelo menos, dar uma olhada no que eles andam fazendo com o nosso dinheirinho suado.

        Blog do Pedro Ruas
        Esse cara é um político inegavelmente coerente e lutador. Pode não ser do meu partido, mas eu o admiro e qualquer um que se considere pensante neste Estado do RS deve ler, pelo menos de vez em quando, as análises que o Ruas faz da realidade atual, daqui e do exterior.

        Blog da Luciana Genro
        Blog da deputada federal do PSOL, a filha do Tarso Genro que é bem mais "votável" do que o pai.

        Matérias e artigos classificados como:
        Total: 56 matérias neste grupo.



        Domingo, 05 de Setembro de 2010, às 22:13:44
        ::: Baixarias eleitorais: o stalinismo acovardado enfrenta o pseudo-lacerdismo fajuto
        Nestas eleições, tem candidato que se suja usando a máquina pública e tem candidato que se queima ao tentar transformar peixinho de aquário em tubarão assassino. É um duelo entre um stalinismo acovardado pela pressão da imprensa e um pseudo-lacerdismo que já não engana nem criancinha.
        "O Grande Irmão está te vigiando", alusão ao livro "1984", um romance metafórico que na verdade descrevia o regime soviético.
        Josef Stalin.
        Carlos Lacerda...
        ... era um cara popular, embora não entre as classes populares...
        ... e jantava com as "forças terríveis" que tanto assustaram Jânio.
        Carlos Lacerda tanto fez que conseguiu encurralar Getúlio Vargas. Mas o velho presidente tinha uma carta na manga: suicidou-so, e o povo, revoltado, saiu quebrando tudo. Lacerda teve que se esconder. E em sua revolta, a população manteve os getulistas no poder até 1960.
        O stalinismo também não teve grande sucesso, a longo prazo, e todos nós sabemos no que deu.
        Quando eu escrevi, outro dia, sobre o caso do vazamento de informações sigilosas sobre a turma do José Serra na Receita Federal, recebi algumas respostas dizendo que a quebra do sigilo é um crime e um ato de autoritarismo.

        Bom. Eu sei que é ilegal e autoritário revelar dados que deveriam ser privativos. O que eu "não entendi" foram as razões para tamanho alarde. Havia algo comprometedor nos tais dados? Isso não vem ao caso. O escândalo ganhou as dimensões que ganhou, não pela truculência do ato de vazamento, e nem pelo teor dos dados violados. Não. O escândalo ganhou dimensão porque interessava fazer barulho e espernear em cima dele. Interessava aos tucanos, para poderem pregar no governo Lula a pecha de "autoritário", de "Estado policial".

        E é fato que a quebra do sigilo dos dados é um ato do mais puro terror stalinista. Não nego isso. Como também é um ato da mais pura histeria lacerdista o que os tucanos vêm fazendo em cima de qualquer coisa que o governo faça.

        Quero deixar claro que eu não opino na condição de cabo eleitoral. Eu escolho meus candidatos por considerá-los melhores, não porque eu tenha partido ou lado na disputa. Já falei sobre isso antes aqui: ninguém nunca me estendeu um dedo que fosse nas horas difíceis, então, agora, sinto-me no direito de não ter o rabo preso e botar o dedo na cara de quem eu quiser.

        Eu tenho plena e clara certeza de que o governo atual cometeu vários atos de autoritarismo, aparelhamento de sindicatos e entidades estudantis, movimentos sociais. Sei que formou enormes cabides de emprego para a companheirada e que tem feito muita demagogia. Eles têm na mão a máquina estatal, em mistura explosiva com uma inspiração stalinista, brezhnevista, uma coisa meio União Soviética, meio Hugo Chavez. Só que, como o Brasil é um país com instituições democráticas bastante sólidas e a população já atingiu um determinado grau de esclarecimento, essa tendência não tem como evoluir para um Estado Policial puro e simples: é um stalinismo meia-boca, paz e amor, Metade Stalin, metade Jimmy Carter.

        Mas também tenho, por outro lado, a visão muito clara de que as forças de oposição, que têm nas mãos um imenso aparato de imprensa, e são tributárias de uma tradição lacerdista, denuncista, de querer forçar a barra, infundir o medo do comunismo, da ditadura, e jogar o povo contra seus próprios interesses. Estas forças vêm jogando todo o peso de seu poder midiático contra o governo atual, desde o primeiro segundo após a posse em 1º de Janeiro de 2003. Um ataque ininterrupto, baixo e vil, que transforma formigas em dinossauros, que transforma boatos em certezas, erros eventuais de sub-vice-ajudantes em políticas equivocadas de governo. É um lacerdismo que não pode mais apavorar as massas com os fantasmas do comunismo soviético e da guerra civil. É, acima de tudo, um lacerdismo sem a inteligência de um Carlos Lacerda, do qual os expoentes mais brilhantes não serviriam para engraxar os sapatos do tribuno carioca: figuras ao estilo Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. E que não vinga, justamente porque o brasileiro médio não é mais aquele jeca analfabeto e nem aquele classe-média que, apesar de bater cartão, não se via como "trabalhador" só porque ao invés de pegar ônibus, tinha comprado uma DKW seminova, e morria de medo de virar escravo dos russos.

        O povo brasileiro já não é mais trouxa. E eu, muito menos. Quando eu venho aqui e critico o José Serra por estar fazendo um estardalhaço em torno do caso da Receita, não o critico por achar que a violação do sigilo seja um crime pouco grave. Não. Critico-o pela tentativa de transformar isso num fato capaz de mudar os rumos da eleição, agitando este fato como um espantalho, a apavorar as massas: "Vocês viram? Eles são autoritários! Não votem neles, senão a democracia está ameaçada!"

        Da mesma forma, quando eu critico a turminha da Dilma por usar o governo federal como se fosse um comitê, e de fazer estardalhaços enormes em torno de falhas de governos do PSDB (como o caso do Banrisul, aqui no RS, com o qual a governadora Yeda parece não ter nada a ver), não faço as críticas por querer bem ao Serra. Ou por concordar com a roubalheira.

        Eu "queimo" essa gente porque todas essas barulheiras, com seus meandros e pretextos variados, são apenas e somente um tipo de coisa: golpes baixos, truques sujos dados às vésperas das eleições. E disso, eu já estou de saco cheio. Imagino que muitos leitores também estejam.

        Por isso eu ignoro estes fatos. Se não os ignorarmos, não conseguiremos escolher candidato algum. Nós, brasileiros, nos vemos obrigados a votar nos candidatos com as melhores propostas, ignorando as eventuais trombadas que eles possam dar durante a campanha. Porque, se não ignorarmos essas coisas, acho que não sobra nenhum em pé. E aí, seríamos todos obrigados a votar nulo. E isso, para mim, está fora de questão. Se os conscientes anularem seus votos, os rumos do Brasil ficarão nas mãos da turma do "tô nem aí".

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        Segunda-feira, 06 de Setembro de 2010, às 09:37:17
        Guto (carlos.augusto@ufrgs.br) comentou este texto:
        O quê???!!!!?????

        O grande Fábio Salvador votando 13 (mamãe dilma)????...pensei que isso NUNCA ia acontecer!!! Bah...surpresa.

        Abraço do amigo
        Guto


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        Sábado, 04 de Setembro de 2010, às 00:00:03
        ::: Cada partido tem que ter uma bonitinha
        Depois que o PCdoB despontou com a Manuela, parece que virou moda cada partido ter sua menina bonita.
        Juliana Brizola: passou dos 30, mas ainda está na categoria.
        É ou não é uma graça? Só que, se deixar, divide o latifúndio, derruba o grande capital e interrompe o pagamento da dívida externa, para horror dos homens de bem.
        Para não faltar a Manuela.
        Ju Palhares, do PSOL.
        E os Verdes também!
        Não esperem um post sobre alguma mulher-fruta ou uma gostosona seminua ao estilo Deborah Soft. Não.

        Eu entrei no ar apenas para dividir com vocês uma impressão que eu tenho: a de que, depois do sucesso eleitoral da Manuela (PCdoB), tornou-se mais ou menos obrigatório que cada partido ou coligação tenha pelo menos uma candidata bonitinha, engraçadinha, com um olhar meigo.

        Aliás, nestas eleições, a Manuela acabou sendo ultrapassada pelas representantes dos outros partidos, nesta categoria.

        O tradicionalíssimo PDT tem a Juliana Brizola que, apesar de "balzaca", ainda aparece por aí com cara de menininha. O nome já entrega: é a neta do Brizola. Só que é muito bonitinha, não tem nada a ver com aquela cara de caudilho revoltado do avô. Apesar de eu ainda preferir, em termos de discurso e posicionamentos, o velho.

        O PV é outro que tem uma candidata já não tão "guriazinha", mas que faz bem o estilo.

        E pelo PSOL, temos uma menina bem nova, embora não tão chamativa quanto a Manuela.

        Vejam que até o PSTU, um partido famosamente "faca na bota", com aqueles candidatos barbudos e radicais de sempre, este ano, lançou uma estudante de Geografia muito engraçadinha. Jéssica Nucci, na verdade, merece o Troféu Meiguice com aquela carinha de anjo que tem. Só que o discurso é polêmico e explosivo, e se deixarem, ela derruba o capitalismo e crava as unhinhas e arranca os olhos dele. Sinistro...

        Juliana, do PDT:


        Gisele, do PV:


        Manuela:


        Jéssica, do PSTU.



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        Segunda-feira, 06 de Setembro de 2010, às 14:12:51
        Rodolfo Fuchs Dos Santos (rodolfo.fuchs@hotmail.com) comentou este texto:
        Tudo culpa da tecnologia do Photoshop sauhhusausa


        Segunda-feira, 06 de Setembro de 2010, às 09:35:16
        Guto (carlos.augusto@ufrgs.br) comentou este texto:
        Grande mestre Fábio Salvador...

        Cara, em questão de beleza até que estamos bem servidos, mas como representantes...falta!!!

        Abraço

        Guto


        Domingo, 05 de Setembro de 2010, às 20:08:11
        Fabio (resposta) (fabio.salvador8@gmail.com) comentou este texto:
        Rodolfo,
        tua informação é muito importante, porque nos traz a uma realidade gritante: todas as candidatas aqui estão sendo avaliadas no aspecto geral, inclusive de como aparecem no material de campanha. Na realidade, nenhuma dessas é igual ao que aparece no santinho. Mas fazer o quê...


        Domingo, 05 de Setembro de 2010, às 18:12:26
        Rodolfo Fuchs Dos Santos (rodolfo.fuchs@hotmail.com) comentou este texto:
        A jéssica não é bonita ao meu ver :S (conheço ela pessoalmente :s)


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        Quarta-feira, 01 de Setembro de 2010, às 23:11:13
        ::: Vote e ajude o Juquinha a abastecer seu Jaguar
        Continuando nosso pequeno circo eleitoral, vamos a mais um candidato a Deputado Federal por São Paulo: o impagável Juca Chaves. Concorre pelo PR.
        Nos primeiros discos, Juca parece ter tentado aparecer como um cara sério. Notem que ele está meio "galã" nesta capa. Logo depois, assumiria de vez sua feiúra e comicidade.
        Aqui já nota-se que começou o besteirol.
        Aí está o cara-dura na TV, no tempo da TV de válvula.
        Juca Chaves em sua persona de Menestrel do Brasil. As músicas são simples, e as letras, geniais.
        Juca Chaves, usando gravata. Ele tem como slogan ser um deputado "sem meias e sem cueca", mas a gravata é regimental no Congresso. Então, tá aí.
        Juca Chaves, vestido para ganhar o Óscar. Ou não.
        Talvez os leitores mais jovens não saibam que é o Juca Chaves, então eu vou esclarecer: trata-se de um músico que ficou famoso compondo umas musiquinhas muito inteligentes e cômicas, mas não palhaçadas no estilo Mamonas Assassinas. Não! Juca, fala de coisas reais, de coisas do Brasil, de atualidades. Satiriza os políticos e a ridícula fleuma das classes que pensam-se inteligentes, cultas e dominantes.

        Uma música dele, que eu adoro, é "O Brasil já vai à guerra", que satiriza um episódio do governo Juscelino Kubitschek: o presidente, que chegou a quase ter a posse impedida por um golpe militar, tentava a todo custo fazer "uma moral" com os milicos. Então, ele comprou um porta-aviões, uma novidade nas Forças Armadas brasileiras para a época (anos 1950). Só que, aí, começou uma discussão entre duas das armas, pela posse do colossal navio. Juca chega a citar essa rusga, numa parte em que canta assim: "Porém há uma peninha: de quem é o avião? É meu, diz a Marinha. É meu, diz a aviação.Ah, revolução!

        O começo da canção é hilário:
        O Brasil já vai à guerra / Comprou um porta-aviões
        Um "viva" para a Inglaterra / De oitenta e dois milhões
        Ah, mas que ladrões!"


        Outra música, mais atual, que eu adoro, é "Super Collor", que começa com "Super Collor, colorindo / Jatinho particular / Foi com Johnny Walker sorrindo / pro vale do luar /Tira o Piaget, e faz caratê / Golpe no bolso do povo / Velho calote, é o Brasil novo, um plano inteligente / As boas idéias são dele, mas o dinheiro é da gente."

        Lendo assim, nem parece grande coisa. Mas experimentem baixar as músicas dele. Digitem "Juca Chaves", e se esbaldem. Não apenas as músicas são inteligentes e provocativas, mas também o próprio Juca é um personagem e tanto. No site oficial dele, ele vende CDs, e pede que as pessoas os comprem, para ajudarem a abastecer seu automóvel Jaguar.

        Essa história de pedir aos fãs que o ajudem a comer caviar e andar de Jaguar até parece arrogância. Mas é mais uma das tosquices do menestrel. Certa vez, no programa do Jô Soares, o apresentador estava entrevistando o nosso candidato, e os dois relembravam dos tempos em que eram jovens. Jô Soares lembrou que o Juca tinha um Jaguar, que apesar da marca imponente, era velho e "nada funcionava naquela porcaria". Juca Chaves é cômico, se autoparodiando em seus padrões pseudo-luxuosos de consumo. Em parte, tira sarro de uma classe média que "se acha".

        Se eu pudesse, colocaria a obra completa do Juca Chaves aqui no site. É certo que seria processado por pirataria, e é certo que muitos leitores não saberiam apreciar as piadas e frases do menestrel (falo da parte do público que se encanta com bunda-music e outras mongolices do tipo). Na impossibilidade, me contentaria em votar nele. Como também não dá (eu moro no RS), permito-me elogiar um pouco a figurinha e trazer uns dados sobre ele.

        Biografia da figuraça?
        Jurandyr Czaczkes, conhecido como Juca Chaves, (Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1938) é um compositor, músico e humorista brasileiro. Teve formação em música erudita e começou a compor ainda na infância. Iniciou sua carreira no fim da década de 50, tocando modinhas e trovas num estilo suave. Nos anos 60 montou um Circo nas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Corte de Cantagalo. Ali apresentou seu show Menestrel Maldito. Conforme o próprio Juca, o nome do Circo era uma sigla: S de "snob", D de "divino Dener", R de "ralé", U de "uanderful", W de "water-closet", S de "Sdruws mesmo".

        O humorista costumava contar a seguinte história sobre o Sdruws, perto do qual ficava uma Favela. Juca convidara para o Circo políticos, empresários, também pessoal da alta-sociedade carioca e antes da primeira apresentação resolveu reunir os líderes da favela para lhes falar com franqueza, indo direto ao assunto: "Vim aqui para saber como vai ficar o negócio do roubo?" - Uma mulher baixinha, morena (líder da favela) foi logo respondendo com firmeza: "Olha aqui seu Juca, nós entendemos a sua preocupação e lhe agradecemos pela sinceridade, mas pode o senhor ficar tranqüilo, porque a nossa comunidade já se garantiu, e pediu proteção à Polícia!".

        Juca foi um crítico do Regime Militar, da grande imprensa e do próprio mercado fonográfico. Chegou a ser exilado em Portugal na década de 70 mas, ao incomodar o governo de Salazar com suas sátiras que então ganhavam espaço nas rádios e televisão locais, transferiu-se para a Itália. De volta ao Brasil, apresentou programas de televisão. Na década de 80, lançou sua gravadora independente, a Sdruws Records. Um de seus bordões mais conhecidos é: "Vá ao meu show e ajude o Juquinha a comprar o seu caviar", seguido de sua risada característica.

        Dentre suas canções mais conhecidas estão "A Cúmplice", "Menina", "Que Saudade", "Por Quem Sonha Ana Maria" e "Presidente Bossa Nova". Em 2003 outro sucesso de Chaves nos anos 70 - a canção "Take me Back to Piauí" - foi editado na coletânea "Brazilian Beats Volume 4" da gravadora britânica Mr. Bongo, especializada em música popular brasileira.

        Juca Chaves tem duas filhas adotadas e reside na Bahia. Também é conhecido por ser um fanático torcedor do São Paulo Futebol Clube. Em 2006 lançou-se candidato a senador na Bahia pelo PSDC, ficando em 4º lugar, com 19.603 votos (0,35% do total). Suas propagandas em formato de poesias distinguiam-no dos demais candidatos.


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        Quinta-feira, 02 de Setembro de 2010, às 14:18:38
        Zacarias Martins (zacamartins@gmail.com) comentou este texto:
        Com seu humor impagável, Juca Chaves, se eleito, certamente vai dar uma importante contribuição para tornar o Congresso Nacional um local mais hilariante, principalmente, se "chegar lá" ao lado de Tiririca e outros personagens nAda ortodoxos


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        Quarta-feira, 01 de Setembro de 2010, às 17:47:17
        ::: Bizarro de hoje: Mulher Pera.
        Candidatos bizarros não são necessariamente criaturas horrendas ou ridículas. Podem muito bem aparecer na forma de uma menina simpática, de aparência delicada e voz doce. Com vocês, a Mulher Pera!
        Tá aí, para ninguém pensar que eu estou mentindo.
        Na hora do "corpo a corpo", deixa todos os outros candidatos bizarros (e os sérios) no chinelo.
        Sobre a escolaridade, para que vocês não pensem que eu estava exagerando, aqui está a ficha de cadastro dela.
        Suellem Aline Mendes da Silva, 23 anos. Codinome, Mulher Pera. Escolaridade declarada, "lê e escreve". É uma sub-celebridade, cuja modesta fama foi alcançada por seus dotes físicos, a saber, peitões, bundão, coxas fenomenais e uma cintura muito fina, exagerada por um espartilho. E tudo isso bem no auge da onda das "mulheres-fruta", que lançou ao sub-estrelato um bando de moças gostosas com algum atributo físico exagerado: a bunda, os peitos, as pernas, qualquer coisa.

        Mas a Mulher Pera não é só gostosa: ela é simpática, risonha, alegre e fala direitinho. Repórter do Mais Brasil, programa exibido pela emissora Canção Nova. Não chega a ser uma personalidade nacional, mas pelo menos não resume-se a uma gostosona de fundo de palco. O talento da menina não resume-se a mostrar a bunda na TV. Ela fala! E até que fala bem.

        Buenas. Pois esta moça é candidata a deputada federal por São Paulo, pelo PTN. Concorre com nomes de peso na bizarrice político-eleitoral, como o palhaço Tiririca, o estilista Ronaldo Ésper, o músico Juca Chaves, o lutador Maguila e o comediante Batoré.

        O eleitorado local já mostrou que tem um grande carinho por candidatos deste tipo, depois de ter eleito com votações fenomenais os falecidos Clodovil Hernandes e Enéas Carneiro. Ou vocês acham que Enéas fez um milhão e meio de votos por conta da sua inteligência e propostas? Enéas era um gênio, mas o que atraía os eleitores era a barba, a voz e os discursos em forma de esbravejo. Há décadas atrás, foi em São Paulo que o povo deu a um rinoceronte (o simpático Cacareco) uma votação, para vereador, maior do que a de toda a nominata do maior partido da época.

        O próprio partido pelo qual ela concorre, o PTN, tem como símbolo uma vassourinha. Tudo porque o maior nome que já passou pela legenda é o do falecido ex-presidente Jânio Quadros, uma espécie de precursor em do conceito de candidato bizarro. Mas Jânio era feio, zarolho e ridículo. A Mulher Pera é bem mais atraente.

        Na TV, aparece de espartilho e com as pernas à mostra. Para a foto oficial, que está no site do TSE e estará na urna eletrônica, posou usando um decotão de dentro do qual os seios parecem prestes a saltar de tão apertados. É possível que muito marmanjo vote nela só para ver a foto. Mulher Pera teve seu registro indeferido pelo TRE, mas já entrou com um documento de contestação do indeferimento e aguarda julgamento. Enquanto isso, continua em campanha.

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        Segunda-feira, 06 de Setembro de 2010, às 20:56:56
        ivani gonçalves (ivani_638@hotmail.com) comentou este texto:
        Este ano as eleiçoes viraram um circo, o mais triste é sabermos que lutamos contra políticos corruptos e estamos sujeitos a essa palhaçada. Será que devemos esquecer os políticos sérios deste país ?


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        Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010, às 17:16:49
        ::: PCB apresenta o candidato mais sem noção para o Senado
        Este ano, o meu primeiro Troféu Sem Noção vai para o senhor Luis Carlos Drehmer, candidato do Partido Comunista Brasileiro para o Senado. A principal (e até onde sei, única) proposta dele é... ACABAR COM O SENADO!!! É ou não é a total falta de noção?
        Parabéns!
        E aí, o vovozinho diz: "O quê? Não tem mais União Soviética? Onde é que este mundo vai parar?"
        O que faz a proposta do comunista ser a mais esdrúxula não é, tanto assim, a enorme importância do Senado. Não. Isso pode ser posto em discussão e, de repente, até seja uma boa idéia fechá-lo, sei lá. Não importa. A questão é outra.

        Se um sujeito concorre a um cargo eletivo, ele deve apresentar propostas que sejam factíveis, úteis e atraentes. Por "factível", entenda-se, realizável. Por "útil", ela precisa ter algum impacto positivo na vida da população. E por "atraente", leia-se, deve puxar votos para o candidato. Assim, é possível propor coisas que sejam úteis e atraentes, mas não factíveis, como um salário mínimo de 4 mil reais. Também pode-se propor coisas que sejam atraentes e factíveis, mas inúteis, como instituir um Dia Nacional da Cerveja. E também pode-se criar coisas que sejam úteis e factíveis, mas nada atraentes, como instituir uma multa para quem disser palavrões em público.

        Bom. Mas aí chegamos à proposta do senhor Dehmer. Ela não é factível, porque a mudança para um Congresso unicameral teria que passar por plebiscito, que só seria lançado com uma grande coalizão em torno da causa, e não um único parlamentar tresloucado, isolado. Eu também não consigo ver no que ela seria útil para o país. E em último lugar, poderíamos esperar que fosse apenas uma bobagem dita na TV para atrair votos, mas... NÃO É UMA PROPOSTA ATRAENTE. Eu não sei no que o fechamento do Senado melhoraria a minha vida, e a quase totalidade do povo brasileiro também não sabe. Não é alguma coisa com a qual o povo sonha. É só uma doideira que a galera do PCB calhou de dizer na TV.

        Aliás, todos os candidatos do PCB são senhores de barbas brancas. O partido parece ter ficado só com uma meia dúzia de gatos pingados, da velha guarda comunista, descontentes com a mudança de rumo do bloco principal do partido (que virou PPS). São os viúvos da queda do Muro de Berlim. Sei lá. Eu adoro história, coleciono materiais sobre a Guerra Fria, até tenho um Lada vermelho, mas acho essa resistência de um comunismo de velha guarda, com meia dúzia de votos, um discurso totalmente alienado da realidade atual, parado no tempo, acho essa coisa toda meio melancólica. Meio como aquelas cidadezinhas quase-fantasmas, habitadas apenas por uns velhinhos saudosos, à espera do fim.

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        Quarta-feira, 04 de Agosto de 2010, às 10:25:31
        ::: Sorte que temos os "populistas"
        Texto publicado na página 4, sessão "Artigo", do Diário de Viamão de hoje (04/08/2010).
        Tá aí a página, que hoje eu divido com o Paulo Chiden, essa grande figuraça, um luminar do bom gosto na nossa tosca terra viamonense.
        A campanha eleitoral está começando, aos poucos, a tomar ritmo, então preparem-se: mais cedo ou mais tarde, começará a inevitável guerra de "gentilezas" entre os candidatos. Aliás, já começou: enquanto alguns pedem votos alardeando as obras que fizeram e prometendo as que ainda vão fazer, outros rebatem dizendo que todo aquele trabalho tinha um "objetivo eleitoreiro". Ou seja: "fulano construiu tal coisa porque sabia que renderia votos".

        É uma discussão interessante. É evidente que os políticos procuram apresentar-se como "pais" de seus projetos, com o objetivo de ganhar o voto da comunidade. E na verdade, isso não tem nada de errado: o papel do político é fazer o bem para a comunidade, melhorar a qualidade de vida das pessoas, apresentar projetos que tenham impacto positivo, prático e real sobre o dia a dia dos cidadãos. E se ele faz este trabalho direitinho, tem todo o direito de pedir votos para continuar trabalhando, ou para alcançar um cargo com maiores poderes, no qual ele possa fazer ainda mais. O que é que tem de errado nisso?

        Aqui mesmo, em Viamão, vemos seguidamente recaírem críticas ferozes sobre políticos acusados de "populistas" e "eleitoreiros" por arranjarem o asfaltamento de ruas e estradas, melhorias no saneamento, construção de postos de saúde. Às vezes, até por coisinhas menores. Tem vereador que é criticado por distribuir comida aos mais pobres, tem vereador "levando pau" por tentar arranjar empregos para quem precisa. Tem até um ex-vereador que era muito atacado por usar seu carro particular como "ambulância" na vila onde mora, pois era procurado pelos vizinhos na hora do desespero. Há deputados com a candidatura em risco, por manterem albergues com a contribuição das equipes de seus gabinetes. Ora, se não é para usarem a estrutura dos gabinetes para ajudar ao povo, era para usar com que finalidade?

        Aí vem a pergunta: e quem critica esses políticos, faz o quê, na prática, para ajudar à população? De nada adianta ter firmes ideologias, lindos discursos, e criticar ferozmente os políticos "populistas", quando o próprio crítico nunca assentou um tijolo que seja, na prática? Hoje em dia, ninguém mais tem tempo para teorias abstratas. O povo precisa é de resultados práticos. Obras, empregos, saúde, escolas, asfalto, esgoto, luz, água, liberdade e voz ativa. Porque não adianta nada termos uma democracia quando o povo é escravo da necessidade.

        As ideologias, elas próprias, só têm uma razão de existir porque definem parâmetros, como por exemplo, o papel ideal do Estado na vida econômica da sociedade, o posicionamento do Estado frente à pobreza, a escolha das prioridades. As ideologias só têm razão de existir na medida em que norteiam ações práticas. Portanto, é evidente que eu não posso votar em alguém cuja visão, em assuntos-chave, seja muito distante da minha.

        É claro que não podemos ignorar coisas como a ética. Mas, não havendo grandes impedimentos, na hora da escolha livre, é pura burrice votar em alguém que, como diz meu pai, "só sabe levantar nuvens de farinha mas não entrega um pãozinho pronto no balcão."

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        Terça-feira, 03 de Agosto de 2010, às 15:23:36
        ::: Evento do Marco Alba ontem: Bebeto Cabeça e Paulo Nunes
        Marco Alba reuniu uma multidão na sede do PMDB Viamão. Até, ai, morreu Neves, e daí? A novidade é que no evento apareceram o Paulo Nunes, ex-presidente do PDT e "refugiado" da implosão daquele partido, e o tucano, polêmico, figuraça imortal Bebeto Cabeça.
        Sarico, Russinho, Bebeto, Marco Alba e Paulo Nunes
        O salão "levemente" lotado - e tinha mais gente pelos corredores e na calçada.
        Ontem à noite, ocorreu na sede do PMDB de Viamão um evento centrado na candidatura do deputado estadual Marco Alba à reeleição. Foi um acontecimento de casa cheia, com muita gente aglomerada no salão, a ponto de o ar ficar carregado para se respirar. Adesivos, bandeiras e panfletos finalmente apareceram em grande quantidade nesta campanha. E havia até a possibilidade de o candidato ao Senado, o ex-governador Rigotto, aparecer. Mas ele não compareceu. Seus materiais de campanha, no entanto, eram onipresentes.

        Festa de político tem sempre discurso, material de campanha, essas coisas. Mas essa foi diferente porque tivemos duas presenças que eu não esperava ver por lá: Bebeto Cabeça e Paulo Nunes.

        Paulo Nunes, mais um emigrado do partido implodido
        Vocês conhecem a história do Superman? Ele nasceu em um planeta que explodiu. Pouco antes do cataclismo, seus pais o lançaram ao Espaço para que sobrevivesse. E ele veio cair na Terra. Pois é. Eu pulei fora do PDT quando o braço viamonense da sigla brizolista estava na iminência de afundar de vez, com a atual direção fazendo suas peripécias. E até aqui, pensei que era o único "sobrevivente" a cair no PMDB. Mas aí, ontem, vi o Paulo Nunes, que é parente (irmão ou primo, não lembro) dos ex-vereadores Janes e Rospide, recebendo as boas vindas ao PMDB, e manifestando sua intenção de concorrer a vereador em 2008, "para ganhar".

        Eu já conhecia o Nunes. Na verdade, o havia visto apenas uma vez na vida. Foi na convenção do PDT em 2006, na Câmara Municipal de Viamão. Naquela ocasião, lembro que ele começou a discutir com um companheiro (acho que era o Natalício), dando início a uma confusão. O vereador Romer Guex, que acabara de ser eleito presidente municipal do PDT, interrompeu seu discurso e desceu da tribuna para separar o bate-boca. O Nunes não gostou, e não teve jeito: a convenção descambou para a pancadaria. Eu lembro que o Nunes e o Romer se engalfinharam, e o Paulo Nunes se deu mal na jogada. O caso rendeu uma intensa troca de farpas através da imprensa e da tribuna do Legislativo por alguns dias. Não sei se houve processo ou não. No fim das contas, não fez diferença: o PDT de Viamão acabou caindo nas mãos do ex-vereador Cristaldo.

        Quem lê isso pode pensar que eu estou tirando o maior sarro de uma figurinha abjeta da política local, mas não é nada disso. Eu não conheço a persona política do Paulo Nunes, e nem ele como pessoa. De repente, é até um cara inteligente. De repente, sabe fazer votos. De repente, sei lá. Não posso julgá-lo pelo que vi, porque só o vi como personagem daquela batalha campal de 2006. Ainda vou analisar essa figura no dia-a-dia, e ver qual é a dele.

        Bebeto Cabeça e os sinais para 2012
        Guardei a parte mais legal para o final. O ex-vereador Bebeto "Cabeça" estava lá no evento também. Para quem não sabe, esse cara é filiado ao PSDB e também é egresso das fileiras do PDT, mas deixou a sigla bem antes da decadência final dela, fundando sua própria legenda na cidade há uns 20 anos.

        Embora esteja um tanto desgastado politicamente e tenha sofrido alguns revezes nos últimos anos (o Bebeto concorreu a vice na chapa do Chico Gutierres em 2004 para a Prefeitura e a dupla ficou com o último lugar, e além disso ele vem sofrendo oposição dentro do próprio partido), trata-se de um político que sabe muito do riscado, foi presidente da Câmara Municipal, conhece todo mundo, e tem um eleitorado cativo, tradicional, que confia nele e se mantém firme há "trocentas" eleições. É também um baita de um orador. Mas não é só a votação que interessa nessa figura.

        Bebeto é uma das principais lideranças tucanas no município – se não for a maior – e sua presença na campanha do PMDB deste ano indica que poderá abrir mão de uma cabeça de chapa para apoiar uma união das forças de oposição. Aliás, os discursos da noite foram neste sentido. Embora a idéia de uma oposição unida para tirar o PT da Prefeitura depois de 16 anos de governo pareça fantasiosa (ela já existia em 2004 e 2008, mas nunca sai do campo das idéias), ontem eu vi pela primeira vez uma movimentação objetiva neste sentido. O PSDB é um partido mais ou menos importante na cidade, apesar de não ter bancada (por problemas jurídicos, não por falta de votos).

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        Quinta-feira, 05 de Agosto de 2010, às 10:02:24
        Fabio (resposta) (fabio.salvador8@gmail.com) comentou este texto:
        Olha, Vitor, eu nunca levo nada para o lado pessoal. Mas a política em Viamão é essa coisa ranhenta, esse eterno vir e voltar de figuras manjadas. Tua crítica é muito válida.

        Eu me refiro ao Bebeto como representante tucano porque ele tem um grupo dentro do partido que se mantém fiel a ele.

        Este post teve uma consequência positiva: chamou um comentário crítico, e eu esperava que amigos como o Claudio Dullius e o Kadu entrassem para responder, mas eu nem sei se eles lêem este blog com alguma frequência.


        Quinta-feira, 05 de Agosto de 2010, às 01:53:56
        Vitor (vitorha@bol.com.br) comentou este texto:
        Caro Fábio;

        Já fomos companheiros de partido no tempo em que fostes tucano e muito me estranha o comentário sobre "...uma das principais lideranças tucana..." só para lhe informar, este cidadão não fala em nome do PSDB, e se lideranças se unem a ele pensando que terão o PSDB, poderão conseguir exatamente o contrário, perder o PSDB.

        Segundo informações de bastidores, este cidadão anda lambendo botas do pessoal do PP, se ele estava na sede do PMDB representando algum partido, com certeza não era o PSDB, porque a última convenção partidária promovida por este cidadão foi uma fiasqueira, que o companheiro da chapa de oposição anulou a mesma e o partidou está sob intervenção estadual até os dias de hoje.

        Acompanho seu site, espero que não leve esta opinião para o lado pessoal, mas este cidadão já deu o que tinha que dar, temos que incentivar as novas lideranças e deixar de babar os ovos dos que nunca fizeram nada por Viamão, só se mantiveram na tetinha.

        Um forte abraço e até a próxima oportunidade.

        Vitor


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        Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, às 18:08:42
        ::: Pô, esse Russinho, hein...
        Ontem, o vereador Russinho misturou habilidades de orador com uma certa veia para a apresentação de programas de auditório, e me deixou absolutamente surpreso.
        Russinho (Valdir Jorge Elias) entregando o título de Cidadão Viamonense ao deputado estadual Marco Alba. O russinho é o da esquerda. Eu só achei estranho, nessa foto, que eu nunca notei que o Russinho fosse mais alto do que o Marco.
        Ontem à noite tivemos mais uma reunião do PMDB Viamão. Não foi uma reunião lotada, mas tínhamos bastante gente. E estavam presentes os três vereadores da sigla: Russinho, Joãozinho da Saúde e Antonio Gutierres. Também o primeiro suplente da bancada, Barbaroti, foi lá.

        Claro que o tema do meu discurso foi o 6º Encontro da Juventude do partido, ocorrido no sábado. Só que eu estou ficando meio frustrado com essa história de discursar nas reuniões do partido. Eu escrevo aqui no blog, meus artigos saem no Diário de Viamão, e por aí afora. E normalmente, eu sou bastante elogiado quando deito minhas idéias no papel – não sou nenhum Carlos Lacerda, mas me dou bem com as letras, isso já percebi, sem falsa modéstia. Então, por quê eu discurso TÃO MAL? Eu detesto meus discursos. Nem eu mesmo me aturo. São medonhos. Eu tenho uma voz absurdamente alta e sonora, boa dicção, um vocabulário bem variado, mas não discurso direito. Falo rápido, sem ritmo, as idéias se embolam. Eu não tenho uma boa interação com a platéia. Tudo sai errado. É uma porcaria.

        Por outro lado, eu nunca tive em muito alta conta, como orador, o vereador Russinho. Ele tem uma voz, na minha opinião, meio “afogada”, e não tem muita expressão facial. Mas na terça-feira percebi que, mesmo com esses recursos “naturais” limitados, ele é um Power de um orador. De uma maneira muito simples, ele foi lá e passou a idéia dele. Então, como se apresentasse um programa de auditório, chamou lá na frente e prestigiou um de seus cabos eleitorais, o Luis da academia de Tae-Kwon-Do, campeão estadual, instrutor e figura querida da vila Cecília. O Russinho deu uma aula de presença de palco.

        Realmente, me surpreendi. Esse Russinho mostra por quê é o vereador mais votado do PMDB nesta legislatura. E eu, preciso urgentemente encontrar onde tem um curso de oratória. Ou então, desistir e me relegar ao mundo das letras escritas apenas.

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        Terça-feira, 27 de Julho de 2010, às 09:05:51
        ::: Yes We Can, paulistas!
        Barack Obama não se contenta apenas em comandar a maior nação do Planeta. Ele quer uma vaga no Congresso Nacional brasileiro.
        Me aparece cada uma...
        A originalidade dos políticos brasileiros não tem mesmo limites. Hoje, eu trago a vocês um candidato inusitado ao cargo de Deputado Federal por São Paulo. Claro que só podia ser pelo Partido Social Cristão.

        Seu nome? Barack Obama. Na verdade, Rosemar "Barack Obama" Luiz da Rosa Lopes.

        Não sei ainda quais são suas idéias e qual foi a semelhança que alguém viu entre ele e o presidente dos EUA. A não ser pelo fato de ambos serem negros (o que não é grande coisa, existem milhões de negros no Brasil, e milhares concorrendo), não há nenhuma outra faceta física que os torne parecidos.

        Dizer que Rosemar se parece com Obama, quando a única semelhança é o tom da pele, seria a mesma coisa que dizer que EU me pareço com o LEONARDO DICAPRIO.

        Mas enfim. Tá registrado no TSE, e aparentemente, será homologado. Barack Obama para Deputado. YE WE CAN!

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        Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, às 16:09:55
        ::: Jean Wyllys, do BBB, para deputado
        Um cara completamente anônimo vence uma edição do BBB. Depois, tenta emplacar como militante da causa gay, como intelectual, como sub-celebridade, mas não tem jeito: acaba sumindo da mídia, como é natural que aconteça com os ex-BBBs sem grandes talentos artísticos. Depois de alguns anos como neo-anônimo, qual é o caminho natural a seguir? A política, é óbvio!
        Pelo menos, o novo militante GLBT no Congresso tem bem mais estudo e conteúdo do que seu antecessor alienadão, Clodovil Hernandes. Pena que é menos folclórico. Eu preferia que fosse o Serginho, do BBB 10.
        É isso aí: o vencedor do Big Brother Brasil 2005, homossexual assumido e ex-famoso Jean Wyllys deu um jeito de voltar à mídia , mesmo que seja no horário eleitoral gratuito. Concorre a Deputado Federal, pelo PSOL do Rio de Janeiro. E tem grandes chances de vencer!

        A biografia do moço, publicada no seu próprio site de campanha:

        Jean Wyllys é jornalista, escritor, mestre em Letras e Lingüística pela UFBA e professor de Cultura Brasileira e de Teoria da Comunicação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA), ambas no Rio de Janeiro. Ativista dos direitos humanos, concebeu, em 2004, a pós-graduação em Jornalismo e Direitos Humanos da Universidade Jorge Amado, em Salvador (BA).

        Jean Wyllys tem uma história de envolvimento com trabalhos em favor da justiça social; de uma educação para a cidadania e para a valorização da vida; e em favor das liberdades civis que remonta à sua adolescência, quando pertencia às pastorais da Juventude Estudantil e da Juventude do Meio Popular e atuava nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Parceiro dos movimentos LGBT, negro e de mulheres, Jean Wyllys participa de ações que combatem a homofobia, a intolerância e o fundamentalismo religiosos, a discriminação contra o povo de santo, o trabalho escravo, a exploração sexual de crianças e adolescentes e as violências contra a mulher.

        Jean Wyllys é um cidadão honesto, com ficha limpa e tem uma história de vida que o aproxima da maioria dos brasileiros. Em 2005, tornou-se conhecido em todo Brasil ao vencer o reality show Big Brother Brasil.


        Eu achei a biografia meio cômica, porque ela minimiza a importância do BBB como se fosse apenas mais uma coisa que esta super-celebridade fez em sua esplendorosa vida. Quando, na verdade, a ÚNICA COISA NOTÁVEL que ele fez na vida foi vencer no reality show. Aliás, só é um candidato com chances de vitória por ter participado do programa. Ele não é "Jean, o ativista" ou "Jean, o político", ou "Jean, o acadêmico". Não. Ele é, e sempre será para 90% de seus potenciais eleitores, "Jean, aquele do Big Brother", e ponto final.

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        Terça-feira, 27 de Julho de 2010, às 21:02:22
        Valdeck Almeida de Jesus (valdeck2007@gmail.com) comentou este texto:
        Jean Wyllys não é nenhuma novidade

        Por Valdeck Almeida de Jesus

        “Fazer tipo”, “posar de bom moço”, “dissimular”, “fingir” ou “enganar” são sinonímias que jamais combinariam com o escritor e jornalista baiano Jean Wyllys.

        Seja como candidato a cargo público, professor nas salas de aula ou nos bastidores da vida, celebridade midiática ou como um cidadão comum, Jean Wyllys de Matos Santos não mudou nada. A história de vida deste homem do interior é a prova viva da honestidade. O que se sabe do ex-BBB é público e notório: sinceridade, respeito ao diferente, defesa dos direitos humanos. A vida pública e privada de Wyllys merece aplausos pela coerência, firmeza de caráter, posicionamentos contundentes contra as desigualdades e as injustiças sociais.

        A base do candidato a Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) é a mesma defendida dentro de casa, na sala de aula, no barzinho ou onde quer que Jean tenha estado. A lição veio bem cedo, da vivência no seio de uma família pobre, cuja matriarca precisou lavar roupas para sustentar a prole. Os laços afetivos, o respeito à diferença e a defesa de direitos iguais começou no aconchego do lar, onde Jean aprendeu a dividir com os irmãos o pouco alimento que a mãe conseguia adquirir.

        Da casa humilde no bairro Candeias, em Alagoinhas, Jean alçou voo através dos estudos, confiante num futuro que ele pavimentou a cada dia, indo e voltando da escola com sua lancheira, que nem sempre continha o suficiente para lhe matar a fome. Fome de comida. Sim, porque a outra fome, a de cultura, era saciada por livros, panfletos, atuação estudantil e engajamento na defesa de qualquer tipo de injustiça. É este o homem que se candidata hoje ao Congresso Nacional, confiante nos ideais que sempre viveu e defendeu. Um homem simples, do interior, porém de uma inteligência e sabedoria que superam os limites geográficos. Idealista, porém atuante no mundo real.

        Vencedor de um grande prêmio midiático, Jean não se curvou aos apelos da sereia. Renunciou aos quinze minutos de fama, em favor de sua integridade moral, pessoal e profissional. Não abandonou os estudos acadêmicos, base de sua batalha contra a hipocrisia. No jornalismo, continuou escrevendo o que pensa e defendendo seus posicionamentos. Em relação à família, o contato e a ajuda mútua não mudaram, apesar de atualmente residir no Rio de Janeiro. Dos amigos, Jean preserva a confiança. Agora, do Rio para o Brasil, Wyllys pretende vencer o pleito de 3 de outubro para poder trabalhar por muito mais pessoas. É hora do apoio dos amigos, de todas as partes do país, a fim de fazer esta candidatura ser vitoriosa nas urnas.

        Fontes:
        http://www.comunique-se.com.br/conteudo/materia_prima/ver_materia_prima.asp?menu=MP&id_post=165801&caller=index.asp
        http://www.eunanet.net/beth/news_coluna.php?col=193&pst=2205
        http://www.pressreleases.com.br/celebridades/jean-wyllys-nao-e-nenhuma-novidade-20100713341.html
        http://www.dzai.com.br//valdeck/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=34323
        http://www.oxentesalvador.com.br/motix/pt_br/cena-gls/mona-mu/2010/6/29/Politica,3879c204-4533-48a9-b76b-5dfd61141227.html
        http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=1024&num_release=23178
        http://www.difundir.com.br/site/c_mostra_release.php?emp=1024&num_release=23178&ori=V
        http://www.portalvilas.com.br/sociedade/9205-Jean-Wyllys-nao-e-nenhuma-novidade.html
        http://aqueimaroupa.com.br/?p=20922



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        Quarta-feira, 21 de Julho de 2010, às 13:03:22
        ::: Popó: pronto para nocautear todo mundo nas urnas
        Popó, o nosso maior lutador de boxe desde os fenômenos Maguila e Éder Jofre, está concorrendo a deputado federal pela Bahia.
        Pau neles!
        Um lutador de boxe, campeão por duas categorias diferentes, um btalhador saído das profundezas da miséria para o estrelato esportivo mundial. Este é o nosso famoso Popó, que no entanto, resolveu concorrer a Deputado Federal pelo PRB da Bahia. Mas por quê logo o PRB? Um cara com o passado dele poderia pegar um partido menos atrelado a igrejas, né...

        Nada contra as igrejas. Só acho que quando uma igreja séria mistura religião com política, ela deixa de ser séria.

        A história do lutador, kibada a Wikipedia:
        Acelino Freitas nasceu numa família pobre, de um bairro da periferia da capital baiana, a Cidade Nova, localizado na região da Baixa de Quintas, filho de Niljalma Freitas e Zuleica (?). Recebeu da mãe o apelido com que torno-se conhecido: Popó, por ter mamado até uma idade avançada.

        Seu pai era também pugilista, assim como três dos seus irmãos, dos quais Luís Cláudio foi quem mais o incentivou a também ingressar na profissão, o que fez já aos catorze anos de idade. Até o primeiro título mundial, morava com os pais e irmãos naquele casebre, de 6,75 m², que tinha panos como divisórias.

        Com dois casamentos, e filhos com três mulheres diferentes, o baiano enfrentou no segundo (com Eliana Guimarães) uma fase bastante difícil, que refletiu negativamente nos seus resultados sobre os ringues (causando sua primeira derrota na carreira) - a reconciliação veio habilitá-lo a novamente disputar um título, e vencer. É pai de Rafael, Igor, Iago, Gustavo, Juan e Acelino Popó.

        Características
        Tido como um pugilista extremamente técnico, Popó também tem uma grande "pegada". Medindo 1,65 m e pesando 70 kg, luta com a balança para atingir os limites das categorias em que disputa.

        Carreira
        Lutando contra as dificuldades do boxe no Brasil - onde o esporte não tem a popularidade que goza noutros países - Popó por diversas vezes queixa-se da falta de patrocínio. Apesar disto, o país ostenta, em 2006, dois campeões mundiais, ambos da Bahia: Acelino e Valdemir Pereira (conhecido pelo apelido de "Sertão").

        Popó tem uma carreira vitoriosa, iniciada profissionalmente em 1995, onde já conquistou quatro Cinturões de campeão, dos quais os principais foram: Super-Penas (1999, pela WB0); Unificado Super-Pena (2002, pela WBA) e dos Leves (2004, pela WB0), agora reconquistado. Foram 38 vitórias (32 por nocaute) e 2 derrotas (ocorrida quando de sua separação de Eliana, contra o norte-americano Diego Corrales, em 2004 e a outra em 2007, contra o americano Juan Díaz).

        Em 30 de abril de 2006 reconquistou o cinturão da categoria dos Leves, pela Organização Mundial de Boxe - OMB (em inglês WBO), contra o americano Zahir Raheen (numa luta de doze assaltos, vencida por pontos, no placar de 2 a 1 dos três jurados) antes de perde-lô para Juan Díaz.

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        Quarta-feira, 21 de Julho de 2010, às 12:49:07
        ::: Romário, um baixinho no Congresso
        Dos campinhos para o futebol profissional. De lá, para o Tetra. Do Tetra, para o "bolo" do "Gol Mil". Disso tudo, para os escândalos da pensão alimentícia. E finalmente, para o Congresso Nacional.
        É isso aí, peixe!
        É uma história comum: do bairro humilde, o menino acaba virando atleta profissional. Brilha no cenário mundial, faz fortuna, atua em comerciais. E um dia, a vida de atleta acaba. Daí, o cara vira político.

        Seria apenas mais uma história-padrão, com a dos boxeadores Éder Jofre e Popó. Mas é claro que nesta versão ela tem tons muito mais escandalosos e exagerados, porque estamos falando do baixinho, marrento, brigão e genial ROMÁÁÁÁÁÁRIOOO!!!!

        Romário, o craque do Tetra, para Deputado Federal. Só podia ser no Rio de Janeiro. Pelo menos, ele não embarcou em um PTC, PHS ou PRTB da vida. Escolheu o PSB, um partido com história e idéias. Só espero que agora ele desista de querer ser igual ao Pelé - porque o Pelé, quando se meteu na política, saiu abraçando o asqueroso Regime Militar e, depois de virar ministro, ferrou com os times de futebol brasileiros.

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        Terça-feira, 20 de Julho de 2010, às 17:08:24
        ::: Vote na Mulher Melão
        Se tiver competência na mesma proporção que tem bunda...
        Registro de candidatura, com uma foto não muito interessante.
        Se fosse essa a foto na urna, ganharia fácil.
        Quando eu anunciei aqui a candidatura da funkeira Tati Quebra Barraco, muita gente deve ter achado "o fim da picada", mas o fato é que a festa está apenas começando.

        A senhorita Cristina Célia Antunes Batista concorre a deputada estadual no RJ. Não conhece a moça? Talvez pelo nome de guerra: Mulher Melão! Clareou a memória?

        Depois de ser aclamada como "a musa dos motoristas", a funkeira decidiu concorrer para representar a categoria. Foi acolhida pelo PHS, partido que com certeza terá nela seu maior nome puxa-votos.

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        Terça-feira, 20 de Julho de 2010, às 17:06:39
        ::: Tati Quebra Barraco para Deputada
        Começa nossa festa de candidatos bizarros de 2010.
        Se o Sérgio Mallandro pôde concorrer...
        É, pessoal... Tati Quebra Barraco, a funkeira, ela mesma, saiu candidata em 2010. Concorre à Câmara de Deputados federal, pelo estado do Rio de Janeiro. O partido? PTC, Partido Trabalhista Cristão.

        Pelo que eu sei, o PTC acolheu a candidatura da Tati (apesar do conteúdo pouco cristão de suas músicas) para obter um "puxa-votos". Foi a mesma lógica que levou o MESMO PARTIDO a dar guarida à vitoriosa candidatura do estilista Clodovil Hernandez em 2006.

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        Terça-feira, 20 de Julho de 2010, às 13:24:53
        ::: O senador que tinha cara de solzinho
        Esse país tem louco de todo tipo, mesmo. Agora, deram para mandar fotos engraçadinhas para o registro de candidaturas.
        Zé Lokinho...
        ... e Zé Doideira.
        Em Alagoas, o PRTB registrou sua chapa para o Senado lançando o senhor Afonso Lacerda como titular e, nas duas suplências, o empresário Marcos André e um tal Lúcio de Jesus.

        A princípio, três candidaturas normais. Só que, ao invés de mandar as fotos dos candidatos para o TSE, o PRTB-AL mandou uma foto do pôr-do-sol. É isso aí: o titular tem uma foto da cara dele, mas os suplentes têm a imagem celestial, talvez como demonstração de suas idéias iluminadas. Ou uma referência ao absolutismo, reencarnado na figura do "Senador Sol".

        Para mim, o problema foi mesmo falta de grana, ou de organização. Alguém "chupou bala" na hora de mandar a papelama para o registro eleitoral. Mas, convenhamos, registro de candidaturas é uma coisa relativamente simples de fazer, como é que eles conseguiram cometer essa mancada?

        O Tribunal Eleitoral, me parece, que vai negar registro aos candidatos, alegando falta de documentos. Tomara. Se bem que seria engraçado votar em algum dos "solzinhos".

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        Segunda-feira, 19 de Julho de 2010, às 16:51:34
        ::: República Sindicalista, senhor Serra?
        Serra faz uma acusação contra Lula e Dilma, que é exatamente a mesma acusação que a UDN fazia ao João Goulart. E foi para conter os planos janguistas que se fez o Golpe de 1964.
        Da outra vez em que a direita começou a falar em "combater a república sindicalista", vocês lembram no que deu...
        ... e já que a direita falhou na missão de resolver os problemas do povo brasileiro, e a esquerda parece estar saindo-se melhor, pelo menos estamos fazendo alguma justiça à História.
        Recentemente, o candidato do PSDB á Presidência, José Serra, acusou Lula de estar transformando o Brasil em uma "república sindicalista". Eu duvido muito. Mas cabe aqui relembrar o que é uma "república sindicalista".

        A expressão foi usada duas vezes na História da América Latina. Uma, para definir o regime peronista na Argentina, que de fato, foi acusado de destruir o país, mas, assim como o nosso regime varguista, foi o pontapé inicial na conquista de direitos pelas classes trabalhadoras do país.

        A segunda vez que esta expressão foi usada, foi pela UDN brasileira, quando fazia sua pregação golpista contra o governo João Goulart. A tal "república sindicalista" de Jango teria como objetivo fazer as Reformas de Base. E hoje sabemos que, se elas tivessem sido feitas, o Brasil já teria vencido a miséria há décadas atrás. Boa parte dos programas atuais de distribuição de renda e reformar agrária são herdeiros do programa janguista, e já temos até uma previsão para o fim da pobreza absoluta no país.

        República Sindicalista, então, seria isso? Um governo no qual as classes trabalhadoras têm mais voz e canal direto com o poder, sem passar pelas elites econômicas e midiáticas? É um Estado que se preocupa em reverter a tendência da concentração de renda típica de economias neoliberais?

        José Serra acha que assusta as pessoas ao dizer que a Dilma quer concluir a construção desta forma de Estado que só ele pode evitar – como fez a UDN em 1964, com certeza. Mas não ME assusta. Porque, se o que o nome disso, que o Lula e a Dilma estão construindo no Brasil, é "república sindicalista", então... VIVA A REPÙBLICA SINDICALISTA!

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        Segunda-feira, 19 de Julho de 2010, às 15:24:23
        ::: Marina Silva, a rainha da vaselina, me sai pior que a encomenda
        Na frente de uma platéia de evangélicos, Marina Silva (PV) diz reprovar o casamento gay. E aí: ela é dessas, que mistura sua visão de Estado com sua visão religiosa, ou só queria "vaselinar" os irmãos de fé? Vindo de alguém que aplaude o governo FHC e ao mesmo tempo tenta vender-se como "filhote do Lula", nada surpreende. Surpresa é que alguém a leve a sério.
        Irmãããos!!!
        Ainda bem que ela é mulher e não tem que fazer a barba, porque senão, sairia serragem.
        Marina Silva, candidata do Partido Verde à presidência da República, é evangélica. Nunca escondeu isso. Mas, agora, começou a fazer uma coisa que só pode ser classificada como o baixo da baixaria: usar a afiliação religiosa para conquistar um público famoso por votar em candidatos que professam a mesma fé.

        Foi o que aconteceu no Piauí, onde a candidata discursou em um evento e disse, com todas as letras, que desaprova a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovado na Argentina. Anda na contramão da queda dos preconceitos que marca o mundo livre atualmente. Resta agora acompanhar para ver se, diante de outra platéia, digamos formada por homossexuais, a candidata manterá a coerência com as opiniões reacionárias que apresentou diante de seus irmãozinhos crentes. Porque tem candidato que é assim: faz sua opção dependendo da ocasião.

        Tem coisas mais medonhas, nesse discurso da Marina no Piauí. Sobre Lula, disse: "Eu vou ser a sua sucessora e vou continuar como uma Silva comprometida com a história do povo sofrido, do povo nordestino, que não tem medo de ser feliz. Sai o Lula, mas entra uma Silva, mas de saia."

        Vocês entenderam? Ela se desligou do governo Lula e do PT por discordar de políticas da administração atual, mas na hora de pedir voto, não hesita em surfar na onda de popularidade do senhor Luis Inácio. Bizarramente, a mesma Marina elogia o governo FHC, que Lula ataca. Ou seja: Marina quer é ganhar a eleição, de qualquer jeito. A ideologia dela é agradar gregos, troianos e indecisos, atacar Dilma e Serra, mas elogiar Fernando Henrique e associar a sua imagem à de Lula. Ser tudo ao mesmo tempo.

        Acaba que não é nada – nem uma terceira via capaz de empolgar o eleitor cansado dos políticos "vaselinas" de sempre.

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        Domingo, 18 de Julho de 2010, às 00:09:02
        ::: Confirmado: tenho mais jeito para sindicato do que "cara de Juventude"
        Eu vinha há semanas matutando sobre as razões de eu ser esquecido nos anúncios da Executiva Municipal da Juventude do meu partido, apesar de ocupar nela uma posição meio importante. Hoje descobri que, assim como eu, nosso orador de sempre também esquece que eu ainda tenho idade para ser membro da Juventude. Resultado: vou fundar outro núcleo, sindical.
        O Sarico foi eleito primeiro suplente de vereador em 1981. Eu nasci perto da data desta eleição. Ou seja: eu não sou mais guri, mas o Sarico já não era quando eu nasci.
        Bah, essa foto não tem nada a ver com a história, mas estava aqui no arquivo e resolvi publicar: Sarico, Mendes Ribeiro pai e Mendes Ribeiro Filho, em mil-novecentos-e-guaraná-de-rolha.
        Hoje tivemos uma reunião meio vapt-vupt da Juventude do PMDB de Viamão, na sede do partido. Na verdade, uma reunião da Executiva apenas, e nem todos os membros estavam presentes. O tema – único – era a organização do transporte para o evento do dia 24, em Gramado.

        Como o salão do partido estava ocupado com uma festa de aniversário, usamos o escritório, no subsolo. E o Sarico, nosso candidato a prefeito em 2008 (e 2004, e 2000...), resolveu aparecer por lá.

        Quem lê este blog há algum tempo deve ter notado que eu já estava até cogitando a hipótese de perseguição, porque quando anunciam os membros da Executiva Municipal da JPMDB, sempre "esquecem" do meu nome. Mas hoje, tenho a impressão de ter descoberto o motivo das gafes: o Sarico ficou meio surpreso com o fato de eu fazer parte da Juventude – ele "jurava" que eu não tinha mais idade.

        Não chego a ficar ofendido quando as pessoas pensam que eu já estou velho demais para a Juventude partidária – até porque, eu já não era visto como um membro da ala jovem quando estava no PDT, e isso foi há 5 anos atrás. Eu simplesmente fiquei com cara de "não-jovem" muito cedo. E não é que eu tenha rugas ou algo do tipo.

        Na própria CEEE, os consumidores acreditam que o meu colega Maurício é "um guri", e que eu sou o funcionário mais velho, mais "senhor", com anos na empresa. Mas, na verdade, enquanto o Maurício tem uns 18 meses de empresa, eu tenho apenas meio ano a mais. E sou um mês mais jovem do que ele. Tem gente que pensa que eu sou mais velho do que a minha esposa, que é 7 anos mais velha do que eu.

        Percebi que não tem tanto a ver com a aparência. É algo no olhar, no falar, na maneira de enxergar as coisas da vida. No tom da voz. As coisas da vida, as dificuldades, e aquela calma que advém do fato de, tantas vezes, estar diante de situações que parecem o fim do mundo, e continuar vivo, vai formando uma pessoa mais endurecida, mais cética. Tem gente com 30 ou 40 anos de idade que tem um olhar e um falar mais "jovem" do que o meu – não é a idade que conta nessas horas, e sim, o quão calejado se é.

        Eu já achava muita dificuldade em ter um discurso e uma luta "de juventude" lá por 2006. E hoje, assumidamente, percebi que não quero chegar à presidência da nossa Juventude do PMDB Viamão, mesmo tendo ainda 6 anos como membro dela pela frente. Adivinhem: acho que vou tentar a fundação de um núcleo mais condizente com minhas lutas reais, voltado aos movimentos sindicais. Final do ano, teremos eleições para o sindicato dos eletricitários, o Senergisul. Ganha um doce quem adivinhar se eu quero concorrer a alguma coisa ou não.

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        Quinta-feira, 15 de Julho de 2010, às 12:01:45
        ::: Ontem o Antonio Gutierres me deu uma aula de coerência política, mas eu mantenho a minha, que é ideológica
        Reunião do PMDB, numa noite fria de inverno. Eu fui à tribuna e dei uma fincada no governo Yeda. O vereador Antonio rebateu dizendo que somos aliados deste governo. Discordo: o PMDB é aliado, eu não. Nunca me aliaria a um projeto neoliberal de governo. E eu POSSO assumir uma posição dessas, afinal, nunca me convidaram para nada, e agora não podem me cobrar apoio. Nunca posei para foto abraçado a ninguém, então, posso jogar pedra em quem eu quiser.

        Já dizia Janis Joplin: "Liberdade é uma outra palavra para dizer que não se tem nada a perder."

        Aliás, criei uma frase agora: "Não me convidaram para o jantar, então agora não esperem que eu ajude a lavar a louça."
        O vereador Antonio Gutierres - passei anos achando ele uma figurinha abjeta da nossa política local, mas quando comecei a conviver mais seguidamente com a figura, descobri que é um cara inteligente, diplomático, articulado e que me vem servindo para aprender muitas coisas.

        Por exemplo, ouvi várias vezes a afirmação de que ele é um vereador "não-partidário", personalista, isolado. Mas aos poucos estou chegando á conclusão de que, na verdade, ele recebe estes rótulos porque tem brilho próprio.

        Não se enganem: eu não tenho nada a ganhar, fazendo estas observações positivas sobre o Gutierres. Eu as estou fazendo por uma questão de justiça mesmo - eu o atacava, baseando minha impressão sobre sua pessoa nos comentários dos outros. E admito que estava sendo injusto. Afinal, ao contrário do que dizem meus detratores, não sou infalível.

        Já dizia o Barão de Itararé: "Não é feio mudar de idéia. Feio é não ter idéia alguma para mudar."
        Terça-feira à noite, tivemos mais uma reunião do PMDB em Viamão, aqui na sede do partido na Avenida Bento Gonçalves. Era uma noite incrivelmente fria, com certeza com sensação térmica abaixo do zero. Foi nesta reunião que aconteceu o arranca-rabo entre eu e a turma do Jornal de Viamão (não confundir com o Diário de Viamão, cuja redação é, no mínimo, civilizada).

        Bom. Eu não ia nem falar nada, não ia subir à tribuna. Mas aí, o nosso presidente municipal, o vereador Antonio Gutierres, meio que me encorajou a colocar meu nome na lista, e eu entrei na onda. Fui lá, dei um discursozinho improvisado (confesso que estava 100% sem inspiração). Falei sobre o alinhamento do PMDB nestas eleições estaduais, que para mim é muito bom – nós não somos o PT, mas nos afastamos das teses neoliberais e privatistas do governo Yeda.

        Sim, porque apesar de o PMDB não ter um alinhamento claro no eixo esquerda-direita, nós temos ao nosso lado o PDT, o partido do Brizola, das encampações, da Segunda Internacional. Misturando o PMDB (sem cor) com o PDT (levemente "vermelho"), temos uma candidatura comprometida com um projeto, no mínimo, menos reacionário do que o da Yeda. E o Fogaça, como não faz parte da turma do "não sei de nada" e não tem quase nenhuma rejeição, emerge com grandes chances não só de ganhar as eleições, mas de mudar a cara do Estado para melhor, depois de eleito.

        Antonio Gutierres e a coerência política
        Ao meu discurso, seguiu-se uma rápida fala do Antonio, concordando – como ele costuma fazer com as minhas idéias – apenas em parte. Segundo o vereador, nós não devemos atacar o governo Yeda, até para mantermos uma coerência com nossas posturas políticas recentes: as principais secretarias do Estado estão nas mãos do PMDB, e ele tem razão ao dizer que, graças a estas secretarias, é que figuras do partido puderam realizar muitas coisas. Dentre elas, as operações de asfaltamento e saneamento promovidas principalmente pelo secretário (e agora candidato a deputado estadual) Marco Alba.

        Então, na prática, o governo Yeda abriu portas para o PMDB – para que figuras do partido realizassem coisas importantes, e figurinhas menores pudessem se empregar. Para que a militância pudesse ter a quem recorrer, na hora de atender demandas das comunidades (em Viamão, o Estado acabou fazendo mais do que a Prefeitura local, apesar de ter outras quatrocentas e tantas cidades para cuidar).

        Também em termos eleitorais, é preciso manter a amizade da turma do PSDB, porque, na provável hipótese de Yeda "morrer na praia" logo no primeiro turno, será para o Fogaça que seus apoiadores transferirão o voto.

        Eu, no entanto...
        Eu, no entanto, não penso muito em termos políticos – talvez eu ainda seja muito "verde" e teórico para isso – e prefiro enxergar as coisas por um viés mais ideológico. Acho válido tudo o que o governo Yeda abriu para o PMDB, e é evidente que o vereador Antonio tem muito mais estrada percorrida do que eu. Mas se eu capitaneasse o partido, jamais me uniria ao governo Yeda – não porque a aliança seja desvantajosa (na prática, o PMDB ganhou, e muito, com ela), mas porque eu não gosto de ver minha imagem unida a projetos e visões de mundo como os do atual governo estadual. Fomos convidados a participar de um projeto de Estado, e durante o processo, obtivemos vantagens para as comunidades. Mas o projeto em si, no seu aspecto mais "macro", é aquela nojeira do "choque de gestão", aquele ranço anti-popular de cortar gastos e torto e a direito, vender patrimônio, coisa e tal.

        A própria aliança do PMDB com o PT, em nível nacional, eu apóio por razões nada pragmáticas: eu comparo os governos FHC e Lula, e prefiro o segundo. Corrupção e erros aconteceram em ambos os períodos, mas Dilma ainda é uma opção mais à esquerda do que o – para mim – asqueroso Serra. Dificilmente a Dilma ou o Serra vão me dar algum espaço, alguma posição, em seus governos. Afinal, eu sou um Zé-ninguém. Eu penso como brasileiro, como trabalhador, como um cidadão comum, não como político. Já dizia Janis Joplin: "Liberdade é uma outra palavra para dizer que não se tem nada a perder."

        Politicamente, eu pareço muito incoerente às vezes – por exemplo, eu sou filiado ao PMDB, mas rejeito integralmente as privatizações do governo Britto. É fácil ter uma posição como a que tenho: eu não participei do governo Britto. Eu era muito jovem para isso. Em 1998, eu tinha apenas 17 anos.

        Também não tenho nenhum compromisso com o governo Yeda – eu trabalho em empresa pública, mas apenas porque fiz um concurso e fui classificado. Quando eu fiquei desempregado, ninguém nunca apareceu para me oferecer nada. E eu nunca fui a ninguém para pedir nada. Atualmente, muita gente me pede muitas "mãozinhas", e quando posso, ajudo sem olhar a quem - e esqueço minutos depois, porque não pretendo nunca pedir nada em troca. Na minha vida, a lógica comercial do pagou-levou só vale dentro de loja e supermercado.

        Não estou dizendo, com isso, que a posição do vereador Antonio seja inválida – quando digo que ela é política, não estou colocando-a como negativa. Até porque, não sei quais são os ventos ideológicos que empurram as velas do barco dele – provavelmente não sejam idênticos aos meus – e é claro que ele tem um papel público mais proeminente, tem aliados que efetivamente participam do atual governo. Tem compromissos que eu não tenho.

        Talvez ele é que esteja certo, afinal, 20 anos de experiência de vida nos separam. Mas no momento, nós nunca vamos concordar sobre o governo Yeda. Imagino que hajam outros assuntos nos quais teremos ainda algumas trombadas do mesmo tipo.

        Porque eu sou mesmo assim: às vezes, ataco aliados do meu partido, deixando meus correligionários de cabelos em pé. Eu faço distinção entre as posições do PMDB e as minhas, entre as opções da sigla e as minhas pessoais. Até porque eu não decido pelo partido, então ele não pode decidir por mim. O PMDB foi aliado, por 4 anos, do governo Yeda. O PMDB ocupou cargos e participou dos projetos. Companheiros do partido ocuparam posições e ganharam espaço e projeção. Eu, não. Nunca me convidaram para nada, e agora não podem me cobrar apoio. Nunca posei para foto alguma abraçado a ninguém, então, posso jogar pedra em quem eu quiser.

        PS: Alguns leitores já devem notado que a minha pedreira é grande e eu tenho boa pontaria.

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        Quarta-feira, 14 de Julho de 2010, às 17:56:34
        ::: Garota do Site: agora funcionando, e de tirar o fôlego
        Criado por iniciativa de um dos personagens mais folclóricos de Viamão, o Garota do Site converteu-se em uma agência virtual de modelos e em um ótimo site para se ver fotos de mulheres bonitas. Eu recomendo.
        Silva Leandro, a mente por trás de tudo.
        Danubia Marques, uma das modelos.
        Viviane Lopes, outra das beldades.
        Jennifer Dornelles, em outro exemplo de uma ótima foto do site.
        Danyele Patressa, só para finalizar a "sessão belezas do site". Notem que a Le Marchi SABE FOTOGRAFAR.
        Silvio Monteiro, uma mente brilhante do mundo do webdesign.
        Eu ainda me lembro, há bastante tempo, quando o meu amigo Leandro Rosa da Silva, conhecido na cidade de Viamão como Contabilista Silva Leandro, apareceu com essa história de "Garota do Site". Seria um site, funcionando como agência de modelos. Até aí, nada de mais.

        Mas inicialmente a idéia me parecia muito confusa e a execução deixava a desejar. Para começar, não dava para definir muito bem se o Garota do Site era uma espécie de concurso de beleza, site de fotos na linha do Paparazzo, agência de modelos, ou o quê.

        A execução era meio porca, com um site cujo fundo consistia em um detalhe de uma calça jeans, que se repetia infinitas vezes (aqueles backgrounds de site, quando são menores que a tela, sabe?). Em alguns navegadores, os menus desconjuntavam. E a navegação era bastante confusa.

        Mas o tempo passou, o projeto amadureceu, e o hoje o Garota do Site é uma verdadeira agência de modelos via web, com um site 100% funcional, bonito, harmônico e de navegação muito intuitiva.

        As modelos, em si, são absolutamente lindas e as fotos, muito bem produzidas por uma tal de Le Marchi Fotografia. Tudo funciona bem nas imagens: as poses, as cores, a luz, o enquadramento e a pós-produção. O legal é que os fotógrafos parecem ter muita noção de que, dependendo dos atributos físicos das modelos, uma ou outra pose pareceriam vulgares, ou ficariam estranhas. E eles sabem contornar tudo isso. As modelos aparecem no seu melhor.

        Para quem procura uma maneira de divulgar-se como modelo, é um baita de um site. E para a marmanjada que procura umas fotos de mulheres bonitas, também é uma grande pedida.

        Além do pessoal da Le Marchi (que eu não conheço) e do Leandro, faz parte também da equipe que desenvolve o site, o ex-editor do Viamão Hoje, Silvio Monteiro, um sujeito muito antenado no mundo da tecnologia, e também nas questões da comunidade. Silvio é uma grande figuraça, que eu conheço há anos, e que teria tudo para se dar muito bem na vida, se não fosse o fato de ser muito honesto e sincero – seu portal de notícias era assediado por políticos e lobistas que tentavam puxar uma brasa para seus assados, mas o Silvio sempre ficou de fora de tudo isso – ao contrário de muitos outros "fazedores de mídia" por este Brasil, que vendem-se a quem pagar uns merréis a mais.

        Silva Leandro, a figuraça por trás de tudo
        Contabilista, radialista, locutor, sub-celebridade local de Viamão, e hiperativo, Leandro é uma figura singular da nossa cidade. Não existe nenhuma vila na qual se entre, em que não haja pelo menos uma pessoa que o conheça ou já o tenha visto em algum lugar.

        Por muitos anos, ele prestou serviços contábeis a empresas jornalísticas, e gráficas que editam calendários e agendas, permutando o trabalho por publicidade – daí sua onipresença nos meios de comunicação da cidade a partir da segunda metade dos anos 1990 até por volta de 2007. Hoje, já não faz tanto alarde.

        Concorreu a vereador algumas vezes, e a despeito de toda a sua fama local, fez votações pífias, nunca chegando a 300 votos. No entanto, não é uma figura esquecida: citar o seu nome em qualquer lugar é pedir para escutar alguma história pitoresca, sobre alguma atitude ou empreitada que ele deu, tendo sucesso ou não.

        Essas empreitadas "loucas" do Leandro são um caso à parte. Em 2005, ele correu atrás de todo mundo para organizar, em parceria com a RBS, uma seletiva do Garota Verão em Viamão. O evento, bonito mas simples, ocorreu nas piscinas do Cantegril Clube, e mandou uma menina da cidade para a próxima fase do concurso. Era a primeira vez que Viamão enviava uma representante ao Garota Verão. No ano seguinte, a Prefeitura e as entidades empresariais encamparam a idéia e passaram a fazer, como fazem até hoje, a seletiva na praia de Itapuã. E todo mundo esqueceu do Leandro nessa história. Mas se um dia, uma menina nossa ganhar a final em Capão da Canoa, vou achar injusto se a atitude dele não for citada.

        Personagem pitoresco, autor de grandes idéias e de outras nem tanto, o Silva Leandro é uma figuraça inesquecível. Ainda mora ali pela parada 51, e não faz tanto barulho dentro da cidade como antes. Mas é, sem dúvida, uma das eternas sub-celebridades que temos por aqui, e um dos cidadãos mais folclóricos da velha Viamão.

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        Terça-feira, 13 de Julho de 2010, às 17:01:29
        ::: Este ano tão teremos "Deus, Pátria e Família" no horário eleitoral
        Pela primeira vez em muitos anos, não veremos na nossa telinha o candidato "Jornalista Di Martino", que concorria a tudo, sempre, pelo PRONA – aquele partido fundado pelo falecido doutor Enéas Carneiro – e que dizia-se abertamente integralista.
        Dário Di Martino, apoiando Yeda. Quando o PRONA tinha candidatos próprios e produzia seus próprios videos, o chroma-key psicodélico constituía uma atração à parte.
        O jornalista e ex-candidato dando uma entrevista, com um visual mais próximo do seu habitual.
        Dário Pompeu Di Martino Júnior, nome real do "ex-eterno-candidato", tinha suas marcas peculiares.

        Para começar, gritava e esbravejava, como seu inspirador Enéas. E tinha uma veia teatral.

        Em uma propaganda sua que chegou a bombar medianamente no Youtube, seu nome aparecia na parte de baixo de uma tela completamente vazia – só com o cenário de fundo. Dali a pouco, o candidato entrava, caminhando, e começava seu discurso, dizendo que era "assim, abandonado", que estava o povo. Que "direitos humanos" deveriam existir para as vítimas, não para os bandidos. E desancava todos os pilares da discursalhama politicamente correta dos demais ocupantes do horário obrigatório.

        Diferente de todos os demais candidatos, também, Dário declarava-se direitista, assumido, e herdeiro do integralismo, doutrina nacionalista muito popular entre a classe média brasileira urbana nos anos 1930, muitas vezes confundida com uma filial do fascismo em terras verde-amarelas.

        O cara fez votações assustadoramente boas em 2004 e 2006, gaznhando fama e passando a ser levado cada vez mais a sério. Pois bem: em 2010, ele é candidato a... NADA!

        E não é por falta de partido que Di Martino deixa de concorrer este ano. Ele anda filiado ao PDC, um partido ávido por candidatos que possam agregar votos. Dário nunca se elegeu para nada, mas já deu belos sustos eleitorais. Comparando aos demais nomes do PDC gaúcho atual, ele seria provavelmente a estrela de uma nominata a Deputado Estadual. Poderia ganhar nome indo ao Senado.

        Mas não. Não registrou candidatura. E eu nem sei por quê. Só sei que não concorre a nada, e pronto. Pelo que sei, está morando na cidade litorânea de Cidreira, bem perto aqui de Viamão, à espera de ser chamado em um concurso no qual tirou um dos primeiros lugares (e a esposa dele, junto na cabeça da lista). Mas suspeito que não vai demorar nada para ele começar a fazer barulho por lá também.

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        Quinta-feira, 15 de Julho de 2010, às 19:31:23
        Di Martino (jornalistadimartino@terra.com.br) comentou este texto:
        Olá,Fábio.O partido pelo qual estou filiado é o PSC,mas ando afastado.Estou mais ligado à profissão.Abraço ao amigo.


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        Terça-feira, 13 de Julho de 2010, às 10:42:23
        ::: O Romer falou, está falado, e eu vou cobrar em 2012
        O vereador Romer garante que, em 2012, vai sair da cadeira que ocupa desde a década passada na Câmara para dar um peitaço, concorrendo a prefeito. Eu vou anotar e vamos ver se vai mesmo. Agora prometeu, não pode amarelar.
        O vereador Romer Guex, que nos promete um peitaço em 2012. E eu espero que ele cumpra mesmo!
        Outro dia, estava eu de bobeira na Câmara Municipal de Viamão, revendo uns conhecidos, escutando umas bobagens e contando umas piadas, quando fui parar no gabinete do vereador Romer (PSOL). Cafezinho vai, cafezinho vem, entrou o vereador Maninho (PT), bateu um papo, coisa e tal, o Natalício (eterno assessor do vereador e grande figuraça) ali pela volta. E pá pá pá...

        Perguntei como estava o Romer em 2010, e ele ainda não havia decidido muito o que fazer. Ele já tem obrigações demais como liderança no PSOL e não devia mesmo ter definido apoios para essas eleições. Daí, como quem não quer nada, dei uma apertada nele, citando o fato de ele estar há quase duas décadas como vereador, e perguntei algo como "vai ficar só nessa?", será que não cansa? Tasquei a pergunta sobre 2012. Ele me disse que vai concorrer a prefeito.

        Bom. Então, eu vou cobrar. Até porque o assunto foi objeto de uma outra conversa nossa, por e-mail, que eu já arquivei para depois ter a prova de que ele me disse que VAI CONCORRER A PREFEITO e eu vou cobrar isso – ou seja, amarelou, dançou. O Romer não costuma amarelar nas brigas que compra. Mas eu vou guardar nossa conversa no arquivo do e-mail só por precaução. Anotem o que ele disse. Aqui no blog, ficará no ar para sempre a promessa. Em 2012, retomamos esse assunto.

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        Segunda-feira, 12 de Julho de 2010, às 16:16:57
        ::: Essa é para quem é do PT: inauguração de comitê do Villaverde
        O deputado Adão Villaverde (PT) vai inaugurar um comitê em Viamão, com o apoio do vereador Serginho. Como fica a poucos metros daqui, pretendo dar as caras.
        Bonitinho o convite. Mas meio convencional. O PT sempre primou pelo visual das produções gráficas, mas elas vão mudando de um visual mais "poster soviético" para "folder da Manuela" conforme passam os anos.
        Bom, pessoal, acabo de receber do vereador e ex-vice-prefeito Serginho Kumpfer um e-mail do tipo "se o anti-spam não pegar...", dando conta da abertura do comitê da dobradinha Villaverde e Paulo Ferreira.

        Confesso a vocês que só conheço um pouquinho o trabalho do Adão Villaverde, um deputado com umas idéias bem esclarecidas. Esse Paulo Ferreira me é completamente desconhecido. O endereço do comitê é interessante: Avenida Bento Gonçalves, 183. Se não me falha a memória, é numa esquina, onde era o comitê do próprio Serginho em 2008. Fica a uns cinquenta metros do prédio da CEEE. Então, é provável que eu vá até ali bater umas fotos e dar uma olhada.

        Está dada a dica. Só espero que não me venham "pichando" um rótulo de petista por ter anunciado. Vai ser legal. Quem não está pronto para ouvir o outro lado, é porque não tem certeza das próprias convicções e tem medo que elas desmoronem ao serem confrontadas.

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        Segunda-feira, 12 de Julho de 2010, às 13:51:21
        ::: A volta do Capitão Medina
        Neste ano, temos um tal de Aroldo Medina concorrendo ao governo estadual gaúcho. Ninguém nunca ouviu falar no Sr. Aroldo. Mas muita gente vai lembrar do Capitão Medina, aquele que ameaçava: "Se eu for eleito, a bandidagem terá um mês para abandonar o RS!"
        O irmão mais macho do Capitão Nascimento.
        Este ano, a chapa PRP/PTC (ou seja, o desconhecido unido ao insignificante) lançou o nome de Aroldo Medina para o governo do Estado. Esse tal Aroldo é um sujeito meio desconhecido da maioria. Mas muita gente lembra dele, nas eleições de 2002, como o CAPITÃO MEDINA. O cara era dado a lançar umas frases de efeito. Se não me engano, foi dele a ameaça: se fosse eleito, a bandidagem teria um mês para se mandar do Rio Grande do Sul.

        O Medina tinha um discurso do tipo "combater a bandidagem à bala". Fez uns cem mil votos, no máximo. No segundo turno, apoiou o candidato do PMDB, Germano Rigotto, em cujo governo foi nomeado chefe da Defesa Civil. Hoje, não é mais Capitão, tendo a patente de Major.

        Uma das primeiras coisas que eu notei é que, este ano, ele está na Internet com um blog bem simplinho, no Blogspot, gratuito e coisa e tal. Em 2002, ele vinha com um site muito, mas MUITO legal, com a história da vida dele, fotos de família, uns lemas, umas imagens e muito simbolismo gráfico. O cara parecia um herói de guerra. Agora fica aí, blogando videozinhos Youtubicos. Não gostei. Murchou.

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        Segunda-feira, 12 de Julho de 2010, às 11:53:27
        ::: Ainda a pesquisa Ibope para o Senado: Vera Guasso, um capítulo à parte
        Vera Guasso, do PSTU, aparece na pesquisa RBS/Ibope com 5% dos votos, defendendo uma agenda revolucionária trotskista. Mas o significativo percentual tem mais a ver com a própria candidata do que com as teses que ela defende.
        Vera Guasso, que nos últimos anos passou a aparecer sorrindo para as fotos. Mas não pense que ela está amolecendo o discurso: se puder, passa uma rasteira, derruba o capitalismo e pisa em cima dele com o bico do sapato.
        A candidata ao Senado pelo PSTU, Vera Guasso, é um capítulo à parte nessa história de pesquisa RBS/Ibope. Ela tem 5% dos votos, concorrendo por um partido cuja pauta inclui a luta revolucionária, a extinção do capitalismo e a ditadura do proletariado.

        Linha ideológica
        O PSTU é trotskista, ou seja, segue a linha filosófica de Leon Trotsky, um dos principais líderes da Revolução Russa de Outubro (1917), que instaurou o primeiro regime socialista do mundo. O líder da revolução, Lênin, morreu em 1924. Trotsky era, digamos o chefe político da União Soviética. O chefão, de facto, era Stalin. Trotsky acabou se exilando no México e foi assassinato a golpes de picareta em 1940, a mando de Stalin que, por sua vez, entrou para a história como um dos ditadores mais sanguinários de todos os tempos – mas foi a URSS sob seu comando que esmagou Adolf Hitler.

        Nem Trotsky e nem Stalin eram exatamente democratas ou bonzinhos. Mas Trotsky defendia um regime realmente popular e a revolução internacional. Stalin era um bruto ignorante, tirânico e adepto da teoria do socialismo em um só país. O PSTU é, no caso, trotskita-morenista, seguindo uma linha modernizada pelo pensador Nahuel Moreno, nos anos 1970/80.

        Mas nada disso tem nada a ver com os 5%
        O fato de 5% do eleitorado manifestar a vontade de ver Vera Guasso no Senado, no entanto, não tem nada a ver com a teoria trotskista, leninista, morenista ou o que seja. Na minha opinião, não existe essa massa tão grande de revolucionários em potencial. Vera Guasso é quem tem os 5%, não o PSTU, ou suas filosofias.

        Olhando os discursos dela na TV, muita gente forma idéias erradas sobre sua pessoa. Eu não tenho meias palavras, então vou direto ao ponto: Vera Guasso faz discursos "faca na bota", e quem a vê, com aquele cabelinho curto, aquela cara de indignada e aquele linguajar sindicalista-barbudo (sem barba, claro), conclui tratar-se de uma candidata agressiva, mal educada, radical, sapatona e mal amada.

        Mas a realidade é exatamente o contrário. Vera Guasso é uma pessoa extremamente culta e articulada, lúcida, educada e agradável. Eu estive com ela em várias ocasiões, mas lembro com nitidez de duas delas: uma, foi numa festa do PSTU, na Avenida Ipiranga em 2000, quando ela concorria a vereadora. Outra, foi mais recente, quando eu a entrevistei para o jornal da faculdade em 2004, quando ela tentava a Prefeitura de Porto Alegre.

        Vera Guasso é, antes de mais nada, uma pessoa muito inteligente. Ela é programadora na Serpro, e dirige o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do RS. Não que seja tipicamente a figura da nerd aparvalhada – não – ela é uma pessoa até bem descolada. E me pareceu ter uma bagagem cultural bastante diversificada. Entabula uma conversa sobre qualquer assunto com relativo domínio, sem ser chata. E sabe sorrir, o que normalmente não se vê na TV. Ela não tem uma voz muito suave, mas fala calmamente e de forma quase didática. Como já deu para notar pelo texto, ela me despertou uma enorme carga de simpatia. É uma pessoa fácil de se gostar.

        Então, minha conclusão é essa: nós não temos 5% do eleitorado alinhando-se com as teses revolucionárias do PSTU, mas nós temos este percentual sendo puxado a reboque para o partido por conta do enorme carisma dessa baixinha, ao mesmo tempo gigante, chamada Vera Guasso.

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        Segunda-feira, 12 de Julho de 2010, às 09:37:36
        ::: Comentários sobre a pesquisa Ibope para o Senado no RS
        Rigotto e Paim saem na frente. Ana Amélia Lemos vem logo atrás, abrindo caminho pela beirada. E no bonde dos nanicos, o radialista Roberto Gross aparece como uma revelação inesperada (ou um grande susto) na política local.
        Rigotto divide a liderança...
        ...numa dobradinha informal com Paim.
        Ana Amélia Lemos, a grande promessa.
        E Roberto Gross, a grande revelação de Viamão.
        A pesquisa encomendada pela RBS e realizada pelo Ibope, a primeira no Rio Grande do Sul neste período eleitoral, revela um quadro que me deixa absolutamente feliz, com relação à disputa pelas duas vagas para o Senado.

        Paim, Rigotto e Ana Amélia
        Os meus dois candidatos, o eterno sindicalista Paulo Paim (PT) e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB), estão empatados na liderança, com 46% da preferência dos entrevistados, e é provável que ocupem as tais duas vagas. Numa eventual zebra, a opção recai sobre a jornalista Ana Amélia Lemos (PP) que, embora não vá levar o meu voto, é uma pessoa inteligentíssima, cuja eleição teria o poder de, mais ou menos, apagar a mancha da fórmula "da mídia para o Congresso" deixada pela atuação do hoje queimado Sérgio Zambiasi (PTB). Ela tem 40% do eleitorado entrevistado.

        E lá na rabeta...
        Kibando a matéria do ClicRBS: Distantes dos três primeiros colocados estão ainda Vera Guasso (PSTU), com 5%, José Schneider (PMN), com 3% e Abgail Pereira (PCdoB), Bernadete Menezes (PSol), Luiz Carlos Lucas (PSol), Marcos Monteiro (PV), Paulo Sanches (PCB) e Roberto Gross (PTC), cada um com 2%. Entre os entrevistados, 16% citaram apenas um candidato, brancos e nulos totalizam 7% e, os indecisos, 26%

        Roberto Gross bem na foto!
        Um dos meus maiores temores – o de que o grande amigaço Roberto Gross fizesse uma votação muito pífia e passasse vergonha – começa a se desfazer. O cara tem 2% dos votos dentro do universo pesquisado. Eu sei que esta pesquisa colheu apenas 812 opiniões, mas confio na metodologia de amostragem do Ibope, e não tenho razões para pensar que não reflita a realidade.

        Agora, pensem comigo: 2% é uma votação pífia? Depende. Se contarmos que o Rio Grande do Sul tem uns 8 milhões de eleitores. Se tirarmos os 26% de indecisos e os 7% de nulos, ficamos com pouco mais que 5 milhões. E 2% disso dá cem mil. Cem mil votos é uma baita de uma votação! Eu não creio que o Gross e o PTC façam isso tudo. Mas se fizerem, é a glória: se o Roberto Gross fizesse 70 mil votos, estaria credenciado para ser o prefeito da cidade em 2012!

        Só que, claro, eu acho mais fácil acreditar que os pesquisadores "deram sorte" e pegaram uma amostra de eleitorado que, por alguma razão, simpatiza com o PTC ou com o Roberto Gross. Só que, se a pesquisa estiver certa mesmo, vai ser a maior revelação da história política viamonense.

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        Domingo, 11 de Julho de 2010, às 20:17:34
        ::: A Filha do Seu Faceta e os nossos políticos
        Um dos quadros que eu mais gosto, desses que os Trapalhões gravaram na década de 1980, é "A Filha do Seu Faceta", que é um pequeno musical sobre uma menina caipira que tenta apresentar seus pretendentes ao pai, um nordestino daqueles bem carrancudos e moralistas. Bom. Como estou inspirado, resolvi criar uma letrinha nova para o quadro. Quem gostar, gostou. Quem não gostar... que invente uma melhor!
        Zacarias, o melhor comediante dos Trapalhões, interpretava a filha. Didi fazia o Seu Faceta, usando um terno xadrez com a etiqueta ainda pendurada. Um clássico.
        Papai, eu quero me casar.
        ô minha filha, ´ocê diga com quem?
        Eu quero me casar com o PADEIRO.
        Com o PADEIRO, ´ocê não casa bem.
        Por quê, papai?
        O padeiro mete muito a mão na massa, e depois vai amassá ´ocê também.

        Papai, eu quero me casar.
        ô minha filha, ´ocê diga com quem?
        Eu quero me casar com o MOTORISTA.
        Com o MOTORISTA, ´ocê não casa bem.
        Por quê, papai?
        O MOTORISTA aperta muito a buzina, e depois vai buziná ´ocê também.

        Papai, eu quero me casar.
        ô minha filha, ´ocê diga com quem?
        Eu quero me casar com o ECONOMISTA.
        Com o ECONOMISTA, ´ocê não casa bem.
        Por quê, papai?
        O ECONOMISTA mexe muito com poupança, e vai querer aplicar na sua também.

        Papai, eu quero me casar.
        ô minha filha, ´ocê diga com quem?
        Eu quero me casar com o ANTONIO BRITTO.
        Com o BRITTO, ´ocê não casa bem.
        Por quê, papai?
        O BRITTO vendeu todas as estatais, e depois vai vender ´ocê também.

        Papai, eu quero me casar.
        ô minha filha, ´ocê diga com quem?
        Eu quero me casar com o TARSO GENRO.
        Com o TARSO, ´ocê não casa bem.
        Por quê, papai?
        O TARSO é amigo da turma do Mensalão, e depois vai desviar ´ocê também.

        Papai, eu quero me casar.
        ô minha filha, ´ocê diga com quem?
        Eu quero me casar com o FOGAÇA.
        Com o FOGAÇA, ´ocê não casa bem.
        Por quê, papai?
        O FOGAÇA só sabe fazer musiquinha, vai te cantar e ficar oito anos sem comparecê.

        Papai, eu quero me casar.
        ô minha filha, ´ocê diga com quem?
        Eu quero me casar com o NEI MATOGROSSO.
        Com o NEI MATOGROSSO, daí ´cê casa bem.
        Ué, papai?
        O NEI MATOGROSSO vira homem e lobisomem. Mas como homem, não mete medo em ninguém.


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        Sexta-feira, 09 de Julho de 2010, às 12:47:12
        ::: Novo jingle: Romer para deputado (ou "Romer, a verdadeira alma do surf")
        Um vereador tentou uma vaga de deputado estadual - até aí, nenhuma novidade - e encomendou um jingle descolado, moderno e jovem. Que entrou para a história do anedotário político local.
        É claro que nós tínhamos Corel Draw, é claro que nós tínhamos tempo ocioso, e é claro que nós tínhamos imaginação de sobra. Vejam que essa photoshopada saiu porca - em 4 anos, eu evoluí muito na arte de photoshopar.
        Em 2006, o vereador viamonense Romer Guex, então filiado ao PDT, resolveu concorrer a deputado estadual. Tinha como vantagem os anos de atuação no legislativo municipal, e como maior dificuldade a deterioração das forças do PDT não só no cenário local, mas nacional, após a morte de Leonel Brizola.

        Romer encomendou a um pessoal local a gravação de um jingle para sua campanha. Como queria um clima jovial e moderno, pegou a mesma banda que havia gravado, dentre outras coisas, a música de propaganda da loja Turkey, uma marca descolada, especializada em roupas de surfista, que faz sucesso entre a gurizada daqui da cidade.

        Só que, por "coincidência", a banda parece ter resolvido aproveitar alguns elementos do jingle da Turkey no jingle do Romer. O refrão, por exemplo: a frase "Turkey, a verdadeira alma do surf..." da música da loja era cantada praticamente no mesmo ritmo da frase "Romer, sabe que Viamão pode mais..." do jingle.

        Não deu outra: a gurizada do gabinete dele na Câmara (eu no meio) caiu na gozação. Romer fez uma boa votação naquele ano, mas não ganhou. No anedotário da galera, ficou para sempre o slogan "Romer, a verdadeira alma do surf".

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        Sexta-feira, 09 de Julho de 2010, às 12:25:29
        ::: Novos jingles no ar: políticos do interior
        Nossa coleção de jingles engorda um pouco com uma série dedicada aos candidatos de fora das capitais.
        Meu povo e minha póva...
        Buenas, pessoal. Entraram no ar, agora há pouco, novos jingles da nossa galeria histórica de musiquinhas eleitorais grudentas e irritantes. E desta vez, eu não pus no ar, em pacote, os jingles de uma mesma eleição – não! – eu escolhi um tema para "atacar". Sim, porque minha coleção é muito grande, e eu estou colocando no ar aos poucos. Este ano, ela deve ainda aumentar mais!

        O tema desta nova leva de jingles é "Políticos do Interior", com alguns nomes de destaque espalhados pelas cidades médias e pequenas deste imenso Brasil.

        Dentre os mais conhecidos, temos o clássico dos clássicos na arte do jingle grudento: Francisco Rossi para prefeito de Osasco, em 1988 (aquele das criancinhas cantando em coro). Também tem a hoje clássica campanha do Mainardi em Bagé (1992) e a tentativa do Beto Mansur de comandar a cidade portuária de Santos em 1996.

        Também de 1996 é a campanha de Chico Amaral, prefeito da cidade de Campinas entre 1977 e 1982, que conseguiu retornar ao cargo de uma maneira espetacular, contrariando as críticas que a oposição fazia ao seu primeiro governo. Bizarramente, Chico elegeu-se pelo MDB no mandato que se passou nos Anos de Chumbo, e pelo PPB (herdeiro da antiga Arena) já na era democrática. Ou seja, sempre remando contra a correnteza.E o cara não é bobo: quando era deputado federal, ele criou a lei que permite ao trabalhador usar o FGTS para pagamento da casa própria.

        Temos também nomes menos conhecidos, como o eterno figuraça Fernando Rospide, que foi vereador por muitos anos aqui em Viamão – militava no PDT, passou para o PP, e hoje é primeiro suplente na bancada progressista (ele foi desbancado pela já famosa Belamar). Daqui de Viamão, temos o também ex-vereador Moacir de Souza, do PPS, e seu colega de partido, o eterno candidato Mariozan, funcionário dos correios e um sujeito "faca na bota" no melhor sentido da palavra.

        Saindo de Viamão e indo a Minas Gerais, temos o vereador de Guaxupé chamado Jorginho Bento. Ele tentou uma vaga de deputado estadual em 2006 com uma campanha pra lá de original, com um site cujo visual era quase igual ao do Orkut. Ele vai tentar denovo em 2010, e é claro que o novo jingle logo irá para a galeria.

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        Quarta-feira, 07 de Julho de 2010, às 18:10:23
        ::: Curiosidades eleitorais: o Roberto Gross deu um peitaço e se lançou para Senador
        Radialista e sub-celebridade local de Viamão é candidato ao Senado por uma coligação de partidos minúsculos (um deles nem tem bancada e o outro, nunca tinha ouvido falar). Terá quase meio minuto por inserção na TV. E não vai levar o meu voto, porque é privatista. Mas fora da política, é um sujeito nota dez, e eu realmente queria muito que ele não fizesse muito feio nas urnas.
        Roberto Gross e Leonel Brizola. Não sei que ano. Mas com certeza foi antes de o Gross virar um defensor das privatizações, porque hoje em dia ele aplaude de pé, justamente, a venda das empresas que o Brizola encampou na década de 1950.
        Gross entrevistando José Fortunati, o atual prefeito de Porto Alegre. Puxa vida, como eu ia gostar de poder votar no Fortunati para alguma coisa neste ano. Eu tenho uma simpatia natural pelo prefeito e dublê de boneco de Olinda (o cara tem o quê? uns 3 metros de altura?).
        Gross entrevistando o cantor Leonardo. Autor daquela canção "Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor...", Leonardo morreu recentemente, internado pelo SUS, no Hospital de Viamão.
        Gross entrevistando um dos senadores em quem vou votar: Paulo Paim.
        Gross entrevistando meu outro votado para o Senado: Germano Rigotto.
        Aqui em Viamão, tem um cara chamado Roberto Gross. Eu o conheci como radialista, na extinta Rádio Aracoupama, ali na vila Cecília. Segundo sua autobiografia, repetida em todos os sites de relacionamento possíveis e imagináveis, teve origens muito humildes, nasceu naquela vila mesmo, e em 1989, entrou para o mundo político.

        Essa entrada na política se deu pelo PDT, e pelo texto auto-descritivo do Gross, ele me parece ser um grande admirador do Brizola e do falecido ex-prefeito de Viamão, Tapir Rocha.

        Gross é um sujeito inteligente e articulado. Atualmente, toca um jornal online chamado GrossNews, cujo grau de sucesso e repercussão eu ignoro – já que não ando tão ligado assim nas coisas que acontecem na imprensa local. E não moro na Cecília, raramente indo até lá. De repente, o grosso de seus leitores está por lá, porque aqui no Centro e em Águas Claras, não é muito comentado.

        Enfim. Eu gosto do Roberto Gross. Não confundir com o Ricardo Gross, secretário municipal de Obras (mas que também é um cara legal, e também tem uma certa deficiência capilar). Ao ponto de ficar intrigado, pensando como ele consegue viver do trabalho que faz. Nos tempos da Rádio Aracoupama, eu notava que a emissora não tinha um público muito grande, e os valores publicitários deviam ser módicos. Sempre me intrigou, mesmo, na real, como é que aquele cara pagava as contas dele e se alimentava. O mesmo mistério permanece, para mim, com o GrossNews. Não estou ironizando nem nada: o cara é muito inteligente, mas eu não sei como ele consegue estabelecer uma renda mensal com as coisas que faz.

        Ele quer ser senador...
        Bom. Isso não vem ao caso. O caso é que o Gross acaba de candidatar-se, oficialmente, a Senador pelo Partido Trabalhista Cristão do RS, numa coligação PRP-PTC. Vai ter inserções de 25 segundos na TV para passar seu recado. Terá que ser rápido, claro, e direto. Um Enéas gaúcho. Se repetir a votação do paulista, está dentro. Nunca se pode duvidar de nada. Mas, mesmo assim, não sei não – não consigo deixar de duvidar.

        ...mas eu não vou votar nele.
        Não vou votar no Gross. E não é porque não goste dele. Acho-o um cara muito legal. Também não é por causa das nulas chances que tem de vencer – eu voto em quem achar bom, não em quem eu acho que vai ganhar.

        Eu não vou votar no Gross porque ele é um privatista, um neoliberal que quer acabar com as empresas públicas e reduzir o Estado ao mero papel de fiscalizador. Ele aplaude a privatização da telefonia. Aplaude a privatização parcial da energia elétrica, e acharia bonito se ela fosse concluída de vez. Ou seja: é a antítese da minha visão sobre o papel do Estado. E eu descobri isso conversando com ele, despreocupadamente, há alguns meses lá pela parada 5 da Plácido Mottin.

        E o pior é que eu não consigo deixar de ver isso como uma mancha no caráter dele. Não porque seja privatista, e sim, porque é um privatista que tenta capitalizar no seu histórico de brizolista. Gross gosta de dizer que segue os passos de Leonel Brizola – mas não foi o Brizola quem encampou a luz, a telefonia e tudo mais? Não são os brizolistas que se opõem às privatizações? Sei lá.

        Repito: vou de Rigotto e Paim. E se eu fosse mudar meu voto, com certeza não seria para dá-lo a algum privatizador.

        Mas para quem tem como objetivo maior dar o voto aos candidatos locais, não importando suas linhas ideológicas, fica a dica: Roberto Gross, um cara inteligentíssimo, concorrendo pelo PTC, em Viamão. Não sei o número dele. Mas com certeza aparecerá na tv.

        Eu, pelo menos, vou ficar olhando atento para a telinha. Não perco por nada neste mundo. Ele terá mais tempo para falar de suas idéias do que teve, por exemplo, o vereador Romer que, em 2006, surgia por alguns segundos na tela apenas, em meio a dezenas de candidatos do PDT.

        E eu sinceramente quero que o Gross faça uma boa votação. É bem melhor do que algumas nulidades que vemos eleitas a cada 4 anos aqui na cidade.

        1 comentários. Comente!
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        Terça-feira, 07 de Setembro de 2010, às 17:04:07
        fatima (fatima.oliveira.flores@hotmail.com) comentou este texto:
        COM CERTEZA MEU VOTO SERA DO CANDIDATO ROBERTO GROSS,PORQUE ELE E SINCERO,HONESTO INTELIGENTE,DIFERENTE DE OUTROS CANDIDATOS QUE ESTAO LA A ANOS SEMPRE PROMETENDO O MESMO E NADA SE VE SO PROMESSA E HORA DE MUDANÇA


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        Quarta-feira, 30 de Junho de 2010, às 13:28:25
        ::: Já tenho candidatos para Presidente, Governador e Senador
        Em time que está ganhando...
        Muito melhor do que o vaselinão do PT ou a tia Yeda.
        Uma duplinha de dois senadores - o governador que tornou diversos setores do Estado eficientes, e o eterno sindicalista, porque quem bate cartão não vota em candidato de patrão.
        Mas nem pensar...
        Outra que nem pensar...
        Enrolation-tion, enrolation...
        Essa não me engana: ela abriu a boca para elogiar as privatizações do governo FHC, se candidatou a presidente por um partido que já foi brilhante e recheado de gente talentosa, mas hoje é tão vaselina quanto o DEM, e se o Serra já não fosse candidato, garanto que o PSDB se associaria a ela. Não ganharia o meu voto nem que aparecesse pintada de ouro imitando a Carmem Miranda na TV.
        Estou tão indeciso sobre o nome a apoiar para a Assembléia, que se eu militasse em um partidinho pequenininho e sem opções, eu mesmo me candidataria só para ter em quem votar.
        Pessoal, estamos chegando perto do início da campanha eleitoral de 2010, essa grande festa de barulho, cores e correria, e é claro que eu preciso ter candidatos. Para três cargos, eu já escolhi em quem votar e – principalmente – para quem fazer campanha.

        Presidente: Dilma
        As razões para eu apoiar a Dilma, do PT, são bastante banais: em primeiro lugar, eu faço parte dos mais de 100 milhões de brasileiros que apóiam o governo Lula. Em segundo, porque Dilma é o voto útil para manter a turma do José Serra longe do Palácio do Planalto.

        O segundo ponto demonstra que minha opção não significa que Dilma seja, necessariamente, a melhor candidatura ou que o PT seja uma maravilha de partido. Mas José Serra não é, definitivamente, alguém "votável", ainda mais porque é o herdeiro do governo FHC – Fernando Henrique poderia ter apenas colocado em prática seu Plano Real e depois caído fora do cenário, ao invés de ter feito aquele governo privatista e neoliberal que fez. É claro que as idéias do Plínio Sampaio (PSOL) são muito mais coerentes, e é claro que muitos dos absurdos que vemos por aí seriam melhor combatidos por figuras mais decididas, mais centradas. Só que esses caras não têm chance nenhuma, e votar neles é entregar tudo na mão do Serra.

        O primeiro ponto, o da aprovação ao governo Lula, tem uma série de razões. Seu carro-chefe, o Bolsa Família, é um assistencialismo brabo, mas na verdade é também uma sacada super inteligente, porque o pobre, tendo algum trocado na mão, vai gastar no mercado. Ele compra mais, o dono do mercadinho contrata mais funcionários, que por sua vez também passam a consumir, criando novos empregos tanto nos fornecedores como nos lugares onde estes empregados fazem compras, e assim por diante, numa imensa bola de neve da bonança.

        Dizem que a economia brasileira não é livre e aberta como deveria ser. Mas isso é ótimo! Que eu me lembre, nos tempos de "liberdade" do FHC, qualquer tropeço acontecido na Rússia, na China, no Japão ou no raio-que-o-parta, quase nos desmontava. A última crise mundial, um verdadeiro maremoto, passou por aqui, como prometeu o presidente e duvidou a oposição, apenas como uma marolinha. É duro para algumas pessoas, mas é verdade.

        Nunca as classes mais baixas tiveram tantas chances, e nunca se viu um povo tão esperançoso como agora. Lula fez um bom governo. Dilma é a minha candidata.

        Governo do Rio Grande do Sul: Fogaça
        As razões para eu votar no Fogaça não têm nada a ver com a atuação dele como prefeito de Porto Alegre ou com o histórico dele como senador (eu não lembro de nada importante que ele tenha feito, me desculpem, mas não lembro). Eu particularmente não tenho nada contra e também nada a favor do Fogaça, que para mim, nem cheira e nem fede.

        Mas, analisemos as outras opções: Yeda Crusius é uma carta fora do baralho, porque está armando a cama para vender a Fase, sacrificou o funcionalismo público e é aliada de José Serra (esse último pecado é o imperdoável no rol de razões para rejeitá-la). Se ela pudesse, já teria vendido a CEEE e o que resta do patrimônio público. NEM A PAU QUE EU VOTO NELA!
        Tarso Genro é uma figura meio "invotável", basicamente por ser Tarso Genro – se o Olívio Dutra tentasse voltar ao governo, ainda vá, pois eu não o acho tão ruim quanto o Tarso. Olívio pode ser cabeça-dura, radical e pouco articulado, mas é bem melhor do que esse pedante, vaselina e cara-de-pau que vai concorrer pelo PT. Tarso Genro dá um discurso dizendo uma coisa, enquanto pensa outra diametralmente oposta. É o candidato do PT, que bate na política reacionária e privatista da Yeda, enquanto Tarso é a própria "direita da pseudo-esquerda", sendo ele mesmo um sabonetão do privatismo e do fisiologismo, no melhor estilo Antonio Britto.

        Fora a falta de opções, Fogaça tem uma qualidade importantíssima como candidato: o apoio do PDT, do Pompeo de Mattos, o partido do falecido Leonel Brizola. Em grande parte, a minha paixão política pelo insosso Fogaça provém do fascínio daquela bandeira da rosa vermelha.

        Senado: Germano Rigotto e Paulo Paim
        Entre o Rigotto e a Yeda, eu preferia ver o Rigotto governador em 2006. Mas não deu. Então, agora vou votar nele para o Senado. Além disso, não custa nada apoiar um candidato do meu partido já que ele é o candidato único para o Senado na chapa PMDB-PDT aqui no Estado. Não espero dele uma atuação do tipo "doa a quem doer", mas é uma das melhores opções, com chance de ganhar, no nosso cenário regional.

        Já a opção pelo Paulo Paim dá-se pelo fato de ele ter um passado ligado aos movimentos sindicais. Além disso, ele é um petista com suficiente grau de inteligência e de "colhões" para peitar o próprio governo do partido dele em momentos delicados. Paulo Paim é um anti-privatista. Paulo Paim é um cara legal. Claro que vou apoiar ele. E o melhor é que dá para fazer isso, sem trair o meu partido, porque teremos duas vagas de Senador para votar neste ano.

        Deputado federal e Deputado estadual
        Nestes dois cargos, permanecem as incógnitas. Eu ainda não sei em quem depositar meu apoio. Ontem mesmo falei com um pré-candidato a federal, mas ainda não fechei.

        Esse candidato com quem eu conversei ontem parece ser um cara legal, tem umas idéias, e faz alguns projetos bem importantes para a nossa cidade, para a região. Mas tem gente dentro do próprio partido dele que não leva fé e o classifica como um "grande enrolador". Não sei se devo interpretar isso como um alerta, ou como um sinal de dor-de-cotovelo.

        Mesmo que seja tudo um monte de bobagens e que esse cara seja realmente um bom candidato, isso ainda não me resolve o problema mais cabeludo de todos neste ano: o deputado estadual. Não é todo mundo que tem chances reais de se eleger, e dos que têm, e eu conheço pessoalmente, a maioria ou são sujões, ou são inoperantes. Ou seja: uns nem fedem nem cheiram, e outros, apenas fedem. Estou quase a perder a esperança. Ainda pretendo conversar com o tal de Edson Brum, para ver qual é a dele, e de repente me definir. Se alguém tiver uma boa sugestão (para Federal e Estadual), estou aceitando.

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        Sexta-feira, 06 de Agosto de 2010, às 15:31:18
        CARLOS CORRÊA MARTINS (carloscmartins@hotmail.com) comentou este texto:
        Gostei dos teus comentários sobre os can -
        didatos. Estão corretos. Com referencia aos candidatos a Deputado Federal e Esta -
        dual, sugiro os nomes de Giovani Cherini,
        atual Presidente da AL/RS, que foi um bom
        Deputado Estadual e Cláudio Janta, Presidente licenciado da Força Sindical no Rio Grande do Sul. Um candidato que, eleito Deputado vai supreender pelo seu trabalho. É a minha sugestão. Se gostantes, divulga estes nomes.
        Por outro lado, resido em Tapes, sou Presidente da uniaão Municipal das Entidades Comunitários e Associações de Moradores de Tapes e menbro da Executiva do PDT da cidade.
        Estamos lançando um blog ainda "pobrinho", mas que vai melhorar com o tempo e que pode ser acessado assim :www.jornalmultidao.blogspot.com
        Material pode ser enviado para: jornalmultidao@gmail.com

        Felicidades


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        Sexta-feira, 18 de Junho de 2010, às 16:34:26
        ::: O blog da vereadora Belamar!
        Aí está, a única mulher na nossa Câmara Municipal de Viamão. Eleita pela Vila Elsa, que não tinha representante próprio desde a morte do saudoso Valmir Ferraro - a cujo velório, aliás, eu fui.

        Falando no velório do Ferraro, eu lembro que estava lá fazendo a notícia da morte, e a família morria de medo que eu fotografasse o rosto do morto no caixão, e eu tive que explicar que eu não sou "esse tipo" de jornalista, nem nunca fui.
        A vereadora Belamar Pinheiro tem um blog! Acabo de descobrir isso agora mesmo, navegando pelas águas mansas do Google.

        Pois bem. E daí? Quem é essa Belamar? É uma vereadora do PP aqui de Viamão. Concorreu em 2008 e foi eleita, desbancando candidatos tradicionais da política da cidade e do seu próprio partido (incluindo nessa lista de "desbancados" o figuraça Fernando Rospide).

        Trata-se de um blogzinho "nada de mais", no blogspot, com fundo cor-de-rosa, e umas fotos da vereadora. Tecnicamente, mais um na web. Mas o conteúdo é interessante. Tem uma coisa que eu gosto nessa Belamar: ela não fica se prendendo a picuinhas partidárias, e faz projetos ao lado de todo mundo. Contrariando a lógica do "esse partido é meu" e do "esse projeto é meu e ninguém tasca". E assim, em um ano e meio de mandato, já fez mais pela comunidade do que muitos quadros tradicionalões da nossa política local.

        Ouvi dizer que ela poderia dar apoio a um candidato a Deputado Federal que é aqui de Viamão e que é da minha preferência. E que, aliás, nem é do partido dela. O que demonstra que ela realmente não fica presa às picuinhas "clubísticas" típicas de Viamão – aliás, eu também não fico preso, e daí vem minha admiração pela pessoa.

        Juro que estou escrevendo esta opinião apenas como homenagem justa a uma vereadora que vem mostrando serviço. Não tenho parentes ocupando cargos no gabinete dela, nunca pedi nada a ela e ela também nunca me pediu nada. Aliás, a Belamar é a única vereadora com quem eu nunca conversei, na nossa Câmara Municipal. Ela, e o Geraldo Oliveira, do PT, com quem só falei uma vez, alguma coisa relativa a algum assunto da Câmara.

        Sim, vejam: o Nadim (PP) é meu amigão, assim como toda a família dele, já fui á casa deles e tudo mais. O Romer, já até fizemos campanha juntos, a família dele toda conhece a minha, e tal. O Russinho, eu apoiei em 2008. Com o Maninho, converso às vezes, quando nos encontramos por acaso por aí. Joãozinho e Antonio, eu vejo sempre nas reuniões partidárias, já tive meus atritos e já nos entendemos. Zilmar Rocha já bati vários papos, especialmente porque ele tem carros antigos como eu (e um Fiat Premio, que infelizmente está no bagaço). O Eraldo sempre aparece aqui pela agência. O Jorginho Batista, nos falamos seguido e ele sabe que eu torcia por ele embora não o tenha apoiado. E por fim, Serginho e Dédo, do PT, que eu conheço há tempos, embora não fale com eles há alguns meses (sem nenhum motivo, na verdade, só não nos vimos mais por acaso).

        Eu não teria motivos para elogiar a Belamar, a não ser, claro, pelo simples fato de que ela vem correndo atrás das coisas que são mais importantes e está mostrando independência em relação aos caciques locais. O que por si só já é mérito.

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        Sexta-feira, 28 de Maio de 2010, às 17:51:56
        ::: Asfaltamento da Estrada Acrísio Prates (Viamão a Itapuã) - Contrato sai hoje à noite!
        Nas fotos acima, Geraldinho e Sarico, os dois grandes viamonenses envolvidos nessa grande conquista.

        Gozado é que ambos foram derrotados na disputa para prefeito em 2008, mas fazem mais pela cidade do que os governantes eleitos.

        Abaixo, o "Google Mapa" da rota que hoje é praticamente intransitável.

        Uma curiosidade do mapa: na estrelinha amarela, fica a minha casa.

        Não consegue ler o mapa direito? Clique na imagem para que ela apareça ampliada.
        Pessoal, eu nem acredito. Hoje, dia 28 de Maio, às 20h (falta pouco!), vai ser assinada a autorização da ordem de serviço para que a empresa contratada comece a fazer o projeto final e os levantamentos topográficos da Estrada Acrísio Prates.

        Para quem não é de Viamão, ou é daqui e não conhece muito a cidade, ficam os esclarecimentos: a praia de Itapuã é um lugar lindo, às margens da Lagoa dos Patos, na face sul do município de Viamão. Lá tem o histórico Farol de Itapuã, e lá por perto, um parque estadual de turismo e conservação ambiental. A praia é tão boa – não chega a ser como uma praia de mar, mas dá um banho no Lami – que poderia muito bem ser um dos pontos turísticos fortes do Estado. Seria a maior maravilha natural e turística de Viamão, e os moradores da cidade poderiam, em meia hora, ir até lá com a família curtir um sol, nadar e passear de barco.

        Só que tem um problema: a tal Rodovia Acrísio Prates (nome novo da conhecida estrada do Espigão), é uma espécie de picada aberta no meio do mato, feita de terra. Quando chove, só se pode passar de jipe. Quando não chove, a buraqueira é tanta, que é melhor ir pelo mato. Como consequência, as pessoas fazem uma enorme volta pela Restinga, andando pelo asfalto de Porto Alegre.

        Essa estrada é, teoricamente, o prolongamento da RS 118, que hoje em dia termina na RS 040. Mas o projeto original da 118 não era ligar Viamão a Sapucaia do Sul, e sim ITAPUÃ a Sapucaia. Isso nunca aconteceu, claro. E a prainha continua subdesenvolvida.

        Mesmo sem um caminho decente de chegada, Itapuã é um lugar lindo. A maioria das casas – mesmo as antigas – parecem ter sido recém-pintadas. Lá tem barcos, praia (só que a areia não é tão boa quanto a das praias de mar para fazer castelinhos), e as pessoas são simpáticas. Tem até lugares para se ir, como um restaurante cujo nome não lembro, mas é o maior do lugar e a comida é ótima.

        A precariedade da estrada faz com que os moradores de Itapuã vivam em uma espécie de limbo, já que não residem em Porto Alegre, mas vivem isolados de Viamão. Achar emprego é quase impossível. E mesmo os produtores locais sofrem com a barraceira.

        Voltemos à obra. Quando a estrada estiver asfaltada, Itapuã deverá ferver, aumentando em várias vezes sua renda turística. E eu vou começar a ir direto para lá. O povo de lá terá um caminho confiável para vir trabalhar em Viamão, e será até viável morar lá e trabalhar aqui. Não é longe: são uns 20Km em relação ao Centro, a mesma distância da minha casa, e se a estrada não fosse tão horrível até eu moraria lá.

        Vejamos o que diz um e-mail que eu recebi: "A Metroplan contratou os 26 km para a elaboração do projeto do Fiuza até Itapuã. Esta garantido 4 milhões no orçamento da União para este ano da Emenda da Bancada Gaúcha (Rotas Turísticas/ Ministério do Turismo), a Metroplan dará contrapartida de 20%, todo o trecho terá ciclovia."

        Cara! Vocês leram? CICLOVIA!!!! Boa parte do caminho até lá é uma descida, então vai ser SHOW DE BOLA tentar fazer o caminho de magrela!

        É fabuloso! A Metroplan, que está nas mãos do meu amigo Glademir de Moura, o popular Sarico, está na parada. Mas essa obra está sendo sonhada há décadas e nunca saiu. Sabe por quê ela está saindo? Porque nós temos um representante de Viamão em Brasília (ou melhor, tínhamos): Geraldinho Filho, do PSOL, que assumiu uma vaga como deputado federal em 2009, na ausência da Luciana Genro, de quem era primeiro suplente.

        Esse Geraldinho começou como vereador pelo PT, aqui na cidade. Depois, saiu e fundou o PSOL local. Daí, concorreu a Federal, fazendo uns 10 mil votos. É pouco voto, mas dentro do PSOL, tornou-se o segundo mais votado, sendo ultrapassado (aliás por uma diferença de dezenas de milhares de votos) pela Luciana Genro. Mesmo obtendo uma votação muito pequena, pela matemática das eleições proporcionais, ficou a um passo de entrar no Congresso Nacional. E acabou entrando. E agora a Acrísio Prates vai ser asfaltada.

        Para quem não sabe, o Geraldinho não precisava estar na política. Ele tem o trabalho dele fora, e é um cara super legal. Ao contrário da maioria dos políticos que eu conheço, ele não deixa os amigos pela estrada (pelo menos, nunca deixou que eu saiba), e a vizinhança lá em Águas Claras só fala bem dele, confirmando minhas impressões pessoais. Não nos vemos há mais de um ano. Mas se ele não mudou muito, ainda deve ser um cara muito tri.

        A solenidade da estrada vai ser na Escola Municipal Jerônimo Porto, no Passo da Areia. Quem puder ir, deve ir mesmo. Se eu puder, vou.

        Aliás, ainda sobre o deputado Geraldinho: se eu não fosse arrumar uma briga cavalar dentro do meu partido, eu sairia a fazer campanha para ele este ano. Sinceramente, espero que ele faça uma boa votação. E se não fosse traição aos meus próprios correligionários, eu votaria nele. Aliás, se ninguém do meu partido aparecer com propostas e idéias mais lúcidas, se eu não sentir firmeza em nenhum dos meus companheiros de sigla, periga eu votar nesse maluco do PSOL. Como eu não devo cargo para ninguém e não peço cargo para ninguém, posso me dar a essas liberdades no mundo da política.

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        Quinta-feira, 27 de Maio de 2010, às 16:51:07
        ::: Está na hora de votar na nossa enquete presidencial!
        Eis aí nossas opções. Estamos fritos.
        Leitores, amigos, companheiros, simpatizantes, visitantes ocasionais e também os inimigos, é com orgulho que eu anuncio o início da primeira enquete aqui do Blog. E como não poderia deixar de ser, o assunto são as eleições de 2010. São 15 opções para o eleitor escolher:

        Dilma Rousseff
        A ministra e candidata oficial do governo Lula tem um passado na luta armada e nunca concorreu a nada na vida. Vem turbinada pelo apoio do presidente mais popular da nossa história, e pelo apelido de "mãe do PAC". Também ganhou a pecha de "guerrilheira terrorista amiga das FARC e do Irã" por parte dos que não curtem muito a idéia de vê-la eleita.

        José Serra
        Candidato identificado com o governo FHC, o ex-ministro, ex-prefeito de São Paulo e ex-governador paulista, é acusado de dar apoio às políticas privatistas de Fernando Henrique, mas ao mesmo tempo é defendido por milhares de pessoas que o acham muito mais preparado do que os demais. Está tentando a presidência pela segunda vez (tentou a primeira em 2002, em 2006 não concorreu – porque Lula estava certo que ia ganhar mesmo – e agora, sem Lula, parece que poderá emplacar).

        Marina Silva
        Ex-petista, ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, a verdona não é exatamente uma esquerdista empedernida, e já fez até elogios às privatizações de FHC. Está aí para representar uma terceira via. É evangélica e conta com apoios muito variados, sendo o principal, o esquisitão deputado Gabeira, aquele mesmo que defendia a legalização da maconha.

        Volta, Ciro Gomes
        O ex-pré-candidato a presidente Ciro Gomes, do PPS, desistiu da disputa. Mas como ainda não esgotou o prazo para o ingresso de candidaturas, quem quiser manifestar sua indignação com o "chega pra lá" que Lula deu em Ciro poderá fazê-lo, votando!

        Itamar Franco
        O ex-presidente, que era o vice de Collor e foi empossado depois da renúncia do titular em 1992, é uma figurinha bastante inusitada da política brasileira. É um anti-privatista, muito preocupado com o povo trabalhador (aliás, acho que ele é meio trabalhista). Veio de baixo, e quando pirralho, ajudava a mãe viúva a entregar marmitas, sendo este o meio de subsistência do lar. Subiu na vida, mas chegou a atrapalhar a implantação do Real indignado com o custo que isso teria no bolso dos trabalhadores. Trocou o PMDB pelo PPS, talvez ensaiando uma pré-candidatura que não vingou.

        José Maria Eymael
        Apareceu diante do eleitorado pela primeira vez em 1985, concorrendo à prefeitura de São Paulo – a disputa seria vencida por Jânio Quadros, ficando Fernando Henrique Cardoso com o segundo lugar. Mas o jingle "Ey ey eymael, um democrata cristão..." entraria na cabeça do público e viraria lenda. Concorreu a presidente em eleições passadas (usando a mesma musiquinha), e agora vai tentar novamente (e o musical vai seguir igualzinho).

        Levy Fidelix
        Fundador, Presidente, organizador, dono e panfleteador do PRTB, o nanico Fidelix já concorreu a prefeito de São Paulo, a governador, a tudo o que se possa imaginar, mantendo apenas, sempre, um mesmo padrão: nunca ultrapassou o número de votos necessário para ser apeans vereador de uma cidade pequena. Ficou famoso por querer construir um Aerotrem em São Paulo, o que parece ser sua obsessão doentia dos seus programas de governo. Foi o seu partido que relançou Collor na política.

        Roberto Requião
        O polêmico e boca-suja político paranaense do PMDB chegou a embalar os sonhos presidenciais de uma parcela importante do partido. Lideranças gaúchas, pelo menos, ainda falam dele como candidato, porque querem partir "para o pau", revivendo as tradições do velho MDB de guerra dos anos 1970. Mas, no fim, a direção nacional bateu a caneta seguindo a tradicional ideologia peemedebista que está valendo desde os anos 1980: melhor apoiar um candidato que esteja com a partida ganha, e embutir toda a galera para mamar nas tetas do Estado pelos próximos 4 anos.

        Mário Oliveira
        Ele pensa que é o Ronald Reagan, parece ter saudades do velho Costa e Silva, e quer instituir a pena de morte no Brasil. Depois da morte de Enéas Carneiro, ele é o último cara da fila, lá no pontal da extrema direita do nosso espectro político. Vai fazer muitos votos entre o pessoal do Ternuma, da TFP (Tradição, Família e Propriedade) e quem sabe da União Democrática Ruralista. E só.

        Zé Maria
        O candidato do PSTU, que a despeito de dizer que "o partido não tem finalidades eleitorais", e que só usa o espaço de mídia para divulgar suas idéias trotskistas, vem mostrando seu rostinho em todas as mídias possíveis, e tem sua foto estampada em todas as publicações do partido. Talvez, toda esta exposição não passe de um exercício teórico, apenas para mostrar o quanto é feia a prática stalinista do culto à personalidade do líder. A luta do partido vem se intensificando nos últimos anos, ou seja, cada vez mais os PSTUbbies (universitários que nunca pegaram uma arma na vida) estão discutindo nos bares o quanto vêem como próxima a hora de uma insurreição anti-capitalista.

        Rui Costa Pimenta
        Candidato do PCO, vive isolado no extremo oposto ao do Mário Oliveira, lá na ponta esquerda do nosso espectro político. É mais ou menos como o Zé Maria, mas tem menos votos ainda. E tem mais "cara de comunista", com aquela barba.

        Américo de Souza
        Este simpático vovozinho, que parece ser a versão mais velha do Doutor Chapatim, é o candidato do PHS. Para quem não sabe, o PHS é um partido muito variado. Em algumas cidades, serve de partido-anexo a alguma legenda grande, como forma de colocar mais candidatos na rua. Em outras, serve aos devaneios de algum grupo de pessoas que quer concorrer, mas não tem potencial algum para fazer votos, então acabaram rejeitados pelas siglas de verdade. Américo de Souza tem grandes propostas, mas acho que será mais lembrado por sua semelhança com o Doutor Chapatim, do programa do Chaves, do que pelos votos que poderá fazer.

        Plinio de Arruda Sampaio
        O que dizer de Plínio, o Velho? Bom. Ele foi um grande filósofo do primeiro século da Era Cristã. Plínio formou-se em Direito em 1954 (ano em que o meu pai nasceu, ou seja, faz tempo pacas). Além de filósofo, foi promotor público, deputado federal constituinte em duas ocasiões: na Constituição de 1988, e na redação do Código de Hamurabi. Atualmente preside a Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), além de dirigir o semanário Correio da Cidadania – não confundir com o semanário Correio Rural de Viamão.

        Rinoceronte Cacareco
        Este animal, que morava no Zoológico de São Paulo, iniciou sua carreira política em 1958. A votação era feita em cédulas de papel, e as pessoas às vezes escreviam coisas engraçadas ao invés de votar nos candidatos registrados. Assim, naquele fatídico ano, enquanto o PARTIDO mais votado, somando todos os seus candidatos a vereador, fez 95 mil votos, CACARECO SOZINHO FEZ MAIS DE 100 MIL! Stanislaw Ponte Preta comentou no jornal Última Hora que "diversos membros da cúpula do PSP andaram rondando a jaula de Cacareco, para o colocarem no lugar de Adhemar de Barros (o prefeito)". Agora, em sua vitoriosa carreira, poderá chegar ao Palácio do Planalto.

        Leonel Brizola
        Tem gente "tão ligada" no mundo da política que ainda pensa que Brizola está vivo, e concorrendo.

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        Quarta-feira, 26 de Maio de 2010, às 14:41:01
        ::: Professor Almeida Prado e sua diarréia mental eleitoral
        Jornalismo sério (ou não) e dados objetivos (ou não).
        Acabo de descobrir um blog hilário, que está desenvolvendo uma linha parecida com a do "Viamão Incrível", mas focado nas Eleições de 2010. Trata-se do Blog do Professor Hariovaldo Almeida Prado, que tem até seu próprio instituto de pesquisas (avacalhado, claro), o Dataprado.

        Abaixo, um dos posts do blog, falando sobre as pesquisas de opinião encomendadas pela mídia "imparcial" que nós temos no Brasil:

        Caiu por terra a farsa dos institutos petistas que distorceram os dados pesquisados para favorecerem a candidata guerrilheira da ditadura lullodilmal. A nova pesquisa do Instituto Dataprado, o único que não está comprado pelo imprensalão do PT, mais uma vez confirma a liderança absoluta de Serra na corrida eleitoral, mostrando apodipticamente a sua vitória inconteste. Só um instituto isento, ético e imparcial como o Dataprado pode merecer a total confiança dos homens bons, servindo de norte para as projeções futuras sobre o cenário eleitoral.

        Os dados da atual pesquisa confirmam a trajetória parabólica ascendente de nosso líder varonil, além da inevitável queda da comunista Dilma (que obteve menos de 1 por cento), cristalizando a sua vitória arrebatadora e irrevogável no pleito de três de outubro, fornecendo uma base legítima para o Tribunal Superior cancelar a votação e diplomar desde já José Serra como o novo presidente da nação brasileira.

        Também os baixos números alcançados pela cruel representante da malignidade lulística indicam que ela não tem nenhuma chance, devendo desistir da disputa a qualquer momento, pois o povo quer a restituição de um governo dos homens bons e a total higienização do Palácio do Planalto. Alvíssaras!


        Irei imediatamente adicionar o blog à minha barra de links. E vocês deveriam adicioná-lo aos Favoritos. Boa tarde.

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        Segunda-feira, 17 de Maio de 2010, às 17:36:32
        ::: Lula, o filho do Brasil
        Lula, o Filho do Brasil - um filme que não é sobre política, mas sobre superação, persistência, oportunidade, e acima de tudo, a capacidade de lidar com as adversidades da vida real.
        Quando eu resolvi assistir a "Lula, o filho do Brasil", tinha a plena certeza de que veria uma peça de propaganda do PT, enaltecendo o Lula heróico, como um messias da classe trabalhadora que conseguiu ascender ao poder portando suas bandeiras vermelhas da ideologia socialista. Ou seja, esperava ver uma versão alternativa do filme "Che", ou de "Fidel" (aliás, dois filmaços que eu ainda vou criticar aqui no blog, prometo, basta que me sobre tempo). Mas, em grande medida, "o filho do Brasil" não segue a mesma linha. E já vou adiantando: é uma das melhores produções brasileiras, uma das mais emocionantes e bem boladas que eu já assisti. E olhem, que eu não sou exatamente um apaixonado pelo PT.

        O início é meio "Dois Filhos de Francisco", mostrando uma família de nordestinos muito pobres, que sobrevivem não sei como. O pai da família emigra para São Paulo, onde arruma emprego de estivador e se "junta" com uma menina bem mais nova, deixando a esposa no nordeste com uma penca de filhos esfomeados. O filho mais velho, que sabe escrever, faz uma carta pedindo à mãe para que venda tudo o que tem e emigre também com a prole toda. E assim, dona Lindú, mais um monte de nordestinozinhos ranhentos (incluindo o pequeno Luis Inácio) embarcam num caminhão rumo ao porto de Santos.

        A vida em Santos é terrível, mas menos terrível do que a paisagem de Pernambuco, porque pelo menos aqui nós vemos água por perto. Aliás, se há uma coisa que me impressionou nesses momentos iniciais do filme, é exatamente isso: eu já achava a vida dos "filhos de Francisco" desgraçada demais, mas a do "filho do Brasil" consegue ser ainda mais indigente. E o pai dele, ainda por cima, não acredita no valor do estudo, bebe e sai batendo em todo mundo. Logo a família se desintegra e lá se vai Lindú com sua creche para uma favela, onde Lula cresce.

        Houveram críticos de cinema que avacalharam com este filme por ele não focar no Lula-herói, mas para mim este é o principal mérito da película. Lula cresce como a maioria dos jovens de sua classe na sua época, politicamente alienado, preocupado em se enquadrar no esquema geral das coisas, se sair bem na escola, e impressionar as menininhas do bar.

        Uma das sequências mais emocionantes do filme todo, para mim, é a parte em que Lula faz o curso de torneiro mecânico no SENAI. No primeiro dia, ele enfia as mãos numa lata de óleo (e eu não pude deixar de lembrar dele, há pouco tempo atrás, com as mãos sujas de petróleo numa usina da Petrobrás), apenas para lambuzar seu macacão novinho com uma mancha negra. Tudo para chegar em casa com o aspecto sujo de um operário já formado. Sua figura imunda de graxa e com os cabelos desalinhados provoca um choro de orgulho por parte da mãe, dona Lindú. Acho uma cena linda, emocionante, porque lida com uma coisa que eu conheço bem: os pequenos sonhos e a simbologia envolvida em certas imagens, para as pessoas muito simples. Tem uma cena na qual Lula segura seu diploma de torneiro mecânico na mão, e a família chora copiosamente, como se o menino tivesse conquistado a maior vitória do mundo. O tal curso de torneiro era apenas um profissionalizante, não era nem um técnico e nem uma faculdade. Mas para uma família analfabeta e miserável há várias gerações, aquele grau tinha um significado muito maior do que um mestrado para a maioria das famílias de classe média.

        Essa cena do SENAI é muito linda. Muito linda mesmo. De arrancar lágrimas dos olhos. É claro que alguns críticos que eu li referiram-se a ela como exagerada, piegas e desproporcional, mas eu já penso que estes críticos devem ser todos uns almofadinhas, criados em escola particular e com uns 10 diplomas de cursinhos daquele nível, feitos às custas do papai. Para mim, que fiz ensino médio numa escola técnica federal, e tive colegas saídos das profundezas mais abissais do espectro social, a emoção desta cena é compreensível. Eu vi gente, pais desses colegas, dizendo coisas como "meu filho agora é doutor", diante do (para alguns) reles diplominha de nível técnico da UFRGS.

        A inteligência da concepção deste filme reside no fato de que ele é uma cinebiografia de um homem real, não um tratado político ao estilo Eisenstein. Então, nós vemos uns dramas pessoais de Lula.

        Ele tem uma namoradinha, desde a infância na Vila Carioca, que acaba se transformando na esposa dele. Confesso que senti um frio na barriga ao ver Lula e Lurdes casando, porque eu sei que a mulher dele hoje em dia é a Marisa Letícia. Tive a nítida impressão de que veria aquele amor lindo, de infância, aquela coisa poética e idealizada, se transformar numa separação. Mas não. Lurdes morre, no parto, levando o filho junto. É triste. Mas é triste, porque a gente sabe que é real. Se este não fosse um filme baseado em fatos reais, seria um final muito mais aceitável do que uma separação para este romance tão hermeticamente perfeito, tão, diria até, inocente. Tão "desde sempre e até que a morte os separe".

        Daí, depois, tem a parte em que Lula pega um táxi, conhece um velho que tem uma nora viúva e depois encontra com a tal viúva – Marisa Letícia, a nossa atual primeira-dama. Da vida amorosa de Lula, é o que vemos: depois vem o casamento com esta nova esposa, e a vida segue seu curso normal. Não há nenhuma menção a uma filha ilegítima, Lúrian, apesar do fato de ela na realidade existir – a moça apareceria no palanque de Collor em 1989, numa das manobras ao estilo "vale tudo" que roubaram o Planalto das mãos do "filho do Brasil" nas primeiras eleições diretas depois do regime militar.

        O filme só começa a mencionar alguma coisa de política a partir do momento em que Lula passa a ser torneiro mecânico, nas fábricas de automóveis do ABC paulista. Tem uma hora na qual ele perde o emprego e é obrigado a carregar caixas na feira, e aí se desespera, vendo seus sonhos e ilusões de ter "vencido na vida" caírem por terra. Mas logo depois ele volta à indústria, e começa a se envolver no sindicato dos metalúrgicos do ABC.

        Agora, uma pausa para respirar. Neste momento do filme, o diretor poderia optar por três linhas:
        a) Exagerar o envolvimento de Lula com o Partido Comunista Brasileiro, e dizer que ele sempre teve ideologias de esquerda, apenas usando um sindicato pelego como "trampolim".
        b) Mostrar um Lula intelectualizado, distante do PCB, mas ávido por iniciar um novo movimento de massas, o que serviria como uma espécie de preparação profética para o nascimento do PT.
        c) Mostrar um Lula realista, ou seja, um operário que vai entrando no sindicato por conveniência e termina envolvido no turbilhão político da época.

        O diretor optou pela alternativa C – Lula, com pouco estudo e quase nenhuma formação política, entra no sindicato participando da chapa situacionista, e até compactuando com algumas pilantragens da entidade. Ele não é um comunista, não tem uma visão "macro" da política nacional, e não tem pretensões de fundar um novo movimento de massas. Ele simplesmente vai entrando porque começa a perceber as vantagens de estar no sindicato, dentro de uma liderança pelega, pela segurança que isso dá, pelos contatos, pelas possibilidades de ação e da influência sobre processos de contratação, emissão de documentos e tal. Lula começa a ficar "importante" por ser membro da diretoria do sindicato, e gosta disso.

        Lá pelas tantas, porém, ele começa a se dar conta do papel que está fazendo – o de servir de ponte entre um sindicato pelego e uma categoria que vê nele o único operário dentro da lista de dirigentes – o resto são apadrinhados políticos ou trabalhadores de colarinho branco. Aí, Lula começa a querer colocar as manguinhas de fora. E o filme encaminha-se para o final.

        O resto é história conhecida: greves no ABC paulista, repressão, passeatas, um regime militar agonizante que tenta deter os focos de revolta popular prendendo lideranças, e as ruas tomadas de trabalhadores que enxergam em Lula não uma bandeira política ou ideológica, mas um empregado disposto a pressionar por demandas que o pessoal do PSTU chamaria de "reformistas" – salários melhores, garantias de emprego, jornadas menores e segurança no ambiente de trabalho. Resumindo a ideologia de Lula nessa fase, fica uma fala dele, no filme: "O trabalhador não é de esquerda e nem muito menos de direita. O trabalhador quer é lutar pelo direito de garantir a sobrevivência da sua família."

        Greve, greve, greve... e aí prendem o Lula. Pronto. O regime militar transforma-o em mártir temporário, e uma multidão vai ao enterro de dona Lindú (que morre sem saber que o filho está na prisão). A multidão, claro, exige que o regime liberte Lula, numa cena muito bem feita com uma clara alusão simbólica às cenas análogas do filme "Mandela". Libertem Mandela, libertem Mandela... ops, Lula!

        Daí, o filme acaba. Tela preta, e letreiros dizendo que Lula permaneceu 31 dias na prisão, saiu, concorreu a presidente 3 vezes e perdeu em todas elas. A imagem final, como não poderia deixar de ser, é a apoteose dessa história de superação, garra e teimosia: Lula, de barba grisalha, com a faixa verde-amarela no peito, em cima do célebre Rolls Royce preto usado na posse dos presidentes da República.

        Hoje em dia, o filme é visto como uma obra maravilhosa por muita gente, pelos motivos errados - o filme deve ser analisado por si só, não pela relação com um presidente que é adorado por muitos brasileiros. Da mesma forma, muita gente vem espinafrando a película por razões políticas. Mas daqui a uns 40 anos, ou talvez mais, imagino que continuará sendo um grande filme, porque ele não é um filme panfletário, sobre Lula, o PT ou a Dilma. É um filme muito bem realizado que fala sobre a esperança, a sagacidade, a persistência. E sobre a gratuidade das realizações humanas, que na verdade dependem de uma mistura muito sutil e inexplicável de atitude, oportunidade e estímulo. Lula não teria sido nada se não tivesse sido levado ao topo do seu sindicato na época certa. E outro homem, na mesma situação, não teria feito tanta coisa e chegado tão longe se não tivesse a mente e a coragem de um Lula. E nada disso teria dado certo se as pessoas em volta dele fossem outras. No fim, Lula é um produto do seu tempo. Ficou famoso como líder, como símbolo, desse momento criado por uma conjunção de fatores, e soube tirar proveito desta fama, chegando à Presidência. Mas isso não o condena. Apenas o retrata de maneira realística, crua, magistral. Daí vem o grande mérito do filme. E quando o bias político destas eleições de 2010, do governo Lula, de um eventual governo Dilma ou Serra, tiver passado, este filme será ainda admirado por ser justamente o que na verdade é: um filmaço, um baita de um filme contando uma baita de uma história, com cenas de rachar de rir e momentos em que é impossível não se emocionar. Se até lá este blog permanecer no ar, quem viver confirmará.

        PS: quando eu digo que no futuro este filme será visto como ele realmente deve ser visto, sem as paixões políticas vivas em torno do protagonista, estou falando por experiência: não seria possível realizar uma obra-prima como "A Queda", por exemplo, na década de 1950, quando os escombros dos prédios derrubados na Segunda Guerra Mundial ainda nem haviam sido removidos. Mas hoje em dia, a visão de um Hitler humano, obcecado, quase meigo em alguns momentos, mas doentiamente alheio à monstruosidade de seus atos, é compreensível, já que analisamos sua medonha vida com um certo distanciamento que não era possível há algumas décadas.

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        Quinta-feira, 05 de Agosto de 2010, às 20:53:05
        Karen Caroline Motta (karencarolinem@yahoo.com) comentou este texto:
        Parabéns, muito bom o seu texto, sua reflexão e sua forma de pensar!


        Terça-feira, 18 de Maio de 2010, às 13:41:20
        Jaine da Rocha Bernardoni (jainedarocha@gmail.com) comentou este texto:
        Parabéns,Fábio! Observei que teus comentários sobre o filme foram relativos à arte. Para os que não sabem, a arte é toda a forma de expressão humana com criação.Sinceramente, fiquei emocionada com tuas observações ao longo de tua vida ainda tão jovem. Temos o privilégio de conhecer várias "camadas" sociais, tentando compreendê-las, com posicionamentos críticos, mas sem julgamentos.


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        Segunda-feira, 17 de Maio de 2010, às 14:49:03
        ::: Barth/Dilma, o anti-Frost/Nixon
        Barth/Dilma é a versão "mundo do Bizarro" (no qual tudo é o ao contrário) de Frost/Nixon
        Dilma Rousseff esteve no Rio Grande do Sul, dentro de sua agenda de candidata (em plena campanha fora de prazo, feita de forma muito mal disfarçada). Não tenho nada contra a Dilma (aliás, é muito provável que eu vote nela), mas essa mulher só pode ser completamente louca!

        Ela poderia ter dado uma entrevista ao Rogério Mendelski, se bem que poderia acabar até sendo agredida diante das câmeras. Ou ao Lasier Martins, na TVCOM. Poderia ter dado uma entrevista até ao Ted Caputty ou ao Valter Cavalheiro. Mas não. Dilma foi ao ar pelas câmeras do Studio Pampa.

        Claro que não falaram de política. Claro que a Rata Barth não pesquisou nada e nem elaborou perguntas bombásticas. Aliás, se a intenção do programa, ao trazer a Dilma, era atrair audiência, então a produção e as apresentadoras deveriam ter aprendido alguma coisa com o filme "Frost/Nixon". Neste momento, não estou avacalhando com o programa - eu realmente gostaria que uma produção gaúcha, com elenco gaúcho, de uma emissora eminentemente gaúcha, tivesse um nível que chamasse a atenção no cenário nacional.

        Para quem não sabe, "Frost/Nixon" é um filme que conta a história de um apresentador de TV (Frost) que tem a chance de entrevistar o ex-presidente Richard Nixon, que renunciou ao cargo durante o escândalo Watergate. Frost é mais ou menos como uma Cris Barth, um apresentador populesco, sem noção, chegado a fofocas e futilidades. Ele inicialmente acha que suas habilidades de showman salvarão o dia, mas depois vê que Nixon é um mestre no enrolation. Então, interessa-se por história e política e consegue colocar Nixon, no emocionante final, contra a parede, arrancando dele uma confissão de culpa. A carreira do político acaba-se ali, e a de Frost decola - ele assegura seu lugar na história do jornalismo.

        Bom. Barth poderia fazer uma entrevista histótica com a Dilma - quem sabe, tocar nos temas mais cabeludos, do tipo governo Lula, ideologia, luta armada, coisa e tal, aproveitar a independência em relação aos esquemas "globais" e o governo, e fazer uma entrevista realmente bombástica, daquelas que renderiam muita publicidade gratuita ao programa, virando comentário no Brasil inteiro, mas nao. O filme "Barth/Dilma" é o anti-Frost/Nixon. Rata Barth, Suellen Mortandela e sua turma optaram por falar de cirurgias plásticas, modelitos e cortes de cabelo com a presidenciável. La-men-tá-vel... mas previsível.

        A produção do programa deveria aprender que não basta chamar uma celebridade para turbinar a audiência de um programa - é preciso saber usar esta celebridade. O Studio Pampa é famoso por contratar para seu elenco ex-Big Brothers, e transformá-los em anônimos alguns meses depois. Se a intenção era "contaminar" o programa com a fama do brother, a falta de jeito na hora de lidar com a coisa é tamanha, que é o brother quem se contamina com a obscuridade do programa. Só espero que Dilma, que entrou no estúdio inteligente, não tenha saído com alguma sequela devido ao nível intelectual do meio circundante.

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        Sexta-feira, 06 de Agosto de 2010, às 00:14:28
        Vagner (al.frede.newman@hotmail.com) comentou este texto:
        parabéns pela sábia observação.Permita-me fazer uma:leia-de Ted Kaput e Daltro Cavalheiro.Ambos da Rede Brasil,ou TVCRISTAL,ou TV Urbana,ou TV João Kleber.


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        Quarta-feira, 05 de Maio de 2010, às 17:00:23
        ::: Estão no ar os jingles mais marcantes das Eleições de 1989. E como um extra, o da Constituinte de 1987-1988.
        22 candidatos, e nenhum deles era tão pasteurizado quanto essas figuraças em quem a gente tem que votar hoje em dia. Bons tempos pré-marqueteiros, que eram aqueles...
        Eu acabo de colocar no ar uma série de jingles da campanha presidencial de 1989. Parece pouca coisa, apenas mais uma eleição, mas na verdade tratava-se da primeira votação direta para presidente desde 1960, e foi o símbolo máximo da volta do Brasil á normalidade democrática.

        Foi como se a política nacional tivesse dado um "reset", pois os partidos eram todos novos, e as lideranças expunham suas diferenças de maneira muito mais sincera e transparente do que hoje. Também as diferenças ideológicas e de perfil eram muito marcantes, e os candidatos apareciam para o público mais ou menos como eram de verdade – não haviam ainda inventado os marqueteiros de campanha e nem as consultorias de imagem, então o sujeito que era socialista simplesmente ia lá e discursava contra o capital, e se alguém não gostasse, azar.

        Inscreveram-se nada menos que 22 candidatos. Leonel Brizola começou a corrida como favorito, Lula saiu arrepiando, Collor veio do nada e começou a despontar como uma salvaguarda do Brasil conservador e coronelista contra as ameaças "vermelhas". O garoto-propaganda do jeito self made man de viver, Afif, causava arrepios nas menininhas, e tínhamos também os bizarrentos candidatos nanicos.

        Marronzinho, por exemplo, foi para a TV avacalhar com o governo e com os adversários, chamando-os de ladrão para baixo. Acabou censurado pela Justiça Eleitoral, e começou a apresentar-se na TV com uma mordaça. Deixaram ele falar, e ele já abriu a boca atirando para todos os lados.

        Também foi neste ano que um conceituado médico cardiologista alcançou fama mundial. Diz a lenda, que ele estava em casa reclamando dos políticos, durante o jantar, quando sua mulher disse algo do tipo "se tu achas que podes fazer melhor, por quê não sai candidato?". Pois o médico montou um partido (com as assinaturas de milhares de admiradores, alunos e ouvintes, de suas palestras sobre cardiologia), e lançou-se à presidência. Com poucos segundos na TV, este médico tinha que falar muito rápido e dizer seu nome. Nascia aí o legendário bordão "Meu nome é Enéas!"

        Ex-estrelas do regime militar com o filme queimado; ex-exilados sedentos por espaços e, em alguns casos, para ir à forra; inimigos de décadas que se reencontravam; aventureiros sem chance alguma que só queriam um espaço na TV; o público pôde ver e ouvir de tudo em 1989.

        O que já parecia improvável tornou-se definitivamente surreal no último mês da campanha do primeiro turno, quando o apresentador de TV Silvio Santos entrou na corrida. Mas logo sua candidatura seria impugnada por questões de prazo.

        O segundo turno, polarizado entre um Lula esquerdista, radical, barbudo, com roupa amarrotada, vocabulário limitado e palavreado ríspido, e um Collor bonito, jovem, barbeado, eloqüente, risonho. Acabou em uma série de baixarias envolvendo revelações sobre a vida pessoal dos candidatos, insinuações indiscretas, e o famigerado último debate na TV Globo, editado para favorecer ao candidato da direita. Collor venceu, e o resto da história todos conhecem.

        Os jingles daquele ano são verdadeiras obras de arte, porque não foram elaborados por marqueteiros e por isso, têm uma certa alma, um certo amadorismo. O empolgante "Juntos Chegaremos Lá", de Afif, competia em alegria e sonoridade com a quase infantil letra do "Lá La La La La Brizola". Multidões se derramaram em lágrimas ao som de "Lula-lá". UM capítulo brilhante da nossa história "jinglistica" nacional.

        Para completar as adições do dia, resolvi colocar também no ar o jingle institucional "Olho na Constituinte", elaborado em 1987 para conclamar a população a tomar parte nas manobras de elaboração da nossa conhecida Constituição de 1988.

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        Terça-feira, 04 de Maio de 2010, às 11:51:30
        ::: Acaba de entrar no ar a marchinha do presidente bossa-nova
        Memorial JK - a justa homenagem a um dos maiores e mais inspiradores presidentes que o Brasil já teve.
        Acabei de colocar no ar mais um jingle para a nossa coleção. E desta vez, peguei o de um político que, com certeza, é referência quando se fala de crescimento, entusiasmo e otimismo: Juscelino Kubitschek.

        Seu governo foi uma grande festa, que resultou na popularização do consumo de automóveis e eletrodomésticos, na estruturação do sistema viário nacional, numa grande industrialização e, ao mesmo tempo numa inflação galopante e no acúmulo de uma enorme dívida externa.

        Odiado por alguns, adorado pela maioria, lembrado em estátuas, livros e numa série de TV absolutamente brilhante, o presidente bossa-nova simbolizou as esperanças e frustrações de um Brasil que queria ser moderno, mas ainda estava preso a velhos esquemas de poder.

        O governo JK também pode ser visto como uma pequena mancha de normalidade democrática em meio a um século conturbado da república brasileira: Juscelino venceu uma eleição direta, tomou posse, governou e entregou o poder ao seu sucessor legal, também eleito de maneira direta. Parece uma coisa banal, mas antes dele, o último presidente a fazer isso foi Artur Bernardes, que ocupou a presidência de 1922 a 1926. E depois dele, a façanha só seria repetida por Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002).

        O jingle em si é uma obra de arte do ufanismo: Juscelino Kubitschek é o homem para salvar o Brasil de "todos que nos querem dominar", é o homem que surgiu para trabalhar, "aparece como estrela radiosa neste céu azul de anil", dentre outras coisas. Hoje, a letra parece até meio ridícula, com todo o palavreado arcaico que usa. Mas sem dúvida é muito bem elaborada para a época.

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        Terça-feira, 04 de Maio de 2010, às 00:52:25
        ::: A coleção de jingles está inaugurada, começando pelas eleições de 1960
        Lott tinha a Espada de Ouro. Jânio, sua Vassourinha. E para completar, temos a famosa Caixinha do Ademar. Sem dúvida, naqueles tempos, o povo tinha candidatos bem mais empolgantes, diferentes entre si e pitorescos para votar.
        Finalmente, estamos inaugurando a sessão de Jingles Políticos do site. Trata-se simplesmente da disponibilização da minha coleção pessoal de jingles (musiquinhas) políticas que engloba um século deste tipo de peça, iniciando pelos mais velhos, de 1912, e indo até os dias atuais.

        A cada eleição que ocorre, eu tento baixar o maior número possível de jingles e, de fato, procuro aqueles que têm maior significação, seja por servirem á campanha de algum personagem histórico, seja porque o personagem é pitoresco. Às vezes, a própria música tem valor em si mesma pela esquisitice ou pela qualidade, ou ainda pela mensagem inusitada.

        Como ignorar, por exemplo, as crianças cantando o jingle do Francisco Rossi? Como esquecer do lendário "Varre Varre Vassourinha" do Jânio Quadros? Eu tenho aqui algumas curiosidades, como o raro jingle do Juscelino Kubitschek. E muitos jingles interioranos, originais, curiosos.

        Iniciando os esforços de publicação da coleção, estão no ar 4 peças produzidas para as eleições de 1960. Uma delas é a legendária música da vassourinha, tocada pela campanha do impagável Jânio Quadros. Outra, é uma marcha triunfal e ufanista que servia como jingle do Marechal Henrique Teixeira Lott, o homem de aço com discurso sonífero, que salvou a democracia em 1955. E as outras duas peças são da campanha de Ademar de Barros, o criador da frase "São Paulo não pode parar", e que serviu de inspiração para que algum gozador criasse outra frase: "Rouba, mas faz".

        As músicas são absolutamente "século XX", e quando escutadas hoje em dia chegam a ser inocentes de tão simples, quando comparadas com os jingles que são criados nos dias atuais. Mas são mais empolgantes do que a maioria das peças produzidas, por exemplo, em 2008 ou 2006.

        Então, quem, assim como eu, gosta de relembrar campanhas políticas de antigamente, ou tem curiosidade de conhecer estas peças do passado da nossa propaganda eleitoral, basta clicar no link da coleção de jingles. Para quem quer pular direto para lá, basta clicar aqui.

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        Quarta-feira, 28 de Abril de 2010, às 22:00:43
        ::: E no entanto, eu ainda não compreendo como é que ninguém vê nada de mais nisso
        Esse video é impagável: é nele que o prefeito Alex beijou um retrato do Mota, apresentador do Balanço Geral que vive dando paulada na Prefeitura.
        Eu estava revendo (no Youtube) o video "Fazendo as Pazes com o Prefeito de Viamão", que é uma reportagem feita pelo programa Balanço Geral, da TV Record, no gabinete do prefeito Alex Sander Boscaini.

        O video em si é muito engraçado, e mais engraçado ainda é ver a cara de pau dos políticos falando: o Ricardo Gross, secretário de Obras, promete que vai arrumar a Rua Guanabara, mas evita a todo custo dizer quando. E o prefeito Alex mostra-se todo risonho para as câmeras, até que o repórter começa a perguntar sobre as coisas que o governante teria dito sobre o programa de TV em uma rádio local. O prefeito fica gelado, troca de cor, ameniza a coisa e desconversa, claro.

        Apesar de o video em si ser uma obra de arte (e eu recomendo que vocês o assistam, aqui), tem uma parte que eu acho muito surreal: quando o Sacomory diz para o Atidor que ele deve aproveirar um momento de distração do prefeito e mandar arrumar a rua.

        Eu estou falando de Atidor da Cruz, vice-prefeito de Viamão, representante do PTB, que caminhou lado a lado com o PT em 2008.

        Ver esse ex-vereador nesse cargo, e com esses aliados, me dá uma sensação muito estranha, e eu fico me perguntando como é que ninguém fala nada sobre isso!

        O cara era filiado ao PDT, que sofreu uma derrota acachapante para o PT em 1996, dando ao partido da estrelinha seu primeiro mandato na Prefeitura. Em 2000, o Atidor tentou ser prefeito da cidade, contra o PT, e perdeu. Em 2004, concorreu a vereador pelo PMDB, partido do Sarico (que perdeu a prefeitura por menos de 2% dos votos), e ficou com a primeira suplência na Câmara, pelo principal partido da oposição. Quem fazia parte do PMDB naquela época (e até hoje), vivia a dar porrada no governo do PT.

        Daí, em 2008 ele simplesmente foi para o PTB, e concorreu de vice na chapa do PT. Se elegeu e nunca mais falou nada do que dizia antes. Aliás, nunca mais disse nada sobre nada, porque eu nem sei qual é a ideologia que move o Atidor: ele é provavelmente o vice-prefeito mais apagado da história recente da cidade.

        Nós tivemos o Zeca, do bar, que foi vice do Ridi e chegou a romper com o PT, ingressando no PSB e criando um racha no governo. Nós tivemos o Serginho, um sujeito intelectual, que hoje é vereador e que para mim sempre pareceu ser três vezes mais culto do que o prefeito Alex. E agora temos o Atidor, que eu só lembrei que está vivo porque o vi neste video.

        O que me impressiona é que já estamos tão acostumados a ver os políticos trocarem de partido, de idéia, de bandeira e até de amizades tão rapidamente que ninguém mais fica encasquetando com essas viradas espetaculares que acontecem nos anos pré-eleitorais.

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        Terça-feira, 27 de Abril de 2010, às 22:22:22
        ::: O método Fábio de fazer política (também conhecido como "Dr.House" ou "filosofando com um martelo")
        É pau, é pedra, é o fim da picada...

        Esse sou eu, perpretando mais um daqueles meus discursos que nunca fogem à minha lógica: só não leva pau quem não deixou o seu na reta, e só não ganha elogio quem deixou de fazer alguma coisa boa.

        Não me peçam para ser menos verdadeiro ao fazer política, porque eu prefiro então nem fazer política alguma, se for para mentir, omitir ou ficar fazendo ensebação.

        Não sei se é idealismo ou se eu é que sou mesmo muito chucro, mas a coisa vai desse jeito, ou é melhor nem ir.

        Eu não quero aqui vender a minha imagem como a de uma espécie de herói da verdade combatendo as tramas da mentira, até porque isso seria uma jogada barata e populista demais, até para mim - aliás, seria baixo demais até para o Jânio Quadros, outra figura personalista, mas eu suspeito que ele, no caso, levaria a baixaria adiante.

        Ah, tem outra: antes que alguém venha dizer que eu sou um jornalista, amante da verdade, tentando fazer política (que muitas vezes é a arte da inverdade), fica a minha própria reflexão sobre isso: eu não sou como sou por ser jornalista. Eu fiz jornalismo porque o curso parecia bom para mim, pois eu já nasci assim.

        Na real, mesmo, talvez fosse até melhor se eu fosse capaz de me dar bem enrolando as pessoas e ainda dormir tranquilo depois disso, como fazem os deputados casteleiros e mensaleiros de Brasília. Aí é que eu ia me dar bem e não estaria pendurado no Cheque Especial.

        Não sei se vou ser um bom político fazendo as coisas desse jeito, talvez eu esteja fadado a entrar para o rol das figuras folclóricas tipo Enéas e Jânio. Mas não importa.

        Nietzsche já nasceu póstumo, e eu talvez já tenha nascido folclórico.
        Hoje, fui à reunião do PMDB aqui em Viamão e como sempre, falei umas coisas lá na tribuna que agradaram a alguns companheiros, deixando ao mesmo tempo outros de cabelos em pé.

        Fiz umas críticas ao governo Yeda, sobre algumas coisas que andaram acontecendo. Depois, no seu discurso, um vereador aproveitou para me alertar sobre o fato de que algumas das minhas críticas atingiam diretamente as atitudes e ações de companheiros nossos, membros do PMDB, que integram os órgãos do governo do PSDB.

        Agradeço ao edil pelas dicas, ainda mais porque vieram de um cara que sabe o que está dizendo e tem uma longa estrada nessa vida pública, mas eu tenho uma visão muito particular sobre a maneira como faço política, e como faço as minhas críticas.

        Eu até entendo que, quando um político do método tradicional dá um discurso, ele tente não atacar as entidades e ações das quais os companheiros de partido façam parte. Mas eu tenho meu próprio método e meus próprios critérios para analisar as coisas e falar sobre elas: para mim, a verdade se sobrepõe à política. Sempre.

        Se um companheiro meu de partido for o gestor de alguma coisa, só existe uma maneira de ele ficar seguro de que não sofrerá ataques da minha parte: ele tem que fazer uma boa gestão.

        Porque mesmo que se trate de um camarada, amigão, de repente até um cara que faça votos para mim, se eu tiver que dizer alguma coisa sobre uma atitude dele, eu direi. Se o meu próprio pai fosse político, e fizesse uma cagada, eu apontaria a cagada exigindo soluções.

        Eu sou tão fiel ao meu estilo, que não meço palavras nem faço concessões mesmo na hora de falar de mim mesmo. Eu tive um jornal, que foi acusado de panfletário, mal gerido e sensacionalista, mas para ler estes adjetivos não é preciso procurar nenhum blog de algum detrator meu – pode-se ler estas afirmações na minha autobiografia. Eu sei apontar minhas próprias mancadas, quando me dou conta delas, e a coleção é grande. Eu, por exemplo, sou personalista e não consigo disfarçar isso: eu até apoio projetos de partido, mas o meu projeto político é chegar, eu, minha pessoa, ao poder. Para muita gente, isso é um grande defeito e sinal de falta de espírito de coletividade. E talvez seja. Mas eu não nego minha natureza.

        É claro que os políticos "normais" se assustam diante das minhas trombadas. E é claro que o público presente às reuniões e comícios, e que está acostumado a ouvir discursos que atacam os erros dos adversários cuidando para não atacar os amiguinhos, acaba se assustando também. Mas para mim não existem dois pesos e duas medidas: se eu acho que o adversário agiu errado numa situação, não posso achar certo quando um aliado fez a mesma coisa em outro caso parecido. Ou uma coisa é certa, ou ela não é, independente de quem a fez.

        Um crime não é menos criminoso só porque o bandido é meu amigo. Uma burrada não se torna menos imbecil só porque foi feita por um aliado. E uma boa ação não se torna menos boa só porque foi feita por um inimigo mortal. As coisas são como são, e eu comento a vida do jeito que ela é, de maneira crua, direta e sincera. Eu posso até errar nas minhas visões sobre algumas coisas, e sei mudar de idéia. Mas não sei dizer uma coisa enquanto penso outra, ou ocultar uma coisa que eu considere verdadeira.

        Bem vindos ao método Fábio de fazer política e de formular opiniões. É algo meio parecido com o método do Dr.House, e dificilmente dá certo no meio dos políticos. Mas é assim que eu faço política. Pode ser que eu nunca consiga crescer desse jeito, mas prefiro ter o tamanho que eu puder ter, sem me render à lógica do tapinha nas costas.

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        Terça-feira, 13 de Abril de 2010, às 13:55:22
        ::: Os partidos políticos pelos quais já passei (e por quê eu saí deles)
        Definitivamente, alguém tinha era que achar uma fórmula capaz de manter as legendas que são históricas, embora pequenas, e ao mesmo tempo limpar nosso espectro político-partidário. Tirar as legendas de aluguel. Só de "trabalhistas", o Brasil tem uma meia dúzia de partidos.
        Eu sou conhecido, e criticado, por ter participado ou freqüentado vários partidos políticos desde que tirei meu título eleitoral.

        Antes de falar dos partidos em si, cabe explicar que eu sou um sujeito que tem idéias, projetos e algumas concepções sobre o mundo, o governo e a política. Essas concepções mudam às vezes, evoluem, mas mantém uma mesma linha: eu leio muito, e leio de tudo, então muitas vezes percebo que uma linha qualquer do meu pensamento não faz sentido, ou não é aplicável na realidade, e daí eu a mudo. Mas minhas mudanças de partido foram, até hoje, pautadas por aspectos práticos de cada legenda, como a impossibilidade de conviver com alguém de dentro, ou a adoção de alguma atitude que eu não concordo, por parte da sigla.

        Eu sou um sujeitinho chato nesse ponto: se eu não compactuo com alguma coisa ou pessoa e ela é um membro importante ou um requisito para continuar a fazer parte de um partido, eu simplesmente peço a desfiliação. Tem sido assim desde o começo, e não pretendo mudar.

        Sou favorável à fidelidade partidária, e considero um grande progresso essa legislação nova que possibilita aos partidos a retomada dos mandatos dos infiéis. Mas é bom deixar claro que infidelidade partidária, para mim, é o que acontece quando alguém pula de galho em galho por fisiologismo. Rupturas por razões ideológicas não são infidelidade, são exemplos de coerência por parte do político.

        Prelúdio
        O primeiro ato político do qual tomei parte, e do qual ainda me lembro, foi uma imensa carreata, quando eu tinha uns 8 ou 9 anos de idade. Minha tia Suzana me levou e eu fiquei no carro, olhando tudo aquilo, aquele mundaréu de carros com bandeiras. Era a campanha "Britto e Mercedes", que acabou em fiasco, com a conquista da Prefeitura de Porto Alegre pelo PT do Olívio Dutra.

        Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)
        Fiz meu título de eleitor com 16 anos. Quando eu tinha uns 17 ou 18, comecei a freqüentar as reuniões do PSTU, tendo militado nele durante as eleições de 2000 pela Prefeitura de Porto Alegre. Eu tive minhas razões para deixar o partido, e já escrevi um post, aliás muito longo, aqui sobre essa história. Mas basicamente fui impulsionado pelas posturas do partido em relação à política internacional, pela falta de democracia interna e pela falta de espaço para o desenvolvimento de teorias e posturas próprias dentro do partido.

        Além disso, eu acredito na democracia e sempre tive a intenção de mudar as coisas pela via institucional, chegando ao poder pela via eleitoral. Eu não acredito numa democracia ou num regime com verdadeira liberdade, que seja construído com um ato violento contra um sistema democrático estável como o brasileiro.

        Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB)
        De 2001 até 2005, eu permaneci sem filiação partidária, e sem freqüentar reuniões de partido algum. Apareci em algumas, a convite de amigos, mas não firmei com ninguém.

        Em 2005, eu havia chegado a Viamão, e já sabia como as coisas funcionavam por aqui: as legendas não tinham necessariamente um vínculo ideológico com os partidos em nível nacional, sendo todas dominadas por um ou dois líderes cada uma. Escolher um partido era questão de escolher uma dessas figuras para apoiar.

        No final de 2004, eu freqüentava a Câmara Municipal de Viamão direto, e o Bebeto Cabeça era vereador. O cara era muito bom de discurso. Atacava o governo com ironias e pauladas fundamentadas em documentos, parecia um lutador contra tudo o que havia de errado na cidade. Então, comecei um flerte com o PSDB local.

        Mas pouco tempo depois percebi que o engajamento do Bebeto não ia muito além dos discursos, e que o partido em si não tinha unidade alguma. Inclusive, servia como uma espécie de lata de lixo da política local, com várias ex-estrelas da cidade, derrubadas do firmamento por escândalos e processos. Para completar, ingressaram mais algumas lideranças cujos nomes não vale a pena citar, e que haviam se queimado em seus partidos de origem e estavam caindo ali, no lixão viamonense. Foi aí que eu pulei fora dessa barca furada.

        Partido Democrático Trabalhista (PDT)
        Depois de entrar e sair do PSDB em velocidade recorde, eu fui direto para o PDT. Em primeiro lugar, porque eu continuava esquerdista mas não acreditava mais no modelo da ditadura do proletariado, e da sociedade 100% estatizada a La União Soviética. Eu estava cada vez mais inclinado para uma esquerda social-democrata, ou socialista moderada, e tinha uma admiração de muitos anos pela figura do falecido Leonel Brizola.

        No final de 2005, eu estava no PDT e pretendia ficar no partido para todo o sempre. Uma coisa engraçada que aconteceu nessa época, foi que algumas pessoas me viam como "a direita do PDT" em Viamão. Mas eu nunca tive, de fato, esse tipo de posicionamento. Só que eu não fazia, e não faço, elogios a regimes como o do Fidel Castro porque eu tenho uma formação, antes de mais nada, democrática. Nem que Cuba fosse um país rico, com 0% de analfabetos e que a população toda tivesse carros zero quilômetro e morasse nas praias paradisíacas, nem isso compensaria a perda da liberdade individual, de expressão e de organização política autônoma.

        Minha saída do PDT
        Eu estava numa boa no PDT. E até hoje me identifico com o trabalhismo, a defesa de um certo tipo de educação, e mais uma série de bandeiras do partido do saudoso Brizola. Só que eu tive que sair do PDT, por questões de política local.

        O PDT de Viamão foi varrido por uma briga fratricida entre duas facções comandadas pelos vereadores Cristaldo e Romer. Eu estava no grupo do Romer. Essa briga desgastou o partido, que foi perdendo lideranças e minguando aos poucos. De fato, era apenas uma continuação das brigas internas pelo poder que haviam destruído o PDT de Viamão na década anterior. O partido, que chegara a ocupar 9 das 21 cadeiras da Câmara Municipal nos anos 1980, agora amargava a conquista de apenas duas: uma obtida nas urnas e outra, no cálculo da média.

        No fim, o Romer deixou o PDT e filiou-se ao PSOL. Semanas depois, nos encontramos na rua e ele me questionou sobre quando eu iria assinar a ficha no novo partido. Mas eu não sou reboque para ser puxado por ninguém, e ele não havia conversado comigo antes de tomar a decisão de trocar de partido. Então, se eu não tive voz na hora de discutir para onde o grupo iria, eu não iria junto com o grupo. Eu tenho identidade própria, e deixei isso sempre bem claro.

        Pedi desfiliação do PDT. Eu não iria permanecer no partido depois de o Cristaldo tomar o poder na sigla, até porque o PDT Viamão de então havia se transformado em uma coisa completamente diferente daquilo que eu defendia. O partido se arruinou. Tanto que, em 2008, não colocou um vereador sequer. O partido que já foi o maior de Viamão agora não é nada.

        Por que eu NUNCA estive no PSOL
        Eu queria entrar em outro partido, e entrar para ficar (como eu havia feito no PDT). Ir para o PSOL não era uma opção. Eu passaria um atestado de atrelamento ao vereador Romer, e eu estava justamente querendo sinalizar que sou uma figura independente, não um seguidor de alguma figura mais conhecida.

        Além disso, o PSOL manifesta apoio a algumas organizações como as Farc, e alguns governos como os de Hugo Chaves, Fidel Castro e Evo Morales, que para mim não valem nada.

        Mesmo que estivesse fazendo a melhor reforma social do mundo, um governo que manda fechar veículos de comunicação e estabelece um modelo propagandístico e doutrinário de educação pública, para mim, não vale a bosta do cavalo de um bandido.

        Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)
        Eu vinha sendo convidado para ir para o PMDB desde 2005, e mesmo estando ligado ao PSDB, e depois ao PDT, eu de vez em quando aparecia nas reuniões do PMDB, só para ver qual era a deles.

        Eu cheguei a cogitar uma ida para o PSB, mas este partido na época era apenas um rabo pendurado atrás do PT, tanto no nível nacional como municipal. Eu nunca cogitei entrar para o PT, e foi exatamente por rejeitar o PT que eu também não optei pelo PC do B, outra opção que por alguns minutos me pareceu boa.

        Diferente do PSTU, as reuniões do PMDB não eram de núcleos, e sim abertas, num salão. Diferente do que acontecia no PSDB (pelo menos em Viamão), não eram só os figurões que podiam expor suas idéias. Qualquer um podia falar na tribuna, desde que se inscrevesse (havia um número máximo de inscritos), e havia um tempo máximo de 5 minutos para cada discurso.

        A principal liderança do partido na cidade era o ex-vereador Sarico, mas a hegemonia dele sobre o partido não tinha o mesmo verniz coronelístico que eu via em outras legendas.

        Aconteceu também de eu ter vários amigos no PMDB. Esta era, claramente, a melhor opção da cidade. E de fora dela, também. Então, em setembro de 2007, eu me filiei ao PMDB e permaneço no partido desde então.

        Outros partidos dos quais nunca fiz parte, mas pensaram que eu fazia
        Bom. Já deixei bem claro que eu nunca militei no PSOL. Nem no PC do B, nem no PSB. Mas tem alguns amigos, conhecidos e detratores que atribuem a mim filiações em outras siglas, que eu nunca tive.

        Eu nunca fui filiado ao PT. Mas já votei em um candidato do PT, uma vez: eu votei no Lula em 2002. Em 2006, se não me engano, anulei o voto para presidente. Olhando friamente para aquele ano eleitoral, vejo que talvez eu devesse ter votado no Lula denovo. Ainda mais, vendo as mancadas que o Serra anda dando neste ano de 2010.

        Eu também já votei num candidato do PRONA para vereador: o meu amigo Dário Di Martino Jr. Mas, ao contrário do pensavam alguns colegas de faculdade, eu nunca sequer fui a uma reunião do antigo partido do Dr. Enéas.

        Eu já apareci em algumas reuniões do Partido da Causa Operária (PCO) em Porto Alegre, mas na maior parte das vezes, apenas com objetivos de trabalho jornalístico. Eu nunca sequer cogitei me juntar ao partido.

        Em 2004, eu participei de algumas reuniões de campanha do antigo PFL (hoje DEM), mas nunca nutri nenhuma simpatia pelo partido. Eu estava simplesmente acompanhando uma conhecida que fez a loucura de se candidatar por aquela legenda mefítica. A mulher era analfabeta e temia ser enganada por alguém, então eu ia lá emprestar minha inútil erudição.

        O que mais? Federação Anarquista Gaúcha, eu nunca fiz parte. Quanto a PSDC, PSC PRB, nem pensar. PTB nunca me entusiasmou. Para o PAN eu ainda sou muito novo. E o PRTB para mim só existe no Youtube, naquele vídeo do aerotrem.

        Concluindo...
        Concluindo, quero agradecer a todos os que leram essa balbúrdia até o final. Mas eu precisava fazer fofoca sobre meu histórico de filiações partidárias, antes que as pessoas começassem a fazer a fofoca por si próprias. A minha versão, pelo menos, é a de uma testemunha ocular de tudo isso que contei.

        2 comentários. Comente!
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        Segunda-feira, 05 de Julho de 2010, às 12:57:16
        Fabio (resposta) (fabio.salvador@gmail.com) comentou este texto:
        Na verdade, fofoca se faz da vida das outras pessoas. Eu ás vezes escrevo algumas coisas sobre a minha vida porque alguns assuntos precisam ser esclarecidos. E na verdade, eu ás vezes faço balanços das minhas próprias atitudes. É uma espécie de autocrítica, mas ao mesmo tempo - neste caso específico - é porque eu quero deixar claras algumas coisas que as pessoas comentam sem saber.


        Segunda-feira, 05 de Julho de 2010, às 12:47:30
        carla (carla@hotmail.com) comentou este texto:
        ridculo vc fazer fofocas sobre sua vida é
        burrice beijinhos!!


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        Domingo, 11 de Abril de 2010, às 22:29:35
        ::: Convenção da JPMDB Viamão - Ganhamos!
        Eu não tirei muitas fotos da convenção. Então, não esperem imagens espetaculares.

        Em outro post, eu disse que tenho a mania de concorrer em eleições. De fato, participei de várias delas nos tempos em que fazia política estudantil na PUC. O que eu não disse no outro post é que estou acostumado a perder eleições, pois o acaso sempre me faz entrar para o grupo que não tem chances de vencer. Então, minhas poucas vitórias foram sempre as mais improváveis. Essa, inclusive.
        Chegou ao fim a “novela” em que se transformou o processo decisório para a nova direção da Juventude do PMDB de Viamão. E nós, da Chapa 1, contrariando todas as previsões, ganhamos. Nem acredito. O sol se foi, eu sou o Secretário-Geral e o Iuri é o Presidente.

        Tivemos um atraso, iniciando a votação lá pelas 10:30. Mas eu, o Jair, o Iuri, a Verônica e mais algumas pessoas, chegamos bem antes disso e penduramos faixas da nossa chapa pelo salão. Ah, eu já ia esquecendo: a convenção ocorreu na Câmara Municipal de Viamão. Desde as 9h, estávamos nós por lá e também estavam a Juliana e alguns apoiadores dela, pendurando materiais e colando adesivos.

        Foi uma convenção tranqüila. O Jair Mesquita acabou envolvido numa pequena discussão iniciada pelo Paulo Ojeda, mas isso não chega a me surpreender porque, basicamente, é normal, vindo do Ojeda. Eu estranharia se não discutisse. É como assistir a um bate-boca envolvendo o Thompson e o Gu.

        Quem quebrou a cara...
        Em primeiro lugar, a cara mais quebrada ficou sendo da Juliana, candidata a presidente pela Chapa 2. Ela renunciou à posição que tinha no Conselho de Ética do PMDB Viamão, para poder concorrer. Acabou sem nenhuma das duas coisas. Eu não consigo tirar da cabeça a idéia de que o pai dela, o vereador João, teve uma grande influência na decisão de lançar esta candidatura, de modo que ele também se estabacou contra a parede em suas pretensões políticas.

        Em segundo lugar, temos o Gu (Givanildo Clipes). Ele saiu da nossa Chapa 1, para somar votos à Chapa 2. Ainda não sei, muito claramente, o que o levou a fazer isso. Mas ele não conseguiu transferir sua base para o lado de lá, acabou sendo abandonado por antigos companheiros, indignados com a manobra, e depois de sofrer todo esse desgaste, acabou ainda amargando mais uma derrota.

        Quem me surpreendeu
        Para começar, o vereador Antonio Gutierres, presidente do PMDB Viamão. Todo mundo sabe que ele torcia pela Chapa 2, e todo mundo sabe que a gurizada do gabinete dele fazia parte da chapa. Mas ele fez questão de usar um adesivo de cada chapa, e manter-se neutro. Fez um belo papel de presidente partidário.

        Também me surpreenderam as meninas do gabinete do Joãozinho, que com infelizes exceções, na maior parte do tempo se abstiveram de fazer boca-de-urna dentro do salão.

        E me surpreendeu ainda mais o fato de não termos tido discussões a respeito da validade das filiações dos jovens que participaram da votação. Tínhamos uma lista impressa e, quando um nome não aparecia nela, consultávamos o cadastro no computador. Se o cara não aparecesse em nenhuma das duas listas, estava fora. Incrível é que não tivemos contestação a este sistema. E a coisa fluiu numa boa.

        Tirando forças da fraqueza
        Eu, sinceramente, não achei que fôssemos ganhar. Imaginei que, muito melhor organizados, com gabinetes nas mãos e uma estrutura mais completa, o pessoal da Chapa 2 fosse ganhar de lavada. Aliás, senti que não era só eu que tinha essa impressão, porque o Iuri também não parecia muito confiante nas nossas possibilidades de vitória.

        Fomos para a disputa, até o final, mais por hombridade do que por pensar que poderíamos ganhar. Eu, na verdade, tinha esperança de, com muito trabalho de todo o pessoal, conseguir não perder tão feio.

        Participei da convenção durante os preparativos e fiquei por lá, como fiscal, até as 12:30. À tarde, fizemos aqui em casa a festa de aniversário da Camilinha. Lá pelas 17:30, o Iuri me telefonou para avisar que tínhamos, inexplicavelmente, vencido com 28 votos de diferença: a Chapa 2 fez pouco mais de 160 votos, e nós, pouco mais de 190. Agora, vejam só, que legal.

        Vamos comandar a Juventude do PMDB de Viamão pelos próximos dois anos. Vai ser um trabalhão, porque temos a missão de reconstruir um órgão de base que já teve um papel decisivo na história do partido e que anda muito devagar há algum tempo. Se conseguirmos, seremos lembrados por muitos anos e cada um de nós poderá tentar vôos mais altos na política. Se falharmos, a história nos esquecerá. Mas por hoje, eu já estou realizado com a nossa vitória, essa vitória que parecia impossível.

        4 comentários. Comente!
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        Terça-feira, 13 de Abril de 2010, às 07:32:27
        Fábio (resposta) (fabio.salvador8@gmail.com) comentou este texto:
        Sra. Carla Rosa,
        em primeiro lugar: vá tomar no meio do seu cu.

        Em segundo lugar: ficou mordida? Está com dor de cotovelo? Vá procurar um psicólogo. Ou dar o brioco por aí, para ver se essa tua ansiedade passa.


        Ganhamos e ganhamos, porque ganhamos mesmo. Teve a convenção, fizemos mais votos que a outra chapa, e temos o direito de dizer que ganhamos.

        Agora, sobre as minhas filiações partidárias, tu não precisas vir aqui "revelar" essa verdade como se eu a escondesse. Já estive em vários partidos e saí de cada um deles com motivos muito bem fundamentados. É melhor do que ficar em uma legenda, sem fundamento algum para essa permanência, e fingir que está tudo bem. Até vou perder meu tempo fazendo uma listinha, uma hora dessas, listando os partidos dos quais já fiz parte e as razões para ter deixado cada um deles. Só não faço agora porque estou trabalhando e o bicho tá pegando.


        Terça-feira, 13 de Abril de 2010, às 02:30:28
        Carla Rosa (carrosane@gmail.com) comentou este texto:
        Tu é um vira-casaca de primeira, e quem vê até parece que é PMDBista.

        Já foi de tudo, PMDB, PDT, PSol, PMDB, PPPPP sei lá doque, agora fica garganteando que GANHAMOS ganho o que cara-pálida??? tu é um pária, um anú, ou sei lá o que. Vai procurar tua turma que deve estar lá no PT.


        Domingo, 11 de Abril de 2010, às 23:17:06
        Jaine da Rocha Bernardoni (jainedarocha@gmail.com) comentou este texto:
        PARABÉNS PELA VITÓRIA E, SOBRETUDO, POR TUA FRANQUEZA


        Domingo, 11 de Abril de 2010, às 23:16:46
        Jaine da Rocha Bernardoni (jainedarocha@gmail.com) comentou este texto:
        PARABÉNS PELA VITÓRIA E, SOBRETUDO, POR TUA FRANQUEZA


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        Sábado, 10 de Abril de 2010, às 23:24:34
        ::: A estranha e arriscada manobra do Gu
        Conversar com o Gu é conhecer um cara legal, divertido e cheio de idéias. Só que às vezes ele faz umas coisas que parecem auto-sabotagem. Essa, agora, é inédita. Ou ele calculou mal, ou eu é que não entendo nada de política.
        Pois é, aconteceu: faltando dias para a convenção da Juventude do PMDB de Viamão, o vice-presidente da Chapa 1, Givanildo Clipes (o popular Gu), bandeou-se para a Chapa 2. Assim, sem mais nem menos.

        Agora, vamos raciocinar: se ele não concordasse com os nomes ou as propostas da Chapa 1, não teria dado o nome para concorrer à vice-presidência por ela. Então, razões ideológicas com certeza não tiveram papel neste episódio. Se alguém tiver uma explicação, favor utilizar o espaço de comentários para me iluminar a visão sobre tudo isso.

        Eu vivo, trabalho, circulo por aí e, quando penso que já vi de tudo, me aparece uma dessas.

        Só que o tiro parece ter saído pela culatra. Amigos e cabos eleitorais históricos do suplente de vereador, segundo fiquei sabendo, tomaram a decisão de não apoiá-lo nesta manobra, deixando-o ilhado em sua atitude. Talvez eles até saibam mais sobre os motivos do Gu do que eu, e por isso mesmo estejam fazendo isso. Não sei se essa perda de apoios é algo temporário ou se poderá criar dificuldades no futuro. É por essas e por outras que algumas carreiras políticas acabam-se antes mesmo de decolar.

        1 comentários. Comente!
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        Domingo, 11 de Abril de 2010, às 14:49:53
        Jaine da Rocha Bernardoni (jainedarocha@gmail.com) comentou este texto:
        Vou tentar buscar uma resposta para tua dúvida: Simples, muito simples, a maioria das pessoas que se envolvem com a política, que possuem ideologias, as perdem no meio do caminho, pois as dificuldades de as fazer prevaler são muitas. Assim, se agrupam àquelas pessoas que, no balanço, tem "mais ou menos" algumas propostas comuns. Esta atitude não é lógica. Lógica é a minha dedução porque faz muuito tempo que presencio estes comportamentos.


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        Quarta-feira, 07 de Abril de 2010, às 18:38:08
        ::: Dia 11, Convenção da JPMDB Viamão - uma visão crítica
        E vocês esperavam o quê? Que eu votasse contra mim mesmo? Eu bem que tive vontade de colocar meu nome na disputa, mas tenho noção suficiente para saber que as minhas dimensões eleitorais são minúsculas. Em compensação, vejo que tenho como fazer muitas outras coisas pelo partido, e que eu pretendo fazer, independente do resultado.

        Eu nem tentei me lançar candidato. Na minha própria visão, seria um absurdo querer ser presidente de uma juventude de partido. Eu não milito mais no movimento estudantil, não convivo mais nos espaços comuns da juventude (eu já sou casado, tenho uma filha, não posso ficar indo a baladas e outros eventos que juntam gurizada), e não tenho uma imagem de apelo a essa faixa de público.

        O fato de eu ainda ser membro da Juventude é uma questão de idade: eu tenho 28 anos. Mas me aproximo do fim do meu prazo de validade como militante da ala jovem. Eu tenho senso do ridículo. Todo mundo imagina um presidente de juventude que seja realmente um jovem, com um título de eleitor ainda cheirando a tinta. Não um sujeito formado, casado, quase trintão e com "entradas" nos cabelos.

        O problema é que os dois nomes lançados não podem ser interpretados como qualquer coisa diferente disso: são representantes, quase tentáculos, do ex-presidente Jair e do vereador João, justamente os mais virulentos antagonistas na disputa de 2009 pelo comando do partido.

        Mas é melhor votar numa chapa que foi lançada quando não haviam mais opções, do que em outra, lançada simplesmente como resposta desaforada ao lançamento da primeira. Muito mais, porque é evidente que a segunda sofre mais a ação manobrante dos políticos profissionais que estão por trás dela (não que a primeira não sofra esse tipo de influência, mas pelo menos não vive totalmente à sombra dela).

        Então, quem for jovem (menor de 35 anos) e filiado ao PMDB, por favor, domingo dia 11 de Abril, na Câmara Municipal de Viamão, vamos votar Chapa 1.
        Domingo, dia 11 de Abril, teremos aqui em Viamão a convenção da gloriosa Juventude do PMDB. Claro que eu vou, e é claro que eu vou votar. Só que, antes, eu quero falar algumas coisas que não são muito comentadas sobre essa disputa.

        Em primeiro lugar, é preciso desconstruir uma ilusão: o presidente eleito, seja quem for, não está assumindo um prédio para ser síndico. Está assumindo um terreno, com alguns pedaços de uma ruína do que um dia foi um belo edifício. E do meio desses escombros, terá que construir alguma coisa.

        O andar da carruagem até aqui
        Lá pela metade do ano passado, discutia-se sobre quem comandaria a JPMDB Viamão a partir do início de 2010. Mas a discussão dava-se assim:
        PESSOA 1 – Oi, meu presidente!
        PESSOA 2 – Eu? Eu fora. Tu é que tem nome para isso!
        PESSOA 1 – Ora, que é isso, tu é que és o cara!

        A coisa era assim porque, em parte, tínhamos ótimos nomes que estavam inseguros para lançarem-se, e tínhamos pessoas sem o perfil necessário, loucas para assumir a vaga, mas com vergonha de admitir.

        Depois, começaram a surgir umas composições com as quais quase todo mundo que era consultado parecia concordar, mas que se dissolviam no ar em poucos dias.

        Até que a Juliana, filha do vereador Joãozinho da Saúde, lançou seu próprio nome – e eu me lembro bem de ela comentar, comigo, que estava pensando em fazer isso mas não tinha certeza sobre o “como” e o “o que” do processo todo. Aliás, o próprio Sarico achou a idéia ótima, como pude ver ele dizendo numa reunião.

        Então, estávamos conversados. Ela seria a presidenta da JPMDB Viamão. E pronto. Tínhamos uma chapa de consenso. O horizonte resplandecente de uma convenção cor-de-rosa se abria alegremente ali adiante.

        Um dia, conversando, a Juliana perguntou, e eu disse o que eu queria: ser o Secretário-Geral.

        Secretário-Geral?
        Sim. Mas não porque eu pensasse que, nessa função, eu fosse ganhar alguma coisa. É uma coisa que consome tempo, e não tem o mesmo impacto na imagem política da pessoa como uma presidência. Eu quero essa função porque, olhando ao redor, não vi ninguém melhor para fazer esse papel.

        A vida me ensinou a ter “simancol”, e com o tempo eu fiz meu próprio levantamento sobre o meu perfil como filiado do PMDB – a realidade, é que eu tenho muito mais características de um quadro técnico do que político. Posso contribuir muito com a organização da Juventude em seus aspectos, digamos, mais internos, diria até burocráticos. Uma estrutura precisa ser eficiente para funcionar, e é preciso que hajam pessoas mais práticas do que políticas para fazer as engrenagens girarem. Eu quero, em suma, botar ordem na casa, e montar uma máquina que funcione direito, desde as filiações até as atividades da Juventude. Montar uma bela base de dados sobre todos os membros, e com ela dar a base para traçarmos estratégias realistas, fundadas sobre certezas mensuráveis, e não chutes e suposições. Sem organização, não há entusiasmo no mundo que dê resultados.

        "Mas só que porém..."
        A Juliana queria ser presidente da Juventude. A princípio, ninguém se opunha à idéia, que parecia boa o bastante para ser levada adiante e virar uma realidade, de maneira consensual e tranquila.

        "Mas só que porém", como diria um conhecido meu, havia uma pedra no caminho. Uma pedra estatutária. A Juliana havia sido eleita, em 2009, para o Conselho de Ética do partido. E os membros desta organização, que tem como objetivo apontar e julgar desvios dos membros do partido, não podem fazer parte da comissão executiva do próprio partido, nem da Juventude, nem do PMDB Mulher, nem de nada. Senão, teríamos o sujeito sendo fiscal de sua própria administração, o que seria absurdo.

        Com a Juliana impedida de ser presidente da Juventude, voltamos à estaca zero. Foi aí que pintou o nome do Iuri, sobrinho do ex-presidente (da juventude e do partido) Jair Mesquita.

        Bom. Então, estávamos conversados: o Iuri seria o presidente e teríamos novamente uma chapa de consenso. Caso encerrado. Ou não...

        O imbróglio de 2009
        Aqui, temos um probleminha: em 2009, o PMDB Viamão fez sua convenção e o partido foi varrido por uma guerra nuclear. De um lado, a “Turma dos Gabinetes”, brandindo o nome do vereador Russinho para presidente do partido, com o fortíssimo apoio do vereador Joãozinho. Do outro, a “Turma do Sarico”, tentando manter-se na direção partidária. O tempo fechou.

        No fim, por interferência de um deputado, o que parecia uma guerra capaz de implodir o partido acabou em consenso, arquitetado em torno do nome (até então improvável) do vereador Antônio Gutierres, que vem representando a sigla no Legislativo desde 1988, mas nunca tinha ganho muito espaço internamente.

        O Antônio, no fim, foi exatamente o sujeito que correu por fora, não se manchou muito com as cores de nenhum dos dois lados opostos na disputa, e acabou escolhido justamente porque acabou se legitimando como uma liderança independente do conflito interno. Um conflito que não foi nada bonito.

        Mesmo com a solução consensual, ficou a impressão de que a turma dos gabinetes conseguiu ficar levemente “por cima” na nova composição. Pelo menos, para mim. Mas o partido não rachou, e as coisas parecem estar se ajeitando, o que é bom.

        Guerra Fria
        Para mim, fica claro que o consenso de 2009 não foi construído por uma grande união de todas as facções internas do partido. Pelo contrário. Foi amarrado de forma que todos participam do poder, mas precisam aturar uns aos outros dentro desse espaço político. Assim, embora não tenha ocorrido uma disputa, ela subjaz em ações, discursos, e na própria lógica pela qual todas as discussões internas são visualizadas.

        Se, quando a Juliana se viu impedida de comandar a Juventude, tivesse surgido um nome novo, independente, talvez tudo tivesse dado certo. O Iuri é um guri articulado, conhecido por todos, que não tem inimigos dentro do partido. O único defeito dele é ser sobrinho do Jair. Pela lógica da Guerra Fria que estamos vivendo, isso significa que a "Turma do Sarico" teria a presidência da JPMDB. Isso não poderia ficar assim.

        E não ficou: a Juliana renunciou ao seu mandato na Comissão de Ética partidária e lançou-se, novamente, para a presidência da JPMDB. Não sei se a idéia foi dela ou do pai dela, que se viu na possibilidade de ser alijado do poder nesta importante (embora atualmente impotente) organização do PMDB Viamão. Mas não importa. Estava armada a barafunda, e tínhamos dois candidatos. Vai haver disputa.

        Buscar um consenso? De que tipo e fundado em que bases?
        O Antônio Gutierres defendeu em seu discurso na reunião, ainda ontem à noite, a montagem de uma chapa de consenso. Eu tenho até medo de que isso aconteça, porque tenho certeza quase absoluta de que estaremos falando de outro consenso do tipo “vamos nos aturar até o tempo fechar outra vez”, o que seria catastrófico.

        Não sei se é possível construir um consenso fundado no real entendimento entre as partes. Se for, tomara que o Antônio consiga. Mas eu quase posso apostar que vai sair disputa.

        E eu vou votar em...
        Eu vou votar no Iuri, claro. Eu prometi à Juliana que votaria nela, quando ela se lançou como uma guerreira para levar adiante essa luta toda, pela construção de uma juventude atuante dentro do partido. Mas não vou dar meu voto a esta nova candidatura da Juliana, na qual ela simplesmente faz seu papel de defender os interesses do pai, provavelmente a mando dele, dentro de uma lógica de conflito interno com a qual ninguém tem nada a ganhar.

        Na prática, as duas chapas têm a mesma validade e o mesmo valor: são ambas herdeiras indisfarçáveis dos lados opostos da disputa de 2009, mas em versão teen.

        Só que a Chapa 1, encabeçada pelo Iuri, tem maior legitimidade justamente porque a Juliana já havia desistido de ser presidenta da JPMDB, mas depois mudou de idéia, e isso provavelmente aconteceu porque os vereadores sentiram-se ameaçados com a presidência do sobrinho do Jair. O Iuri é obviamente vinculado ao tio, mas lançou sua candidatura de maneira limpa, sem condicionar sua intenção de concorrer a uma atitude do "outro lado".

        Além disso, a chapa do Iuri tem para mim um apelo que a da Juliana não tem: o MEU NOME para Secretário-Geral. Sim. Eu estou concorrendo novamente, na minha milhonésima eleição (eu comecei com essa mania de concorrer ainda na política estudantil). E é claro que não vou votar contra mim mesmo.

        Só espero que, com a nossa vitória nessa convenção, encerre-se o ciclo de inimizades e malediscências iniciado no ano passado. Não se pode construir um partido coeso e forte quando os debates, todos, correm sempre o risco iminente de descambar para mesquinharias fratricidas.

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        Sexta-feira, 19 de Março de 2010, às 16:28:00
        ::: Eymael vem aí de novo. Ele que já perdeu até para o Jânio Quadros. Uma vez, tentaram alugar para mim a legenda dele.
        Eu ainda vou disponibilizar o jingle do Eymael aqui no site, como parte da minha coleção da jingles políticos (da qual ele é um dos destaques). Aguardem.
        José Maria Eymael, 71 anos, advogado, é um homem muito bem sucedido na vida. Nasceu em Porto Alegre no ano de 1939, no auge do Estado Novo. Fez política estudantil mas, antes de mais nada, foi cuidar de sua vida profissional.

        Formou-se em Direito (com especialização na área tributária) e em História Natural, conseguiu um emprego dos bons na White Martins, montou há 30 anos uma empresa e, ao longo da vida amealhou um respeitável patrimônio pessoal. E com razão, porque o cara é um cabeção de inteligência, como se pode constatar pelas coisas que ele já disse em entrevistas.

        Só que, por alguma bizarrice do destino, ele foi picado pela mosca azul da política. Em 1962, ingressou na Juventude Democrata Cristã, do antigo PDC.

        Daí veio o golpe de 64, e o partido do qual participava foi extinto pelo Ato Institucional nº 2, que criou o bipartidarismo (o país só teria dois partidos legalizados, com os governistas formando a ARENA, e a oposição aglutinada no MDB). Por essa, o Eymael não esperava, e com esse lance certeiro, ele ficou fora da arena política até a década de 1980.

        Em 1985, com a abertura política, o velho e empoeirado PDC ressuscitou, e Eymael surgiu como seu principal líder em São Paulo, lançando-se naquele mesmo ano como candidato à Prefeitura da capital paulista. De início, o pessoal queria que ele concorresse usando o nome "Zé Maria", por ser "popular", para misturar-se ao povão. Mas por alguma razão ele optou por ser chamado de Eymael na cédula eleitoral. E um amigo seu criou uma musiquinha animada, uma marchinha, que começava bem assim: "Ey Ey Eymael, um democrata cristão..."

        O jingle caiu no gosto popular e virou um ícone, lembrado pelo eleitorado. Mas o candidato em si fez uma votação pífia. Em 1985, o candidato favorito para a Prefeitura de São Paulo era o jovem Fernando Henrique Cardoso, que chegou a posar para uma foto sentado na cadeira de prefeito. Mas, numa reviravolta emocionante, o ex-presidente e eterno bebum esquisitão Jânio Quadros (aquele da vassourinha) conseguiu redimir-se da manobra fracassada que havia feito em 1961, e que no fim atirou o Brasil em um poço de duas décadas de regime militar. Jânio Quadros, fiel ao seu próprio estilo, esfregou a cadeira com desinfetante no dia da posse, explicando que fazia isso porque "nádegas indevidas a haviam ocupado".

        Pensem bem, que ano glorioso foi aquele, uma eleição com Eymael e Jânio Quadros. Só faltou o Enéas para ficar perfeita.

        Apesar da paulada na cara que levou em 85, Eymael não se deixou abater e voltou às ruas, com a mesma musiquinha, no ano seguinte. Conseguiu ser eleito Deputado Federal por São Paulo, uma vitória absolutamente importante, porque os deputados eleitos naquele ano teriam a missão de elaborar a nova Constituição do Brasil, finalmente promulgada em 1988, e que vale até hoje.

        Eymael não fez feio na Constituinte, criando várias leis importantes. Foi ele quem criou o Aviso Prévio de 30 dias para todos os trabalhadores, a jornada de 44 horas semanais, o ICMS com desconto para produtos de primeira necessidade (tipo os alimentos da cesta básica), e bolou alguns dos princípios básicos da nossa legislação tributária. Como cristão, ele se orgulha principalmente de ter incluído aquele textinho sobre Deus na Carta Magna da nação, apesar de aquilo não ter efeito prático algum para a vida dos brasileiros. Suas idéias, no geral, foram tão importantes que ele acabou reeleito para um segundo mandato em 1990.

        Mas Eymael queria mesmo era ver sua musiquinha tocando nas ruas, e com ela voltou a concorrer para prefeito de São Paulo em 1992, tomando novamente uma tunda, desta vez do Paulo Maluf.

        A direção nacional do PDC resolveu fundir o partido com o PDS (Partido Democrático Social), que de democrático não tinha nada – era apenas o novo nome da velha ARENA, o partido de sustentação da ditadura militar. Isso aconteceu em 1993, e dessa fusão nasceu o fracassado PPR. Essa nova legenda daria com os burros n’água, e em 1995 fundir-se-ia com o PP (Partido Progressista), formando o PPB (Partido Progressista Brasileiro), hoje novamente chamado apenas PP.

        Eymael ficou de fora dessa cafajestada direitista toda, e em 1995, inventou seu próprio Partido Social Democrata Cristão. E foi pelo PSDC que ele se lançou para presidente em 1998, em uma eleição na qual a vitória, pela segunda vez, de Fernando Henrique Cardoso era dada como quase certa. Eymael não se intimidou, e fez uma votação insignificante em uma eleição ganha pelo antigo adversário FHC.

        Em 2002, Eymael não apareceu como candidato a presidente. Eu pensei até que ele tivesse desistido. Mas em 2006, ele ressurgiu na tela, ao som da já lendária marchinha "Ey ey Eymael...", para mais uma retumbante derrota eleitoral, ficando perto dos últimos lugares.


        Eu simpatizava com esse cara, e quase me meti no partido dele
        Eu sempre simpatizei com o Eymael. Não tanto pelas idéias políticas dele, mas porque, segundo a declaração de bens que ele fez para o TSE, ele não precisaria fazer política para ficar numa boa, e no entanto faz. Eu o via como um diletante, um apaixonado, um sujeito que perde uma eleição atrás da outra e no entanto não se cansa de tentar, provavelmente para ter seu espaço, pronunciar suas idéias, mesmo sabendo que dificilmente ganhará alguma coisa algum dia.

        Aqui em Viamão, eu e uma turma estávamos cogitando, lá por 2005, sobre o que faríamos no ano seguinte (eleições gerais de 2006), e concluímos que era hora de ganhar espaço para denunciar os políticos profissionais. Para isso, precisaríamos de uma legenda, mas não uma que fosse grande, e sim uma que não existisse aqui na cidade, para podermos fundar o diretório local e sair para a luta.

        Uma das opções era o PSDC. Mandamos um e-mail para lá, e um sujeito ligou de volta, mas não era o Eymael (embora, durante a conversa, se pudesse ouvir uma voz parecida com a dele ao fundo). Esse assessor, representante ou sei lá o que, nos explicou que o partido aceitava a fundação de diretórios regionais e municipais desde que cada um desses diretórios recolhesse ao caixa do diretório nacional uma cota a ser arrecadada junto aos filiados, sob forma de contribuição ao partido. De início, pensei que fosse um determinado percentual sobre o salário de cada filiado, o que até faria sentido, mas logo fui informado de que era um valor fixo, algo em torno de mil reais. O que significava que, no início, sem filiados o suficiente para cotizar, alguém teria que cobrir o custo. Na realidade, aquilo me cheirou muito mal. Apesar do discurso cheio de termos eufemísticos, na prática, se quiséssemos usar a legenda do PSDC, teríamos que pagar por isso.

        Ora, se alguém tem uma agremiação política com algum tipo de ideologia, e quer que essa causa se espalhe pelo país, é natural que estimule a criação de diretórios regionais. Impor um valor de colaboração a ser enviado para o diretório central, para mim, só pode ser um sintoma de se estar diante de uma legenda de aluguel, uma das coisas mais chulas e baixas que temos na política brasileira.

        No fim, não pegamos nenhuma legenda para fazer nossa Pegadinha do Mallandro eleitoral em 2006, porque todo mundo foi apoiar candidatos de verdade em partidos de verdade. Mas eu acabei vendo uma face do partido do Eymael que eu preferia ignorar. Agora, não sei mais se ele é um cara obstinado, um candidato que não se abala com as derrotas, ou se ele continua nisso para obter algum dia algum tipo de lucro com essa história toda. Se alguém tiver algum esclarecimento sobre essa questão, favor utilizar o espaço para comentários do post.

        Este ano, parece que o Eymael vai sair candidato a presidente novamente. Só espero que ele use o jingle que o consagrou. Aos 25 anos de idade, será a peça de campanha política mais longeva da história brasileira e, quem sabe, mundial.

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        Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009, às 14:30:13
        ::: Um homem chamado Cagado
        Trabalhando duro para mostrar que os eleitores não fizeram uma cagada ao dar-lhe a maior votação.
        Rondônia, mais especificamente a cidade de Mirante da Serra, uma cidadezinha com pouco mais de 14 mil habitantes, a 380 quilômetros de POrto Velho. Lá, elegeu-se em 2008 um vereador cujo nome de guerra é CAGADO!

        Há uns 19 anos atrás, Uilton Emerick de Paiva, hoje vereador pelo PPS, estava jogando um futebolzinho quando caiu em um local cheio de pedras e esfolou os joelhos. Ficou então por algum tempo andando com as pernas duras e se arrastando, para não raspar com a pele machucada nas calças. Os amigos viram ele andando daquele jeito, e tacaram logo a alcunha: ele estava caminhando como alguém que estivesse cagado.

        Dias depois do fatídico bate-bola, ele ganhou uma moto num sorteio da festa da igreja da cidade, e o locutor resolveu referir-se a ele reproduzindo a piada dos amigos. Pronto! Consagrou-se o apelido, e Uilson virou Cagado para sempre.

        Nas eleições municipais de 2008, Cagado não teve vergonha de mostrar-se ao eleitorado com o apelido de conotação fecal. Até seu jingle era uma grande gozação com o nome. Mas Cagado não é bobo: filho de uma ex-vereadora por quatro mandatos, tratou de correr atrás dos votos e mostrar que apesar de piadista, era um candidato sério. Combinando planejamento, bizarrice, e trabalho, foi o mais votado na cidade naquele ano.

        Depois de eleito, Cagado conseguiu se distanciar de outros candidatos bizarros clássicos (Enéas, Deborah Soft, Cururu, etc.), que chamaram a atenção nas campanhas para sumir logo depois, fazendo mandatos sem projetos e sem expressão. Cagado, por sua vez, mostrou-se muito bem articulado, tratou de costurar contatos com os deputados estaduais de Rondônia, e catou verbas para sua cidadezinha. Ganhou espaço - agora não pela bizarrice, e sim pela atuação - na mídia local, como por exemplo, o Clarim da Amazônia - que passou a cobrir com entusiasmo suas movimentações parlamentares.

        1 comentários. Comente!
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        Quarta-feira, 24 de Março de 2010, às 21:19:08
        Jaine da Rocha Bernardoni (jainedarocha@gmail.com) comentou este texto:
        Melhor do que tua descrição dos candidatos são os teus comentários a respeito. Avante...................Te expressas muuuuuuuito bem.


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        Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009, às 12:12:25
        ::: Deborah Soft, uma vereadora que tem peito... e bunda, aliás, de montão
        O público masculino deve ter lotado o auditório da Câmara durante os quatro anos da legislatura
        Deborah Soft é uma stripper, bastante gostosa por sinal. Ela concorreu a vereadora em 2004, em Fortaleza. As peças da campanha eleitoral evidenciavam seus dotes físicos e não escondiam sua profissão, e seu slogan era "Vote com prazer" - ou seja, ela enquadra-se na categoria dos candidatos bizarros.

        Mas ela tem uma característica rara dentro deste grupo: ele GANHOU!

        Deborah coneguiu amealhar mais de 11 mil votos em 2004, na capital do Ceará. Ela mesma é consciente da bizarrice de sua persona como candidata, pelo que se pode avaliar pelas respostas que ela dá à mídia.

        Abaixo, trecho de uma entrevista do Diário do Nordeste, feita logo após as eleições:
        "Por que você acha que esses mais de 11 mil fortalezenses optaram por votar na Deborah Soft?
        Por que eu acho? Eita, p... O negócio é sério... (Pausa) Tem que responder isso mesmo? Na realidade, deve ter sido um voto de protesto, ou alguma coisa assim. Pela diferença também..."

        Como era de se esperar, a atuação da vereadora se centrou nos temas da noite urbana: apoio e regularização das casas noturnas, combate à prostituição infantil, às drogas, essas coisas. Ela aproveitou o palanque e o espaço midiático para tentar desmistificar sua profissão, dizendo que stripper e prostituta não são a mesma coisa. Enfim. No mínimo, manteve a coerência de seu discurso original.

        Só não manteve a coerência partidária: concorreu e ganhou pelo PTN, e logo depois ingressou no igualmente nanico PSL.

        Em 2005, foi acusada de estelionato. Parece um sintoma da corrupção política, mas na verdade, foi uma história de opereta: ela e o ex-marido pediram o nome de uma amiga emprestado para ligar duas linhas telefônicas e não pagaram a conta. A ex-amiga ingressou com a ação, claro. A história da carochinha não deu em nada.

        Fora isso, fez uma atuação marcada pela produção rarefeita (quase nenhuma) de projetos, uns rolos e polêmicas, e em 90% do tempo, o marasmo típico de vereadores "puxa-voto" sem muitas propostas concretas.

        Em 2008, resolveu não tentar a reeleição. Mas também disse que não voltaria ao strip-tease. Segundo reportagem do jornal O POVO:

        Quem também tem pretenções de se candidatar ao parlamento estadual nas próximas eleições é a vereadora Débora Soft (PSL), que neste ano não quis colocar o nome à disposição do partido. Débora quer dedicar os próximos anos a cuidar do filho e dos estudos, e ressalta que não pretende voltar à carreira de stripper, profissão que exercia até o início do mandato. “Eu vivia num mundo de fantasias”, declara a vereadora, que garante não ter preconceito com relação à profissão. “Posso até ter algum comércio à noite, mas não tenho mais o corpo apropriado para isso”, admite. “O que não posso é ficar sem trabalhar”.

        As eleições de 2008, no entanto, tiveram a participação da versão "genérica" da Deborah, Kátia Heffner, que tem um clube de swing (troca de casais). Fez umas peças de propaganda evidenciando sua enorme bunda, mas não fez o mesmo sucesso da original. Então: Kátia, vai pra casa! E Déborah, os aficcionados por candidturas bizarras te esperam ansiosamente para 2010!

        4 comentários. Comente!
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        Domingo, 30 de Maio de 2010, às 11:35:54
        Marcus (moreiramarcus1@hotmail.com) comentou este texto:
        Olá Déborah! Adoro o seu talento, Deus concedeu esse dom pra vc para que vc possa usar para o bem das pessoas! VC poderia fazer um filme pornô e lançar o filme junto com a sua candidatura... E divulgar o filme junto a programas de mídia nacional como o Superpop, e outros... será um sucesso... bjos


        Quarta-feira, 26 de Maio de 2010, às 14:57:42
        karol oliveira (kakalindona@hotmail.com) comentou este texto:
        oi deborah?
        sou do presidente kenedy, e junto c/ minha comunidade jovem, estou c/ vc nas proximas eleições.berijosssssss!
        ass:karol


        Quarta-feira, 26 de Maio de 2010, às 14:54:48
        charles dreva (charles_dreva@hotmail.com) comentou este texto:
        e ai loira, estamos c/ vc. hoje, amanhã e sempre!
        esses são os votos de toda comunidade jovem do parque rio branco, presidente kenedy, jardim iracema e outros.
        xeruuuuuuu!


        Quarta-feira, 31 de Março de 2010, às 21:02:37
        lenosoft (estrepiuda@yahoo.com.br) comentou este texto:
        oi deborasoft vc esta bem
        fica deus .........

        liga pra mim

        085.88074922.fala com lenosoft


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        Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009, às 14:13:27
        ::: Jesus Cristo vai voltar, aleluia, e em Porto Velho ele vai morar, aleluia.
        Notem que ele pelo menos fez bom uso do Photoshop: no alto, vemos o Cristo em sua propaganda impressa, e abaixo, a foto do dito cujo sem photoshopada, parecendo o filho do Belchior com o Inri Cristo.
        Ele não anda sobre as águas. Ele não multiplica os pães e os peixes. Ele não revive os mortos. Mas, mesmo assim, não deixou de acreditar que um milagre poderia acontecer, não na Terra Santa, mas aqui mesmo no nosso Brasil.

        Omedino Pantoja concorreu a vereador em Porto Velho (Rondônia) em 2008, pelo PRP. Lançou-se com um material coloridinho, uma foto tratadinha, e nada de dinheiro para investir na campanha. Normal. Uns 60% dos candidatos que figuram nas nominatas das cidades de interior do Brasil são absolutamente pelados, ganham um certo número de panfletos e outros materiais produzidos às custas do candidato a prefeito, que espera com isso amealhar alguns votos na região de atuação destes candidatos pé-rapados. Eu mesmo já orientei muitos desses em eleições passadas, pois eles muitas vezes nem sabem fazer uso eficiente do pouco material que têm. E mais de uma vez vi esses caras surpreenderem na urna - não ganhar, mas surpreender.

        Bom. Não foi este o caso de Omedino, o Cristo de Jerusalém. Ele fez apenas 420 e ficou na 120ª posição no ranking dos candidatos locais.

        O pseudo-messias do Norte aparentemente ficou P*** da vida com a derrota, a julgar pelas declarações que deu à imprensa. "Esperava muito mais votos. Tem gente que se elegeu que não se sabe de onde veio. Sou conhecido em toda Rondônia, em todo o mundo e fiz esta miséria de votos. Em Porto Velho, sem dinheiro, nem Cristo se elege."

        Omedino interpreta o papel de Jesus há 32 anos, na apresentação do espetáculo "O Homem de Nazaré", todos os anos, na Páscoa. Esperava fazer muito mais votos. Ele parece ser vítima do que eu denomino como "Síndrome da sub-celebridade local", que acomete muitos candidatos a vereador por aí: o sujeito realiza algum trabalho artístico ou atua junto a um público muito grande, e por isso imagina que tem uma enorme visibilidade. O passo seguinte é quando o cara pensa que isso vai se refletir em votos, o que quase nunca acontece.

        Omedino disse ao portal Terra: "Esperava muito mais votos. Tem gente que se elegeu que não se sabe de onde veio. Sou conhecido em toda Rondônia, em todo o mundo e fiz esta miséria de votos." É uma mancada pensar assim. Não adianta nada ter a cara conhecida. Para fazer o voto, ou o sujeito desperta uma enorme simpatia sobre sua pessoa nos demais, ou o sujeito oferece alguma coisa ao público, como um projeto muito bem bolado ou algum tipo de melhoria para a vida dos eleitores. Simplesmente ser visto e reconhecido por um monte de gente não é sinônimo de ser candidato forte.

        Querem ver um exemplo? Sérgio Zambiasi. Ele montou uma espécie de relação de amizade para com seu público, que o vê quase como um amigo frequentador da cozinha da casa. Por isso votam nele. Outro caso diferente é o do Fernando Henrique Cardoso, que não arrecadou o voto da simpatia, e sim o voto do projeto: ele era o "Homem do Plano Real", aquele que havia criado a nova moeda e enterraria de vez nosso passado inflacionário. No extremo oposto, temos vários artistas, como o Juca Chaves. Todo mundo sabe quem é o Juca Chaves. Mas nem por isso ele foi eleito senador em 2006.

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        Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009, às 11:57:11
        ::: Pegadinha do Mallandro! Glu glu, piu piu!
        Ele ia trocar a porta de madeira da Assembléia por outra: a colorida Porta dos Desesperados.
        Mais um exemplar de estrela dos anos 1980, voltando à TV por força da propaganda eleitoral obrigatória.

        Sérgio Mallandro é um sujeito debochado, cuja marca registrada é o boné, invariavelmente virado para o lado ou para trás. Ele já foi visto em cerimônias usando terno, gravata e o boné.

        Eu cresci assistindo aos programas do Mallandro no SBT. Era um programa ao estilo Xuxa, mas o Sérgio Mallandro simplesmente debochava das crianças. Enquanto a Angélica era a nossa prima ligeiramente mais velha e muito jeitosinha, a Xuxa era a babá gostosa de shorts atolados, e a Mara Maravilha era a nossa irmãzinha mais velha, o Sérgio Mallandro agia como aquele primo valentão que ensina aos mais novos como amarrar latinhas no rabo do cachorro e coloar tachinha na cadeira dos outros.

        Bom. Mas não é só isso. Sérgio Mallandro é um dos imortais participantes do panteão da esquisitice oitentista: o corpo de jurados do Show de Calouros, do Sílvio Santos. Compartilha o altar com figuras do calibre de Pedro de Lara, Elke Maravilha, Wagner Montes e Sônia Lima.

        Com o fim da "década perdida", o homem do boné desapareceu, assim como seus colegas de júri do SBT. Mas a Mallandragem é como uma fênix, e eis que o humorista ressurgiu na década seguinte, apresentando um programa de calouros em emissoras de segunda linha. Ainda de boné (talvez porque seu cabelo é muito feio), Sérgio comandava diversas atrações, inclusive aquela cujo nome se transformaria em uma frase utilizada popularmente quando se faz uma sacanagem: a "Pegadinha do Malandro!"

        O quadro da Pegadinha era muito semelhante às pegadinhas aplicadas pelo Faustão e pelo Sílvio Santos, assim como pelos norte-americanos do Candid Camera. Só que as do Mallandro eram muito mais criativas e pesadas. Sérgio Mallandro é simplesmente o rei da pegadinha. O programa Pânico na TV preparou uma pegadinha para o apresentador, mas ele, num golpe de esperteza, conseguiu PEGAR OS CARAS DO PÂNICO NUMA CONTRA-PEGADINHA!

        Mas tudo o que sobe, desce, e com Sèrgio Mallandro não seria diferente. Sumido novamente, tentou a volta por cima lançando um disco de músicas idiotas da sua Banda Salci Fu Fu, talvez inspirado pelo sucesso dos Mamonas Assassinas. Depois, quando começou a onda da comédia stand-up, passou a dedicar-se a ela. Vira e mexe, aparece em programas como o Superpop e outros que destinam espaço a artistas caídos, na tentativa de fazê-los decolar novamente.

        Foi neste limbo do mundo da fama que ele, ao lado de outro exemplar do dinossaurismo midiático, o cantor Ovelha, lançou-se candidato a vereador nas eleições de 2008, apoiando Geraldo Alckmin para prefeito. Fez mais de 20 mil votos, mas não se elegeu. Pelo menos, mostrou que, competindo com o Ovelha, é 25 vezes mais famoso nos dias de hoje.

        Pena que eu não sou paulista. Senão, votaria nele. Diante de tantos palhaços e malandros que temos na política, esse pelo menos faz sua mallandragem com nome e sobrenome. Salci Fu Fu! Piu Piu! Glu Glu! Ié Ié!

        Um rápido PS: Depois da derrota eleitoral, o Mallandro voltou às telinhas em um comercial de cerveja. Talvez ele tenha grandes amigos no mercado publicitário. Ou talvez a agência que fez a propaganda tenha sido uma das primeiras empresas do mercado midiático a perceber que o Serginho já não é mais apenas um artista que vive do passado - é uma lenda.

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        Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009, às 11:29:50
        ::: Ovelha, "uou uou iei iei, em você não votareeei..."
        Assim como Zé do Caixão e Juca Chaves, Ovelha descobriu que a bizarrice nem sempre dá certo
        Ademir Rodrigues de Araújo nasceu no Recife, e estourou para o Brasil inteiro nos anos 1980 com sua voz de veludo e suas músicas românticas, combinadas com um visual de metaleiro. Frequentador assíduo do palco mais palco dentre todos, o do Chacrinha, acabou ganhando do Velho Guerreiro seu apelido, ou nome de guerra: Ovelha. Segundo Chacrinha, a idéia para o nome partiu da aparência do cantor, com cabelos finos, ondulados e de um loiro naturalmente muito amarelo.

        Lá se vão duas décadas desde que as menininhas adolescentes choraram ao som de seu maior sucesso, "Te amo, o que mais posso dizer?", música mais conhecida como "Sem você não viverei", tocada em todas as rádios da época, apresentadas em todos os canais de TV, e mais tarde, rotulada como a breguice mais brega da década.

        "Uou uou, iei iei
        Sem você não viverei.
        Todo o amor deste mundo.
        Foi pra você que eu entreguei..."

        Vocês podem conferir esta música aqui.

        Como os dias de fama estrondosa como um dos bizarros cantores que marcaram a década de 80 já sumiram na poeira do tempo, Ovelha resolveu fazer uma fama estrondosa como um dos candidatos bizarros que marcam as eleições brasileiras no início do novo século. Para isso, concorreu a vereador nas eleições de 2008, em São Paulo, apoiando Geraldo Alckmin para prefeito.

        Bom. A mistura de breguice (embora a voz dele seja realmente muito bonita e sua música-hit, memorável), irreverência e bizarrice, no entanto, não garantiu a Ovelha nas urnas o sucesso que ele já teve nos palcos: com 788 votos, não se elegeria vereador nem na cidade gaúcha de Alvorada, quanto mais na metrópole São Paulo, que tem umas 50 vezes o eleitorado alvoradense.

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        Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009, às 11:05:30
        ::: Xiribita, o caubói sadomasoquista do sertão
        Seguuura peão!
        Xiribita concorreu a deputado estadual, pelo PSDB do Sergipe. Fez ridículos 485 votos (menos que um vereador de Palmares do Sul). Mas fez bonito em matéria de estilo.

        Vestido de caubói, com direito a chapéu e tudo, nosso John Wayne sergipano brandia um chicote, e prometia chicotear os corruptos - talvez não no sentido figurado: "Contra a falta de ética, olha a taca!"

        Apesar do aparente tom sadomasoquista do bonitão, quase ninguém se empolgou com seu refrão "Aroche, Xiribita neles!"

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        Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009, às 09:41:52
        ::: Super Moura da Esperança, o herói do Rio Grande do Norte
        Super Moura derrota a corrupção, o mensalão, e o último resquício de senso do ridículo.
        Super Moura é o candidato bizarro-padrão total absoluto e incontestável. É o bizarro dos bizarros. É a auto-paródia de si mesmo. O cara concorreu a deputado estadual no Rio Grande do Norte, e fez 3013 votos. Não levou a vaga, mas a votação é significativa, ainda mais quando se leva em conta que o RN tem uma população de pouco mais de 3 milhõs de habitantes (algo em torno de 1,5% do eleitorado votou no Moura, portanto).

        Super Moura é um velhinho muito, mas muito magro. E careca. Ele usa luvas de boxe, e começa seu video de propaganda treinando com um saco de areia ao som de "Eye of the Tiger", trilha sonora dos filmes da série Rocky Balboa.

        Na cena seguinte, dois brutamontes vestidos de preto (um com uma camiseta que diz "Corrupção" e outro com "Mensalão"), cercam Super Moura, mas ele derruba os dois com seus socos poderosos (e extremamente mal encenados).

        Na cena final, SUper Moura continua sem camisa, e com as luvas de boxe mas, agora, usa uma capa ao estilo Super Homem. E voa! O cara voa! E não APENAS voa: ele faz isso com a barriga e o peito achatados contra um suporte invisível, com um céu de Chroma Key (tirado do papel de parede que vem como padrão no Windows 98) como pano de fundo.

        O video da campanha do Moura da Esperança está no Youtube, claro. Assista..

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        Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009, às 09:26:50
        ::: Mr. Bean para deputado
        Mr. Bean cai, se perde, quebra coisas, mas no final sempre se dá bem. Sua versão brasileira, nem tanto.
        O taxista (e humorista?) Élcio Aparecido Perin concorreu a deputado estadual no Paraná. Prometia ajudar seus colegas de profissão. O lema: "Contra político ruim, vote no Mister Bim!".

        O sósia de comediante britânico deve ter feito alguma trapalhada ao estilo de seu ídolo, porque conquistou apenas 1179 votos.

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        Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009, às 09:23:06
        ::: Peroba neles!
        Para dar brilho à cara de pau dos políticos, óleo de peroba.
        Osmar Lins concorreu pelo PAN, para deputado estadual em São Paulo. Seu lema: "Peroba neles!" Sua arma: uma garrafinha de óleo de peroba. O cara admitia que devia "ser gostoso mamar nas tetas do estado", e griatava que não tinha medo de encarar os "caras-de-pau".

        Com seu discurso curto e grosso, mote estapafúrdio e a famosa frase de duplo sentido, não se elegeu em 2006, mas emplacou 60 mil votos. Na próxima, quem sabe.

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        Para ler mais matérias, acesse o arquivo do blog!




        Eu vou votar nesse pessoal aí abaixo.
        Se vocês quiserem aceitar como sugestão, beleza. Se não quiserem, vão curtir o resto do blog e sejam felizes.
        Top Tops do Blog

        DesEntrevista com Plínio de Arruda Sampaio
        Uma super-mega-power desentrevista, ou seja, uma entrevista sem entrevistado, feita não por um jornalista, e sim por uma pessoa possivelmente ruim das faculdades mentais.

        O "assistencialismo" é obrigação de um Estado humanista
        Coluna publicada no Diário de Viamão dando "nos dedos" da galera que critica o "bolsa-esmola" e outras ajudas sociais.

        José Serra, bancando o espertinho, e se dando mal
        O candidato tucano à presidência esquiva-se de FHC, faz um jingle no qual parece ser seguidor do Lula, e mesmo assim está sendo "cristianizado" por sua própria base.

        Yeda aposta na polarização, ou seja, começou a mentir para si mesma
        Uma análise sobre as chances nulas de Yeda Crusius continuar no poder. Porque o povo já decidiu que seu projeto está morto, só ainda não elegeu o coveiro.

        Tipos Típicos: o Cult-Bundão
        Um estudo antropo-sociológico sobre um tipinho típico da fauna humana Lima-e-Silvense.

        Ódio da auto-ajuda corporativa
        Um manifesto sobre choques de gestão desnecessários, livrinhos de autoajuda para executivos e outras babaquices do mundo corporativo.

        Viamão, capital dos absurdos, paralisa obras do PAC
        A Prefeitura de Viamão estranhamente mandou pararem as obras do PAC na cidade, mas mandou o vice-prefeito a Brasília, para pedir novas obras. Nem Freud explica.

        A medicina no reino encantado do espiritismo
        O dia em que vi os "fabulosos" resultados de uma cirurgia "pelo espaço" e tive ainda mais certeza de que estamos sozinhos, voando em cima de uma pedra perdida no universo.

        Toda religiao nasce como filosofia simples e torna-se instituição complexa
        Muito parecidas com fenômenos classificados como "histeria coletiva", todas as religiões nascem como idéias, e logo tornam-se instituições com códigos de proibições rígidos e discursos prontos para rebater argumentos de qualquer tipo.

        Memórias de Winston Churchill: tratado de paz criou outra guerra maior ainda
        Ando lendo as memórias do primeiro-ministro britânico que enfrentou a Segunda Guerra Mundial, e é notável como ele faz uma análise fria e exata das razões do conflito. Inclusive, afirmando coisas polêmicas. Por exemplo: Churchill diz que a Alemanha não estava pronta para abolir a monarquia, e isso foi decisivo para levar o nazismo ao poder.
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