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    • Atari 2600
      Em memória ao primeiro videogame da minha própria geração, vamos reviver, aqui no site, clássicos do nosso velho amigo de infância, o Atari 2600.

      Eu não tenho a pretensão de exibir aqui no blog TODOS os jogos que saíram para o Atari 2600, e sim, uma lista selecionada, jogos importantes, divertidos, ou simplesmente bem feitos.

      O Atari recebeu, de empresas produtoras de jogos (como todo console depois dele, aliás) muito lixo, muito jogo tosco, malfeito, alguns até injogáveis, e eu não quero esse tipo de coisa aqui.

      Os jogos de Atari são simples, mesmo aqueles que usam ao máximo os (poucos) recursos do hardware. A definição é baixa, o som é bipento... e mesmo assim muitos desses jogos ainda são divertidos, quase 40 anos depois do lançamento do velho 2600.

      Esses jogos, de uns 30 anos atrás, têm algo de fascinante. Eles não eram feitos por grandes empresas com equipes especializadas. A maioria deles era produto da mente de um único autor, que era ao mesmo tempo idealizador da brincadeira, artista e programador, e fazia tudo sozinho. Então são jogos autorais, quase artesanais. E muitos deles são verdadeiras obras-primas.

      Seja bem vindo a uma era na qual as propagandas dos videogames não anunciavam apenas jogos fantásticos e novidades tecnológicas, mas também davam-se ao trabalho de explicar, diante de um público atônito, o que, afinal, era aquela novidade chamada videogame. Que no futuro dominaria o mundo, diga-se de passagem.

      Space Invaders (1978)
      Não há muito o que explicar sobre Space Invaders... o jogador tem uma nave/canhão/coisa que atira contra invasores do espaço. É um clássico. Foi sucesso nos fliperamas. Ainda é sucesso na Internet, em versões em Flash... então além de clássico, é imortal. Ajudou a definir todo um gênero de jogos, os famosos "games de navezinha".

      Slot Machine (1979)
      Uma máquina caça-níquel (mal) feita para o Atari. Inicialmente é preciso decifrar o que significam as coisas esquisitas que aparecem na tela. Este jogo é fraquíssimo em termos de execução e clareza dos elementos gráficos, mas em 1979 o videogame ainda era uma coisa meio experimental, então até dá para perdoar.

      Boxing (1981)
      Um dos clássicos mais lembrados pela geração Atari, Boxing é um jogo de boxe no qual o botão de disparo dá socos. A lógica é aquela do Maguila: é preciso acertar a cara do oponente. Quem bater mais e apanhar menos até o fim do tempo da luta, ganha.

      Freeway (1981)
      Neste jogo, é preciso atravessar uma rua sem ser atropelado. Quase igual ao hoje mais conhecido Frogger, mas o desafio aqui é para dois jogadores.

      Tennis (1981)
      Para um jogo de 1981, até que usa bem os recursos do velho 2600. É um jogo de tênis, no qual basta movimentar o jogador pela tela, e ele rebate automaticamente a bola. Quase como uma evolução do pioneiro Pong.

      Pacman (1982)
      Eu preciso mesmo explicar como se joga Pacman? Não, né. Esta versão para o Atari 2600 é muito, mas muito inferior, tanto na jogabilidade, como no gráfico, como no som, em relação à versão dos fliperamas da época. E é tão inferior sem necessidade, pois não usa toda a capacidade do cartucho e nem do console. Mesmo assim, na época, ter Pacman, na TV de casa, era o máximo.

      Commando Raid (1982)
      Um dos jogos mais memoráveis do Atari, e um dos mais difíceis também. Os gráficos são simplesmente lindos para 1982. A idéia é a seguinte: a gente aqui controla um canhão antiaéreo, localizado no centro de uns prédios importantes. Um exército inimigo sobervoa a cidade em helicópteros, lançando soldados de pára-quedas. É preciso evitar que os meliantes cheguem ao solo. Simples, não? Agora quero ver vocês aguentarem 10 minutos desse inferno de inimigos chovendo sobre a cidade.

      Joust (1982)
      Esse jogo, mais tarde eternizado com o nome de "Baloon Fight" no NES, é o seguinte: as coisinhas estranhas que voam na tela são bonequinhos segurando balões, e que flutuam no ar. O botão de disparo faz o bonequinho subir, e para descer, ele cai ao natural, é só parar de apertar disparo. Bom. A idéia é a seguinte: o jogador tem que acertar, com os pés, os balões dos inimigos. E evitar que os pés dos inimigos acertem seu próprio balão (ou cabeça, sei lá, o desenho é tosco). Simples, fácil de entender, difícil de pegar a prática. Divertido.

      Acid Drop (1982)
      Esse jogo é uma espécie de Tetris, mas mais colorido: as peças que caem são feitas de três tijolinhos, de cores variadas. Seta para cima faz a peça girar, e botão de disparo, muda a ordem das cores dos tijolinhos. Cada vez que 3 tijolinhos da mesma cor ficam alinhados, eles desaparecem. Bem legal até.

      Pitfall! (1982)
      Três coisas devem ser ditas sobre Pitfall: UM, que é um clássico, muito querido e lembrado... DOIS, que usa muito bem as capacidades do Atari 2600 e é incrivelmente variado, bem feito e fluido, especialmente para um jogo feito em 1982... e TRÊS, que ele é o marco zero de um estilo muito querido nas décadas posteriores: os jogos de plataforma, desde a série "Super Mário" até os mais atuais.

      Planet Patrol (1982)
      Um dos mais comuns jogos de nave daquela era, simples, fácil de aprender a jogar, e intuitivo: mexa-se, desvie-se dos inimigos, atire. Que mais posso dizer?

      Frogger (1982)
      Frogger... assim como Pacman, não precisa de apresentações: é a história de uma rã que tenta cruzar uma estrada e um rio, desviando de carros e pulando nas tábuas flutuantes, para chegar ao final da tela.

      Air Control (1982)
      Este simulador de voo, que hoje parece arcaico, era bom demais para a época em que foi feito: a visão é em "primeira pessoa" a partir da cabine do piloto, os controles são realistas (na medida do possível) e a navegação, convincente. Um jogo muito à frente do seu tempo. Em 1986, com o sucesso do filme "Top Gun - Ases Indomáveis", foi relançado com o nome e uma imagem do filme impressas na frente do cartucho, para capitalizar em cima do sucesso da película. Uma baita picaretagem, mas meio que ressuscitou o jogo por uns meses.

      Pelé Soccer (1982)
      O nome original do jogo era Championship Soccer, mas foi mudado, no Brasil, com a intenção de vender em cima do nome do craque. Curiosamente, acabou mais conhecido pela nomenclatura brasileira na maior parte do mundo.

      ET: The Extra-Terrestrial (1982)
      Considerado um dos piores games já produzidos na história da humanidade, este jogo foi feito às pressas para faturar em cima do sucesso do filme de mesmo nome, que hoje é um pequeno clássico. Tão ruim que a Atari tirou das lojas antes que "ET" manchasse mais a imagem do console, já minada por uma série de jogos de baixa qualidade lançados por companhias de segunda linha. Cinco milhões de cartuchos do "ET" foram enterrados num deserto, o que não impediu o "crash dos videogames" em 1983.

      Custer´s Revenge (1982)
      Com certeza o jogo mais infame do Atari 2600, mistura pornografia, mau gosto e racismo numa panela só: o jogador, no papel do general Custer, deve "vingar-se dos índios", numa missão muito simples: atravessar a tela desviando as flechas que vêm do alto, e chegar até uma índia amarrada a um poste, para então estuprá-la. O botão direcional faz o boneco andar, e o de disparo dá as "bombadas" na coitada.

      River Raid (1982)
      Um dos clássicos inconfundíveis do Atari, ém "River Raid" a gente controla uma aviãozinho, que deve avançar rio acima atirando nos inimigos e reabastecendo para não ficar sem gasolina. Simples. Divertido. Inesquecível.

      Donkey Kong (1982)
      Jogo lançado pela Nintendo, quando ela ainda não pensava em ser o gigante que é hoje. Donkey Kong sequestrou a namorada do Mario (futuro ícone do mundo dos games), Pauline, e o papel do herói é resgatá-la. Engraçado é que Pauline só existe neste jogo, porque em Super Mario Bros (NES), Mario faz par romântico com a Princesa Peach. A lógica do jogo é simples: desvie dos barris jogados por Kong, suba as escadas, e pegue a menina.

      Donkey Kong Jr (1982)
      No segundo jogo da série, Donkey, já capturado por Mario no jogo anterior, é mantido prisioneiro. O jogador, então, muda de lado e agora controla Donkey Kong Junior, filho do ex-vilão, na difícil missão de libertar o papai.

      Atlantis (1982)
      Esse jogo era muito legal. Ainda é. A cidade submarina de Atlântida está sob o ataque de... coisas que parecem submarinos fálicos... e a defesa da cidade consitui-se de três canhões, sendo dois nos cantos mirando para o meio, e um no meio mirando para cima. Usando o botão de disparo combinado com uma seta direcional, é possível determinar os disparos de um dos canhões. Como os canhões são fixos, é preciso saber qual disparar a cada momento e ter uma certa estratégia, além de reflexos. Bom jogo. Memorável.

      Chopper Commando (1982)
      Num cenário desértico (e isso bem antes da Guerra do Golfo, e de haver Osama Bin Laden) um herói e seu helicóptero têm a missão de destruir aeronaves, tanques e objetos indefinidos das forças inimigas. Trata-se de um shooter horizontal cuidadosamente bem feito, que impressiona para um game da safra de 82. Um desses games que tornavam uma criança feliz por ter um Atari. O tiro do helicóptero, uma espécie de raio laser exageradão, é uma atração à parte. Game difiícil pra caramba, mas viciante. E, repito, muito bem feito para a época.

      Keystone Kapers (1983)
      Neste jogo, um policial precisa prender um bandido dentro de uma espécie de museu... ou loja... ou sei lá, um lugar onde malas aparecem do nada e objetos indefinidos voam na cara do policial. O fato é que é preciso correr, usar escadas, elevadores, cercar o meliante antes que ele escape. Engraçado é que o bandido já vai fazer seu "serviço" usando roupa de presidiário...

      Tron: Deadly Discs (1983)
      No começo dos anos 80, um filme chamado "Tron", no qual pessoas reais viviam aventuras num mundo virtual, fez sucesso. E uma das cenas mais lendárias era o combate entre gladiadores usando discos de luz. Este game tem como tema a arena de combate de discos. Na época, saiu para o fliperama outro game sobre "Tron", enfocando as corridas de motos virtuais. A saga seria ressuscitada uns trinta anos depois com o lançamento do grande sucesso "Tron: o Legado" nos cinemas, e games nos consoles de hoje em dia.

      Buck Rogers: Planet of Zoom (1983)
      Um jogo que tenta ter uma visão 3D e em perspectiva (o que não era 100% possível na época), espécie de antecessor de sucessos como After Burner e dos jogos de nave atuais.

      Battle Zone (1983)
      Provavelmente um dos jogos mais bem feitos do Atari 2600, neste game controlamos um tanque de guerra e a lógica é simples: visão em primeira pessoa, cenário "3D", botão de disparo dá tiros, a missão é destruir os inimigos. Simples, curto e grosso. Os gráficos são impressionantes para o Atari 2600. Quase poligonais, com visão em perspectiva, e inimigos aproximando-se de forma mais ou menos realística.

      RealSports Soccer (1983)
      Um de boxe, rodando no Atari 2600 mas que, com mais um pouco de elaboração gráfica, poderia ser um game de NES 8 bits. Bem programado, embora mais complicado de aprender a jogar bem do que o velho Boxing.

      RealSports Tennis (1983)
      Quase igual ao jogo Tennis de 1982, esta versão tem gráficos mais elaborados, e é preciso apertar o botão de disparo para dar uma raquetada. Muito bom.

      Enduro (1983)
      Enduro é mais um daqueles jogos que não necessitam de apresentações, porque fazem parte do imaginário coletivo. A idéia é simples: é uma corrida, o jogador começa na lanterna (posição 200), e deve ultrapassar todo mundo antes do fim do trajeto. Bater o carro não o destrói, mas zera a velocidade. O botão de disparo acelera, seta para trás freia, setas laterais desviam.

      Mario Bros (1983)
      Esse é um jogo clássico do fliperama, que rendeu milhões à Nintendo e depois virou um sucesso de baixa intensidade no Atari. É também o primeiro jogo "solo" do personagem que viria a tornar-se símbolo da Nintendo. A idéia aqui é dar cabeçadas no teto, tonteando os monstrinhos do andar acima, e depois chutar os monstros para o beleléu. Até acabarem os monstrinhos. Daí a fase acaba.

      Dig Dug (1983)
      Hoje em dia parece incrível, mas as pessoas iam ao fliperama e gastavam uma grana preta comprando fichas para jogar games como Dig Dug. Mas iam. A versão doméstica não tem a qualidade gráfica da máquina de flíper, claro (os gráficos da versão arcade lembram mais os da versão do NES, que viria anos depois). Mas ainda assim é bem divertidinho. A idéia aqui é cavar buracos e ir vencendo os monstros que infestam o cenário. Para isso, o herói conta com uma espécie de bomba de ar que serve para inflar os inimigos até explodí-los.

      Popeye (1983)
      Popeye, o marinheiro, personagem popular dos desenhos animados (que reprisavam sem parar na TV nos anos 80), precisa resgatar sua namorada Olívia das mãos do vilão Brutus. Para isso, ele precisa recolher os coraçõezinhos que caem do céu, sem apanhar do brutamontes. Joguinho divertido, que na época era considerado um dos mais viciantes, embora a execução tenha sido meio porca e a versão para NES, como consequencia desta porquice no Atari, tenha ficado mil vezes melhor.

      Moon Patrol (1983)
      Joguinho de baixa originalidade, no qual deve-se guiar um veículo pelo solo da lua, saltando as crateras e atirando contra alienígenas e pedras.

      Asterix (1983)
      Tentativa canalha de fazer dinheiro em cima do famoso personagem, este jogo é uma vergonha. Tecnicamente, em termos de gráficos e complexidade, está muito abaixo dos padrões dos jogos de 1983 (um ano marcado pelos melhores jogos do Atari), e na verdade, poderia ser um jogo sobre qualquer personagem, ou sobre personagem algum... O jogador controla A CABEÇA DO ASTERIX, que voa numa espécie de dimensão psicodélica, e deve pegar os caldeirões de poção mágica que passam voando, desviando-se as harpas e objetos romanos. Uma porcaria.

      Q-Bert (1983)
      Mais um dos jogos que viraram clássicos memoráveis do Atari, em Q-Bert o jogador controla um bonequinho que, ao pisar num quadrinho do chão, faz o quadrinho brilhar. Quando todos os quadrinhos da tela estiverem brilhando, acaba a fase. O problema é que tem sempre um monstrinho tentando sabotar o jogador.

      Frost Bite (1983)
      Frostbite era o tipo de jogo inicialmente irritante, mas que viciava depois. A idéia é simples: em um lugar gelado, um sujeito encasacado precisa pular em plataformas de gelo e, a cada plataforma branca atingida, aparece um tijolinho novo no iglu que o cara está construindo. Há um marcador de tempo, representado pela temperatura corporal do herói. Pombos jogam o cara no mar gelado, matando-o. Comer peixes recupera um pouco da temperatura perdida. Uma vez pronto o iglu, é preciso pular dentro dele e se teletransportar para a próxima fase. Parece besta, mas é divertido.

      Bank Heist (1983)
      Na época de ouro do Atari, jogos como GTA eram impensáveis. Na verdade, era extremamente incomum o jogador encarnar o vilão de uma história, um bandido, ou algo do tipo. Mas Bank Heist é uma exceção. Aqui, dirigimos um carro em uma cidade labirintesca, e devemos passar pelos bancos, roubando-os. Cada banco roubado transforma-se num carro da polícia que nos persegue, e podemos explodí-lo deixando na pista uma banana de dinamite. A idéia é fugir da cidade e ir fazer a festa no município vizinho.

      Texas Chainsaw Massacre (1983)
      Como eu já disse, no tempo do Atari quase nunca tínhamos a chance de jogar no papel do vilão. E Texas Chainsaw Massacre era outra das poucas brechas que tínhamos para sermos maus. Aqui encarnamos Leatherface, o psicopata do filme "O Massacre da Serra Elétrica". Devemos perseguir as pessoas, alcançá-las, apertar o botão de disparo para ligar a motosserra, e então fazer picadinho das pobres vítimas. Grotesco.

      X-Man (1983)
      Jogo pornô muito bem elaborado, pena que as mulheres sejam desenhadas com quadradinhos. Cada fase é um labirinto, que devemos desvendar e chegar ao final, despistando uma tesoura voadora que quer cortar o bilau do personagem principal. Ao vencer a fase, tínhamos a oportunidade de - SUPREMA GLÓRIA PARA UM GAME DAQUELA ÉPOCA - praticar sexo com uma mulher. Daí é só usar o direcional para dar as estocadas. Cada fase tem um prêmio diferente... cachorrinho, chupeta, e por aí vai.

      H.E.R.O. (1984)
      Um dos jogos mais bem elaborados do Atari 2600 (não que isso signifique muita coisa), nele nós temos um herói que deve resgatar trabalhadores presos em uma mina subterrânea. Direcional para baixo, ativamos uma bomba para explodir paredes de pedra, e o personagem tem ainda uma mochila-helicóptero, para flutuar mina abaixo.

      River Raid 2 (1988)
      Continuação mais elaborada do clássico River Raid, este jogo nasceu anos depois do fim da fabricação do console. Parece esquisito um game de Atari sair em plena era de ouro da geração NES/Master System, mas a verdade é que o Atari havia se transformado em uma espécie de "videogame de baixa renda", muito mais barato do que os concorrentes, e milhares crianças tinham seu primeiro contato com o mundo dos games comprando um Atari usado do amiguinho abonado. Então haviam companhias que tiravam um último suquinho dessa velha fruta, lançando jogos até o final da década.

      Double Dragon (1989)
      Double Dragon havia estourado nos fliperamas, era sucesso no NES, bombava no Master System. Como eu já expliquei, havia um mercado residual para o Atari 2600, parecido com o que existe hoje para alguns carros, como o Fusca e o Chevette: o Atari não era mais fabricado, mas circulava a mil pelo mercado de usados. Então, nada mais óbvio do que lucrar vendendo aos ainda numerosos jogadores de Atari uma versão deste ícone do gênero "pancadaria".

      Space Invaders (1978) Slot Machine (1979)
      Boxing (1981)
      Freeway (1981)
      Tennis (1981)
      Pacman (1982)
      Commando Raid (1982)
      Joust (1982)
      Acid Drop (1982)
      Pitfall! (1982)
      Planet Patrol (1982)
      Frogger (1982)
      Air Control (1982)
      Pelé Soccer (1982)
      ET: The Extra-Terrestrial (1982)
      Custer´s Revenge (1982)
      River Raid (1982)
      Donkey Kong (1982)
      Donkey Kong Jr (1982)
      Atlantis (1982)
      Chopper Commando (1982)
      Keystone Kapers (1983)
      Tron: Deadly Discs (1983)
      Buck Rogers: Planet of Zoom (1983)
      Battle Zone (1983)
      RealSports Soccer (1983)
      RealSports Tennis (1983)
      Enduro (1983)
      Mario Bros (1983)
      Dig Dug (1983)
      Popeye (1983)
      Moon Patrol (1983)
      Asterix (1983)
      Q-Bert (1983)
      Frost Bite (1983)
      Bank Heist (1983)
      Texas Chainsaw Massacre (1983)
      X-Man (1983)
      H.E.R.O. (1984)
      River Raid 2 (1988)
      Double Dragon (1989)
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