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Categoria: Internet & Tecnologia

Posts sobre desenvolvimento para web, informática e outras coisas do campo da eletrônica.

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Minha experiência com o Porteus Linux em um notebook Intelbras antigo

As distribuições do Linux, muitas vezes, tornam nossa vida irritante por problemas de compatibilidade e falta de drivers. Mas hoje descobri uma que eu não conhecia, e que salvou meu dia.

Este é um post sobre compatibilidade de sistemas, mas ele tem muita literatura e poética barata antes de chegar ao ponto. Me acompanhem. Não vão se arrepender.


A HISTÓRIA DA MÁQUINA

Computadores velhos e em desuso são coisa comum de se encontrar aqui em casa. Assim como também na casa do meu pai, só que os dele são mais museológicos. Essas velharias se acumulam, e não jogamos fora. Já é duro demais quando chega o momento de passar um computador do status de “em uso” para “obsoleto”. É como dar adeus a um amigo.

Bom. Mas este momento finalmente chegou para o meu velho Intelbras i30, um belo notebook comprado há, sei lá, uns 7 anos atrás. Ele veio com o hediondo Windows Vista, que eu troquei pelo XP. Resolvi passá-lo adiante para a minha filha Camila usar. Afinal, ela basicamente acessa a web, estuda e vê videos.


UBUNTU, O FIASCO

De cara, resolvi formatar tudo e optar por uma versão do Linux. Escolhi Ubuntu, afinal, me apaixonei por esta distro logo que o Kurumin foi descontinuado no fim da década passada. Só que o Ubuntu me apresentou dois problemas: primeiro, ele me pareceu PESADO, e segundo, eu tive grandes problemas com drivers e componentes.

O Sistema Operacional não reconheceu direito o video, me deixando preso na definição 640X480. Consegui corrigir isso, e logo descobri que o Wireless não aparecia. Voltei ao Terminal e corrigi isso também. Agora, eu tinha video e wifi funcionando, mas o som pifou. Tentei de todas as formas botar o som a funcionar, sem sucesso.

O Alsa encontrava a placa. Mas o Pulse não. E dê-lhe “sudo isso” e “sudo aquilo”, e nada de sair som. Quando reinstalava e o som vinha, outra coisa sumia.

No meio desta “briga”, fiquei pensando: por isso é que os usuários comuns gostam do Windows. A gente enfia o DVD e o sistema se acha sozinho. O Linux, mesmo uma distro avançada como o Ubuntu, ainda depende de abrir o Terminal e ter algum conhecimento.

Tentei LUbuntu, mas me dei mal – pior ainda do que antes.


ENCONTRANDO UM BOM SISTEMA

O próximo Linux que tentei foi o Slax. Muito bom. Roda do CD, sem instalar. Mas achei “pelado” demais. E foi feito mesmo para rodar do CD, da USB, mas não do HD, tanto que nem vem com instalador.

E foi aí que resolvi dar uma chance a este desconhecido: Porteus. Baixei o Porteus KDE4 3.1 i486. Ele roda do CD perfeitamente bem, mas vem com um instalador, disponível já no menu KDE (que fica no mesmo lugar que o “Iniciar” do Windows).

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Uma vez instalado, ele já “bootou” tocando uma musiquinha, para me mostrar que reconhecera a famigerada placa de som do Intelbras i30. E já veio com a configuração de video perfeita. Mesmo com a modesta capacidade de processamento de video do notebook, dá para ver qualquer besteirol do Youtube sem a sensação de “quadro a quadro” que eu tinha nos pesadíssimos Windows Vista e Linux Ubuntu.

Trata-se de um SO bem leve e ágil, que não “senta em cima” da máquina ao inicializar. 

A interface não tem nada daquela complicação estilo “só para nerds”. Não. Gostei justamente porque tudo tem um “ar de Windows” e a minha filha já saiu usando.

O único “defeito” é que ele não achou minha conexão wireless logo de cara. Tive que clicar no ícone das conexões (no canto direito inferior da tela), selecionar “Add”, e colocar manualmente a rede da minha casa na lista. Ainda bem que, no futuro, ele a achará direto.

E é isso. Porteus, Portable Linux. Trazendo de volta à vida meu Intelbras i30, com seu Dual Core de menos de 2 GHz, seus 2GB de RAM, 130GB de HD, e uma placa de video que nem lembro qual é, e que agora terá a missão de ser o computador da Camila. 

Eis um sistema operacional que eu recomendo!

crp taxonomy

Melhorando o Contextual Related Posts com Taxonomy Tools

Em outro artigo, eu falava sobre o plugin Contextual Related Posts, uma adição indispensável a qualquer site construído com WordPress, que exibe posts relacionados àquele que o leitor está vendo. É uma ferramenta essencial porque prende o leitor, fazendo-o navegar de um artigo a outro dentro do mesmo site, gerando vários e vários cliques.

crp taxonomy

Bom. Mas o CRP às vezes torna-se bem irritante, já que os posts “relacionados” muitas vezes pertencem a categorias diferentes e têm em comum, apenas, algumas palavras muito usadas – não o assunto em si.

Mas e se fosse possível limitar o conceito de “related” a algo controlável, como categorias ou tags?

Pois bem. Com o uso do CRP puro, isso não pode ser feito. Para isso, precisamos de um segundo plugin, o CRP Taxonomy Tools.

Trata-se de uma mera adição ao plugin original. Sua instalação é semelhante, e na verdade, se vocês já leram meu artigo anterior, já sabem que com o Plugin ativo basta clicar em Configurações, e depois em Related Posts, para abrir a tela de configuração do Contextual Related Posts.

É aqui que o novo plugin se faz visível. Ele adiciona novas opções. Especificamente, essas aqui:

crp taxonomy

Em “Fetch related posts only from”, podemos escolher se queremos limitar os posts relacionados àqueles que pertencem à mesma categoria, ou que têm as mesmas Tags (as palavras-chave que colocamos no post quando o criamos, para facilitar a vida dos mecanismos de busca levando o site a bombar no Google).

Podemos escolher as duas coisas, inclusive. Elas não são excludentes. 

Na opção abaixo, “Taxonomy Matching”, temos a opção de uma associação mais radical, relacionando apenas posts que sejam exatamente iguais nos itens selecionados acima (da mesma categoria, com exatamente as mesmas tags, ou ambas as características). É uma opção realmente extrema, para sites com montanhas de posts, e eu não consigo imaginar que possa ser útil ao blogueiro comum.


 

E é isso. Com CRP e sua extensão Taxonomy Tools, podemos exibir finalmente uma lista de assuntos que o leitor do artigo que está na tela irá, com certeza, ter interesse ler. E assim, fazemos com que nossos leitores “se percam” dentro do site, lendo artigo atrás de artigo, o que é bom para todo mundo: leitor, blogueiro e anunciantes.

Espero ter ajudado. Continuem ligados porque, sempre que dá um tempo, trago aqui novas dicas. WordPress é vida (mas já havia vida antes dele, que fique claro).

Até mais!

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Código CSS para deixar o Contextual Related Posts mais bonito

Boa noite, leitores amantes do WordPress. Hoje, falaremos de um Plugin muito popular entre wordpresseiros: o Contextual Related Posts, utilizado para exibir aquela pequena relação de matérias que têm algo a ver com a que o usuário acaba de ler.

Pois bem: o Contextual Related é um dos melhores plugins para isso, pois é leve e adaptável. O problema é que ele não é muito bonito. Felizmente, é customizável. Eu deixei o meu com a seguinte aparência:

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Quando o usuário passa o mouse sobre uma das matérias, eis o que acontece:

menu2

Gostou?

Então, agora vamos construir isso, passo a passo.


PASSO 1 – INSTALAR O PLUGIN

Essa é a parte mais fácil. Abra “Plugins”, “Adicionar Novo”, e em seguida, busque pelo nome, “Contextual Related Posts”. Instale o plugin. Agora, seu painel tem uma nova opção dentro de “Configurações”. Abra.

menu3  


PASSO 2 – CONFIGURAÇÕES MANUAIS

Com a tela “General Settings” devidamente aberta pela clicada do passo anterior, vamos uma série de opções para escolher. Uma delas, “Number of related posts to display” é muito interessante, porque nos permite escolher quantos posts relacionados vamos mostrar ao final de cada matéria.

O centro da nossa atividade de hoje, no entanto, é “Thumbnal Options”, porque aqui vamos modificar o tamanho e a forma das imagens que serão exibidas para chamar leitores para o próximo post.

Primeira parada, opções básicas:

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Aqui é importante notar que eu marquei “Display thumbnails inline with posts, before title”, e depois, na opção de tamanho, “Custom size”.

Hora de correr a tela para baixo um pouco.

Agora, vem a hora mais importante antes do código.

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Aqui, temos uma coisa importante: eu escolhi a largura e a altura das figuras de thumbnail, e marquei a checkbox do “crop mode” para obter um “hard crop”. Ou seja, o plugin vai ficar uma largura e altura de caixa, botar a foto de destaque da matéria centralizada nessa caixa, e cortar os cantos.

Com isso, não teremos deformações nem imagens espichadas ou esquisitas.

A opção “image size attributes” é praticamente irrelevante. Só não escolha “No html or Style”, porque daí não funciona mesmo.

DICA LEGAL: se você, assim como eu, tem a mania de escrever títulos longos e quer evitar que eles sejam cortados no “related”, modifique “Limit post title length (in characters)” para o número de caracteres desejados antes do corte. Esta minha customização foi desenhada para títulos até 95 caracteres, então, pode tacar-le pau na criatividade.


PASSO 3 – O CÓDIGO CSS

Dentro da caixa “Styles”, marque “No styles”, porque nós vamos adicionar um código CSS na caixa logo mais abaixo. O código CSS que criei, e que é uma versão modificada do original, que vem com o plugin:

crp_related {
clear: both;
margin: 10px 0;
}
.crp_related h3 {
margin: 0 !important;
}
.crp_related ul {
list-style: none;
float: left;
margin: 0 !important;
padding: 0 !important;
}
.crp_related li, .crp_related a {
float: left;
overflow: hidden;
position: relative;
text-align: center;
}
.crp_related li {
margin: 5px 5px 5px 0 !important;
border: 1px solid #ddd;
padding: 0;
background:#eee;
}
.crp_related li:hover {
background: #eee;
border-color: #bbb;
}
.crp_related a {
width: 135px;
height: 200px;
text-decoration: none;
}
.crp_related a:hover {
text-decoration: none;
}
.crp_related img {
margin: auto;
}
.crp_related .crp_title {
position: absolute;
min-height:80px;
height: inherit;
bottom: 6px;
left: 0px;
padding: 3px;
/* width: 144px; = 150px – (3px * 2) */
color: #000;
font-size: 1em;
line-height:110%;
text-shadow: 1000 .1em .1em .2em;
background: rgb(255, 255, 255);
background: rgba(255, 255, 255, 1);
}
.crp_related li:hover .crp_title {
color: #fff;
font-size: 1.1em;
font-weight:bold;
height:100%;
top:0;
bottom:0;
background: rgb(0.2, 0.2, 0.2);
background: rgba(0, 0, 0, 0.8);
}

.crp_related .crp_thumb, .crp_related li, .crp_related .crp_title {
vertical-align: bottom;
-webkit-box-shadow: 0 1px 2px rgba(0,0,0,.4);
-moz-box-shadow: 0 1px 2px rgba(0,0,0,.4);
box-shadow: 0 1px 2px rgba(0,0,0,.4);
-webkit-border-radius: 7px;
-moz-border-radius: 7px;
border-radius: 7px;
}

.crp_clear {
clear: both;
}

Para quem entende um pouquinho sobre CSS, o código acima é bastante compreensível. “.crp_related li”, por exemplo, é a caixa que abriga cada related post. Ela tem um Padding, que pode ser alterado para dar uma distância entre o miolo (foto e título), e as bordas. Já “.crp_title ” é a caixinha com o título de cada matéria, que aparece novamente sob “hover”, com as propriedades dela quando o mouse passa por cima.

As cores estão definidas em RGBA, como em “rgba(0,0,0,.4)”, que para quem não conhece, significa o seguinte: os três primeiros números são as quantidades de cada cor (vermelho, verde e azul), que vão de 0 a 255. O último numeral vai de 0 a 1, e indica a opacidade do objeto (0 o torna invisível, 0.5 o torna meio transparente e 1 o torna sólido).

Note que “.crp_related img” não tem nada de parâmetro algum. É que as imagens já foram trabalhadas pelo código que será gerado pelo plugin seguindo as instruções que demos lá atrás.


PASSO 4 – THUMBNAILS DINÂMICOS

Um inconveniente de usar este Plugin é que, quando modificamos o código CSS, o site já gerou imagens de thumbnail para os posts relacionados. Assim, nunca visualizaremos os resultados de nosso lindo código.

Seria tão bom se o site gerasse esses thumbnails dinamicamente, né? Pois é. Para isso, temos que baixar o Plugin “OTF Regenerate Thumbnails“.

E… pronto!


ATUALIZAÇÃO: os critérios de relacionamento entre posts ficam bem melhores usando CRP Taxonomy Tools, que eu explico em outro artigo!

 

redimensionando

PHP, CSS, HTML: corte dinâmico de imagens para exibição usando Overflow


Digamos que eu esteja construindo um site em PHP no qual o cliente deverá publicar notícias e atualizações.

Cada post que escrevemos tem uma imagem de exibição diferente, e cada imagem tem seu tamanho. O problema é quando a capa do site tem um espaço definido para exibir a tal foto de capa, e não queremos que ela fique deformada. Mas tem como fazer, e é simples.

redimensionando

O cenário é conhecido: o site fictício Jornaloso.Com faz uma matéria sobre enchentes, e bota uma foto em formado “paisagem” (1000 pixels de largura por 600 de altura). Ela exibe perfeitamente na capa do site, que tem uma “manchete” acompanhada de uma imagem. Porque lá na capa, foi definido o tamanho 500X350 para a imagem, e a foto da enchente fica bonitinha.

Só que daí o Jornaloso entrevista a socialite Maria Rica, e ela insiste em aparecer em uma foto no formato “retrato”, ou “em pé”, que tem 700 pixels de largura por 1000 de altura. Pronto. Vai sair deformada na capa.

Ou não.

Vamos ver agora como fazer isso funcionar.


A PRIMEIRA COISA: OVERFLOW

O primeiro passo é extremamente simples, e requer conhecimentos rudimentares de CSS. Lá na capa do site, vamos usar uma DIV para conter a foto que vamos exibir. Esta DIV terá um atributo “overflow” definido para “hidden”. Ou seja, vamos definir uma altura e largura para a DIV, e qualquer coisa que ultrapasse o tamanho dela sumirá.

<div style=”width:500px; position:relative; float:left; height:350px; overflow:hidden;”>
        <img src=”imagemdacapa.jpg”>
</div>

O problema com o código acima é que, se temos uma foto de 700×1000, como é o caso, e o espaço é de 500×350, o resultado final será um corte “de canto” da imagem.

Uma solução possível, ainda sem usar NADA de PHP ou de outra coisa qualquer que não seja CSS e HTML, é forçar uma largura para a foto. Isso resolve mais ou menos bem o problema para imagens “em pé”, porque normalmente veremos a parte de cima dessas imagens.

corte_com_width_e_sem

Só que, quando colocamos imagens “deitadas”, elas ficarão parecendo aqueles filmes gravados para cinema e exibidos na TV de tubo: uma imagem com faixas pretas em cima e embaixo (claro, a cor dessas faixas, podemos definir adicionando um atributo “background” à DIV).

Fora isso, temos outro problema: em muitas fotos “em pé”, de pessoas, a caixa exibirá o topo da cabeça do retratado.

Caso optemos por definir um “max-height” e um “max-width” para todas as imagens, então as imagens “em pé” ficarão com espaço ao redor, e as imagens “deitadas” ficarão com espaço no alto e abaixo. É um saco. O ideal seria termos a imagem preenchendo o campo, e a DIV exibindo o centro da imagem, na pior hipótese.


A SEGUNDA COISA: CENTRALIZANDO

Agora vamos ter que usar um pouquinho de PHP. Mais especificamente, a função “getimagesize”, que nos dá duas informações muito importantes: a altura e a largura da imagem. Usando logo depois um “if”, podemos ter dois modos de redimensionamento: um para imagens “em pé” e outro para imagens “deitadas”.

$dadosdaimagem = getimagesize($urldaimagem);

 

$largura = $dadosdaimagem[0];

 

$altura = $dadosdaimagem[1];

 

$larguraexibicao = ($largura*350)/$altura;

 

if ($larguraexibicao >= 500) {

$margem = ((($larguraexibicao-500)/2)*-1);

 

        echo ‘<div style=”position:absolute; height:290px; left:’.$margem.’px;'”>

 

                <img src=”‘.$urldaimagem.'” style=”height:350px;”>   

 

        </div>’;

 

} else {

 

        echo ‘<img src=”‘.$urldaimagem.'” stye=”height:350px; text-align:center;”>’;

 

}

Agora, olhe o código acima. Dentro do IF é que está o pulo do gato: a largura de exibição já foi calculada, usando como base a imagem já “redimensionada” para a altura de 350 pixels. Bom. Caso a lagura seja maior do que 500 (ou seja, estamos lidando com uma imagem mais “comprida” do que “alta”), então, surge a variável $margem.

Esta variável terá como valor a nova largura da imagem, MENOS a largura do painel, dividido por dois. Isso quer dizer que, se a imagem ia ter 700 pixels de largura, menos 500, dá 200, e $margem terá 100. Quando formos exibir a imagem larga dentro da DIV com overflow, portanto, teremos um corte de 100 pixels à direita, e 100 pixels à esquerda, centralizando esta imagem.

Dentro o DIV que tem overflow, eu crio OUTRO div, com position ABSOLUTE (ou seja, uma posição absoluta em relação ao DIV “pai”, aquele com overflow). E neste DIV de posição absolute, eu defino um atributo LEFT, ou seja, uma posição dele à esquerda, tendo como ponto ZERO a margem esquerda do DIV pai, aquele do overflow. Como eu tinha definido o valor de $margem como um número negativo, isso vai “puxar” o canto esquerdo do DIV absolute para fora da área exibida pelo DIV dentro do qual ele está. Como estamos falando de um DIV com “overflow: hidden”, este canto será “cortado”. E o centro da imagem será exibido.

Bom.

Neste meu exemplo, o ELSE, ou seja, a subrotina que trata de imagens “em pé” é bem mais simples e não tem toda essa complicação de margens calculadas. É que, quando eu exibo uma foto vertical, eu vou deixar os cantos vazios ao redor dela. Mas é possível, caso alguém queira, fazer o mesmo procedimento das fotos “deitadas”, definindo a largura da imagem (widh) para 500 e fazendo o corte (com uma DIV absolute), usando um cálculo de margem quase igual, mas centrado na altura, e cortando o topo e o pé da foto (ao invés de definir “left”, define-se “top”).

 

Só que, daí, há o risco de, em uma foto de pessoa, cortarmos a cabeça e as pernas, e exibir a barriga do fotografado. Nunca fica 100% bom. Melhor deixar as fotos “em pé” com cantos pretos ou coisa assim. Falo por experiência. Mas sintam-se livres.

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Diferenças entre jornalismo no papel e na internet

Todos nós que cursamos uma faculdade de Jornalismo temos familiaridade com uma certa linguagem, uma certa “forma de fazer” matérias jornalísticas.

Muitas figuras proeminentes do jornalismo reclamam da ausência de lead nas matérias escritas para sites de notícias, ou do caráter incompleto destas coberturas, com textos muito curtos e superficiais. A visão que impera, ainda, é aquela que dita que a internet é apenas mais um meio para “imprimir” as matérias, escritas da mesma forma como sempre foram feitas.

Porém, é mais que evidente que esta rede operou uma mudança não apenas de meio, mas também do próprio conteúdo que é divulgado.

A diferença principal está no tempo.


JORNAIS IMPRESSOS são editados tarde da noite, e impressos durante a madrugada, para chegar às ruas na manhã seguinte. Assim, é preciso apurar o fato completo até o momento do fechamento da edição, e narrá-lo. O fator principal aqui é ter mais dados do que os concorrentes.


JORNAIS VIRTUAIS são editados em tempo real, e a publicação ocorre imediatamente. Em muitos casos, o principal mérito do veículo é ser mais rápido que os demais, assumir a dianteira e ser capaz de mantê-la, minuto a minuto.


Nos primórdios da Internet, era costume lançar matérias de estilo tradicional sobre algum fato novo e, depois, ir publicando dentro dela notas de atualização. Os profissionais, editores e chefes de redação ainda estavam presos à ideia de fazer “a matéria sobre tal fato”, e a adaptação aos tempos de um veículo que não fora feito para ter “matérias fechadas” sobre acontecimentos em curso ainda engatinhava.

Depois, começou a tornar-se universal o formato atual: publicam-se várias notas com o fato em curso, e no final, se ele for interessante o bastante, faz-se uma grande matéria para ficar no ar, que as pessoas usarão praticamente para memória e pesquisa histórica.


UM EXEMPLO PRÁTICO DAS DIFERENÇAS

FATO: Incêndio nas Lojas Zezinho.

O incêndio começa cedo pela manhã, é apagado por volta do meio-dia, e até o final da tarde, dá para mais ou menos saber quanto foi o prejuízo.

A COBERTURA JORNALÍSTICA TRADICIONAL terá uma matéria escrita às 23h daquele dia, para ir para a prensa na madrugada.

INCÊNDIO NAS CASAS ZEZINHO DEIXA UM FERIDO

A loja foi tomada pelas chamas na manhã de hoje, e um vendedor está hospitalizado. Peritos apontam pane elétrica como possível causa.

Hoje, por volta das 9h, um morador da Rua das Palmeiras informou aos Bombeiros ter visto uma coluna de fumaça que saía do depósito atrás das Lojas Zezinho. Minutos depois, o fogo começou a avançar pela própria loja, lotada por causa da promoção de eletrodomésticos.

Na correria que seguiu-se, o vendedor Carlinhos da Silva acabou ferido.

O Corpo de Bombeiros só conseguiu chegar ao local por volta das 11h, e apesar de contar com dois caminhões, as chamas só foram debeladas por volta das 13h. A demora no atendimento chegou a provocar um princípio de tumulto.

À tarde, técnicos da seguradora Armadura avaliaram o prejuízo em 200 mil reais. A causa provável para o incêndio, apontada pela perícia, seria uma pane no sistema elétrico do prédio.

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Já a COBERTURA PARA INTERNET não terá este aspecto tão acabado e completo. Ela será feita por notas curtas, publicadas de tempo em tempo:

10:12

Incêndio nas Casas Zezinho

Está acontecendo neste momento um incêndio na loja Casas Zezinho, na Rua das Palmeiras. O local estava lotado por causa de uma promoção, e uma multidão está aglomerada na rua em frente ao prédio, após fugir em pânico.

10:18

Casas Zezinho: um vendedor ferido

O vendedor Carlinhos da Silva sofreu ferimentos em diversas partes do corpo após ser pisoteado pela multidão que escapava em pânico da loja em chamas. Ele é o único ferido de que se tem informações até o momento.

10:29

Casas Zezinho: revolta com a demora dos bombeiros

Continua o incêndio nas Casas Zezinho, e os bombeiros ainda não chegaram ao local. O povo em frente à porta da loja já começou a gritar frases de protesto e cobra mais agilidade das autoridades.

11:01

Bombeiros chegam à loja Zezinho

Dois caminhões do Corpo de Bombeiros acabam de chagar em frente às Casas Zezinho, para combater o incêndio que começou há duas horas atrás. A multidão de clientes que formou-se em frente ao prédio está sendo dispersada.

11:16

Bombeiros enfrentam dificuldades no incêndio da loja Zezinho

“Nós trouxemos dois caminhões porque essa loja é muito grande e tem muito material inflamável. A presença de algumas pessoas ali, alguns curiosos, dificulta tudo ainda mais”, afirmou o comandante Arnaldo Botelho.

11:40

Vendedor das Casas Zezinho está no HPS

O vendedor Carlinhos da Silva, ferido no corre-corre que ocorreu no início do incêndio da loja, está no Hospital de Pronto Socorro. Ele passará por exames para avaliar a extensão dos ferimentos.

11:55

Fogo sob controle nas Casas Zezinho

As chamas na loja agora estão restritas ao depósito, que parece ter sido a origem do incêndio.

12:23

Fim do incêndio nas Casas Zezinho

Há poucos minutos, os bombeiros conseguiram apagar os últimos focos de chamas na loja da Rua das Palmeiras. Peritos da seguradora já aguardam para fazer a avaliação dos prejuízos.

14:00

Vendedor ferido nas Casas Zezinho passa bem

Carlinhos da Silva, vendedor ferido hoje pela manhã no incêndio da loja, teve uma costela e dois dedos de uma mão quebrados ao cair no chão e ser pisoteado pela multidão em pânico. Ele está internado no HPS, e apesar dos ferimentos, está consciente.

19:00

Casas Zezinho: prejuízo de 200 mil reais

Os técnicos da Seguradora Arnadura concluíram uma avaliação preliminar e dizem que o prejuízo na loja incendiada hoje pela manhã foi de algo em torno de 200 mil reais.

19:05

Pane elétrica teria sido causa do incêndio na Casas Zezinho

Ainda segundo os técnicos da seguradora, a causa mais provável para o incêndio seria uma pane elétrica no depósito.

00:45

(essa informação não vai aparecer no jornal, que foi fechado à meia-noite)

Dono das Casas Zezinho diz atender normas de segurança

Em entrevista coletiva agora à noite, o empresário José Zinho de Oliveira, proprietário das Casas Zezinho, disse que o estabelecimento está com o PPCI em dia e que teve seu sistema elétrico reformado há poucos meses.


Este post ficou longo, mas ele buscou demonstrar uma diferença de prioridades: a cobertura na internet é uma corrida, já que os concorrentes também estão tentando lançar notas, de hora em hora ou minutos em minutos, com novidades que façam com que o leitor passe a segui-los.