Terça-feira, 09 de Março de 2010, às 13:29:48

Em Viamão, a terra verte leite e mel. Tudo é cor-de-rosa, as pedras são macias e o céu é sempre azul.
Ontem, dia 8 de Março, à tarde, fui ao Fórum de Viamão. Acabada a audiência, voltava eu pela rua, calmamente, quando as atividades do Dia Internacional da Mulher na Praça Julho de Castilhos (aquela na frente da Prefeitura) me chamaram a atenção.
Havia um pequeno show musical acontecendo, mas não se tratava de uma atividade de cunho cultural, ao menos não puramente. Uma bandinha tocava músicas de protesto contra o autoritarismo, músicas famosas, do tempo do regime militar, MPB, essas coisas. Obviamente, o showzinho estava sendo promovido pelo SIMVIA (Sindicato dos Municipários de Viamão). Eu digo “obviamente”, porque para tornar o objetivo da manifestação mais claro, eles colocaram no meio da praça um boneco, feito de isopor, tecido e papel, baixinho, de sobrancelhas grossas, costeletas, e um olhar misto de maldoso, pervertido e maroto. Era claramente uma caricatura do prefeito Alex Boscaini. Para deixar mais claro, o boneco usava uma faixa “presidencial” branca com os dizeres “o rei sou eu”. Esse SIMVIA é phoda. Já o era quando eu fazia jornal por aqui. E parece não ter perdido aquela verve, aquela veia cômica. Parabéns para eles.
Mas, o quê uma manifestação do SIMVIA tem a ver com o Dia Internacional da Mulher? Uma espécie de “quadro da vergonha” estendido no chão dava conta das façanhas Alexianas em relação á mulher: cortes de verbas em diversos programas relacionados à saúde e bem estar delas, fechamento de setores que as atendiam, essas coisas. Não lembro de detalhes e nem estou por dentro desse assunto a ponto de poder opinar sobre ele.
O fato é que o “circo” do SIMVIA ocupava a área mais nobre da praça, e chamava muita atenção. Enquanto isso, num outro canto, em frente ao portão da Prefeitura, umas 8 ou 9 mulheres estavam sentadas em roda. Faziam parte de alguma entidade, ou algo assim, mas não estavam nem muito afim de me explicar o que faziam ali.
Completando as “empolgantes atividades”, debaixo de uma árvore enorme estava o stand oficial da Prefitura: umas 2 ou 3 funcionárias, não muito animadas, cuidando de uma mesa sobre a qual repousavam uns folders, dando dicas sobre direitos da mulher, ou falando sobre o quanto o governo municipal é amigo da mulherada. Coisas assim. A politicagem sazonal associada a datas especiais, como é normal. Os folders até eram bem desenhadinhos e tal, mas os donos da praça, os mais barulhentos e em maior número, ainda eram os sindicalistas, que não cansavam de malhar o prefeito.
Hoje pela manhã, dia 9 de Março, recebi meu Diário de Viamão. A manchete da capa anunciava a matéria sobre a mulherada na praça. Na página 6, achei a reportagem: “Atividades marcam Dia da Mulher”. Ah, ta! Comecei a ler, esperançoso de encontrar alguma coisa sobre as atividades oficiais, e também informações sobre o protesto do SIMVIA, já que ele era realmente muito chamativo.
A linha da reportagem me surpreendeu. Ela começa assim: “Ontem, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, aconteceu um ato na praça central da cidade, organizado por algumas integrantes do Conselho Municipal da Mulher (Comdim). Ao longo de todo dia, elas se reuniram para falar sobre as diferenças e o preconceito que as mulheres sofrem, não só no município, mas em todo o mundo.”
E nessa mesma linha, segue toda a reportagem, que ocupa, de cima a baixo, três das cinco colunas da página do jornal. Sem mencionar em uma única palavra, em uma única vírgula, a manifestação anti-governista do SIMVIA. Como se ela não tivesse acontecido. Como se na praça só houvessem mulheres contentes com o prefeito, festejando o tanto que ele fez por elas e pela cidade.
A desfaçatez dessa matéria não tem como ser acobertada, e nem perdoada. Inclusive porque uma das quatro fotos que a ilustram mostra exatamente o “quadro da vergonha” do SIMVIA, com vários feitos NEGATIVOS e MANCADAS do governo Alex. Mas a legenda da imagem diz apenas “Fatos marcantes mostrados” , dando a entender que havia um quadro no chão da praça, listando as coisas BOAS que a Prefeitura anda fazendo pelas mulheres, quando EU SEI, e todos os que estavam lá SABEM que era o contrário: o quadro pintava uma realidade execrável do atual governo.
Danielzinho, Danielzinho...
O que mais me dói nessa história toda é que o autor desse texto é o Daniel Marques. Há alguns anos atrás, nós fazíamos juntos uma coisa hedionda chamada Correio Viamonense. Não era bem um jornal, de jornalismo sério. Era um pasquim mefítico, de-vez-em-quandário, maledicente, financiado por políticos, bem marronzão. Mesmo assim, em termos de seriedade jornalística, fazia algumas edições do Diário de Viamão empalidecerem. Tamanha é a pelegagem, por exemplo, numa matéria como essa que li hoje. Prefiro ler as loucuras do Zé Paulo na Tribuna.
Eu até acho que aquela foto do “quadro da vergonha”, com aquela legenda dúbia, possa não ter sido colocada ali com a idéia de que as pessoas pensem o contrário daquilo que de fato foi. Acho que ele colocou aquilo ali, dizendo que algo mais aconteceu, sem de fato dizer, para depois não ouvir dos sindicalistas reclamações do tipo “pô, e de nós, não saiu nada?”. Se for essa a idéia por trás daquela foto tão tímida, o tiro saiu pela culatra.
Mas então, tu queres que o Diário seja oposicionista?
Não. Não precisaria o jornal virar "de oposição". Mas o protesto do SIMVIA aconteceu e eu estou esperando a correção dessa matéria das atividades na praça, retificando e falando do real sentido daquele quadro no chão. Falando do que realmente ocorreu. É um fato. Não podem omitir.
Poderiam até ter dito que o protesto é um absurdo, que a cidade está muito boa, que toda a miséria, os baixos salários e a falta de estrutura são ilusões do povo que nunca está satisfeito. Que os sindicalistas são todos uns comunistas safados, uns neoliberais, uns anarquistas, comedores de criancinhas. Tanto faz. Não importa. O que não poderiam ter feito, foi o que fizeram: omitiram fatos, dando a nítida impressão, para quem esteve na praça, de que o jornal prefere escolher quais os fatos que são verdadeiros o bastante para serem publicados. Alterando, com isso, a própria realidade retratada ontem naquela praça. E ao alterá-la, estão simplesmente mentindo.
Segunda-feira, 08 de Março de 2010, às 06:12:16

Ah, mas era tão bonitinho! Quero um!
Dauphine/Gordini (1956) da Renault, seja bemvindo ao Hall dos Imortais do Automobilismo, na galeria dos Piores Carros Já Inventados Pela Mente Doentia Da Humanidade.
Conhecido mundialmente pelo nome Dauphine, mas mais lembrado no Brasil pelo nome do modelo posterior, Gordini (um upgrade, com mecânica levemente melhorzinha), esse carrinho da Renault ganhou, em terras brasileiras, o curioso apelido de “Leite Glória”.
Para quem não sabe, trata-se de uma marca de leite em pó, da época, que anunciava seu produto com o slogan “desmancha sem bater” – o que nos dá uma idéia da “robustez” da construção desse carrinho francês.
O motorzinho de 845cc (seria o quê, hoje? Um 0.8?) do Dauphine desenvolvia 31 CV de potência. Já o Gordini chegava a 40 CV. O site
Blogpaedia usou a expressão "este carro foi um mini-patinete disfarçado", para descrever tamanha potência.
Só para se ter uma idéia de comparação, o Fusca 1600 desenvolve 65 CV e o meu Fiat Premio 1.6 desenvolve 85 CV. O Gordini era, em resumo, uma motoca com teto. Levava meio minuto para ir de zero a 100km/h, e sua velocidade máxima era de 124 km/h. Mas não pense que, por isso, era um carro econômico: ele fazia 8 km/litro na cidade, igual a qualquer Vectra 2.0 dos anos 90.
Mas os níveis de potência e consumo de combustível, apesar de risíveis hoje em dia, faziam sucesso naquela época (o Dauphine foi lançado no Brasil em 1959 e o Gordini, em 1962). Em 1964, saiu uma versão “esportiva” com motor de 1093 cc, dupla carburação, e “incríveis” 53 CV. Mas aí haviam novos problemas: a carburação dupla precisava de regulagens constantes. Além disso, o carro tinha uma caixa de câmbio que exigia malabarismos para que o motorista engatasse uma de suas três marchas (além da ré).
O que condena o Gordini, e também condenava seu antecessor, o Dauphine, a figurar em uma lista de “piores” é, realmente, sua fragilidade. O carro simplesmente começava a bater tudo. Há quem diga que ele não foi projetado para as péssimas estradas brasileiras, e sim para as européias, mas o fato é que até fontes internacionais falam mal da durabilidade dessa coisinha. Um colunista da Times, debochando, diz que “se você parar ao lado de um Dauphine, dá até para ouvir ele apodrecendo”.
O Gordini só conseguiu seu espaço no mercado brasileiro porque na época competia com concorrentes como a Romis-Isetta, o DWK Vemag, e não chegava a ser ameaçado em sua faixa de preço por carros bem melhores, como os da Simca. O carrinho era vendido, no Brasil, pela Willys Overland, que foi comprada nos anos 60 pela Ford. Em 1968, o último Gordini deu lugar a outro carro com coração de Renault: o Ford Corcel, esse sim um verdadeiro cavalo, feito para a nossa buraquenta realidade.
Segunda-feira, 08 de Março de 2010, às 06:01:35

As "rodinhas" só eram usadas em baixas velocidades, para a joça não virar. E eram baixadas pelo piloto mesmo.
Bi-Autogo (1913) da Scripps-Booth, seja bemvindo ao Hall dos Imortais do Automobilismo, na galeria dos Piores Carros Já Inventados Pela Mente Doentia Da Humanidade.
Imagine uma espécie de moto grande gorda e superpesada, equipada com um motor V8, e pesadíssimas rodas de madeira com pneus de borracha. Para completar, “rodinhas” menores para ajudar no equilíbrio na parte traseira, como nas bicicletas de criança.
Só que, diferente de uma moto, o ocupante ia sentado em uma cadeira, com direção. Não em uma cabine fechada, mas em um espaço semelhante ao de um sidecar.
Essa coisa naturalmente era muito difícil de controlar, e ao fazer curvas em alta velocidade, simplesmente saía capotando e jogando o incauto motorista para fora sem dó nem piedade. Pelo menos, foi o primeiro veículo produzido em Detroit com um motor V8.
Segunda-feira, 08 de Março de 2010, às 05:52:30

Sem suspensão, sem luzes, sem espelho, sem portar, tetos, janelas, buzina, sem nada, imagine pegar a estrada com essa coisinha (que não era vendido como brinquedo, mas como um carro para as pessoas usarem no dia a dia).
Flyer (1920) da Briggs and Stratton, seja bemvindo ao Hall dos Imortais do Automobilismo, na galeria dos Piores Carros Já Inventados Pela Mente Doentia Da Humanidade.
No início dos anos 1920, a indústria dos automóveis já havia, há muito, passado da época experimental dos primeiros carros dos triciclos motorizados e das “carrugagens sem cavalos”. Algumas empresas já fabricavam automóveis pelo mundo, como a Rolls Royce, a Cadillac, a Hispano-Suiza e a Ford, com seu popular Modelo T.
Foi então que essa pequena montadora britânica resolveu botar nas ruas o Flyer – que consistia em uma armação metálica, com quatro rodas de bicicleta, dois banquinhos e uma direção. Tipo como um carrinho de rolimã. Só que, além da estrutura básica do carrinho de lomba, havia uma quinta roda, acoplada a um pequeno motor de apenas 2 CV. Esquema muito parecido com o daqueles motores de barco, que têm o propulsor ligado diretamente a motorzinho na traseira.
A idéia era fazer um carro o mais barato e simples possível. Mas como a rodinha de trás, dependendo do terreno, perdia contato com o chão, e o carro não tinha espelhos nem teto nem lataria, acabou não decolando.
Quinta-feira, 04 de Março de 2010, às 16:04:35

Aqui estão os primeiros 9 selecionados para o programa. Pretendo colocar 18 Brothers na casa. Aproveitem o espaço de comentários para dar idéias sobre os próximos 9 nomes.
Pessoal, eu vou lançar o meu próprio Big Brother, aqui no site mesmo. Eu ainda não bolei o esquema de funcionamento 100%, mas já idealizei que vamos ter votações em paredões triplos, e algumas disputas em torno de poderes especiais.
Claro que eu não vou organizar um programa de verdade, mas um portal que simulará a existência deste programa. Até porque os convidados serão personagens conhecidos do povo brasileiro, formando uma espécie de mistura do BBB como “Casa dos Artistas”.
Como o tempo anda curto, estou aos poucos desenvolvendo a idéia e escolhendo os participantes. Confira na ilustração desta matéria os primeiros 9 escolhidos para ocupar a casa menos vigiada do BBB brasileiro.
Quinta-feira, 04 de Março de 2010, às 16:09:52
Studio Pampa comentou este texto:
Cris Bartch e Suellen Mortandela de Castro (para as batuqueras de plantão).
Quinta-feira, 04 de Março de 2010, às 16:08:06
Varonica comentou este texto:
tati quebra barraco
Quinta-feira, 04 de Março de 2010, às 16:07:10
Mauricio Martins comentou este texto:
po e kd o Ovelha???
uououoieieieiiiiiiiiii sem vc não vivereiiiiiiiiii
uahauahuauahauhauhauauahuaha
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Quarta-feira, 03 de Março de 2010, às 22:27:42

Vocês estão duvidando? Essa foto eu bati agora com a webcam do notebook. Ou, como eu ainda costumo chamar, "LapTop".
Puxa vida, o que é a tecnologia. Quando eu usei a Internet pela primeira vez, lá no longínquo ano de 1996 (ou era 1997? não lembro), era preciso ter uma parafernalha para acessar a rede. E os computadores eram pesados, brancos, lerdos, com poucos recursos.
Agora, vejam só. Eu estou aqui editando o Jornal Esperança e, de quebra, publicando um pouquinho mais de besteirol no meu site.
Vocês sabem de onde? Do bar em frente ao serviço. Um bar/lancheria/boteco que tem uma máquina de videokê. Então, tem um cara cantando um pagode cafonérrimo "de corno" a uns 4 metros de mim, as bonitinhas do bar servindo xis (aliás, já comi um também), e eu aqui... com um notebook que não deve pesar nem 3 quilos, ligado à Internet por um modem 3G. Tudo isso em cima da mesa do boteco.
O futuro chegou. Para quem já nasceu nos anos 90, parece coisa de velho essa história de admirar o mundo dos notebooks e da 3G. Mas vocês não fazem idéia de como o conceito de "navegar na Internet em qualquer lugar" parecia futurista, ilusório, improvável, quando tudo isso começou.
Só faltam agora os carros movidos a anti-gravidade.
Quarta-feira, 03 de Março de 2010, às 16:35:19

Jornal Esperança. Sempre surpreendendo.
Pessoal, estou escrevendo este post bem rapidinho, porque preciso trabalhar. Não esperem grandes atualizações entre hoje e amanhã, porque essa é a época mais corrida do mês para mim. É a época do jornal!
Hoje, vamos começar a fechar uma nova edição do Jornal Esperança, cujas edições podem ser lidas aqui no site, mas provavelmente só interessam à população da região onde ele circula.
O fato é que, para mim, o Esperança é muito mais do que um trabalho e um amontoado de informações localizadas, no espaço e no tempo. Ele é, antes de mais nada, um imenso experimento em termos gráficos, e em termos de linguagem.
A linguagem dele, visual e textual, segue uma premissa improvável: em uma cidade de interior, onde o povo teoricamente tem um perfil mais tradicional, e para a qual seria convencional criar um projeto gráfico mais sóbrio, com cores discretas e letras clássicas, nós estamos cada vez mais experimentando com modernidades, contrastes de fontes, cores fortes, charges quase abstratas e o uso de símbolos da cultura universal supostamente nem sempre bem apropriados pelos leitores médios.
Também a mensagem em si é transmitida em uma mistura de textos opinativos, notícias investigativas, quase agressivas, e muitos momentos de humor, às vezes dizendo as coisas sem dizê-las claramente, mas fazendo-se entender. Não porque tenhamos a ilusão de viver nos tempos do regime militar, mas para evitar processos mesmo.
O jornal é moderno, caótico, bizarro. E mesmo assim consegue passar suas mensagens de maneira muito clara. Isso é que é legal. Eu sempre quis ter espaço para fazer um projeto desses, mas nunca tive. Quando eu tinha o meu jornal, até havia o espaço, mas eu não estava maduro ainda, nem havia me formado e não conseguia tirar algumas idéias da cabeça para o papel por simples e pura falta de apuro técnico.
Nossa capa da edição passada retratou uma briga entre Prefeitura e Justiça como um duelo de faroeste. Ainda não consigo nem imaginar qual será a nossa próxima loucura, nessa capa que pretendo desenhar amanhã. Só sei, sobre a capa, de uma coisa: não será nada ameno ou manjado. Essa é a única certeza que sempre se pode ter sobre o Jornal Esperança.
Terça-feira, 02 de Março de 2010, às 23:21:51

Big Fone: "Você está no paredão! Aliás, quem está falando?"
Dourado: "É o Dourado!"
Big Fone: "Desculpe, foi engano."
Outra piadinha infame, rapidinha, juro que vou parar: Marcelo Dourado não usa relógio, ele decide que horas são.
Eu assisto ao BBB. Assisti a todas as edições. Acho a coisa mais imbecil do mundo, quando um intelectual fica dizendo que este programa é o símbolo da imbecilidade nacional, e coisa e tal. Jornalistas se acham sempre intelectuais, assim como os sociólogos. Eu sou jornalista e assisto ao BBB. Se eu tivesse a chance de fazer um programa de TV, ele não seguiria outro estilo, porque TV é audiência. TV é entretenimento. Quem quiser pensar de maneira profunda, que vá ler um livro. Ou então, este maravilhoso blog, cheio de pérolas tão filosóficas.
Eu vejo o BBB e torço pelo Marcelo Dourado. Não apenas porque ele é o novo Chuck Norris, mas porque o cara é um fodido. Ele tentou fazer carreira como lutador, disputou umas 7 ou 8 lutas, e só ganhou a primeira. Depois, só perdeu. Talvez ele não tivesse nascido para isso.
Corro o risco de ter o meu dia de Cris Barth, por “compartilhar” fofocas já vencidas, mas fiquei sabendo, extra-oficialmente, que esse Dourado, depois do BBB4, foi trabalhar no estrangeiro, e mal ganhava para comer. Se ferrou. Voltou, e foi tentar a vida nas academias de Porto Alegre, ensinando caratê, judô, essas coisas que ele sabe. Ou seja: ele é um cara que deve ter sonhado em ser um lutador famoso, mas se deu mal. Levou uma rasteira da vida. E ele é gaúcho. Como eu.
Agora mesmo, enquanto escrevo, está rolando um paredão e pode ser que o Dourado caia fora do jogo em menos de uma hora. Mas vamos ver. O fato é que ele já se transformou em uma figura famosa, pelo menos ao ponto de ser convidado para apresentar algum programa de Vale-Tudo em algum canal da TV a cabo. Bom para ele.
Se sobreviver ao paredão de hoje, PARA A FRENTE, DOURADO! ATÉ A VITÓRIA, SEMPRE!
Terça-feira, 02 de Março de 2010, às 16:48:35

E pensar que esse sujeito, que me parece ter mais cultura e inteligência do que todos os participantes dos 10 BBBs somados (e mais do que o Bial, aliás), provavelmente será lembrado por pouca gente, e mesmo assim apenas como “o cara que cantava voar voar, subir subir”.
Boa tarde, pessoal. Eu podia estar matando, roubando... mas estou escrevendo esse blog. Agora, falando sério: eu estava navegando pela Web, e confesso que depois de publicar aquela “verdade” sobre
o cantor Byafra ser o verdadeiro pai do Serginho (BBB10), fiquei bem interessado pela vida do cantor. Eu até baixei o MP3 de “Sonho de Ícaro” e vim escutando no carro hoje, a caminho do trabalho.
Navegando e andando, e seguindo a canção, acabei trombando com muito mais material sobre o Byafra do que se poderia imaginar. Mas não apenas os habituais sites oficiais do cantor, fóruns onde as pessoas gozam da cara dele, e fóruns onde elogiam ele. Tudo bem, eu li tudo isso. Mas também descobri que o Byafra tem opiniões e idéias bem lúcidas. O cara parece se interessar por História e está em dia com o noticiário. Tem uma visão política. Acho até que ele é meio esquerdão, sabe? Eu reuni algumas amostras da filosofia Byafriana para que vocês:
Um novo general
Se os militares têm o direito de governar só porque têm a posse das armas, os bandidos também têm. Se alguém quer governar, que se candidate democraticamente. A democracia é a garantia da cura de todos os males? Como saber se ainda não a conhecemos? Hoje temos um novo general, o poder econômico.
Guerra ao Terror
Foram tantas desavenças entre judeus, cristãos e mulçumanos que a poeira desses conflitos ainda se espalha pelo ar. Como dizer que o ataque do world trade center nada tem a ver com as cruzadas?
Oriente Médio
Como encontrar solução entre judeus e palestinos, se Deus prometeu a mesma terra aos dois povos?
Como parar com as guerras se uma poderosa indústria da morte se alimenta de todos os conflitos, gera dinheiro e novas tecnologias?
Poesia com fundo político
O maior de todos os bandidos
não aparenta ser bandido,
não sai chutando portas
não mata por prazer,
não anda armado,
não assalta bancos
ou bate em pessoas indefesas.
O maior de todos os bandidos
não se julga mau.
O maior de todos os bandidos
vai a igreja todos os domingos,
usa ternos impecáveis
e fuzila suas ordens
por trás de uma mesa de escritório.
O maior de todos os bandidos não usa drogas e bebe socialmente.
O maior de todos os bandidos não trata a morte como um crime, mas como um ofício.
Não mata porque quer não pode fazer nada, é sua missão.
O maior de todos os bandidos não anda armado, comanda bancos e exércitos com a mão invisível, inflexível e pragmática.
O maior de todos os bandidos jamais será punido, pois possui cúmplices em toda parte.
O maior de todos os bandidos está no poder e é legal.
O maior de todos os bandidos talvez se mostre afável e generoso, e seja muito parecido com o par ideal para sua filha.
O maior de todos os bandidos se mistura em várias faces, várias imagens, vários sorrisos e faz com que pareça ser nosso melhor amigo, mesmo sendo o maior de todos os bandidos.
Além disso, o cara faz uns textos nos quais nos apresenta o resumo do pensamento dos filósofos e escritores que ele admira. Acabo de ler uma sobre Honoré de Balzac. Sim! BALZAC! Byafra me deu um baita esclarecimento sobre Balzac!!!!! Além disso, ele fez uma piadinha, tipo uma fábula, unindo Francis Drake, imperialismo britânico, pirataria e mercado negro no Brasil, altamente inteligente, demonstrando um bom conhecimento histórico.
O legal é que o Byafra externa, na Internet, suas opiniões, e ele ataca em certo grau as elites e a cultura do consumismo. Coisa que muitas outras figuras tidas como “cabeças” da nossa TV não têm coragem de questionar.
Encontrei a maior parte desses pensamentos Byafrianos
nesse site aqui.
Segunda-feira, 01 de Março de 2010, às 22:07:35

O Fiat Oggi, versão sedã do clássico Fiat 147, é um carro tão raro que ganhou sua própria campanha inútil na Internet: FOTOGRAFE UM OGGI, HOJE! Para participar, é simples: sempre que você encontrar um Oggi dando sopa pelas ruas da sua cidade, bata uma foto e poste no seu blog. Ou me mande por e-mail! Vamos ver quantos Oggis existem no Brasil, hoje!
Meu primeiro "flagra" de um Oggi é este. A foto foi tirada na parada 37 da RS 040, aqui em Viamão, perto da entrada da Vila Gaúcha (entre a Gaúcha e a Cecília).
Na realidade, quem bateu a foto foi a minha mulher, a Fabiana.
O Oggi em questão parece estar em atividade. Eu sempre o vejo parado no mesmo lugar, ali na 37, à beira da estrada. Ele não tem nenhum cartaz de "vende-se", e apesar de a pintura estar meio esgualepada, o carro está quase sempre limpo. Então provavelmente é o veículo regular, do dia a dia, de alguém que mora por ali ou trabalha naquela estofaria.