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18/05/2012
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O Advogado e Vereador Romer Guex, do PSOL, pegou o microfone na Câmara Municipal outro dia, e tascou o pau no Poder Executivo, criticando a inexistência de obras que possam prevenir e amenizar os alagamentos que ocorrem nas Vilas Cecília e Augustas nos períodos de chuvas.
Segundo o vereador: "tenho estado quase que diariamente nas Vilas Cecília e Augustas e o relato que tenho dos moradores é de que não estão sendo feitas obras que possam evitar os constantes alagamentos que ocorrem no inverno, em especial, os pequenos problemas como: limpeza de boca de lobo, desentupimento da canalização, abertura de valos para escoamento, canalização de pequenos córregos, canalização de águas que cortam residências, retirada de terras que se acumulam nas vias asfaltadas e que acabam indo para os bueiros, entre outras. Não é possível, que sabendo dos pontos mais críticos, nada tenha sido feito pela Prefeitura. Essas obras tem que ser feitas de forma preventiva, antes do inverno e o que assistimos é uma total inação do poder público municipal. Depois, culparão a natureza e atribuirão as condições climáticas desfavoráveis a razão pelos prejuízos causados a comunidade", concluiu.
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18/05/2012
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Reportagem: Alex Vaz
Na noite do sábado último, dia 12, o assessor parlamentar do Dep. Federal Alexandre Roso, Carlos Oliveira, reuniu amigos na comunidade da Cecília para prestar uma singela homenagem as mães. O jantar teve lugar no Galpão Viamão Cultura e Canto, local onde tem sido realizados vários encontros culturais e é coordenado pela Janaína Mendes.
Na ocasião, Carlos Oliveira leu uma bela mensagem em homenagem às mães e ressaltou a importância da maternidade. Além dos amigos e amigas, prestigiaram o evento o presidente do PSB Viamão, Engº Rostirolla e sua esposa Maria Amélia, assim como o pré-candidato a prefeito de Viamão pelo Partido Socialista Brasileiro, Geraldinho Filho.
Apesar do frio, o evento teve total prestígio por pessoas de várias regiões da Grande Stª Isabel. Ainda, no evento, o pré-candidato Geraldinho discorreu aos presentes sobre a viagem para Curitiba, demonstrando empolgação com a possibilidade de oferecer assistência de qualidade no âmbito da saúde, transportes, dentre outros serviços públicos. Observou, ainda, que tem buscado experiências positivas nos municípios onde PSB adminstra, para apresentar ao povo viamonense estas viabilidades.
Uma noite fria mas de muito calor humano, animação e pessoas otimistas, que acreditam que momentos como estes, que marcam para sempre a necessidade da participação, visto que aproxima as pessoas e desperta o sentimento de um trabalho coletivo de transformação em cada um de nós - afirma Carlos Oliveira.
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18/05/2012
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Texto do amigo jornalista Luis Cáceres, do over-mega-colorido Jornal Panorama.
A vitória de François Hollande na França representou um duro golpe na doutrina político-econômica que desde o fim da União Soviética prega o corte de gastos públicos. Após sua vitória, ouve-se falar em um novo plano Marshall para a Europa com muito investimento em obras públicas geradoras de empregos, renda e crescimento econômico.
Alguns brasileiros "especialistas" em economia, principalmente aqueles formados no exterior se rasgam afirmando que não há outra saída a não ser a da austeridade. O que trocando em miúdos significa arrocho salarial, menos investimentos em saúde pública, menos investimentos em educação, decadência na qualidade de estradas, transporte e outros serviços. A conseqüência mais grave da propalada austeridade é a alta taxa de desemprego, que reduz a roda comercial e quase emperra a economia de vez.
Apesar das evidências, ainda tem gente que consegue defender cortes de gastos públicos para se alcançar o tão falado superávit primário. Sabe o que é feito com os recursos aprovisionados para o tal superávit primário? São destinados ao pagamento de polpudas parcelas da dívida pública dos Estados em questão com o sistema financeiro.
Nos anos 90 vimos muitos países aplicando essa receita e nenhum deles saneou suas dívidas, que ao contrário seguiram aumentando. Depois de arrochar a população, estas nações tiveram dificuldades em arrecadar impostos e para honrar novamente suas dívidas com os banqueiros, venderam parte do patrimônio público, que coincidentemente, em muitos casos, foram adquiridos, por estes mesmos banqueiros ou associados. Ou seja, austeridade é um circulo vicioso que só beneficia donos de bancos e diretores de instituições bancárias que, com ou sem crise recebem cifras astronômicas por seus serviços.
No Brasil a equipe econômica do governo Lula inverteu esta lógica, interrompeu as privatizações, deixou de priorizar o superávit primário e passou a destinar os recursos públicos para seu destino real, os serviços públicos.
Um bom exemplo é a UFRGS que na época de FHC estava ameaçada de privatização ("o ensino superior é muito caro", dizia aquele governo), e teve seus recursos triplicados nos últimos 10 anos. Diferente daquilo que repetem os economistas latinos que estudaram nas academias da Europa e EUA, austeridade não é a única opção, aliás, ela é a pior opção.
Que nos diga o ex-governador Antônio Britto, discípulo da cartilha neoliberal que só não vendeu a mãe porque ela não era patrimônio público, e que nem por isso diminuiu a dívida do Rio Grande do Sul. Já passou da hora destes economistas servos da doutrina, darem-se conta de que caíram num engodo.
Está na hora de abrirem suas mentes para um novo paradigma econômico. Estado não é para servir banqueiros, Estado é para manter a ordem e garantir bem estar social.
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18/05/2012
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Texto e fotos: Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Viamão.
A parceria e o bom relacionamento entre o Corpo de Bombeiros e a Câmara de Vereadores de Viamão foram celebrados na noite desta terça-feira com a entrega de moções a todos os parlamentares. A iniciativa do comando da corporação pretende agradecer o apoio da Casa Legislativa na recuperação do caminhão de bombeiros que recentemente sofreu um acidente que retirou o veículo de uso. O veículo está sendo consertado e em no máximo trinta dias volta a ser utilizado nas ocorrências, segundo o tenente Marco Antônio Fraga, comandante da guarnição local. “O apoio dos vereadores e da Prefeitura Municipal na liberação de recursos para que pudéssemos recuperar o nosso caminhão foi essencial para que este veículo fosse incorporado o mais rápido possível a nossa frota”, afirmou.

Durante o conserto do caminhão, outro veículo foi emprestado ao município pela guarnição da Capital, mas esta viatura voltará ao seu posto tão logo o caminhão de Viamão retorne da oficina em Santa Cruz do Sul. Fraga destaca que a luta agora é para garantir uma nova viatura para a cidade para aumentar a frota e a cobertura do município que é um dos maiores do Estado em extensão territorial. “Viamão merece uma viatura zero quilômetro, e vamos propor na Consulta Popular do Governo do Estado que a população se mobilize para garantir este importante equipamento para Viamão”, argumentou.
Segundo dados do próprio Corpo de Bombeiros, a guarnição de Viamão é uma das que mais ocorrências atende por ano. Só no mês de abril deste ano, foram atendidas mais de cem ocorrências, com um sinistro residencial por dia. “Pela grande extensão territorial, e pela diversidade de atendimentos, ora no perímetro urbano, ora na zona rural, muitas vezes a população não percebe este grande número de chamados e salvamentos. Nossos homens têm um compromisso em bem servir a nossa comunidade e para isso vamos sempre estar perseguindo melhores condições de trabalho e melhores e mais modernos equipamentos”, concluiu Fraga.
Além dos vereadores, também foi homenageado o prefeito Alex Boscaini, que participou da sessão. Também participaram das homenagens o sargento Da Luz e o soldado Márcio, representando o Corpo de Bombeiros de Viamão.
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16/05/2012
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Eu tenho uma filha de 6 anos de idade, e TV por assinatura, o que significa que me tornei um PhD em seriados da Nickelodeon. E para mim, um dos maiores mistérios dessas produções é a escolha da estrela do seriado Brilhante Vitória. Oras, Victoria Justice é bonitinha, lindinha, e no enredo, ela é tratada como a menina mais bonita, mais atraente e mais interessante do grupo. Só que isso é uma inconsistência, já que existem outras duas atrizes que são bem mais chamativas do que ela no elenco principal da série.
Só para vocês entenderem: aqui vão duas fotos da Victoria Justice.
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Bonitinha, engraçadinha, atraente até. Mas meio sem sal.
Agora vamos ver uma outra figurinha que, embora não seja um mulherão tem muito mais "sal" do que a protagonista, é mais bonitinha e tudo mais: Ariana Grande (não, ela não tem origem latino-americana, e sim italiana), que interpreta a Cat.
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Mas eu nem queria falar desta pequena atriz. O que me intriga mesmo é que tenham pensado em retratar como mais atraente e mais bonita a Victoria, quando o seriado tem uma figurinha como Elizabeth Gillies, que na minha opinião, seria a atriz perfeita para interpretar a Vampira em um filme dos X-Men. Em Brilhante Vitória, ela interpreta a ex-vilã Jade. Aí vai ela:
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Creio que nem preciso dizer mais nada, senhores, e com isso, encerro o assunto.
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16/05/2012
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Buenas, pessoal. Este site andou desatualizado nos últimos dias, e até mesmo o pessoal daqui da minha cidade deve ter notado meu sumiço das ruas e dos lugares habituais.
A grande verdade é que eu tirei minha licença-paternidade, emendada a 10 dias de férias que eu tinha "em haver" com a empresa. Nos primeiros dias desta folga, fiquei às voltas com o nascimento do Gabriel. Nos últimos, o que me tirou de circulação foi minha própria saúde. Eu tive um surto fortíssimo de asma, e de fato, mesmo caminhar uns cinquenta metros já me fazia ficar quase sem respiração. Então fiquei de molho mesmo. Como não conseguia dormir direito (se quiser entender, tente dormir com um saco plástico enfiado na cabeça, com apenas um furinho de caneta para respirar), fiquei os últimos cinco dias basicamente como um zumbi.
Não lembro o que escrevi semana passada para o Sexta. Não consegui fazer a distribuição do jornal aqui na zona rural. Não lembro se cheguei a dar um alô para os amigos noticiando o nascimento do Gabrielzinho. Debaixo de muito medicamento, consegui comparecer às últimas aulas no curso técnico na Objetus. Mas vou dizer: fiz trabalhos sofríveis, e fui muito mal nas últimas provas. Ainda bem que eu tinha tirado só 10 em tudo no começo do semestre, o que elevou muito minha média geral, e me garantiu uma certa folga nessa fase final tão complicada.
Tentei me auto-medicar, como todo bom brasileiro, o que só piorou a coisa. Depois tentei procurar uma resposta na homeopatia, mas em duas semanas dessa experiência, só piorei. Ontem o pediatra do meu filho me sugeriu buscar um pneumologista, coisa que eu já tinha feito antes, e que só me "salvou" parcialmente. Mas, como a consulta com o médico especialista só teria agenda para semana que vem (eu marquei, claro), ele (o pediatra) me deu uma sugestão de remédios para usar como tratamento paliativo.
E vou dizer: funcionou que foi uma beleza.
Hoje mesmo voltei à vida, respirando com facilidade. A bombinha ficou no bolso, sem uso. Já fazem seis horas que está lá. Uma maravilha. Não é à toa que, depois de conhecer o trabalho do doutor André Gaffrée Burns por anos, atendendo a Camilinha, nós escolhemos ele também como pediatra do Gabriel. Recomendo muito. Atende ali no centro clínico do Hospital de Viamão. Aliás, dois médicos recomendáveis ali, por enquanto (que eu conheço), são o doutor André, e o neurologista e psiquiatra Aníbal Carneiro.
Então agora espero voltar à atividade normal de sempre. Nietzsche, um grande filósofo que viveu doente quase a vida toda, dizia que sua decadência física havia possibilitado seu engrandecimento filosófico. Comigo, nos últimos dias, a coisa foi parecida: como fiquei íntimo dos hospitais, minha página do Jornal Sexta nesta semana vai trazer uma matéria sobre o atendimento de saúde em entidades diferentes, aqui de Viamão. Vai ter gente ganhando elogio. E vai ter gente levando pau, claro.
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10/05/2012
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No último domingo, dia 6 de Maio, a Secretaria de Mulheres do PCdoB Viamão realizou a 1ª Conferência Municipal pela Emancipação da Mulher. Acho que me avisaram com antecedência, mas eu não fui, óbvio, porque estava em Porto Alegre.
Abaixo, segue a notinha sobre o evento, escrita pelas camaradinhas comunistas:
Nossa primeira conferência foi um sucesso, tivemos a presença de filiadas(os), simpatizantes e amigas(os). Tivemos uma tarde agradável em que discutimos o papel da mulher na política, que brasileiras somos na atualidade, qual emancipação queremos e o papel do partido na luta por esta emancipação. Além de outros assuntos levantados durante as discussões como o mercado de trabalho feminino, a dupla jornada, a violência contra mulher, etc.

As discussões esquentaram quando falamos das grandes desigualdades sociais ainda presentes em nossa sociedade (por classe, sexo/gênero, geração e raça/cor) e na apresentação de alguns números de mulheres no poder público e privado. Um exemplo foi o número de Prefeitas 505 de um universo de 5.565 prefeituras. Apenas 9,1%.
A manifestação masculina veio por parte do pré-candidato a vereador, Leandro Bautz, quando trouxe a questão de que “as mulheres muitas vezes não tem idéia de sua real força e que esta deve ser uma luta constante por mais espaços, inclusive políticos”.
Saímos três delegadas para a Conferência Estadual e já estamos nos preparamos para o Nacional nos dias 18, 19 e 20 de maio em Brasília.
Gislaine Pacheco, Secretária de Mulheres do PCdoB Viamão.
UM COMENTÁRIO
Agora, sou eu novamente falando com vocês. Eu quero falar um pouco sobre essa professora Gislaine Pacheco e o novo grupo que está com ela no PCdoB viamonense. Antes, é bom esclarecer que eu não a conhecia antes e não tenho nenhum laço de amizade com ela ou coisa do tipo, então o que vou dizer é uma análise isenta mesmo.
O PCdoB, em Viamão, nunca se estruturou. Sempre foi uma legenda "de aluguel", dessas que as coligações usam para engordar nominata de candidatos a vereador. Passou anos e anos como uma legenda meramente de papel, preenchida com quadros secundários do PT. Depois, abandonada à deriva, virou legenda descartável da coligação de apoio do Sarico, em 2008. E depois sumiu.
Claro, de tempos em tempos aparecem militantes mais "orgânicos" do PCdoB em Viamão. Mas não para estruturar o partido na cidade, e sim, para fazer votos para algum candidato dele nas eleições gerais. Nos últimos anos, vemos alguns comunistas, sem atuação local quase nenhuma, que a cada quatro anos vêm aqui, recolhem um caminhão de votos (a maioria para a Manuela, que em 2010 fez mais de 14 mil votos em Viamão). E só.
Mas essa direção atual parece preocupada em estruturar minimamente o partido, pelo menos. Fazem conferências, fazem reuniões, fazem uns esforços de formação de quadros. Bem diferente daquele uso meramente cartorial da sigla que víamos até 2008.
Eu até conversei com a professora Gislaine um pouco, e sem nenhum exagero, foi a primeira vez que vi um dirigente de um desses partidos nanicos, em Viamão, que realmente conhece a história da legenda, domina os fundamentos teóricos da doutrina partidária, e fez análises críticas lúcidas sobre dirigentes nacionais e estaduais da legenda.
É uma novidade, porque TODOS OS OUTROS presidentes locais desse tipo de partido, em Viamão, me passam a idéia de serem meros aproveitadores do registro da sigla, que nem sabem quais as bandeiras históricas de seus partidos, e só conhecem seus líderes nacionais de nome, nem sabendo o que dizem ou fazem.
Enfim. Algo me diz que o PCdoB de Viamão finalmente vai dar em alguma coisa.
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08/05/2012
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O prefeito de Viamão, Alex Boscaini, apresentou o projeto para construção do Posto 24 Horas na parada 44. Pediu votação urgente. Eis que o mais radical dos oposicionistas, o vereador Romer (que ainda por cima é do PSOL, o partido mais hardcore ma Câmara). foi lá e votou favorável.
No seu discurso de justificativa, ele disse algumas coisas que alguém precisava dizer. Para mim, as principais sacadas foram:
- Viamão tem baixo índice de mortalidade infantil, não por ter boa saúde pública. É que, como Viamão não tem atendimento hospitalar decente, todo mundo leva a criançada doente para Porto Alegre, de modo que as crianças viamoneses, quando morrem, morrem na Capital.
- Se o governo pode dar-se ao luxo de apresentar o projeto do Posto 24 Horas, de uma hora para a outra, diante de uma crise no atendimento no Hospital de Caridade, e às vésperas de uma eleição, é porque ANTES já tinha condições de construir o Posto. Por quê não construiu? Para esperar chegar perto da eleição! E enquanto isso, as pessoas morrendo!
Tem outras frases memoráveis também. Assita ao vídeo aí:
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07/05/2012
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07/05/2012
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05/05/2012
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As imagens abaixo são fotografias tiradas com uma câmera escondida, das reuniões secretas da oposição viamonense:
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Foto 1: Líderes discutindo opções para derrotar o PT. |
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Foto 2: Após as importantes discussões, um brinde! |
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Enquanto isso o governo só observa...

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05/05/2012
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Embora seja muito rato um colunista aqui do Sexta tratar de assuntos que não sejam locais, de Viamão, vou abrir essa exceção porque é preciso que algumas coisas sejam ditas, sobre a política da América Latina e do mundo neste momento. Então lá vou eu...
NACIONALIZAÇÕES
A presidenta da Argentina, Cristina Kirshner, há poucos dias anunciou a nacionalização da petroleira YPF. Os agentes do governo argentino entraram lá, anunciaram que a empresa passava a pertencer ao governo argentino, e que ela não pertencia mais ao grupo empresarial espanhol que até ali a controlava.
Imediatamente, explodiu a reação. Especialmente da imprensa sustentada – adivinhem só – pelo grande capital, ou seja, a imprensa sustentada justamente pela classe à qual pertence a empresa-vítima da expropriação. Dias depois, foi Evo Morales, da Bolívia, que nacionalizou uma empresa de transporte de energia elétrica. Fala-se que a "América Latina está afundando no pesadelo populista", "Argentina e Bolívia estão virando a Venezuela", e outras frases de efeito. Mas vamos analisar a coisa com cuidado. Do quê, afinal, estamos falando?
O EXEMPLO DOS ESTADOS UNIDOS
Há quem diga que o Estado não deve ter uma presença forte na economia. Na verdade, há quem defenda que ele não deveria ter presença NENHUMA. Que todas as empresas públicas deveriam ser privatizadas, e que empresários particulares, em livre concorrência, fariam um trabalho bem melhor do que o governo para gerir quase todos os setores da vida nacional.
O que se vê na realidade, no entanto, é o contrário. Essa tendência do "vamos privatizar", e "viva o livre mercado", ganhou força nos anos 1980, quando os Estados Unidos adotaram essa postura neoliberal durante o governo do presidente Ronald Reagan, e o país saiu de uma grave recessão que havia assolado a economia americana nos anos 1970.
O problema é que essa "recuperação milagrosa" não foi tão milagrosa assim: os EUA viveram anos de pujança e fartura, mas acumulando dívidas astronômicas. Hoje, os EUA são o MAIOR DEVEDOR DO MUNDO, e devem mais e mais a cada ano. Uma hora, se nada mudar, o país simplesmente quebra.
EUROPA OCIDENTAL E CHILE
Os países da Europa Ocidental estão em crise. O desemprego bate as maiores alturas e o povo, desesperado, sai pelas ruas protestando, saqueando e tentando forçar os governos a achar soluções. Os países mais QUEBRADOS são a Espanha e a Grécia. Países que, nas duas décadas passadas, caíram na asneira de privatizar suas economias ao máximo. Agora estão enrascados.
Aqui perto temos o Chile, um país que era louvado, por ser administrado de forma "eficiente", "como se fosse uma empresa privada". Outro que quebrou. A ilusão acabou. E a realidade é dura: o povo já está nas ruas, no mais completo desespero diante da recessão, do desemprego e das dificuldades.
CARLOS MENEM
Um dos maiores exemplos de que o modelo neoliberal, privatista, não deu certo é que o ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, foi um dos primeiros nomes importantes no país a aprovar a nacionalização da empresa de petróleo pela presidenta Cristina.
O BRASIL RESISTIU À CRISE
O Brasil, nos anos 1990, viveu uma onda de privatizações, no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas o que se fez, na verdade, foi uma caminhada tímida em relação à privatização. Nós não chegamos nem perto do grau em que estavam o Chile e a Argentina na época. Como resultado, ainda somos um país onde o Estado tem uma participação monstruosa na economia. E foi exatamente por não dependermos totalmente dos ventos fugazes da economia de livre mercado, que resistimos bem às diversas crises econômicas internacionais que abalaram a primeira década deste século.
ESTATIZAR TUDO É A SOLUÇÃO?
Provavelmente não. O mundo já conheceu países com a economia 100% estatizada. Alguns são completos fracassos, como Cuba e a Coréia do Norte, enquanto outros experimentaram décadas de sucesso, como a União Soviética, que derrotou o nazismo e foi o primeiro país a conquistar o Espaço. Só que a economia 100% estatal levou à estagnação. Esta, aliada a crises políticas graves, levou o país a dissolver-se em 1991.
A URSS, quando "quebrou", na verdade, estava menos "quebrada" do que os EUA estão hoje. Mas isso não vem ao caso: atualmente, nem o mais radical dos comunistas do mundo pode deixar de admitir que as experiências de economia 100% estatal foram um fracasso.
CONCLUSÃO
A conclusão que podemos tirar, observando a História e tudo o que vemos ao nosso redor, é a seguinte:
1 – É certo e pacífico que economias 100% controladas pelo governo não deram certo. Afinal, a gente tem aí os exemplos do Leste Europeu, de Cuba, etc.
2 – É certo e pacífico que um alto grau de privatização, e uma confiança total nos mecanismos do capitalismo, também não dá certo. Afinal, os Estados Unidos devem até as calças, e a Europa está quebrada.
3 – A mistura de capitalismo selvagem com ditadura rígida também não é o caminho: a China hoje é um sucesso industrial e econômico, mas seu povo vive absurdamente mal.
Diante disso, chegamos a uma só conclusão: já sabemos os modelos que NÃO DÃO CERTO. Agora, falta descobrir qual o caminho que vai dar certo.
É ERRADO? É CERTO?
Os governos argentino e boliviano, assim como o venezuelano, estão indo por um caminho errado? Isso ninguém pode dizer. Quem tentar definir isso agora, está com certeza "dando chute". A única coisa que é certa, é que eles estão optando por um caminho diferente do neoliberalismo e do "socialismo real". Estão tentando alguma coisa diferente. Sem mirar utopia alguma, sem a ingenuidade dos sonhadores. Vão reformando aos poucos, batendo de frente com um interesse de cada vez. Estatizando o que é estratégico, regulando o que é importante, e distribuindo renda.
O Brasil parece ter o mesmo viés. Só que nossos governos são mais "cagões" e não tomam atitudes radicais como essas nacionalizações. Se este caminho vai dar certo ou não, ainda não sabemos. Só a História, um dia, realmente nos dirá.

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05/05/2012
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Este ano temos eleições, e é natural que os candidatos tentem fazer suas previsões, montar seus núcleos de eleitores, tentem ler o futuro através do carinho demonstrado pelo povo nas vilas, a cada festa, a cada evento.
Claro, isso faz parte. Não apenas da candidatura do político, mas da própria essência do ser humano: nós temos a tendência de procurar ter o controle sobre as coisas. Se não podemos tê-los, buscamos ter ao menos uma ilusão dele. Buscamos um jeito de não vivermos angustiados pelas incertezas daquilo que não dominamos.
Agora, chegou a hora de dar uma má notícia aos pré-candidatos. Na verdade, uma boa e uma má notícia. A boa é que existe uma parcela do eleitorado que está de olho nos nomes oferecidos para as eleições deste ano, olhando o que cada um faz.
A má notícia é que este grupo, dos conscientes, é muito pequeno quando comparado com nosso imenso eleitorado, de uns 150 mil votantes.

Destes, um terço sai todos os dias de Viamão para trabalhar em Porto Alegre. É gente que chega na cidade à noite, morta de cansaço, querendo mais é cama. São pessoas que não "vivem" a cidade pra valer.
Mesmo entre os que aqui ficam durante o dia, são poucos os que acompanham o noticiário local. A maioria do eleitorado de Viamão não está nem aí para os nomes, não sabe quem são essas pessoas, e não dá a mínima para os temas em discussão durante a campanha eleitoral.
Uma imensa maioria dos viamonenses ainda vota "de sopetão", decidindo o candidato na boca da urna. E por critérios os mais bizarros: por achar o candidato mais bonito, por confundi-lo com outro, ou simplesmente por saber o número dele e tê-lo á mão na hora de preencher os algarismos ali na maquininha.
Então, fazer prognóstico eleitoral olhando para a fatia do eleitorado que realmente já sabe em quem vota, é bobagem: quem decide mesmo a eleição ainda nem sabe quem serão os candidatos. E uma boa parte desse grupo continuará não sabendo ao certo, mesmo segundos antes de votar.
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05/05/2012
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O nosso pequeno Gabriel nasceu ontem (sexta, 4 de Maio) à noite no Hospital Santa Clara, da Santa Casa, medindo 51cm e pesando três quilos e meio.Agora a camilinha tem um irmãozinho!

Ele e a Fabiana estão até domingo na maternindade, no quarto 1103.
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01/05/2012
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Para vocês que são novos demais, vou contar uma história: era uma vez um menino rico, filho de um político que na época estava começando a despontar (e hoje é um consagrado senador, chamado Eduardo Suplicy) e da herdeira de uma das famílias mais ricas do Brasil, os Matarazzo (a ex-mulher do Eduardo, a igualmente famosa Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo).
Este menino rico inventou um visual meio parecido com o do Billy Idol, e uma atitude punk, e tornou-se um dos mais divertidos personagens da música brasileira, com o nome artístico de Supla. Se você nunca ouviu falar no Supla, por favor vá ao Google e depois volte aqui, pois você ainda não é digno de ler este artigo.
Bem. Passada a fase de introdução do assunto, vamos à música:
Nos anos 1980, o Supla tinha uma banda chamada "Tokyo". Nessa época, a cantora alemã Nina Hagen (se não sabe quem é, vá ao Google por favor) veio ao Rock in Rio, o Supla endoideceu e deu um jeito de ir atrás dela. E por uma dessas maluquices do coração, os dois chegaram a ter um namorico, breve mas histórico para a vida do Supla.
Por quê histórico? Porque até ali o Supla era apenas um menino rico, descendente de nobres e de poderosos, que tentava ser músico. Mas desse romance bizarro com Nina Hagen, nasceria a música que o transformaria em um verdadeiro músico famoso nacionalmente e estouraria nas rádios: "A Garota de Berlim", de 1986, um grande sucesso que lançou Supla e é até hoje seu hit de maior sucesso.
A música original não teve videoclipe, mas tinha uma participação especial da própria e (na época) estonteante Nina Hagen. Na época, ela experimentava o auge de sua fama mundial, então isso não era pouca coisa.
Foi uma música que fez história. Confiram uma gravação dela:
Pois buenas... uns 15 anos se passam, e o Supla resolve gravar um videoclipe dessa mesma música. Só que ao invés de usar a música original (afinal, a participação da Nina Hagen foi importante), o Supla resolveu gravar uma versão nova.
Daí ficamos na época sabendo que a Nina Hagen participaria dele. Maravilha! A velha música seria regravada, com a Nina e tudo, e o videoclipe teria ela como "mocinha" ao lado do Supla, embora nenhum dos dois fosse "garoto" mais. O que não importa: roqueiro saudosista não liga para algumas rugas.
O resultado final, no entanto, foi a maior decepção do ano: A letra foi modificada para cortar as partes em que ouvíamos a voz da Nina Hagen, as falas dela (que eram bonitas), foram trocadas por idiotices tipo "sex, sex, sex!". E a própria Nina participou do clipe fazendo uma "ponta" como uma punk esquisita no meio da rua que ajuda o Supla a encontrar a "garota de Berlim", interpretada por uma mulher que deve ser irmã gêmea da Déborah Blando (se não sabe quem é a senhora Blando... já sabe: Google).
Enfim. Uma bosta. Confira abaixo essa abominação:
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29/04/2012
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Eu havia antecipado aqui, e nesta semana, uma novidade se concretizou: o Jornal da Terra voltou a circular, aqui na nossa querida Águas Claras.
Recordando: o Jornal da Terra que circulou até 2008 era dirigido pelo jornalista Claro Antônio Mota. Mais detalhes, leia o outro post sobre este mesmo assunto. Esta nova encarnação que saiu há poucos dias tem como diretor o corretor de imóveis Baltasar Cabrera Molina, o mais tradicional colunista do velho jornal, que formava uma verdadeira dupla dinâmica com o Mota.
O jornal ressurge com oito páginas, sendo a capa, a contracapa e as duas centrais (páginas 4 e 5) coloridas. Conforme eu havia dito também, os principais nomes do time do formato antigo da Folha da Terra estão aqui: William Contraponto, o próprio Molina, e o Gislei Charqueiro. O Gislei que, aliás, já tinha sido o criador do projeto gráfico do JdT original, há muitos anos. E que agora manteve o mesmo projeto na volta do jornal.

Esse projeto gráfico, infelizmente, não tem um poder muito grande de despertar lembranças e fazer o JdT novo lembrar o velho, porque não é realmente muito memorável, muito "próprio" do jornal. Ele é um projetão básico, muito parecido com os projetos do A Tribuna e da própria Folha da Terra, em sua fase tablóide.
VISUAL
Como vocês já devem ter percebido pelo parágrafo anterior (e todo mundo que leu o jornal deve ter notado), o que temos aqui em termos de visual é o velho "estilo Gislei Charqueiro de fazer jornal". Muito uso de fonte serifada (Times New Roman, para ser mais específico). Colunas e quadros cercados por linhas grossas.
E um uso um tanto deficiente das cores, que eu sempre critiquei em todos os jornais do mesmo diagramador (Tribuna, Jdt, FdT). As fotos coloridas saíram, em sua maioria, um pouco "empasteladas".
Mesmo com suas eventuais deficiências, o estilo de uma forma geral funciona. Não inova. Falta um pouco de destaque para as matérias e colunas. Mas no geral, funciona.
Uma coisa que me incomoda demais, no entanto, é o uso dos tamanhos de letra e os espaçamentos entre linhas. Um jornal pode ter dois, até três padrões diferentes de fonte e espaçamento, usando um para o texto das matérias, outro para as colunas, e talvez um terceiro para matérias na capa e contracapa. Mas o Jornal da Terra ainda não tem esse tipo de padronização. As letras vão variando de tamanho e entrelinhas conforme a necessidade de preencher espaços ou fazer caber um texto todo. Eu sou um chato, um purista nesse papo de padronização gráfica.
Mesmo não sendo nenhum entendido, o cidadão comum acaba se irritando com essa coisa das letras. A coluna do Molina está escrita com um letrão monstruoso, e espaço 1,5, ou algo do tipo, num grande desperdício de espaço. Enquanto isso, a coluna "Comentário Panorâmico" saiu com uma letrinha minúscula, bastante difícil de ler sem uma lupa.
Mas mesmo me incomodando um pouco com a variação do uso das letras, eu vou dar meus parabéns ao Gislei. Porque ele parece estar fazendo alguma evolução neste quesito. Mesmo com pequenas variações onde não deveria haver, o fato é que este JdT não tem nem de longe aquele visual caótico que a gente às vezes via no Folha e no antigo JdT. O jornal parece mais bem resolvido graficamente do que seus antecessores.
MATÉRIAS E COLUNAS
Eu sempre digo que é loucura querer definir qual a linha de um novo jornal, logo nas três primeiras edições, porque esta é uma fase de formatação, de acomodação das forças que vão reger ele. Mas vamos dar uma olhada nas páginas do Jornal da Terra mesmo assim.
Começamos com a capa, que traz uma grande manchete (CTG e clube de futebol do Capão da Porteira recebendo homenagens), e uma matéria completa (embora curta, sobre as filmagens do Globo Repórter na região). No rodapé da capa, um convite para um evento da região.
E vamos para a página 2. Nela, temos uma das coisas mais legais do novo velho jornal: a coluna "Parada 88", do Gislei, volta exatamente com o mesmo formato que tinha no Folha da Terra. Trata-se de uma coluna de humor, comentando e exagerando causos com pessoas da comunidade. Uma das melhores colunas, deste e do outro jornal. Também na mesma página temos o Editorial, que fala sobre a reativação do jornal e conta a história dele desde os primórdios de sua encarnação antiga. E no rodapé desta página, temos uma notinha de humor local e uma matéria claramente enviada pela Prefeitura Municipal.
Na página 3, temos um quadro ("Comentário panorâmico") que é o ponto mais polêmico da edição. Ele fala, sem citar o nome, do Folha da Terra, da saída de todo o grupo que formaria o JdT daquele jornal, e passa pela polêmica saída deste grupo da Rádio Tradição. É uma "fincada" no diretor da rádio, Luis Silveira, mesmo que velada.
Tem outra coluna, esta falando sobre o pedágio da RS040 e as promessas (aparentemente vazias) do governador Tarso. Esta coluna é assinada pelo corretor de imóveis Luis Carlos Nuñes, meu amigão, e que ao lado de sua esposa Graciela é um dos maiores conhecedores da história da pendenga com a Univias. É um cara politizado, coerente, que a comunidade merecia ter a chance de ler mesmo em algum lugar. Parabéns ao JdT por convidá-lo!
No resto da página 3, temos mais duas matérias da Prefeitura Municipal. Daquelas prontinhas. Só copiar e colar.
As páginas 4 e 5 são coloridas. Em uma, temos o aniversário do CTG Capão da Porteira, uma grande galeria de fotos e um pequeno texto descritivo. Na outra, temos uma matéria do Valdir Bonatto, do PSDB, que fez uma reunião de pré-campanha na região.
Na página 6, vemos com muita alegria a volta da coluna "Contraponto", do William Risther (vulto William Contraponto). Mas ao invés de opinar, desta vez ele resolveu começar com uma letra de música de sua autoria. E temos outro colunista, o jornalista Leopoldo Ruzicki, que falou sobre ética, política e valores, basicamente. O resto da página, mais uma vez, foi preenchido com matérias prontas da Prefeitura.
Página 7, a página da coluna do Molina. Ele fala basicamente da transição da FdT para o ressurgimento do JdT. Com um enfoque muito parecido com o do quadro da página 3, aliás. Além dele, temos um enorme espaço dedicado a receitas culinárias.
E finalmente temos a contracapa, a cores, finalmente com fotos que parecem ter sido bem tratadas, com cores vivas. É sobre os 40 anos do Esporte Clube São Jorge, o orgulho do Capão da Porteira. O legal de ver uma matéria dessas, com uma galeria de fotos claras e variadas, é que a gente vai reconhecendo amigos e conhecidos no meio delas.
Como eu disse no começo, ainda é cedo para avaliar o lado editorial do jornal. Mas algumas coisas são notórias. Como a equipe é formada por gente antiga na região, e portanto com muitos contatos e muito conhecimento, ao lado dos releases da Prefeitura a gente vê matérias realmente interessantes sobre coisas locais. Só é preciso reduzir os releases e botar mais coisas locais, e o jornal fica 100%.
Também seria interessante que os colunistas combinassem entre si quais assuntos cada um vai tratar, para evitar repetição (como ocorreu entre o Editorial, os Comentários da página 3, e o Molina).
O jornal não é nada ruim para uma primeira edição. O destaque de melhor coluna, desta vez, digo a vocês que foi o Gislei. A história do arroz do João do Goufe tem tudo para virar uma lenda urbana local. Eu já tirei sarro com o próprio João, claro, ali na passadinha sagrada pelo Juju Lanches.
COMERCIAL
O jornal começa com poucos anúncios. Mas deve obter mais, à medida que vai circulando e ganhando credibilidade.
O que eu achei engraçado é que neste jornal foi a primeira vez que vi um anúncio da Global Network, a empresa que fornece conexão à Internet aqui em casa. É uma empresa que vem enfrentando concorrentes fortes, que estão entrando na região. Só que eu só ouço reclamação sobre estes concorrentes. Enquanto aqui em casa a navegação prossegue sempre numa boa.
OS BOATOS ERAM VERDADE
Enquanto a volta do jornal era só um comentário, eu antecipava aqui que o projeto teria o patrocínio, ao menos no começo, de um político envolvido na corrida para a Prefeitura. Não escrevi, para não arrumar um processo, mas já comentava verbalmente por aí que seria o pré-candidato tucano Valdir Bonatto. E realmente, a página 5 inteirinha é tomada por uma matéria com o título "Empresários e líderes comunitários de Águas Claras se reúnem em jantar com prof. Bonatto, pré-candidato do PSDB". Mais explícito, não tem como.
O que eu quero dizer com isso? Na verdade, nada. O jornal Sexta desta semana também está totalmente "Bonattizado" desde a capa. Ano eleitoral é isso aí.
PROBLEMAS COM O CNPJ
Logo na página 2, uma coisa chama atenção: o CNPJ da empresa. Eu dei uma consultada no site da Receita Federal e esse número está no nome do primeiro dono do jornal, aquele que vendeu pro Mota. Mas isso não quer dizer nada. O intrigante é que este CNPJ consta como INATIVO, desde 2007.
Isso mesmo: a identidade jurídica declarada do novo jornal não existe!
Hoje o diretor Molina me deu a explicação: eles se enganaram na hora de escrever o Expediente do jornal. O verdadeiro número é outro (pertencente ao Mota, mas que está ativo).
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CNPJ "furado" que saiu no Expediente. |
CNPJ válido, que aparecerá já na edição que vem. |
O QUE EU ACHO?
Eu acho que o jornal conseguiu fazer o básico nesta primeira edição: trouxe algumas notícias locais que eu realmente acho que são interessantes para o morador local, trouxe de volta colunistas queridos pela população, e optou por botar fotos grandes e chamativas para ilustrar as matérias. Não ficou nenhuma obra de arte, conforme eu já disse, mas ficou um jornal basicamente muito bom. Começando assim, pode ir longe.
Óbvio que eu temo pela sobrevivência dele. Ele renasce em ano eleitoral, com um óbvio patrocínio de um pré-candidato. Uma doença da qual, aliás, diversos jornais de interior sofrem neste momento. E a gente fica sempre se perguntando, se sobreviverão depois da metade de Outubro. Mas isso faz parte.
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28/04/2012
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Enildo Paulo Pereira, o famoso Paulão, era um jornalista (alguns diriam pseudo-jornalista) policial, famoso pelas maluquices que fazia diante da câmera. Morreu nesta sexta-feira, dia 27, em um acidente de trânsito. A notícia da morte dele, escrita de forma séria e informativa, vocês podem ler clicando aqui.
Eu vou falar de forma pessoal mesmo.
Paulão era um jornalista considerado, pelos puristas da profissão, como pouco sério. Mas tinha um público que o adorava (com certeza mais numeroso do que o público dos "sábios" que o condenavam). Era, antes de mais nada, um sujeito que sabia o que queria fazer e se virava sozinho para conseguir fazer. Ele tinha um estilo parecido com o do também falecido Luis Carlos Alborghetti. Gritava, se indignava, batia na mesa. E fazia entrevistas hilárias com os policiais e especialmente com os bandidos.
Eu "conheci" ele há muitos e muitos anos, lá pela década de 90. Eu lembro de assistir ao programa "Policia em Ação" no canal 20 da NET. O programa era tosco, o cenário minimalista, e o apresentador tinha uma fúria, misturada com uma grosseria e um lado cômico, que hipnotizavam a gurizada.
Na época eu tinha uma turma (Tito, Zanatta, Gabriel "cabelo de penico"...) e nós jogávamos RPG. O Zanatta (Gabriel Zanatta, que hoje é consultor, eu acho) invariavelmente escolhia encarnar "Paulão Repórter Policial", mesmo que a aventura fosse na Idade Média. A diversão da coisa é que o personagem dele xingava e dizia palavrões o tempo todo, e queria sair na porrada com todos os personagens a todo tempo.
Opa... me perdi. Voltemos ao programa "Polícia em Ação".
As entrevistas com os bandidos eram realmente hilárias. Eu nunca esqueci de uma, na qual o Paulão chegou em um estuprador, e como o cara não queria dizer nada para o microfone, o repórter começou a brincar com os cachos do cabelo comprido do bandido, e dizia: "Com esse penteado aí vai fazer muito sucesso lá no casarão, meu filho. Tu não deu carinho para as tuas vítimas? Agora vão te dar muito carinho lá no Central, viu?"
Ele dizia umas frases... uns bordões, como os tinham Alborghetti e Gil Gomes, e têm Ratinho e Datena. Os melhores do Paulão eram "mentiu pro tio, contou pro vô, a casa caiu, a cobra fumou", "agora vai fazer cursinho de canário" e "lugar de chinelo é na cadeia".
Paulão batia com um chinelo na mesa para enfatizar momentos de raiva. E nunca avacalhava com réus primários. Ele ia lá e tirava sarro dos meliantes fichados, aqueles que realmente mereciam se ferrar. Tinha gente que o acusava de faltar com respeito para com seus "entrevistados", mas o público mesmo adorava. Era um clássico da bizarrice. Às vezes os bandidos falavam ao microfone, o que normalmente resultava em momentos ainda mais engraçados.
Outra maravilha eram os patrocinadores do programa. Eu acho que o público principal do programa eram policiais civis e gente barra-pesada, porque os patrocinadores eram quase sempre escolas de tiro, e a sempre presente Taurus, uma fábrica de armas de fogo. Casas "da luz vermelha" também eram comuns. Eu nunca esqueço de um jabá no qual o Paulão aparecia no Carmen´s Club (famoso "puteiro da Tia Carmem"), cercado das "sobrinhas", como são conhecidas as meninas do lugar. Todas de roupa íntima, fio-dental... e o Paulão enlouquecido no meio daquilo ali, dizendo as falas dele aos gritos enquanto o mulherio atrás se acotovelava para mostrar a bunda ou os peitos para a câmera.
Eram situações impagáveis, que ocorriam pelo caráter precário da produção do programa e pelo caráter inusitado dos patrocinadores. Entre maluquices, jabás e muito esforço, o programa continuava no ar, edição após edição. Paulão era um valente.
E tornou-se tão conhecido em Porto Alegre, que passou a evitar a exposição e os riscos de ser pego por algum meliante que tivesse tripudiado durante alguma entrevista. Ele tinha um sítio em Itapuã, aqui em Viamão, onde passava os finais de semana com a família. Segundo quem o conhecia bem, Paulão era um cara bem familiar e bem humorado, ao contrário do que parecia em sua "persona" televisiva.
O engraçado é que ele tinha um jornal impresso, com o mesmo nome do programa da TV. E eu fui lá, fazer estágio nesse jornal. Só que ele não deu certo, o projeto não decolou. Eu bem que queria ter tido a chance de sair com o Paulão para fazer pelo menos uma daquelas reportagens de câmera tremida, gente correndo e barulho de tiros, morro acima.
Em 2011, finalmente deixou essa vida de empresário de si mesmo (que eu conheço e sei que é duríssima), e passou a ser repórter contratado da Band. Se o jornalismo dele era mesmo jornalismo, ou se era apenas entretenimento, não sei. Sei com certeza que era um sensacionalista. E era o máximo. O Alborghetti gaúcho!
Só que, diferente do Alborghetti, o Paulão não se vestia como um radialista ou um jornalista qualquer. Ele se vestia como um policial civil. Olhando de longe, qualquer um o confundia com um policial civil. Até o carro dele tinha emblemas, adesivos e uma pintura que lembrava os carros da Polícia Civil do RS. Pelo menos, era assim em sua fase autônoma.
Eu não acho que o Paulão Repórter Policial seja um precursor de alguma coisa, ou uma figura a ser seguida. Embora ele tenha imitadores. Não vamos exagerar seu papel. Era uma subcelebridade local de Porto Alegre e Região Metropolitana, quando muito. Mas já foi muito mais do que esse batalhão de repórter pseudo-sérios que entopem as redações de jornais e que são completos desconhecidos. E que vão ser lembrados só pela família, se tanto.
Nada mau para o filho de uma empregada doméstica, que nasceu em uma das vilas mais pobres de Porto Alegre. O cara era realmente formado em Jornalismo... pela UFRGS! Como eu disse: nada mau para o filho de uma doméstica, numa vila braba, e que poderia não ter dado em nada na vida.
Eu acho que ele não teve impacto histórico. Mas era incrivelmente divertido de assistir, fugia ao lugar-comum. Foi único. Foi um sujeito que não se prendeu ao modelo do jornalista almofadinha, de palavras escolhidas. Ele foi folclórico, sensacionalista, e perseguiu a notoriedade com persistência até alcançá-la. Nisso, eu o admiro. Admiro porque o entendo. Compactuo até.
Enfim. Agora, morreu. Virou presunto, como diria na TV.
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25/04/2012
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Ontem dei uma visitada na Câmara Municipal de Viamão. O pessoal da Escola Técnica Agrícola estava lá para dar umas explicações, dizer algumas coisas sobre a organização do 32º Rodeio da ETA. Eles até me mandaram uma resposta à minha matéria avacalhando a história do ingresso ao evento. Sexta, eu a publico aqui (não quero "furar" minha própria coluna no jornal impresso).
Fiquei feliz em receber a resposta da ETA, basicamente porque eu tenho que publicá-la na minha página, e ela toma um espaço desta página. Como estou meio doente e sem energia para escrever, é um espaço a menos que eu tenho que preencher. Valeu aí, ETA! Mas isso não é o assunto deste post.
INDIGNAÇÃO CONSTANTE
O caso é que fui à Câmara de Vereadores. Lá encontrei (ou melhor, fui encontrado por) uma velha amiga cujo nome não revelo para não constrangê-la. Trata-se de uma pessoa dessas, que está sempre mexendo com alguma coisa. Denunciando alguma coisa, ou montando uma denúncia contra alguém, ou com algum processo correndo contra alguém. Acho que todo mundo aí, que lida com líderes comunitários e partidos políticos, deve conhecer uma figura dessas. Elas existem em maior ou menor número em quase todas as cidades do Brasil.
Pois bem. Lá estava ela. Envolvida em mais um rolo, claro. O rosto, franzido em constante nervosismo. A fala, rápida e estridente, com uma voz que em momento algum transmite qualquer sinal de paz e tranqüilidade.
Não sei como não morre do coração.
Eu tentei bater um papo, dizer que "não é por aí", que a vida não é para ser vivida desse jeito. Eu mesmo era um desses indignados, vivia olhando com ódio as maracutaias aprontadas por aí, ficava matutando esses ódios na minha cabeça. Depois de um tempo aprendi a viver. Eu ainda denuncio as malandragens de que fico sabendo, mas no fundo, no fundo, eu concordo com Oscar Niemeyer:
"Eu sou pessoalmente pessimista. Eu tô na linha dos velhos pessimistas. Eu acho que a vida é um minuto. O ser humano completamente desprezado, nasce e morre. Então o sujeito tem que olhar pro céu e sentir que é pequenino, que tem que ser modesto, que nada é importante. A vida é um sopro, um minuto. Então não há razão pra esse ódio todo."
Então no fim das contas eu bato, xingo, denuncio, mas se aquela luta não toma um rumo próprio, se o MP, ou a comunidade, não compram a briga, eu vou largando de mão. Na verdade, quando alguma entidade mais séria assume a briga, eu caio fora, sempre. Só "levanto a lebre", mas não fico esquentando a cabeça com a mesma coisa muito tempo. Simplesmente não é importante. Nada é tão importante.
Bom. Voltando à senhora nervosinha. Conversei com ela numa linha "don´t worry be happy", mas não funcionou. Acho até que ela não vai mais falar comigo.
Outro personagem desses é "o profeta", um senhor de barba curta e cabelo comprido que aparece às vezes lá no meu serviço, sempre indignado, nervoso, com problemas que não são dele (e na maioria das vezes, o cidadão interessado está bem mais calmo do que o "profeta"). O cara é um líder comunitário. Fica correndo atrás dos problemas dos vizinhos. O problema é que ele acaba tornando-se muito chato.

Sim, chato. Eu mesmo falo de política, das roubalheiras, disso e daquilo. Mas não o tempo todo. Quem me conhece sabe que, fora os momentos em que estou escrevendo ou levantando dados para escrever, eu gosto é de falar de outras coisas. Bobagens, na maior parte do tempo. Porque as lutas são coisas que a gente faz, mas não vive para elas. Senão a vida fica um saco.
O "profeta" está sempre lutando, sempre. Não tem papo sobre outra coisa que não seja A LUTA. Chato prá-caray!
Mas não é a chatice natural das lideranças comunitárias que me preocupa. Afinal, são pessoas boas, pessoas que estão preocupadas com o social. O que me intriga é: como alguém pode viver em constante conflito, em constante "estado de nervos"? Num constante ranger de dentes, numa constante ansiedade?
Não acredito que sejam pessoas felizes, sendo assim.
Aliás, o físico delas me comprova que são infelizes: são pessoas de rostos crispados, envelhecidos prematuramente. A tamanha perturbação que há dentro da cabeça transparece na pele, na voz. Na própria "energia" da pessoa. Quem é meio sensível às energias das pessoas, sente-se incomodado quando perto de uma figurinha dessas.
Eu consigo. Não porque não sinta o nervosismo do meu interlocutor, e sim porque desenvolvi uma capacidade magnífica de não ser afetado por ele.
O que me intriga mesmo é que essas pessoas, mesmo percebendo que não conseguem ser felizes, respirar devagar, falar calmamente, viver de forma leve e tranqüila, mesmo percebendo que seu jeito de ser as mantém em constante guerra, as leva a sofrer processos, entrar em brigas... mesmo percebendo tudo isso, elas não param para pensar. Não buscam dar novo rumo às suas vidas.
Acho que eu mesmo só deixei este estado de torpor e fúria porque sempre fui muito "orientado a resultados": se um jeito de viver não me faz feliz, eu não tenho medo de largar ele de lado e tentar outro. E sinceramente não entendo como essas pessoas, ao invés de tentar viver mais "leves", ainda procuram mais sarna para se coçar a cada dia.
A personalidade da pessoa tem que ser algo que AJUDA ela, e não atrapalha. É preciso ser capaz de reformar a própria personalidade. Não mudar a própria natureza, mas adaptá-la e explorar o seu melhor. Pessoas que se pretendem lideranças não deveriam ser negativas, ficar rançando em cima da mesma tecla por anos. Todo mundo sabe que sorriso rende muito mais voto do que cara fechada.
Talvez seja um caso para a psicanálise explicar. Eu sou fascinado pelo estudo dos distúrbios psíquicos.
NÂO VAMOS GENERALIZAR
Nem todo líder comunitário é assim. Tem um cara, o Pedro Ciarlo, aqui de Águas Claras, que é também outro desses "puxadores de protesto". Mas ele consegue conversar sobre outras coisas, tem uma voz calma, conta piadas. Daí dá para conciliar numa pessoa o lado "lutador" com o lado "normal". Tem o Vanderlei, lá do campo de futebol da Florença, que também é uma liderança na comunidade e que é legal.
Não é a atividade que faz a pessoa. Mas a atividade política e comunitária, me parece, atrai muita gente com esse perfil nervoso, mal resolvido, incômodo.
Para encerrar, mais um pouquinho da sabedoria simples de Oscar Niemeyer:
"Eu acho que tudo vai desaparecer. O tempo cósmico é muito curto. Me perguntaram outro dia: "o senhor não tem prazer em saber que mais tarde o sujeito vai passar e ver o trabalho que você fez"? Ah, mais tarde o sujeito vai desaparecer também. É a evolução da natureza. Tudo nasce e acaba. O tempo que isso vai perdurar é relativo.
Você olha pro céu e fica espantado. É um universo fantástico que nos humilha e a gente não pode usufruir nada. A gente fica espantado é com a força da inteligência do ser humano, que nasceu feito um animal qualquer, e hoje pensa, daqui a pouco está andando pelas estrelas, conversando com os outros seres humanos que estão por essas galáxias aí. Mas no fim, a resposta de tudo isso é isso: nasceu, morreu: fodeu-se."
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24/04/2012
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Hoje abri o site de uma conhecida escola técnica de informática aqui de Viamão (não é a Objetus, só posso revelar isso). E o site é totalmente estruturado em Tables...
Tables
Tables
Tables
Exatamente como eram os sites, 10 anos atrás. Não o site de um mercado, de um políico ou de uma cabeleireira, e sim, o site de uma escola técnica de informática.
Escola Técnica de Informática com site com Tables
Assim meu mundo cai.
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24/04/2012
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Em entrevista, o Boni dizia que a TV deveria se centrar em programação ao vivo, e que os "enlatados", ou seja, os seriados e programas pré-gravados, os filmes, migrariam para a Internet e a TV "on-demand", ou seja, para um tipo de transmissão que não tem grade de programação: o espectador é quem escolhe o que quer ver, baixa o programa, e então assiste.
Esse cara é uma sumidade, um grande nome da TV nacional e coisa e tal. Mas eu tenho que discordar da visão dele. Não como jornalista, como blogueiro ou como qualquer coisa dessas, e sim, como simples telespectador.
Eu não consigo conceber a idéia de uma programação exclusivamente focada na encomenda de programas, na qual eu possa escolher o que ver. Simplesmente porque, para quem não é aficionado por um programa qualquer, a TV funciona de forma diferente.
É óbvio que nós, espectadores comuns, temos alguns programas de nossa preferência, os quais não queremos perder de jeito nenhum. É o documentário interessante, o seriado engraçado, aquele filme emocionante. Coisas que, até há pouco tempo atrás, nos levavam a fazer malabarismos de agenda, a fim de chegar na frente da TV no horário do programa tão esperado. Hoje, algumas operadoras de TV por assinatura já oferecem o recurso de "gravar" o programa para ver quando der tempo. Hoje dá para baixar tudo da Internet, na verdade.
Mas a TV, seja ela ligada à NET, à Sky, ou à humilde anteninha que pega o sinal aberto, não é feita apenas de programas que a gente "não pode perder". Ela é também feita de uma programação que não conhecemos, não controlamos e não esperamos. Ela é como um "casual game", um desses joguinhos em Flash que a gente abre num intervalo do serviço para dar uma jogadinha sem compromisso, por alguns minutos, sem aquela fissura de querer vencer até o final. E que pode nunca mais voltar a ler. Ela funciona como aquelas revistas que a gente encontra no consultório do dentista, e vai lendo sem a obrigação de decorar, entender completamente ou emitir opinião. A gente vai lendo para passar o tempo, enquanto o doutor não chama a gente para a consulta.
A TV é, em certo sentido, uma diversão casual, uma caixinha de surpresas.
É um aparelho que a gente liga em horários inesperados, e descobre coisas que nos surpreendem. Quem nunca acordou no meio da madrugada, com vontade de ir ao banheiro, e depois perdeu o sono, e perdendo o sono, ligou a TV, acabando por descobrir um baita de um filme ou seriado que nem pretendia ver? Que nem sabia que existia?
Minha filha adora ver o canal de Nickelodeon. Eu gosto de ver junto. Se fôssemos pedir programas on-demand, ela só baixaria "iCarly" e "Brilhante Vitória". Mas como não temos nada disso, ela é obrigada a ver tudo o que passa entre um seriado a outro na grade da emissora. E foi assim que descobrimos "Zoey 101", "Drake & Josh", "Grachi" e o ótimo "Julie e os Fantasmas", dos quais nunca teríamos ouvido falar não fosse a "obrigação" de vê-los para poder assistir os seriados favoritos da Camilinha.
Na programação adulta ocorre o mesmo. O fato é que nós, seres humanos normais, somos muito resistentes a tudo que é novo. Eu, por exemplo, não agüento ver começo de novela. Não suporto ver os primeiros episódios de nenhum seriado. Mesmo obras-primas como "Grimm" e "Supernatural" foram para mim, demoradas para começar a digerir com prazer. Se eu visse só seriados on-demand, jamais sairia de "Friends", "Seinfeld" e outras velharias. Mas como a TV está ligada, e os seriados novos estão passando, e eu não tenho opções melhores (e conhecidas) em outros canais, acabo assistindo. E descobrindo coisas de que gosto.
Filmes são um caso à parte. Alguns dos melhores filmes que já vi na vida, eu os vi só porque estavam passando na TV (normalmente nos canais por assinatura), eu liguei o aparelho na hora certa e acabei me interessando. Se eu os fosse comprar, ou baixar, talvez jamais os tivesse conhecido.
Tem coisas que a gente assiste porque quer. Planeja assistir, daí vai para a frente da TV na hora certa, ou baixa da Internet. Mas na maior parte do tempo, a TV é uma coisa que a gente liga e diz "surpreenda-me!". E torce pelo melhor, sem saber o que virá.
Duvido que pelo menos metade dos leitores aí não concorde que, muitas vezes, quando sentamos em frente a uma televisão, não temos a intenção de ver nada específico: queremos apenas ver o que os canais têm a nos oferecer. E embarcamos em uma aventura na qual a graça está em justamente descobrir programas fantásticos, ou tão toscos que sejam divertidos. Parte da graça está em haver algum não-controle.