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        Este é o site-blog-qualquer-coisa do jornalista, programador, humorista e metido a filósofo Fábio Burch Salvador. Gaúcho, fissurado em História, amante das cores fortes, das manchetes bombásticas, dos carros antigos e de filmes cult, e programador inveterado de PHP.
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        Diário de Carina
        Leia e confira, as idéias de uma quase-jornalista brigando pela causa.

        Irmão do Décio
        Blog do sujeito que criou o fictício New Fiat Premio. Que mais posso dizer?

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        Federação Nacional dos Jornalistas, nossa gloriosa entidade de nível nacional.

        Olavo de Carvalho
        Site de opiniões do mais maluco dos direitistas. Ele ainda vê o "perigo vermelho" até nos desenhos animados.

        Projeto Portal
        Um site que traz notícias a partir da perspectiva de um grupo que tem idéias bastante peculiares. Vale a pena ler para abrir um pouco a cabeça.

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        Internautas Cristãos
        Site com textos que defendem uma visão cristã da vida e do mundo. Andei lendo na tentativa de voltar a acreditar em Deus. Não deu certo, mas vocês podem ir lá e tentar.

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        Blog do retardado mais reacionário que já vi Ele demonstrou, por exemplo, a ligação entre Iron Maiden e o satanismo. É cômico.

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        Vocês querem bacalhau? Vocês querem mocotó? Vocês querem pão e circo? Este site "oficial" é bom por uma razão: avacalha totalmente o programa. E é muito divertido.

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      • Domingo, 31 de Janeiro de 2010, às 17:59:11
        ::: A identidade profissional dos jornalistas - custa 300 reais, e nem o site da Fenaj deixa claro quais as vantagens
        Ha ha! Aqui ó, que eu vou pagar 300 pilas por essa coisa, que na prática serve para muito pouca coisa. O preço pode ser razoável para os médicos, engenheiros ou arquitetos, mas pensar que um jornalista em início de carreira terá como desembolsar isso sem quebrar as pernas e cair no cheque especial, não é otimismo. É alucinação.
        Está lá, para quem quiser ver, no site da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas): “Jornalista tem que ter identidade”, é a frase chamariz. A gente clica num link, e cai em outra página, na qual estão as instruções sobre o procedimento de obtenção da tal carteira de jornalista, uma espécie de identidade profissional, semelhante às emitidas para médicos, enfermeiros, servidores públicos e outros grupos mais, que não lembro agora.

        De início, parece uma baita idéia: obter uma identidade profissional da categoria! Que legal! Imagine o charme, de chegar numa repartição pública.
        - Documento, por favor!
        - Serve esse aqui?
        - Oh, que legal, tu és jornalista, que barato!

        Só que, logo abaixo, o texto explicativo joga um balde de água fria no ânimo do bonito. Para jornalistas em dia com seu sindicato, a brincadeira sai por 80 reais. Para quem está com o carnê sindical atrasado, são 150. Para quem não é sindicalizado, o mimo não custa menos de 300.

        O que? Trezentos barões por uma identidade? E que não vai trazer NENHUM benefício real, prático, a não ser nas LIMITADÍSSIMAS vezes em que poderá ser usada em algum evento ligado à Fenaj? Largar seis notinhas da onça em cima da mesa, só por um pedaço de plástico que serve para tentar fazer grau diante do caixa do supermercado? Aliás, nem tanto grau assim, porque hoje em dia todo mundo sabe que jornalista formado é grande candidato a garçom ou oficial de justiça. Sendo que os jornalistas formados que optam por essas outras carreiras são os considerados “bem sucedidos”, porque ganham mais do que os que são realmente jornalistas.

        Ainda mais, quando no país inteiro temos jornais sendo feitos por médicos, administradores, políticos e líderes comunitários, sem nenhuma necessidade de carteira, diploma, experiência ou mesmo senso do ridículo. Aliás, senso do ridículo, me parece, perdeu a Fenaj. Na medida em que preencher os requisitos para fazer parte e ter a identificação conforme quer a Fenaj, torna-se muito oneroso para o vivente, ele vai se afastando da entidade. Depois, cobram maior participação da classe.

        Eu não tenho essa carteira de identidade de jornalista. Até poderia ter uma, pois sou formado e, como não dei muito certo no jornalismo, acabei fazendo concurso público - portanto poderia desembolsar os 300 barões que a Fenaj quer, ao contrário dos jornalistas que realmente viraram repórteres. Mas para quê? A gráfica não pede essa coisa quando bota nossos jornais a rodar. E os leitores não mandam cartas para a redação perguntando sobre nossas carteiras.

        Eu não sou um jornalista devidamente identificado – a não ser, claro, nas regiões onde o jornal que eu faço circula. Lá, nem preciso de identidade para as pessoas saberem o que eu faço. Mas os donos de jornal não formados também são reconhecidos nas ruas. E assim a vaca vai para o brejo. De grão em grão, a galinha enche o papo. E no fim, a Fenaj fica chorando as pitangas porque a Justiça derrubou a exigência do diploma.

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        Domingo, 31 de Janeiro de 2010, às 03:42:19
        ::: O Eco - mais um jornalzinho natimorto de Viamão
        A capa do exemplar que me caiu, por acaso, nas mãos
        Ontem, depois do serviço, fui tomar umas cervejas com o pessoal do serviço, e a Fabiana me ligou, informando que eu deveria comprar umas coisas. Comprei no mercado do Seu Carlinhos, no centro de Viamão. Até aí, nada de mais. Mas eu notei que o Carlinhos enrolava os ovos em um jornal que eu nunca tinha visto. Pedi a ele um exemplar.

        Cara, que coisa bizarra. O jornal chama-se “O Eco”, e a edição que me caiu nas mãos é de “Julho e Agosto de 2009”. Ou seja, deve ser um jornal bimestral. Ou era. Sei lá.

        Interessante foi encontrar uma coluna escrita pelo Paulo Soldati, um cara que vive envolvido com comunicação social, aqui em Viamão, há anos. Já vi ele correndo para fazer rádio, mas nunca havia lido nada escrito por ele. No “Eco”, tinha um texto sobre um jogador chamado Escurinho. Não me interessei muito. Não dou muita bola para futebol.

        Mas o fato é que o tal “Eco” não deve ter vingado. Aliás, muitos jornais razoáveis, bons, e até excelentes, não vingam. Em Viamão, muito menos. Gozado é que eu me lembro de terem fundado uma tal de AVI (Associação Viamonense de Imprensa), que deveria ser a entidade reguladora e organizadora da imprensa viamonense. Na época, não me convidaram para participar – provavelmente por diferenças políticas. Mas dois meses depois da fundação, já não se ouvia falar dessa coisa.

        O que me surpreendeu foi que esse “O Eco” tenha saído, nascido e morrido sem que eu visse suas movimentações. Eu, que acompanhava até o Tri Bom, um jornal que dedicava-se a mostrar festas nas vilas, e fotos de adolescentes seminuas. Em Viamão, me aparece cada uma...

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        Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010, às 17:01:17
        ::: Boa sorte para nós, jornalistas. Um texto que todo estudante deveria ler.
        É preciso ser louco para ser jornalista. Dos estereótipos descritos pela Carina, eu me encaixo entre o revolucionário e aquele que só queria ser famoso.
        Eu não sou de ficar copiando textos de outros sites, até porque gosto muito de escrever e inventar as atrocidades que vocês lêem aqui, mas eu tive que surrupiar do Diário de Carina esta obra prima da auto-consciência profissional dos jornalistas. E acreditem: é tudo verdade. Falo isso do alto da minha condição de jornalista que se formou e não deslanchou. Que não virou âncora do Fantástico. Que não foi convidado para entrevistar celebridades ao som de uma bandinha no canto do palco.

        Então, lá vai o texto, que todo estudante de Jornalismo deveria ler:

        ----------
        Sorte para nós

        Não esperem ficar ricos com o Jornalismo.

        Não há vagas para todos no mercado de trabalho.

        A lei determina no máximo cinco horas de trabalho, mas na prática vocês trabalharão muito mais do que isso.

        Façam estágios, do contrário sairão daqui com um diploma na mão e a sensação de que não aprenderam nada.

        As frases são ditas na primeira semana de aula. Um banho de água fria para os calouros que abriram mão de tanta coisa para estudar jornalismo. Para quem brigou com o pai porque não quis ser advogado. Para quem não quis ser médico, nem dentista. Pra quem mudou de cidade para realizar um sonho de infância. Para quem deixou de ser atriz porque pensou que o jornalismo fosse o caminho mais curto para ficar famoso.

        Não tem jeito. Abala quem talento e jeito pra coisa. Abala também a mocinha sonhadora que pretendia virar celebridade ao aparecer na televisão.

        Mas eles estão tão animados com a idéia de estar na faculdade, preferem ignorar aquelas palavras. Se não for pelo talento, serão jornalistas então pela beleza e simpatia.

        - Mamãe sempre disse que eu era lindo e carismático. Vou ser âncora do Fantástico!

        E se for meio desengonçado, será pela pose de intelectual.

        - Eu sei tudo sobre cinema e tenho desprezo por livros de auto-ajuda. Então vou ser colunista da Folha!

        E tem também os revolucionários.

        - Vou fiscalizar o governo e tentar mudar o Brasil com minhas reportagens investigativas.

        O certo é que por algum motivo eles continuam lá. Com ou sem estágio; Com ou sem experiência; Com ou sem nenhuma garantia.

        Eles lutam com as armas que podem, sujeitando-se aos ditos estágios “voluntários” onde, na maioria das vezes, são explorados. Eles recebem pouco ou nenhum salário e na maior parte são cobrados como se fossem profissionais experientes. Como se não fosse o bastante, ainda precisam digerir as críticas de quem não está por dentro das condições reais do trabalho que encaram diariamente. Falta de preparação e estrutura, são apenas alguns dos desafios.

        É cruel a sensação que se tem ao acordar todas as manhãs sabendo que lutará o dia inteiro em função da faculdade e que irá dormir sem saber se conseguirá um emprego decente quando estiver formado. Difícil conviver com o medo de não encontrar a oportunidade certa para mostrar sua capacidade.

        E é assim que a gente tem seguido, nessa batalha constante para converter as dificuldades do cotidiano em desafio. Estando consciente de que tenho feito muito além do que minhas condições favorecem para estar aqui, até me permito pronunciar uma frase conformista e de senso comum: Seja o que Deus quiser.

        E Boa sorte para nós.

        ----------

        PS, com um toque de desilusão: o sonho é lindo. Mas depois da formatura, vêm as contas. Que bom que ainda existem pessoas apaixonadas como a Carina, e muitos outros que conheço por aí. Eu fui prático nessa hora, dei aula no Senac e fiz concurso público. Prova disso é que são 17h e eu já tive tempo de escrever dois posts no blog hoje. Mas não pensem que eu rio dos sonhadores. Quem insiste no sonho de viver do jornalismo, mesmo quando tudo indica que é hora de desistir, o faz porque tem mais esperança do que eu. Ou condições de viver mais tempo com os pais. Mas não se enganem: a estabilidade e o volume modesto de serviço não apagam a sensação do sonho perdido.

        Tanto é, que eu insisto em ser jornalista. Insisto de forma incansável. No último ano, voltei a escrever, editando um jornal numa linda e pequena cidade do meu Rio Grande do Sul. Embora eu me ocupe muito poucas horas de cada semana com isso, é o único tipo de trabalho sobre o qual falo com entusiasmo. Tinha razão um professor meu, que dizia que jornalismo não é profissão, é tara, coisa de maníacos.

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        Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010, às 16:49:45
        ::: Jornalismo coletivo, desta vez com critérios
        É a vida.
        Bom, pessoal. Aos meus poucos leitores, fica a notícia de que estou entrando em férias. Denovo. Pois é. Eu havia acumulado alguns dias, e agora vou tirando tudo ao longo deste verão.

        Uma das coisas que pretendo fazer nesses dias de ócio é retomar o projeto de um site de notícias coletivo, democrático e aberto a todos os que quiserem nele postar. Só que será bem mais simples e eficiente do que o velho “Melhor de Todos”, lançado em 2007 e descontinuado em 2009. Terá um tipo de sistema no qual os leitores avaliarão cada texto, e o autor será então qualificado junto. Para evitar que o “jornal virtual coletivo” vire a zona que virou o MdT, com todas aquelas politicagens sendo discutidas, e até baixarias.

        Vamos ver no que vai dar. Aguardem novidades sobre essa idéia. Mas com certeza não será algo tão “liberado” quanto o defunto MdT, já que foi exatamente o excesso de liberdade e o mau uso que foi feito, que levaram ao seu fim.

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        Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010, às 10:28:53
        ::: Brigato Design, como eu poderia esquecer?
        Volkswagen SP3, na conepção da Brigato. O SP3 seria o sucessor direto dos esportivos nacionais SP1 e SP2, construídos de verdade na década de 1970 pela Volkswagen. Bem que ela poderia mesmo lançar esse SP3. Os dois vovôs eram "movidos a Fusca". O novo, claro, teria que ter algo mais moderno.
        Como todos sabem, eu adoro carros. E constantemente, mostro aqui umas imagens feitas por blogueiros que gostam de imaginar suas próprias modificações em modelos que existem na realidade.

        Eu não poderia, então, deixar de indicar o blog Brigato Design.

        Adepto da idéia de que os clássicos não morrem jamais, o blog traz desenhos modernos para imaginários relançamentos de modelos do passado, que fizeram história. Às vezes, fala de carros reais. E às vezes, cria carros do nada. Muito bom. Quem curte essa história de desenhar carros precisa conhecer e salvar o link lá nos Favoritos. Nos meus, pelo menos, ele já consta.

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